A parábola da figueira que poucos conhecem!

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta |
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Você Pergunta: Presbítero, eu sei que há duas parábolas que falam a respeito de figueiras, e você já explicou uma delas. Gostaria de pedir que explicasse aquela que está em Lucas 21:29–36. Se for possível, faça-a versículo por versículo, para aprendermos de forma mais detalhada.

Jesus usou algumas vezes a figueira como peça de muita importância para trazer ensinos. Por isso, não podemos nos confundir com as histórias.

Temos pelo menos três menções a respeito de figueiras nos evangelhos. A primeira delas não é uma parábola, mas é a citação de Jesus achando uma figueira com folhas e sem frutos, que foi amaldiçoada por Jesus (Mateus 21:18-22).

A outra citação é a famosa parábola da figueira estéril (Lucas 13:6-9). E, por fim, a que aprenderemos hoje, que também fala de figueira sob uma ótica de final dos tempos e vigilância.

Nosso foco aqui será Lucas 21:29–36, um texto profundamente ligado aos sinais do fim e à postura espiritual que o discípulo de Cristo deve ter enquanto aguarda o cumprimento das promessas do Senhor.

Vamos caminhar versículo por versículo para extrair o máximo de entendimento.

Parábola da figueira explicada versículo por versículo

O chamado à observação espiritual

“Ainda lhes propôs uma parábola, dizendo: Vede a figueira e todas as árvores” (Lucas 21:29).

O contexto aqui são explicações de Jesus a respeito de sinais do fim dos tempos e de acontecimentos severos que viriam sobre o mundo.

Ele chama seus discípulos a olhar para a natureza. Aqui, especificamente para a figueira e para as árvores em geral.

Jesus era mestre em usar elementos simples do cotidiano para ensinar verdades profundas. Ao apontar para árvores comuns, Ele mostra que o discernimento espiritual muitas vezes começa com algo básico: observar corretamente as coisas.

Perceba que Ele não menciona apenas a figueira, mas “todas as árvores”. Ou seja, o princípio é universal. A observação dos sinais naturais ajuda a entender melhor os sinais espirituais.

Sinais que contam uma história

“Quando começam a brotar, vendo-o, sabeis, por vós mesmos, que o verão está próximo” (Lucas 21:30).

As árvores funcionam dentro das leis gerais da natureza, que ditam a forma que naturalmente as coisas ocorrem. Quando aparecem pequenos brotos de folhas, sabe-se, pela observação desse sinal, que o verão está chegando.

Isso faz com que as árvores “contem uma história” mesmo sem falar. Há uma linguagem nos sinais. Mas, claro, somente quem presta atenção entende!

Jesus está ensinando algo muito importante: Deus deixou marcas visíveis na história. Assim como ninguém se surpreende com o verão depois dos brotos, o povo de Deus não deveria ser pego desprevenido diante dos acontecimentos proféticos que o Senhor já revelou na Palavra!

Discernimento espiritual envolve atenção aos sinais que Deus vai deixando dia após dia na história!

A correspondência profética

“Assim também, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus” (Lucas 21:31).

Agora ele faz a correspondência do ensino. Quando certas coisas começarem a aparecer no mundo, acontecimentos começarem a brotar, seria um sinal de que o reino de Deus está próximo.

Aqui Jesus conecta natureza e profecia. Os sinais mencionados anteriormente no discurso (guerras, perseguições, convulsões no mundo) funcionariam como os brotos da figueira.

Isso indica que os sinais apontavam para uma proximidade cada vez maior do retorno de Cristo, de sua segunda vinda que, depois, foi compreendida de forma mais detalhada pela igreja primitiva.

O ensino é claro: Deus não age sem avisar. O problema nunca é falta de sinais, mas falta de percepção espiritual. O dia da vinda é uma surpresa, pois ninguém sabe exatamente esse dia, mas a informação de que Ele virá, essa já foi profetizada e os sinais dessa vinda estão sendo mostrados por Deus!

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A questão difícil da geração

“Em verdade vos digo que não passará esta geração, sem que tudo isto aconteça” (Lucas 21:32).

Aqui temos uma parte bem complexa dessa parábola. Quando Jesus menciona que não passará essa geração, o que está querendo afirmar?

Teólogos diversos já tentaram explicar isso de muitas formas, com muita maestria. Existem duas linhas principais de interpretação:

  • Alguns pensam que Jesus estava falando somente da destruição de Jerusalém, que ocorreria algum tempo depois e aquela geração ainda veria.
  • Outros pensam que Ele está falando de todo o apanhado de sinais sobre o final dos tempos, e a geração citada tem sentido de “humanidade”.

Dentro dessa segunda compreensão, a humanidade não seria destruída antes de ver os sinais e, posteriormente, a vinda do Senhor.

Independentemente da posição adotada, o ponto central do texto permanece: as palavras de Cristo são confiáveis e os acontecimentos ocorreriam conforme o plano do Senhor.

A autoridade absoluta das palavras de Jesus

“Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Lucas 21:33).

Baseado na autoridade que tinha, Jesus deixou claro que não estava brincando, nem fazendo qualquer tipo de figura vazia. Aquilo que prometeu iria se cumprir.

Suas palavras não passariam a ponto de não se cumprirem. Era um decreto de Deus.

Aqui vemos uma das declarações mais fortes sobre a confiabilidade das palavras de Cristo. O universo visível pode passar por transformação, mas a palavra do Senhor permanece firme.

Para nós hoje, isso é um chamado à confiança. Em um mundo instável, a única âncora segura continua sendo a palavra de Cristo.

O perigo de um coração distraído

“Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço” (Lucas 21:34).

A parábola ganha agora uma aplicação mais prática. Os sinais não eram para satisfazer curiosidades sobre o fim do mundo como ele é, mas para produzir transformação de vida.

A santidade deveria ser vivida em todos os cenários, mas especialmente no cenário mais difícil. Jesus aponta três perigos que endurecem o coração:

  • Vida desregrada (orgia);
  • Entorpecimento espiritual (embriaguez);
  • Ansiedade sufocante (preocupações deste mundo).

O servo de Cristo não deveria ser pego de surpresa, afastado da presença de Deus. O problema não é apenas o pecado escancarado, mas também um coração pesado pelas ansiedades da vida. Muitos não caem pela perseguição, mas pela distração.

A abrangência do juízo

“Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a terra” (Lucas 21:35).

Não existe escapatória natural. O juízo de Deus atingirá a todos.

Jesus amplia o alcance: não é um evento local, mas global. Os sinais apontavam e o passar dos dias traria sobre todos o grande juízo final, marcado e decretado pelo Senhor.

Isso reforça a urgência do alerta anterior. Não é um assunto secundário. Trata-se do destino eterno da humanidade. Todos deveriam estar atentos a essa verdade!

Vigilância e oração: a postura do verdadeiro discípulo

“Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem” (Lucas 21:36).

Aqui está o coração da aplicação. A oração é colocada como um fator fundamental que deve acompanhar as atitudes dos servos de Cristo. Ela ajuda a alinhar nosso coração a Deus e ao seu propósito.

Quando Jesus fala sobre escapar dessas coisas, não está ensinando fuga física dos acontecimentos, mas uma vida espiritual preservada.

É passar pelas lutas, mas não como malfeitor. Passar como servo de Cristo, unido a Ele!

E quando Ele fala sobre estar em pé na presença do Filho do Homem, significa estar salvo, ter permanecido fiel e limpo diante do Senhor.

Vigiar e orar continuam sendo as duas colunas da perseverança cristã.

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