Por que Jesus disse que o reino dele não era desse mundo?

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta |

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Você Pergunta: Presbítero, quando Jesus foi interrogado por Pilatos, Ele afirmou que o reino Dele não é deste mundo. O que isso significa ali, dentro daquele contexto? Jesus, sendo Deus, o reino Dele não inclui todas as coisas, inclusive este mundo? Fiquei um pouco confuso com essa afirmação do Senhor Jesus. Ajude-me a entender.

Jesus disse algo muito curioso para Pilatos, quando foi interrogado por ele:

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (João 18:36).

A dificuldade nesse texto é que Jesus é citado na Bíblia como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Então, por que Ele não seria o rei também sobre esse mundo? Por que ele disse que seu reino não era daqui?

Para entender bem isso, analise comigo o contexto dessa fala de Jesus!

O contexto da pergunta de Pilatos

Para entender o que Jesus disse, temos que voltar um pouco no contexto, na primeira pergunta que Pilatos fez a Jesus. A pergunta foi:

“Tornou Pilatos a entrar no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus?” (João 18:33).

Perceba que Pilatos estava interessado na parte política. Para ele, a questão era simples: Jesus era ou não o rei que os judeus esperavam, aquele Messias que poderia provocar uma revolta contra Roma? Precisamos lembrar aqui que os judeus pensavam que o Messias viria para libertá-los de Roma por força.

Sabemos que os judeus não achavam que Jesus era o Messias, mas por que não usar essa informação popular para Pilatos pensar que Jesus poderia se levantar contra Roma, não é mesmo?

Jesus, com sua sabedoria habitual, não respondeu de forma direta. Ele disse:

“Respondeu Jesus: Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a meu respeito?” (João 18:34).

Com essa resposta, Jesus leva Pilatos a refletir sobre a origem da acusação. Em outras palavras, Ele expõe que aquela pergunta vinha das acusações feitas pelos líderes judeus.

Pilatos, claramente incomodado, responde:

“Replicou Pilatos: Porventura, sou judeu? A tua própria gente e os principais sacerdotes é que te entregaram a mim. Que fizeste?” (João 18:35).

Aqui Pilatos praticamente diz: “Olha, quem está te acusando são os teus próprios líderes. Eles dizem que você se faz rei. O que você fez?”

É nesse ponto que chegamos à declaração central de Jesus.

“O meu reino não é deste mundo”: o que Jesus quis dizer

Jesus dá continuidade ao diálogo que está tendo com Pilatos, expondo a frase que estamos analisando:

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (João 18:36).

Aqui está o ponto que gera a dúvida. Jesus não está dizendo que não tem autoridade sobre este mundo. Não está dizendo que este mundo está fora do seu domínio. A própria Bíblia mostra o contrário.

Lembremos que após a ressurreição, Ele declarou:

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“Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28:18).

Portanto, não há contradição. Jesus possui, sim, autoridade total. Então, o que Ele quis dizer com “meu reino não é deste mundo?

Jesus não é um rei político como Pilatos imaginava

O ponto central é este: Jesus está mostrando que não é um rei do tipo que a política humana conhece. Nem um rei que se moldaria aos reinados desse mundo!

Pilatos só conseguia pensar em termos de poder político, revolta militar e ameaça ao Império Romano. Mas o reino (e missão) de Cristo é de outra natureza.

Observe a lógica da fala de Jesus. Ele diz que, se seu reino fosse deste mundo, seus seguidores lutariam para impedi-lo de ser preso. Mas o que aconteceu?

Jesus foi capturado sem resistência violenta. Não houve exército. Não houve levante armado. Não houve tentativa de golpe.

Isso revela algo profundo: o caminho do reinado de Cristo passava pela cruz, não pela espada.

O reinado de Jesus passa pela verdade e pela cruz

Jesus continua o diálogo e aprofunda a questão:

“Então, lhe disse Pilatos: Logo, tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (João 18:37).

Que declaração poderosa. Jesus não nega ser rei. Pelo contrário, Ele confirma. Mas redefine completamente o conceito da sua realeza.

O seu reinado não vem por conquista militar, mas por testemunho da verdade. O seu trono não começa com glória política, mas com o sacrifício na cruz.

O seu povo não é formado por súditos forçados, mas por pessoas que ouvem a sua voz e pertencem à verdade.

Pilatos, homem pragmático e político, percebe rapidamente que Jesus não representa ameaça ao Império. Por isso o texto mostra que ele não encontrou crime algum em Cristo (João 18:38).

Jesus tem autoridade sobre este mundo, sim

É muito importante deixar isso claro ao nosso coração: Jesus tem autoridade sobre tudo e todos! Quando Jesus disse que seu reino não é deste mundo, Ele não estava dizendo:

Que não governa sobre o mundo. Que não tem autoridade aqui. Ou que este mundo está fora do seu domínio. Pelo contrário.

Como vimos, Ele afirma ter toda autoridade no céu e na terra. O que Jesus está ensinando é que o seu reino não se origina deste mundo nem funciona segundo os padrões deste mundo.

O reino de Cristo não nasce de estruturas políticas humanas. Não depende de força militar. Não se estabelece por manipulação de poder. Ele é um reino espiritual, eterno e fundamentado na verdade de Deus.

Por que Jesus foi tão cuidadoso com as palavras

Jesus foi extremamente cuidadoso porque Pilatos só entendia um tipo de reinado. Se Cristo dissesse simplesmente “sou rei”, sem explicação, poderia ser interpretado como um rebelde político contra Roma. Mas Jesus deixa claro que seu reinado é de outra natureza.

Ele veio ao mundo para morrer pelos pecadores, para revelar a verdade, para trazer luz espiritual ao mundo!

Pilatos percebe isso. Ele vê que Jesus não está interessado em política romana nem em disputar poder terreno. Por isso conclui que não havia crime algum naquele homem.

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