Jesus foi grosseiro com Maria quando disse “Mulher, que tenho eu contigo?”

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta |

📖 Antes de começarmos este estudo, deixe-me te fazer duas perguntas rápidas:

Você já leu um texto da Bíblia e sentiu que não conseguiu entender tudo que ele ensina?

Ou já percebeu que muitos temas bíblicos ficam mais claros quando conectamos vários textos das Escrituras?

Isso acontece porque a Bíblia não foi escrita como um livro de estudo organizado. Os ensinos estão espalhados por diversos livros e contextos diferentes.

Por isso, muitos cristãos leem a Palavra por anos, mas ainda sentem dificuldade para ligar os textos e entender o ensino completo.

Foi justamente para resolver isso que desenvolvi o Método Texto na Tela™, onde estudamos a Bíblia de forma organizada, conectando os textos e entendendo a mensagem das Escrituras de Gênesis a Apocalipse.

Hoje já são mais de 25 mil alunos que decidiram sair da leitura “picada” da Bíblia para um estudo mais claro e estruturado e com acompanhamento!

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Agora vamos ao estudo de hoje...

Você Pergunta: Por que Jesus tratou Maria tão mal quando disse a ela “Mulher, que tenho eu contigo?” na ocasião da transformação de água em vinho? Em minha leitura parece-me um pouco grosseira a forma como Jesus tratou sua mãe. Como podemos entender essa passagem? Jesus foi grosseiro mesmo ou existe algo que nos explique melhor essa questão?

Caro leitor, sempre que analisamos uma expressão vinda de outra língua e traduzida para a nossa, é preciso cuidado na análise, pois, nem sempre a tradução passa plenamente a ideia que o texto original quis trazer.

Isso porque, também, em uma conversa, nem sempre o texto frio passa toda a emoção. Por isso, precisamos entender bem o contexto e o significado de Jesus dizer para Maria “mulher, que tenho eu contigo?”.

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Mulher, que tenho eu contigo? É um termo grosseiro?

(1) Maria, Jesus e Seus discípulos foram convidados para esse casamento que aconteceu na cidade de Caná da Galileia (João 2:1-2).

Maria percebeu um problema na festa, que foi o vinho ter acabado (João 1:3). Talvez Maria fizesse parte da organização desse casamento ou ficou sabendo do grave problema de outra forma.

O fato é que as comemorações de casamento desse povo podiam chegar até a uma semana e não ter vinho era um golpe negativo na reputação do dono da festa e representava uma má forma de começar um casamento.

Maria sabia que Jesus era alguém que poderia, com Sua sabedoria, dar alguma direção na solução de tão grave problema. Por isso ela foi falar com Ele, acertadamente.

(2) Após receber de Maria a notícia sobre a falta de vinho, Jesus respondeu: “Mas Jesus lhe disse: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora” (João 2:4).

Na tradução para o português corremos o risco de achar que Jesus foi grosseiro porque geralmente não tratamos uma pessoa próxima por “mulher”, ainda mais a mãe.

Você não diz para sua mãe: mulher, por que me perguntou isso? Mulher, o que está acontecendo! Não é comum aqui para nós! Mas e na língua que Jesus falava, tem algo de normalidade na expressão “mulher, que tenho eu contigo?”

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O termo grego “gune” não é desrespeitoso na língua original (grego) em que foi escrito o Novo Testamento. Ele poderia ser traduzido também por “minha senhora”, “madame”.

Usado, por exemplo, em um tom mais irônico ou descontraído, poderia até representar Jesus provocando de forma brincalhona a sua mãe. Mas não tem como saber, apenas lendo o texto, o tom de voz, o jeito que foi falada essa expressão por Jesus!

Talvez uma tradução que nos passasse no português um sentido mais adequado seria “cara mulher” ou “oh! mulher” (ou seja, não temos aqui uma grosseria de Jesus).

Mas, é claro, esse não era um termo comum a ser usado para a própria mãe. Mas o que devemos saber é que não era desrespeitoso com ela e nem um termo considerado grosseiro. Não sabemos, porém, porque Jesus o usou para Sua própria mãe.

O que Jesus queria dizer com “mulher, que tenho eu contigo”?

(3) Jesus parece querer dizer a Maria que Seu ministério havia iniciado e que era preciso certa separação entre Sua vida como filho de Maria e José (onde seus pais direcionavam de certa forma a sua vida e decisões) e Sua missão (que era agora conduzida de forma especial apenas por Deus).

Não significa que Maria não era mais nada, mas significa que Jesus deveria agora crescer para fora das “barras da saia” de sua mãe, assumindo o protagonismo da missão, dentro da vontade do Senhor!

É difícil, porém, saber exatamente o que Jesus quis dizer com “ainda não é chegada a minha hora”. Será que Ele estava falando a Maria que agora ela precisaria entender que era o Pai que iria conduzir o ministério Dele e não Ela (a mãe que conduziu e cuidou de Jesus com muito zelo desde pequeno)?

Ou que Ele iria fazer ali uma pequena demonstração da grandeza do poder de Deus, que ainda seria manifestado de forma plena futuramente com sua Morte e ressurreição? Não sabemos ao certo.

(4) O fato é que Maria compreende perfeitamente o que Ele quis comunicar a ela quando disse “Mulher, que tenho eu contigo?”, pois, na sequência, ela orienta os serventes com muita sabedoria:

“Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser” (João 2:5).

Isso demonstra que a fala de Cristo de forma alguma foi desrespeitosa com Sua mãe, antes, teve objetivos importantes na Sua comunicação com ela e com os que estavam ali naquele momento.

Não conseguimos saber plenamente esses objetivos, mas Maria os compreendeu plenamente e como uma grande serva de Deus pode presenciar um grandioso milagre do Senhor Jesus, que abençoou esse casamento!

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