Quem é a estrela caída do céu em Apocalipse 9:1? É o diabo ou outro ser?

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Você Pergunta: Presbítero, em Apocalipse 9:1 há a menção de uma “estrela caída do céu na terra”. Esse texto está falando da queda do diabo? Se sim, por que ele seria chamado de estrela nesse texto? Qual seria o simbolismo aplicado ali? Faça um vídeo para nós aprendermos com mais detalhes!
O capítulo 9 do livro de Apocalipse está inserido no contexto das conhecidas sete trombetas. A trombeta, no mundo bíblico, era um instrumento de sopro usado para comunicar algo importante ao povo.
Geralmente era feita com o chifre de um animal, embora também existissem trombetas de metal. Seu som servia como alerta, convocação ou anúncio de acontecimentos decisivos.
Um exemplo clássico desse uso está no relato da conquista de Jericó, onde o toque da trombeta anunciou quando o povo deveria gritar e invadir:
“E será que, tocando-se longamente a trombeta de chifre de carneiro, ouvindo vós o sonido dela, todo o povo gritará com grande grita; o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá nele, cada qual em frente de si” (Josué 6:5).
Em Apocalipse, a trombeta mantém essa função simbólica de aviso. Cada toque comunica algo que o povo de Deus precisa observar com atenção.
No caso específico de Apocalipse 9, o som da trombeta aponta para acontecimentos que se dão entre a primeira e a segunda vinda de Cristo. Esses eventos não existem para gerar curiosidade sensacionalista, mas para despertar vigilância espiritual no coração da igreja do Senhor Jesus.
O texto nos chama a discernir os tempos e a compreender como Deus governa a história, mesmo quando forças malignas estão em ação.
Diante disso, surge a pergunta: o que exatamente Apocalipse 9:1 ensina? Quem é a “estrela caída do céu na terra”? Estaria o texto falando da queda do diabo? E por que ele é chamado de estrela? É isso que vamos examinar com cuidado a seguir.
O texto de apocalipse 9:1 em seu contexto imediato
Comecemos com o próprio versículo: “O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na terra. E foi-lhe dada a chave do poço do abismo” (Apocalipse 9:1).
Logo de início, é importante perceber que João está descrevendo uma visão simbólica. O livro de Apocalipse utiliza imagens, figuras e linguagem apocalíptica para comunicar verdades espirituais profundas.
A estrela mencionada não deve ser entendida como um corpo celeste literal que caiu sobre a terra (se isso acontecesse a terra seria destruída). O próprio desenrolar do texto deixa claro que se trata de um ser pessoal, pois a ele “foi dada a chave do poço do abismo”.
Uma estrela literal não recebe chaves nem exerce autoridade. Estamos, portanto, diante de uma figura simbólica, que aponta para fatos do final dos tempos.
A estrela como linguagem figurada
Na Bíblia, o termo “estrela” pode ser usado de forma figurada para se referir a seres espirituais ou a autoridades com certo grau de poder (Isaías 14:12).
O texto de Apocalipse 9:1 não explica diretamente por que esse ser é chamado de estrela, mas o uso dessa imagem pode apontar para grandeza, esplendor e autoridade.
No entanto, o detalhe fundamental é que essa estrela está “caída”. O verbo indica uma ação passada, algo que já ocorreu antes da cena descrita.
Essa combinação é teologicamente significativa: alguém que possuía esplendor, mas agora se encontra em condição de queda. Isso nos conduz naturalmente à figura do diabo.
Ele é um ser que teve posição elevada, mas que caiu por causa de sua rebelião contra Deus. Assim, a estrela caída representa um ser poderoso, porém corrompido.
Por que identificar a estrela com o diabo?
A identificação dessa estrela com o diabo se encaixa de maneira coerente no contexto do texto. Em primeiro lugar, trata-se de um ser espiritual caído.
Em segundo, ele recebe acesso ao poço do abismo, local associado à prisão e à atividade de espíritos malignos. Em terceiro, sua atuação resulta na liberação de forças demoníacas que afligem os ímpios.
Embora o texto não diga explicitamente “esta estrela é o diabo”, o conjunto das informações aponta fortemente nessa direção. Ele está caído, mas ainda possui poder.
Não foi destruído plenamente. Isso explica por que é chamado de estrela: não porque seja digno de honra, mas porque ainda exerce influência real no mundo.
A chave do poço do abismo e a soberania de Deus
Um detalhe crucial do texto é a expressão “foi-lhe dada a chave do poço do abismo”. Isso mostra claramente que essa estrela não age de forma autônoma (com poder para fazer o que quer).
Ela não possui a chave por direito próprio. Alguém lhe concede essa autoridade. Esse detalhe é fundamental para uma leitura equilibrada do texto.
Mesmo o diabo, com todo o seu poder limitado, só age dentro dos limites estabelecidos por Deus. A chave simboliza autoridade, mas uma autoridade delegada e temporária.
Deus continua sendo soberano sobre todas as coisas. Ele é quem tem as chaves do controle da história e permite, por um período determinado, a atuação do mal para cumprir seus propósitos justos.
Os gafanhotos e a ação demoníaca
A continuidade do capítulo esclarece ainda mais a identidade da estrela. Após abrir o poço do abismo, dela saem gafanhotos, que simbolizam forças demoníacas com poder destrutivo. Contudo, até mesmo esses seres recebem limites claros quanto à sua atuação:
“e foi-lhes dito que não causassem dano à erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma e tão-somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte” (Apocalipse 9:4).
Esse versículo é extremamente revelador. Ele mostra que o povo de Deus está protegido. Os que possuem o selo do Senhor não são atingidos por essa ação específica. Mais uma vez, vemos que o mal age sob restrições impostas pelo próprio Deus.
O simbolismo teológico da estrela caída
Assim, Apocalipse 9:1 apresenta o diabo de forma realista e teológica. Ele não é um mito, nem um poder equivalente a Deus.
É um ser criado, que teve esplendor, mas caiu. Ainda possui capacidade de enganar, destruir e oprimir, mas seu destino já está definido.
A linguagem simbólica da estrela comunica exatamente isso: poder corrompido, autoridade limitada e queda irreversível.
Essa leitura é confirmada pelo próprio desfecho da história bíblica. O fim do diabo é descrito de forma clara e definitiva:
“O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 20:10).
Diante de tudo que aprendemos, o ensino de Apocalipse 9:1 não existe para gerar medo, mas discernimento. A igreja precisa compreender que vive em um mundo onde forças espirituais atuam, mas que nenhuma delas está fora do controle de Deus.
A vigilância, a fidelidade e a confiança no Senhor são as respostas corretas diante dessas verdades.
O texto também nos lembra que o mal tem prazo de validade. O diabo age, mas caminha para sua condenação final. Enquanto isso, o povo de Deus é chamado a permanecer selado, firme e atento aos alertas da Palavra.
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