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#VocêPergunta: A Bíblia diz que comer carne de porco é pecado?

Postado por em: #VocêPergunta

Por André Sanchez

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#VocêPergunta: A Bíblia diz em Levítico 11. 7 que a carne de porco era considerada impura. Por isso, aquele povo não podia comê-la. Minha pergunta é: Comer carne de porco hoje em dia é pecado ao cristão? Por quê?

Caro leitor, o texto que você citou diz: “Também o porco, porque tem unhas fendidas e o casco dividido, mas não rumina; este vos será imundo;” (Lv 11. 7)

As restrições alimentares foram dadas por Deus aos israelitas (judeus). Nessa restrição Deus separou os animais em puros e impuros para a alimentação do povo. As restrições no Antigo Testamento parecem indicar que Deus, entre outras coisas, queria fazer distinção entre Israel e os gentios (os outros povos). Os animais puros representavam o povo de Israel, enquanto os impuros representavam os gentios. Essa distinção era vista em diversas leis para diversas áreas da vida, inclusive a alimentação.

Vemos Deus proibindo também várias praticas ao seu povo, que eram praticas comuns a povos pagãos, inclusive alguns hábitos alimentares.

Muito tempo mais tarde, quando a nova aliança mediada por Jesus Cristo passou a incluir os gentios (não-judeus), esses conceitos alimentares foram suspensos, pois, sendo os gentios participantes dessa aliança, já não há a necessidade dessa distinção. É o que chamamos da aplicação da Graça de Deus, que é superior à Lei, mas que a cumpre em todos os seus princípios morais.

Jesus demonstrou a suspensão das restrições alimentares nessa ocasião: “…porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim, considerou ele puros todos os alimentos.” (Mc 7. 19).

O principio da lei é mantido quando a Bíblia no Novo Testamento sempre indica a importância da santidade e da pureza (em todas as áreas da vida), que são as marcas de um santo (de um separado, consagrado a Deus). Restrições alimentares, portanto, já não são necessárias.

Por isso, não há problema algum em o cristão comer carne de porco.

Para um aprofundamento maior sobre o assunto, leia Atos 10. 9-16

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244 comentários

  • Sidney Cardoso disse:

    Nada contra a Bíblia e a igreja !
    Mais eu acho que na época era uma jogada de marketing para vender e dar mais valor as cabras!
    pois a uma cabra tinha mais valor e rendia menos!

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Vish, você “viajou na batatinha”… mas mesmo assim, obrigado pelo comentário!!

      Abs!

      Responder
      • Selmo aguiar disse:

        Querido irmao o capitulo 7 de marcos que voce sitou nao fala de alimentos puros ou impuros e sim de um ritual de higiene praticado na epoca assim como em atos tamben nao sobre alimentos mas uma parabola mostrando a Pedro que ele deveria levar a mensagem de salvaçao a Cornelio um gentiu considerado imundo nao podemos sair do contesto devemos estudar todo o capitulo com a orientaçao do Espirito Santo Deus nao muda ele e o mesmo do principio meio e fim um abraço que Deus te abençoe.

        Responder
        • Elder Paz disse:

          E se Pedro tivesse comido os alimentos que Deus o mostrou?
          acho que muita gente ainda está amarrado e preso ao costumes antigos. Jesus veio para nos livrar da escravidão, para salvar os pecadores.

          Responder
          • Sérgio Gomes Rosa disse:

            Pedro não poderia comer os alimentos que Deus lhe mostrou, afinal, era uma visão, não eram reais, e de fato o assunto do texto era a quebra de preconceitos contra os gentios, e não a questão de alimentos puros ou impuros. Utilizar este texto para tratar do consumo da carne de porco é tão incorreto quanto utilizar a parábola do rico e Lázaro para tratar de assunto de imortalidade da alma.

      • ludmila disse:

        Reponde o comentário de baixo! Quem viajou foi o senhor que pegou trechos soltos da bíblia para justificar a carnificina. Atos dos apostolos 15.20
        Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue. Deus proibiu o uso de determinados animais para o consumo, sendo eles os quadrúpedes com casco único, garras, não ruminantes, roedores, carnívoros terrestres, insetos e artrópodes diversos, répteis, anfíbios, aves rapineiras e carniceiras e peixes sem escamas (de couro ou cartilaginosos) .4. Nada podia ser usado dos animais imundos para consumo, nem o cadáver deles deveria ser tocado, estes pecados eram abomináveis a Deus, Dt.14:8, Isa.66:17;5. Deus proibiu o consumo de sangue e gordura animal, Lv.3:17

        Deus proibiu definitivamente comer sangue em todas as épocas. Nos dias logo após o dilúvio, o Senhor disse: “Pavor e medo de vós virão sobre todos os animais da terra e sobre todas as aves dos céus; tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar nas vossas mãos serão entregues. Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora. Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis” (Gênesis 9:2-4). Na lei de Moisés, Deus simplesmente ordenou: “Qualquer homem da casa de Israel ou dos estrangeiros que peregrinam entre vós que comer algum sangue, contra ele me voltarei e o eliminarei do seu povo. Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida” (Levítico 17:10-12). No Novo Testamento, a palavra de Deus continua a proibir o consumo de sangue: “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas cousas essenciais: que vos abstenhais das cousas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas; destas cousas fareis bem se vos guardardes. Saúde” (Atos 15:28-29). Veja também Atos 15:20; 21:25.

        Responder
        • André Sanchez disse:

          Ludmila, acho que já expliquei bem a questão. Você deixou também seu comentário. Só vou deixar mais um texto para finalizar:

          “Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro…” (Cl 2.20-21)

          Responder
          • Fabian Renz disse:

            Ludmila, acho que já expliquei bem a questão. Você deixou também seu comentário. Só vou deixar mais um texto para finalizar:

            “Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças: não manuseies isto, não proves aquilo, não toques aquiloutro…

            Que absurdo, está usando a palavra para dizer que não devemos segui-lá.

            Sugiro que você leia o texto dentro do contesto, Ore antes de estudar a palavra.

            Fique na Paz!!!

      • sebastião Hilton disse:

        Bom dia a todos, a paz do Senhor. gostaria de deixa um comentário,no livro de LV. Deus se preocupa com a saúde das pessoas,quando Ele diz ser o porco imundo,Deus falaria e depois Ele próprio voltaria atrais, sabemos que o porco é imundo porque foi Deus quem disse, fui fazer visita a um hospital encontrei um adolescente de 13 anos que estava com a larva do porco no cérebro quando a larva se movia em sua cabeça ele caia. estava esperando um medicamento vindo dos EUA,se o medicamento não matasse a larva teria que abri a cabeça. Deus estava nos mostrando que isso ia ocorrer em alguns que comem carne de porco, prefiro obedecer. e não comer.

        Responder
        • André Sanchez disse:

          Sebastião, se você obedece a uma lei cerimonial do Antigo Testamento, logo tem que obedecer a todas. E tenho certeza que isso não acontece

          Responder
          • Maria de oliveira disse:

            Na Bíblia diz que impuro é o que sai da nossa boca, pois, o que comemos vai pro estômago depois vai pra fossa, O que comemos não vai pro coração E sim o que sai da boca, como, calunias, más intenções, inveja, etc. Marcos, 7,14-21

          • carlos esteves disse:

            amigos irmaos vamos respeitar a decisao de cada um pois paulo disse que quem come come quem nao come nao come …..pois o reino de deus nao é comida e nem bebida e sim paz e justiça………..eu nao como mais carne de porco mas nao vou ser condenado por isso ………vc ama a deus sobre todas as coisas e seu procimo como a si mesmo .. vc faz essas coisas entao vc esta salvo fique em paz,,,,,,,,,,,,,,,,,

        • William disse:

          Concordo plenamente. Não podemos pegar alguns versículos e tentarmos justivicar nossos erros a palavra de Deus e sim sim ou não não. Entao esta bem claro pra nos em lev 11

          Responder
          • Fabiano saas disse:

            Ola acredito que Deus conhece nosso corpo melhor q ninguém pois ele criou os animais e o homem e se ele fiz que o porco não é p nossa alimentação eu não devo questionar pq muitos não como cachorro gato? Ja pensaram no porque no diluvio Deus ordenou q entrasse apenas um casal de cada animal impuro e 7 casais de cada animal puro? Acredito que Deus sabe melhor q ninguém o q devo ou não comer ate pq o mesmo porco q existia no passado é o mesmo de hoje ta na essência dele …

          • André Sanchez disse:

            Fabiano, me esclareça uma coisa: Quais foram os animais impuros que Noé levou na arca?

        • Kélita Soares disse:

          Se colocarmos nesses termo, teremos que falar da gripe aviária, da vaca louca e etc… Não sou especialista no assunto, mas mesmo os especialista sempre falam de alguma coisa e depois voltam atrás. A questão que quando Deus falou, queria nos proteger de certas enfermidades, certos animais ditos “impuros” precisavam de cuidados especiais, na hora de matar, armazenar e até no cozimento. Como um povo nômade, como era o povo de Deus, poderia ter tal cuidado? Hoje tanto a tecnologia e a medicina estão mais avançados, O povo de Deus ñ é mais nômade, e todos meios de higiene podem ser observados e praticados. Deus ñ muda, ou seja, sua essência. Deus se arrependeu de ter feito o Homem e em outros textos tbm é feita a referência no arrependimento de Deus. Será que Deus mudou de ideia? Ele ñ é imutável? Devemos examinar melhor os textos e contextos, muitos estão morrendo sem Cristo, isto sim é triste e relevante irmãos. Que a paz do Senhor que excede todo entendimento possa nos alcançar.

          Responder
      • Neres Santana disse:

        tudo em excesso faz mal a saúde, independente que eu agredi-te qui devo comer isso ou aquilo não mudara em nada na minha trajetória com Cristo.>>> Um crê que pode comer de tudo; já outro, cuja fé é fraca, come apenas alimentos vegetais. >> Romanos 14. 2

        Aquele que come de tudo não deve desprezar o que não come, e aquele que não come de tudo não deve condenar aquele que come, pois Deus o aceitou.>> Romanos 14. 3

        Responder
      • Carla Felix disse:

        oi,André, não sigo nenhuma religião,mas tenho estudado a Biblia e amo a Deus e quero servi-lo da melhor maneiro possivel, portanto, não concordo que podemos consumir todo o topi de alimento,pois , até mesmo citentificamente é comprovado os maleficios dos animais tidos como imundos por Deus. Os peixes de couro e frutos do mar,por exemplo, são considerados os lixeiros das aguas, pois consomem restos de bichos mortos e não eliminam o mercurio e outras toxinas de seus organismo.Já os peixes com escama, comem animais vivos e sadios e eliminam as toxinas pela escama, não passando assim para nós humanos, ao consumirmos tais. Da mesma forma sabemos do perigo da carne de porco, que tem tantos vermes, que sobrevirem mesmo as mais altas temperaturas. E se vc notar, se tiver um machucado e comer esses tipos de alimentos, seu machucado demora mais que o normal para cicatrizar e até inflama. Esses são os chamados “alimentos remosos”. Assim chamava minha vó, pouco estudada e católica. “Menina, não comes esse peixe pois ele é romoso. Vais demorar a curar tua ferida.” Bendita sabedoria dos mais velhos!
        Se noso corpo é templo de Deus, vamos cuidar dele ! Nessa descrição dos animais impuros no novo testamento, era apenas uma forma de Deus dizer que todos devem ter direito a conhecer o amor de Deus e de Jesus (Yeshua). Yeshua não veio para abolir a lei! Se assim fosse, poderiamos quebrar os outros mandamentos , matar e roubar e sair impunes, não acha?

        Responder
        • André Sanchez disse:

          Carla, é preciso separar os mandamentos cerimoniais que foram abolidos dos mandamentos morais que permanecem. Por exemplo, não mais sacrificamos animais.

          Responder
          • Carla Felix disse:

            logicamente não sacrificamos mais animais porque os sacrificios eram apenas sinais do que viria. Yeshua se sacrificou para abolir os sacrificios de animais. Se fossemos sacrificar, estariamos desqualificando o próprio sangue de Yeshua! não tem ligação uma coisa com a outra! srrs Eu acho assim, cada um segue da maneira que achar melhor, mas eu acredito que quanto mais seguirmos as direções que Deus nos deu, melhor! Se nos alimentarmos de maneira correta, nosso corpo estará mais saudavel e mais forte contra coisas malignas, e nossa ligação com o Criador maior e mais forte!Assim como a observação do Shabat .Isso nos leva para um compromisso maior com Ele!Fique na paz!!

    • Jefferson Van de Graaf disse:

      rsrsrsrs, essa é boa

      Responder
    • jair gelinski disse:

      Deus sempre protegeu o seu povo. Considere que naqueles tempos nao havia saneamento basico. Entao os animais, principalmente o porco, comia qualquer sobra ou restos que encontrava. O indice de contaminacao da carne do porco era altissima, o inverso dos nossos dias. Sabiamente, a lei antiga proibia, ou melhor, protegia os cidadaos. Hoje podemos comer com seguranca, visto que e tudo inspecionado. E quem aceita Jesus como seu Senhor e Salvador segue seus ensinamentos, assim como Paulo de Tarso, que nao o conheceu mas creu.

      Responder
  • Marcony do HDA disse:

    Poe viajou nisso….rsrs

    Responder
  • Gabriela disse:

    Também vemos em Romanos 14 que a nova igreja de Cristo não fazia mais diferença entre dia e dia, ou de um alimento para o outro, esse que fazia diferença, Paulo chamou de débil na fé, veja: “Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas.
    Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes.
    O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu.
    Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.
    Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.
    Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus”.
    Romanos 14:1-6
    Abraços

    Gaby

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Gabriela, muito boa a sua contribuição. Mostra claramente a suspensão das leis alimentares sob a nova aliança em Cristo.

      Obrigado!!

      Responder
      • Marcus Vinicius Vidoti de Moraes disse:

        KKKKKKKKKKK MEU AMIGO, ATÉ EU QUE NÃO TENHO RELIGIÃO E SÓ LEIO A BIBLIA SEI MAIS Q VC….KKKKKKKKKKKKKKKKKKK….VC LÊ PNAS PARTES E FAZ SUA CONCLUSÃO….ISSO NÃO EXISTE, VC DEVERIA FICAR QUIETO DO QUE DAR UM FALSO TESTEMUNHO.

        Responder
        • André Sanchez disse:

          Marcus, ficar dando gargalhadas em texto não faz seu argumento ser mais pesado.

          Responder
        • Elder Paz disse:

          quem deve ficar quieto é você!
          não defendemos religião, e sim a graça de Deus que nos salva mediante a fé.

          Responder
          • Neres Santana disse:

            Elder : ninguém aqui esta discutindo religião ! as pessoas aqui só estão esclarecendo textos para facilitar a vida do próximo. a proposito >>> A palavra Religião vem do latim (religare) e, na sua essência significa: “ligar novamente”, ,

    • Aline Ferreira Rodrigues disse:

      Cara amiga, Gabriela,

      Romanos 14:1-6, se refere às pessoas que comiam carne (as carnes puras de Lev 11) e legumes, e às pessoa que comiam apenas legumes (as vegetarianas), ambos os lados acreditavam ser a maneira de se alimentar necessária para o caminho da salvação, o que fazia com que algumas pessoa se escandalizassem e ficassem confusas ao ver outros cristãos não compartilhando do mesmo costume.
      É por esse motivo que Paulo pede para que não julguemos as pessoas, pois não importa se ela é vegetariana ou não, se são qualquer um dos dois, fazem com a intenção de servir ao Senhor. ^^v

      Abraço.

      Responder
    • Elder Paz disse:

      concordo com seu comentário. Estamos livres das leis que nos prendiam. por isso podemos comer carne de porco, cultuarmos a Deus no domingo, por que o nosso sábado é JESUS.

      Responder
      • Sérgio Gomes Rosa disse:

        Amigo Elder, agora vc realmente misturou coisas completamente diferentes, Jesus não aboliu a lei, Mateus 5 é claro, “até que o céu e a terra passem, nem i ou til da lei será mudado”, as leis cerimoniais apontavam para o sacrifício de Cristo na cruz, e lá encontraram sua finalidade, o Sábado se encontra em outro conjunto de leis, os 10 mandamentos, cujos outros 9 vc não ousaria dizer que estamos dispensados de observar.

        Responder
        • Kélita Soares disse:

          Querido Sérgio, Jesus disse que os mandamento se resumiriam em 2, “amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo, como a nós mesmos”. Com base nessa palavra, Jesus curou no sábado, mesmo sendo questionado pelas pessoas que o cercava. Se formos estudar a fundo, poderemos nos decepcionar. Humanamente a Bíblia foi altamente manipulada, mas deixo uma frase do meu antigo pastor: mesmo que eu descubra que a Bíblia ñ é 100% verdade, nada apagara as experiências que eu tenho com Deus. Podemos conhecer a Bíblia de cor, mas se eu ñ buscar intimidade, experiências com Deus, nada me adiantará. Fique na paz de Cristo.

          Responder
          • André Sanchez disse:

            Kélita, eu discordo totalmente de você quando diz que a Bíblia foi altamente manipulada. Um estudante aprofundado dos originais verá claramente de forma fascinante a preservação do texto durante os séculos.

          • Kélita Soares disse:

            André, talvez manipulada ñ seja a melhor expressão mesmo, mas segundo historiadores, existe a possibilidade do livro de Gênesis, Jó e outros livros serem alegóricos. O pentateuco ñ ter sido escrito por Moisés, e sim por escribas q o auxiliavam. Os livros q foram atribuído ao apostolo Paulo sofreu grande influência do helenismo, cultura da época, ou seja mistura de muitas culturas. Sem contar que cada autor colocou uma dose de seu temperamento, personalidade, experiências… Dizem os estudiosos q João quando foi pra ilha de Pátimos, exilado, psicologicamente ñ estava bem. E nesse contexto foi escrito o livro de Apocalipse. Mesmo na tradução para o português, vimos versículos q em uma tem um sentido, quando usamos outra… tem um sentido bem diferente. Por isso q quando vamos estudar a Bíblia, temos q usar várias versões, estudar os escritos dos historiadores da época e acima de tudo, muita orientação do Espirito Santo. Porém, ñ é isso que acontece dentro das igrejas, sentamos e recebemos tudo q é dito como verdade absoluta, por isso há tanta discordância dentro do cristianismo, cada dia q passa,são abertas novas igrejas independentes. Se a Bíblia é única, o Espirito Santo, quem nos dá a revelação, como podemos explicar isso? Ñ quero confundir… mas, ñ podemos ser levianos tbm. Pedir orientação de Deus, vai sempre nos tirar do mar de dúvidas.

          • André Sanchez disse:

            Kélita, você poderia citar alguns nomes desses “estudiosos” que você cita para que avaliemos a obra deles? Veja, estudiosos existem aos montes afirmando um monte de besteiras por ai. Precisamos avaliar bem.

          • Fabian Renz disse:

            Sob que condições podemos receber a promessa de entender coisas divinas? A Bíblia diz em Provérbios 2:1-6 “Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e entesourares contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento; sim, se clamares por discernimento, e por entendimento alçares a tua voz; se o buscares como a prata e o procurares como a tesouros escondidos; então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus. Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca procedem o conhecimento e o entendimento.”

            Bíblia nos dá mandamentos de Deus, os quais são imutáveis. A Bíblia diz em Mateus 5:18 “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido.”

            Tenha fé irmã, A palavra é a voz de Deus!!!

      • Fabiano saas disse:

        Meu amigo Jesus não é o sábado ele se declara dono senhor do sábado bem diferente …

        Responder
      • Fabian Renz disse:

        Esta distinção entre os animais limpos e imundo continuará até ao finais dos tempos. A Bíblia diz em Isaías 66:15, 17 “Pois, eis que o Senhor virá com fogo, e os seus carros serão como o torvelinho, para retribuir a sua ira com furor, e a sua repreensão com chamas de fogo. Os que se santificam, e se purificam para entrar nos jardins após uma deusa que está no meio, os que comem da carne de porco, e da abominação, e do rato, esses todos serão consumidos, diz o Senhor.”

        Por que razão devemos guardar o Sábado? É um monumento à criação. A Bíblia diz em Êxodo 20:11 “Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.

        Que requer o quarto mandamento? A Bíblia diz em Êxodo 20:8-10 “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.”

        Qual é a relação entre a lei e o pecado? A Bíblia diz em 1 João 3:4 “Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia.”
        É necessário guardar todos os mandamentos? A Bíblia diz em Tiago 2:10-11 “Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos. Porque o mesmo que disse: Não adulterarás, também disse: Não matarás. Ora, se não cometes adultério, mas és homicida, te hás tornado transgressor da lei.”

        Podemos conhecer a Deus sem guardar os mandamentos? A Bíblia diz em 1 João 2:4-6 “Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade; mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto sabemos que estamos nele; aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou.”

        Qual é o propósito da lei? A Bíblia diz em Romanos 3:20 “Porquanto pelas obras da lei nenhum homem será justificado diante dele; pois o que vem pela lei é o pleno conhecimento do pecado.”

        Podemo-nos salvar observando a lei? A Bíblia diz em Romanos 3:27-31 “Onde está logo a jactância? Foi excluída. Por que lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé. Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. É porventura Deus somente dos judeus? Não é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, se é que Deus é um só, que pela fé há de justificar a circuncisão, e também por meio da fé a incircuncisão. Anulamos, pois, a lei pela fé? De modo nenhum; antes estabelecemos a lei.”

        Agora Você decide irmão, espero que tenha recebido a verdade neste momento, Amém!!!

        Responder
    • Sérgio Gomes Rosa disse:

      Gaby, mais uma vez vc cai no erro de aplicar um texto que trata de um assunto, para tentar trazer luz sobre outro, o texto citado de Romanos claramente trata sobre a questão dos alimentos oferecidos à ídolos, e não sobre a distinção entre animais puros e impuros de Lev. 11.

      Responder
  • jose wilson soares disse:

    andre sanchez mandei um e-mail perguntado sobre o natal mas acabei errando o nome do meu e-mail o correto é este (fixaaprts@bol. com.br) ao inves de ([email protected]) obrigado aguardo sua resposta

    Responder
    • André Sanchez disse:

      José, mandei a resposta em seu email, porém, ela voltou. Acho que está errado esse endereço.

      Responder
  • Madame disse:

    Eu não entendo, nosso corpo é o templo do Espirito Santo. Comer carna faz mal a saude… então ao comer carne de porco estamos destruindo o templo do Espirito Santo…

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Madame, me desculpe, mas você “viajou” agora. Onde está escrito na Bíblia que comer carne de porco destrói o nosso corpo que é templo do Espírito? É obvio que comer qualquer coisa de forma descontrolada faz mal a saúde, mas comer de forma correta é uma bênção de Deus…

      Só para você se informar melhor, deixo um link que mostra (com relação à saúde) algumas coisas interessantes sobre a carne de porco: http://comida.ig.com.br/mitos-e-verdades-carne-de-porco/n1237535050032.html

      Abs!

      Responder
      • Aline Ferreira Rodrigues disse:

        Eu não gostei do seu comentario, quando disse que eu “viajei”, simplesmente pq eu discordo de vc, mas enfim…
        Eu li o link que vc me passou, mas mesmo assim, acredito que a carne de porco continua sendo imunda, pois pelas passagens biblicas que vc citou, li e vi que pelo contexto, (porque eu costumo ler sempre o capitulo inteiro), que Deus através dessa visão dada a Pedro, queria ensina-lo a não fazer distinção entre as pessoas,.((tanto que Pedro ainda refletiu sobre a visão (verso 10), o que não seria preciso, se fosse obvio para ele, como parece ser para muitas pessoas).
        Agora, em questão de Marcos 7:19, gostaria que vc lesse um pequeno artigo sobre esse assunto, que também explica o porque penso o contrario -> http://novotempo.com/namiradaverdade/2009/03/27/o-que-entra-pela-boca-nao-contamina-o-homem-mateus-1511-e-marcos-715/

        Lembrando que gosto muito de seus artigos, e não deixarei de ler só porque não concordo com este. Sei que sempre terão pessoa que pensarão diferente de nós, não te obrigo a pensar como eu, apenas peço que procure me entender, e sem ressentimentos, se quiser continuar com sua opinião. Que a fé no sacrificio de Jesus nos leve à salvação.

        Abraço o/

        Responder
      • nanna disse:

        André Sanchez, o que vc me diz desse livro profético Isaias 66. 16 a 17. pq com fogo e com espada entrará o Senhor em juizo com td carne; os mortos do Senhor serão multiplicado. os que se santificam, os que se purificam nos jardins uns após outro, ( os que cormem carne de porco), e a abominação, e ratos serão consumidos diz o Senhor.

        Responder
        • André Sanchez disse:

          A abominação está naquilo que tem no coração e não naquilo que comemos.

          Responder
          • amaral disse:

            Sr André,sendo assim porque não se come rato,barata,cobra,minhoca morcego e outras coisas mais?a contaminação está na desobediencia a Deus,isaias 66:17,romanos 4:16,lucas23:55,tiago 2:8 a 11

          • André Sanchez disse:

            Amaral, tem países em que se come esse tipo de bicho. Depende da cultura. A contaminação está no pecado, conforme Jesus mesmo disse. É claro que o foco aqui não é contaminação relacionada a saúde.

      • Fabiano saas disse:

        Então experimenta um cachorro grelhado amigo vai q vc gosta ne… Desde q mastiga direitim ta tudo bem… AFF tem hora q tem q ser irônico

        Responder
        • André Sanchez disse:

          Não vou nem responder porque não se faz necessário, o próprio comentário mostra claramente as coisas

          Responder
    • Edson Vidal disse:

      Oi Madame, compartilho totalmente de sua opinião. Eu tinha dúvidas quanto às leis alimentares, pesquisei sobre o assunto e cheguei a este blog. Depois da leitura do artigo, dos comentários e principalmente após meditar no capitulo 14 de João cheguei à conclusão de que basta agente buscar a sua presença de Deus que ele nos revelará qual a sua vontade. Hoje, procuro seguir a palavra que li no livro sagrado e que foi confirmado a mim por Deus nosso senhor. Não importado a opinião do outros, pois a salvação e individual.

      Responder
  • Madame disse:

    corrijo, “carne de porco” faz mal a saude

    Responder
    • Neres Santana disse:

      Madame, tudo em excesso faz mal a saúde, independente que eu agredi-te qui devo comer isso ou aquilo não mudara em nada na minha trajetória com Cristo.>>> Um crê que pode comer de tudo; já outro, cuja fé é fraca, come apenas alimentos vegetais. >> Romanos 14. 2

      Aquele que come de tudo não deve desprezar o que não come, e aquele que não come de tudo não deve condenar aquele que come, pois Deus o aceitou.>> Romanos 14. 3

      Responder
  • teabintes disse:

    “…porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim, considerou ele puros todos os alimentos.”
    desculpe, mas você pegou somente um versículo isolado e isso não prova que a lei alimentar foi abolida, mesmo porque se ler o contexto desse versículo, vai ver que Jesus não estava falando sobre o que era “imundo” no caso a carne de porco, e sim estava se referindo ao comportamento dos fariseus…

    muito vago sua teoria

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Bom, não usei somente esse texto citado por você. Fique à vontade para colocar os motivos que te fazem crer que devemos obedecer as leis alimentares do Antigo Testamento.

      Abs!

      Responder
  • tiago disse:

    Olá, gostaria de saber se pode comer carne sem sangrar, e porque hj em dia a gente compras as carnes, não era como antes que a gente mesmo, a batia o animal, a goar a gente compra pronto e a gente não sabe se foi matado adeguadamente como diz a biblia , ouvi falar que comer carne não sangrada e pecado… e verdade?

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Tiago, como expliquei no artigo, não existe nenhuma restrição alimentar para o crente em Cristo. As restrições alimentares faziam parte da Lei e cumpriram seu papel em um tempo determinado. Após Cristo estas restrições foram revogadas. Pode comer tranquilo.

      Abs!!

      Responder
      • Teabintes disse:

        Então, você só segue o Novo Testamento, certo?pra que serve o velho testamento, se Jesus veio para revogar as coisas que Deus determinou? Jesus veio e anulou o que Deus fez e/ou falou…é isso?acredito que devemos considerar a bíblia por completa, Ela é a Palavra de Deus, Deus deu as leis para serem cumpridas, deu os dez mandamentos para serem seguidos, o sábado para ser de descanso…Jesus veio e isso não foi para apagar as coisas que Deus havia feito e começar novas coisas, e sim para acrescentar no plano de Deus!

        Responder
        • André Sanchez disse:

          Teabintes, várias das leis do Antigo Testamento, principalmente as rituais, foram abolidas em Cristo. Pelo seu argumento, deveríamos, então, estar ainda sacrificando animais, não cortando as beiradas da barba, fazendo circuncisão nas crianças ao oitavo dia, fazendo cocô e enterrando, etc.

          Acho que você precisa estudar e entender um pouco mais a Bíblia.

          Abs!

          Responder
        • Elder Paz disse:

          acho que arrogância de vocês é suprema, se achássemos que só o NT é suficiente, não acreditaríamos que Deus criou o homem e tudo que há na terra. santa paciência!

          Responder
    • Eric disse:

      Você pode comer, se comer fosse pecado talvez não teria perdão tanto que já comi, más Deus fez o melhor para você e o porco faz mal para o corpo que é o templo do espirito, se você pensar assim pode comer o corpo do irmãos, para não desperdiçar…. você viu servir porco num hospital você nunca se perguntou por que..

      Responder
  • Teabintes disse:

    sacrificando animais, não cortando as beiradas da barba, fazendo circuncisão nas crianças ao oitavo dia, fazendo cocô e enterrando, etc….Nenhuma dessas coisas é mandamento de Deus!!

    Até o momento, visitava seu blog e jamais desrespeitei vc em nenhum dos meus comentários, só tentei expor o meu lado, o que eu acredito em relaçao ao seu post…mas percebi que vc é uma pessoa que não aceita contradiçoes, o que escreve e pensa acha que é o correto, se acha o conhecedor de tudo…eu estudo a Bíblia sim e procuro entendê-la cada dia mais, e cada dia mais eu aprendo o que o Eterno tem a me ensinar, e ao contrário de vc não acredito que sou expert em nenhum assunto…pra quê ter um site e abrir comentários, se vc acha q sabe tudo?

    Acho que você precisa estudar mais a Biblia, ler as passagens para saber do que se trata, e não tirar conclusoes de versículos isolados…

    abs!

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Caro, Teabintes, desculpe se pareceu ofensivo o que lhe disse. Não foi minha intensão. Meu blog é aberto aos comentários. Com relação aos exemplos que citei eram sim leis no Antigo Testamento: Observe:

      Lv 19:27 Não cortareis o cabelo em redondo, nem danificareis as extremidades da barba.

      Gn 17:11 Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós.

      E nesse caso? Devemos cumprir esses mandamentos?

      Abs!

      Responder
  • carlos disse:

    Graça e paz irmão, realmente este assunto é um pouco polémico e um pouco inaceitavel a pessoas que se bloqueiam à verdade exposta nas escritura e no poder restaurador da graça, por meras convicções pessoais, DEUS continue derramando de sua graça em sua vida abençoado, continue assim, no temor e no tremor da escrituras sagradas, e DEUS continuara te dando a cada dia mais sábedoria para seu ministerio.

    No amor de CRISTO Carlos santos

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Obrigado, Carlos! Fico feliz com sua visita aqui no blog!

      Abs!!

      Responder
  • Isaias Paes Ribeiro disse:

    este site é uma benção

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Obrigado, Isaías!! Valeu por ler nossos artigos!

      Abs!

      Responder
  • Erick Ferreira disse:

    matou minha duvida

    vlws

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Que bom! Estamos sempre à disposição!!

      Abs!

      Responder
  • Rejane Santos disse:

    amei!!! sobre o sacrificio da filha de jefter foi literal ou simbolico? ela morreu?

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Foi literal. Tanto é verdade que ele gerou um costume em Israel como você pode ver lá em Juízes

      abs

      Responder
  • Landa Almeida disse:

    Adoreí este estudo

    Responder
  • Jefte Filipi Aguiar disse:

    Que a paz esteja com todos!!!!
    meu irmao a passagem de ATOS 10: 9-16 foi uma visao de Pedro, que os animais imundos presentes ali representavam os gentios (nao judeus). Leiam atos 11: 1 AO 18 e vejam a realidada.
    O salvador veio para purificar pessoas nao animais imundos!!!!!!!!

    QUE A PAZ SEJA COM TODOS!!!!!!!!!!!!!!!

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Jefté, é obvio que Jesus veio para salvar pessoas! É obvio também que Jesus pôs fim às leis cerimoniais que figuravam no Antigo Testamento, inclusive àquelas que propunham restrições alimentares.

      Abs!

      Responder
  • Thiaggo Nowaes Ramos disse:

    Deus não quer que sejamos iguais aos gentis, Ele quer que mostramos a eles que servimos ao um DUES VIVO, então vamos tira essa ideia da cabeça de que Deus permitiu que comecemos todos os tipo de animais, pois o Deus que nos fez jamais muda e nunca volta atraz. Ao enviar seu filho Jesus pra morre na cruz foi e é uma prova de amor a nós pois somos mais que animais.

    Responder
  • maxi disse:

    Essa passagem q vc usou está fora do contexto e ñ serve para embasar sua teoria. Jesus usou um parabola para transmitir uma lição moral e espiritual, ñ para p criar uma doutrina. Jesus ao contar essa parabola, ñ tinha como proposito liberar as pessoas para comerem todo tipo de carne, Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos não o contamina”. Mateus 15:18-20.
    os fariseus diziam que, se uma pessoa comesse sem lavar as mãos (ritual de purificação), iria ser contaminada (Marcos 7: 1-4)

    E o objetivo de Jesus era ensinar que a “fonte” das más ações praticadas pelo ser humano se acha no “interior”, não no “exterior”. Não há proveito apenas quando o exterior é purificado, como faziam os fariseus. (Ver Mateus 23:26)

    Portanto, ao Jesus dizer: “não é o que entra pela boca que contamina ao homem, mas o que sai da boca…” , Ele está se referindo ao ato de lavar as mãos como ritual de purificação. Simplesmente está afirmando: “Não é o ato de não lavar as mãos antes das refeições que irá contaminar o homem, mas as palavras más que saem da sua boca”.

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Maxi, faltou apenas explicar a expressão usada por Jesus:

      “E, assim, considerou ele puros todos os alimentos.” (Mc 7. 19)

      Segundo a sua interpretação, o que Jesus quis dizer com isso?

      Abs!

      Responder
      • Almir disse:

        “…porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim, considerou ele puros todos os alimentos.” (Mc 7. 19).
        Mas, pergunto:
        O que é alimento segundo a Bíblia? Alimento segundo a bíblia é o descritos em Levítico 11. Porco não é alimento, Urubú não é alimento, Cobra não é alimento, etc.
        O debate de Yeshua iniciou-se com a acusação de que os discípulos de Yeshua comiam sem fazer Netilat Yadaim (a lavagem das mãos).
        O debate não era a respeito do que comiam, não era a comida em si, mas sim sobre o comer sem lavar as mãos.
        Yeshua diz que o alimento sem lavar as mãos não é o que contamina ao homem (no espírito), mas sim o que sai do coração. Ou seja, os maus pensamentos.
        Mateus 5:17) – Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.

        Responder
        • André Sanchez disse:

          Almir, se você cumpre uma lei cerimonial deve cumprir também todas as outras. Você cumpre cada um delas? Então, por favor, mate as pessoas que comem carne com sangue conforme a Lei descrita em Levítico:

          “Portanto, a vida de toda carne é o seu sangue; por isso, tenho dito aos filhos de Israel: não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda carne é o seu sangue; qualquer que o comer será eliminado.” (Lv 17.14)

          Responder
          • Almir disse:

            As leis de higiene e saúde não tinham caráter prefigurativo. Não eram leis “cerimoniais” e não apontavam à expiação de Cristo na cruz. Os debates de Cristo quanto a questão “do que entra pela boca”, muitas vezes mal compreendidos, diziam respeito a regras de impureza cerimonial, e não de discussões sobre liberdade para alimentar-se de comidas imundas.
            Porque a divisão de animais limpos e imundos vem de ANTES da legislação mosaica. Ao tempo do dilúvio Deus determinou a Noé: “De todos os animais limpos levarás contigo sete e sete, o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua fêmea” (Gên. 7:2). Assim, fica claro que não era regra exclusivamente voltada ao povo de Israel, limitada à legislação mosaica.

            Shalom

          • André Sanchez disse:

            Almir, tudo isso foi ratificado na Lei, se tornando Lei. Assim, se enquadra sim.

          • Almir disse:

            Em Atos 10, quando Pedro tem a visão de animais da terra, e ouve uma voz dizendo : “Pedro, mata e come”.
            Pedro responte : “De modo nenhum, senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda”.
            Daí dá para ver o quanto ele era zeloso quanto a esse mandamento. Mesmo sendo visão figurativa, pois figurava a pessoa de Cornélio, no instante em que Pedro tem a visão ele pensa ser literal e que realmente deveria matar e comer.
            Só depois entendeu que a visão se tratava de Cornélio, para que ele não chamasse de impuro ao gentio o qual D-us havia santificado.
            Então fica claro que Pedro ainda seguia aos mandamentos concernentes aos alimentos, e isso vivendo já na Nova Aliança. Portanto, ele demonstra que não aprendeu com Yeshua (Jesus) ou seus companheiros apostólicos a alimentar-se daqueles animais.

          • André Sanchez disse:

            Almir, Pedro também defendia algumas questões relacionadas ao judaísmo e foi arguido por Paulo algumas vezes por causa delas. Até para os apóstolos a transição para a nova aliança foi gradual. O fato citado por você, fazendo uma inferência ao fato de Pedro ainda guardar essa lei não pode ser tomado por Lei. O próprio apóstolo Paulo seguia algumas leis a fim de não trazer escanda-lo aos fracos na fé. Devemos ter cuidado ao afirmar essa questão levantada por você.

            Pedro, por exemplo, aprendeu com Jesus a amar a Deus sobre todas as coisas e a ter fé, mas O negou 3 vezes.

          • Almir disse:

            Pela narrativa do texto, Pedro estava comendo com crentes, como uma prática corriqueira. Seria muito improvável que fosse com incrédulos, pois para um judeu mesmo crente em Yeshua (Jesus), seria impossível comer com eles (incrédulos) na mesma mesa. Isso prova que tanto Pedro quanto Paulo, não abandonaram a tradição judaica, e os mandamentos da lei, principalmente em relação aos alimentos permitidos de Levítico 11. A visão de Atos 10 do lençol com animais impuros é uma prova disso, que ele, Pedro, não comia alimentos impuros. O ponto crucial da narrativa não é a Lei, mas o legalismo a cerca humana que estava embaçando o cumprimento da Lei Divina – O dogmatismo, (doutrinas de homens), Paulo não está contra a Lei, ou deixou de observar a Lei (Atos 22:3), muito pelo contrário, em Atos 24:14-17 podemos ver Paulo dando testemunho da Lei.
            Paulo é observante da Lei, como todos os outros apóstolos. Pois é a lei que vai ser escrita em nossos corações e mentes, conforme Hebreus 8:10 , 10:16, Jeremias 31:30-37.
            veja também Is 29:13.

            Shalom

          • André Sanchez disse:

            Responda-me uma coisa então: Paulo era a favor ou contra a circuncisão?

          • Almir disse:

            Gênesis nos faz relato de Abrão que fora circuncidado, tendo removido a carne de seu prepúcio. Não foi porém este ato que trouxe a ele a salvação, mas o posicionou como patriarca, em quem seriam benditas “todas as nações” da terra.

            A bênção, porém, não tem vínculo exclusivo com a ordenança da circuncisão, mesmo porque o nosso patriarca alcançou o testemunho de fé quando ainda estava na incircuncisão. Está registrado e aceitamos que, na primeira aliança o gentio que buscasse a Israel para se tornar parte deste, deveria passar pela circuncisão física. Nesta situação, a mesma LEI haveria para o estrangeiro como para o natural.
            Gênesis nos faz relato de Abrão que fora circuncidado, tendo removido a carne de seu prepúcio. Não foi porém este ato que trouxe a ele a salvação, mas o posicionou como patriarca, em quem seriam benditas “todas as nações” da terra.

            Alguns que desceram da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos. Defensores da circuncisão física para os gentios detinham este preceito como meio de salvação. Paulo como judeu era bem conhecedor do preceito da circuncisão, mas a contenda ocorria em função da errônea interpretação daqueles que defendiam a morte espiritual dos incircuncisos.

            Circuncisão nunca representou meio de salvação, no entanto para recebermos as promessas, o que inclui a vida eterna, temos que fazer parte da descendência de Abraão, é neste ponto que entra Yeshua (Jesus), que é entendido como sendo o verdadeiro descendente, ou semente de Abraão. Notem que a aliança de D’us é feita com Abraão e com a semente dele, nos escritos da Nova Aliança, Paulo identifica essa semente com o próprio Yeshua (Jesus): Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. Gal. 3:16. Ou seja, os gentios passam a fazer parte da família de Abraão através de Yeshua (Jesus), que também ministrou uma circuncisão.

            Nele também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo”. (Colossenses 2:11). Estes recebem a circuncisão de Yeshua (Jesus), no ato do batismo em Seu nome, a circuncisão do coração, tendo a LEI divina em seus corações . Por que gentio precisa da circuncisão física? A feita pelo Messias em seu coração nâo é válida? Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; Efe.2:11. Repare que ele menciona “éreis gentios”. Paulo fala que estes agora já não são mais gentios, incircuncisos e distantes de D-us e do Seu povo, mas parte da mesma família e herdeiros das mesmas promessas o qual de ambos os povos fez um.

            A glória não está na carne, D-us fala da LEI no coração. O apóstolo se dirigia aos Filipenses e estes não eram israelitas na carne, contudo, mesmo assim se dirige a eles e lhes diz “Nós somos a circuncisão!”, não confiamos na carne. Portanto o gentio convertido e submetido ao batismo, não é mais um incircunciso, mas um circunciso em Yeshua (Jesus) e sendo, desta forma, um israelita. Este não pode se achar incircunciso, pois se assim o confessar, prova que não creu e nem crê em Yeshua (Jesus) e na Nova Aliança.

            Compare com Romanos : E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a justiça lhes seja imputada. E fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé que teve nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão. Rom. 4:11-12. aqui Paulo fala de duas categorias de circuncisão, isso quer dizer que Abraão é pai da circuncisão de ambos os povos; dos judeus através do sinal da aliança feita com Abraão e dos gentios por meio da Aliança feita com a semente de Abraão, Yeshua (Jesus).

            Portanto, para os gentios Paulo apresentou a circuncisão em Yeshua (Jesus). Desta forma, tanto judeus como gentios convertidos, ambos eram visto como circuncidados e devem se considerar assim: como CIRCUNCIDADOS!

            Paulo não está contra a LEI (Atos 22:3 – 24:14-17) e nem era contra a circuncisão dos judeus e seus filhos como queriam alguns inimigos de Yeshua (Jesus), para terem de que o incriminar, mas sim contra a circuncisão fisica dos gentios como meio de salvação.

            Shalom

  • Giu disse:

    Temos que observar bem , Marcos 7 :6 a 9 nos diz uma liçáo….olha sò temos que estar atento Deus nunca muda
    aquilo que ELE diz,pra náo fazer aquilo que homens nos diz mais o que vem da PALAVRA dELE …Jesus aboliu sim ,as Leis cerimoniais , como matar cordeirinhos ,..mais è certo que os 10 mandamentos , isso prevalece para sempre…essa Lei foi guardada por JESUS e as Marias e os dicipulos tb , confirma ai em Lucas 23 54 a 56, olha sò para voces verem depois da morte de JESUS as mulheres continua ainda com mandamento do SABADO , isso prova que os 10 mandamentos náo acabaram ali na cruz de JESUS .,,a Lei de Deus serve como espelho para nos mostrar o pecado ,ela náo salva ninguem . .. mais nos mostra o pecado , abracos

    Responder
  • Rudiney disse:

    Aquele que realmente estuda a Bíblia vai descobrir que não devemos comer carne! Pelos seus frutos os conhecereis, comparem quem come de tudo e quem segue um regime alimentar vegetariano e por favor sejam framcos ao dizer, quem tem melhor saúde? O Senhor Jesus Disse ” eu vim para que tenhais vida e vida em abundância”. Deus os abençoe!

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Joel, não existe nada na Bíblia que proíba comer carne. Aliás, até no Antigo Testamento, em alguns tipos de sacrifícios, uma parte da carne do animal era do sacerdote para sua alimentação. Na páscoa judaica, também matavam um novilho e comiam a sua carne. No Novo Testamento também não vemos essa proibição. Enfim, não há proibição alguma de comer carne. A nossa escolha é livre nesse sentido.

      Na paz de Cristo!

      Responder
      • Rudiney disse:

        É lógico que a gente não vai encontrar explicitamente “é proibido comer carne” e realmente não é proibido. são escolhas que a gente toma para viver melhor e encontramos alguns conselhos na própria Biblia por exemplo Daniel no capítulo 1 encontramos um bom exemplo disso não é verdade!

        Responder
        • André Sanchez disse:

          Agora você disse diferente. São escolhas e não mandamentos. No caso de Daniel foi um jejum. Não há nada que comprove que eles permaneceram vegetarianos.

          Na paz de Cristo.

          Responder
          • Rudiney disse:

            E nem a nada que comprove que eles comeram carne Certo! e aí como é que fica, por isso Jesus disse: aqueles que buscarem fazer a vontade de Deus iram saber se o que eu falo vem de mim mesmo ou da parte de Deus… Por isso temos que ser como crianças pedindo para Deus o que é certo e o que é errado, todo dia eu questiono a Deus a minha religião e o Próprio Deus me fala Pela palavra e eu louvo a Deus pois ele tem me revelado o que é buscar e ser
            Batizado no Espírito Santo não questionar e sim aceitar o que Deus quer para a nossa vida. Por isso ele Diz: maldito o homem que confia no homem e bem aventurao o homem que confia no Senhor!

            Deus os abençoe e os guie!

      • Luan Sansão disse:

        Em Romanos 14:21 Paulo nos adverte a respeito da alimentação e diz: “Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece.” Além disso, antes de qualquer coisa é bom pedir orientação a Deus a respeito do que fazer: 1 Coríntios 10:31 declara: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” Antes de tudo, devemos saber como estudar a bíblia… em 2 Pedro 1:20 vemos que: “sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.” Ou seja, não devemos interpretar a bíblia do nosso modo, do jeito que a gente quer e pronto, devemos estudar a bíblia para que ela mesma responda.

        Em Lucas 24:27 vemos como Jesus estudou a bíblia e ensinou como estudar: “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.” Vale dizer que Moisés escreveu o pentateuco (os cinco primeiros livros da bíblia), ou seja, Jesus estudou o antigo testamento pelas escrituras de moisés e deixou claro que toda a bíblia deve ser estudada e tem um só valor, pois se deve passar por TODOS os profetas, ou seja, toda a bíblia.

        Para finalizar, em 2 Timoteo 3:16 está escrito que: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça;” Desta forma, tanto os ensinamentos do novo testamento como do antigo são válidos, devendo a verdade ser buscada como um garimpeiro busca seus tesouros, “bem a fundo”.

        Responder
        • avelino carlos da cruz disse:

          Paz de cristo irmao em 2timotio 4:4-5 a biblia diz q toda criatura de Deus e boa e nao ha nada q rejeitar.

          Responder
          • avelino carlos da cruz disse:

            Desculpa errei o livro é 1timotio 4:4-5

  • Luan Sansão disse:

    Boa tarde! Para se chegar a um assunto determinado da bíblia e chegar numa conclusão concisa, faz-se necessário entender como estudar a bíblia para poder entender o que ela tem a nos dizer. II Timoteo 3:16 “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça;” Ou seja, TODA A BÍBLIA é inspirada por Deus e não somente o novo ou antigo testamento; Caso queiram saber mais, oriento a quem quiser assistir um vídeo: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=xiJ1G84NiWQ Graça e paz para todos e aqueles que buscam a verdade com todo o coração, Deus não vos deixará sem resposta. Abraços!

    Responder
  • Th! disse:

    Engraçado, carne de porco era proibido restritamente aos judeus, hj em dia ñ é mais. Isso só demonstra o quanto os religiosos levam em consideração o q é proibido ou não o que melhor lhes convém né. Tanta coisa cruel inventada e alterada várias vezes pelo homem, mas q os religiosos ignoram e relembram quando acham melhor pra vida deles, e pra julgar os outros q tem a vida diferente a deles…incoerência define

    Responder
  • Custódio Francisco disse:

    o que izer então de Isaias 66:17

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Simples, na época de Isaías ainda vigorava as leis alimentares e cerimoniais.

      Responder
      • Grace disse:

        Gostei irmão do seu blog e das suas sábias respostas.

        Responder
  • paulo henrique disse:

    pastor muitos condena a lei pois ,,, o pregador vai a igreja pregar o evangelio, que fala de jesus que morreu e deu a sua graça , para nos libertar do pecado . que e a trangressao da lei ; porem se a lei foi abolida como fica a frase .se nao ha lei nao existe o pecado ,se nao existe o pecado a graça e nula ; jesus morreu em vao , se cristo morreu em vao , nao ha evangelho ,se nao ha evangelho o que o pregador vai fazer a igreja ..

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Paulo, Jesus não aboliu a lei, mas a cumpriu fielmente. O que foi abolido foram as leis cerimoniais…

      Responder
      • Edson Vidal disse:

        A carne de porco faz parte das leis cerimoniais citadas ?

        Responder
        • André Sanchez disse:

          Das leis alimentares.

          Responder
  • Edson Vidal disse:

    Efésios 5:6-17
    Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.
    Portanto, não sejais seus companheiros.
    Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz
    (Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade);
    Aprovando o que é agradável ao Senhor.
    E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.
    Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe.
    Mas todas estas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta.
    Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.
    Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios,
    Remindo o tempo; porquanto os dias são maus.
    Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor

    Responder
  • João Oliveira disse:

    “TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS”
    I Coríntios 10: 31
    “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.”
    Um irmão nosso foi convidado por seus parentes que são de fé batista para um almoço especial pela passagem de um natalício. Quando a mesa foi arranjada, alguém teve, de propósito, o cuidado de colocar bem no centro, uma leitoa assada, recitou o verso acima e solicitou ao irmão Noel para pedir a bênção sobre os alimentos. Este, com a calma peculiar dos santos, orou:
    – “Senhor, o que puderes abençoar nesta mesa, abençoe, por amor de Jesus, amém.” (*)
    – Não posso entender que um irmão coma um animal imundo proibido pelo próprio Deus (Levíticos 11: 7-8) e creia que assim fazendo seja para a glória de Deus! Diga-me qual a diferença de colocar também naquela mesa, um litro de cachaça, uma garrafa de cerveja ou de whisky?
    Positivamente, dentro desse raciocínio (“tudo é para a glória de Deus”), não podemos aceitar (nem aquele irmão da leitoa aceitaria) que algum crente vá tomar cachaça, vinho ou uisque e o faça para a glória de Deus, mesmo o texto dizendo com a maior clareza: “…quer bebais.” Percebe como o problema é mais profundo do que muitos pensam? Sim, porque o que acontece é que o “quer comais” está sendo usado como autorizando se comer de tudo. E, o “quer bebais” não autoriza beber tais bebidas alcoólicas. Seria isso uma atitude coerente? Ainda diz mais o texto: “façais outra qualquer coisa”.
    Será que o crente pode fazer o que o ímpio faz e isso ser para a glória de Deus? – Certamente que não! Mas se alguém aplica o “quer comais” como que o autorizando a comer tudo o que Deus proibiu não poderá contestar quem ache que “outra qualquer coisa” abone a prática de um pecado aberto e acintoso, ou velado e acariciado com o respaldo deste texto paulino!
    Amado irmão, o “façais outra qualquer coisa” são unicamente as coisas lícitas aos cristãos, e o “bebais” e o “comais” referem-se somente ao que Deus permitiu o homem usar. Por conseguinte, o que Paulo quer dizer é que os coríntios e os romanos deveriam abster-se de carnes sacrificadas aos deuses pagãos por amor aos cristãos de consciência sensível. E isto sim, pode ser atribuído à glória de Deus.
    (*) Treze anos depois, encontrei-me com o irmão Noel e perguntei-lhe: E o homem da leitoa, como vai? Respondeu-me: “Já é Adventista com quase toda a família.” Aleluia!

    “TODA A CRIATURA É BOA?”
    I Timóteo 4: 4
    “Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças.”
    Também aqui há que se usar o bom senso para se entender claramente o que Paulo quer dizer. Certamente o apóstolo diz ser boa toda a criatura para a finalidade para a qual foi criada. Exemplo: O boi para se comer, urubu para limpar a terra.
    Veja a suprema necessidade de comparar os textos bíblicos para se extrair a verdade que eles encerram. Paulo não está querendo dizer aqui que se pode comer toda a criatura indistintamente, senão teremos que desculpar o canibal que come carne humana. Além do que haveria tremendo choque com Isaías, veja:
    Isaías 66: 17: 65; 4
    “Os que se santificam, e se purificam nos jardins uns após outros, os que comem carne de porco, e a abominação, e o rato, juntamente serão consumidos, diz o Senhor… Comendo carne de porco… abomináveis.”

    Percebeu a clareza do texto? Isaías, inspirado pelo Espírito Santo diz: O crente que come estas duas criaturas – porco e rato – não será salvo. Não pensemos que haja contradição na Bíblia. O Espírito Santo jamais Se contradiz.
    Tenho certeza que você mesmo não aceita que tudo se torna santificado após a oração, como parece sugerir o texto. É impossível que uma pessoa esclarecida, crente em Cristo, possa cozinhar uma cobra ou um sapo e depois pedir a bênção para eles, e comer. Não creio que serão santificados pela “ação de graças”, ainda que sejam criaturas de Deus!
    – E, por que não? – Porque tais animais não foram criados para serem consumidos. Aliás… nenhum foi!

    Assim pois, temos que comparar os textos e as ocorrências dos vários lugares que Paulo foi chamado a atuar sobre o assunto e veremos que tudo girava em torno de carnes limpas, porém, sacrificadas aos deuses pagãos.
    Como afirmei, há necessidade de se usar o bom senso no melhor apuramento da vida espiritual, porque Paulo também mandou Timóteo tomar vinho (I Tim. 5:23); permitiu também ao diácono (I Tim. 3:8). E agora, vai o crente encher sua geladeira de cerveja? Ora, é tão razoável uma coisa quanto outra!
    Com relação ao vinho que Paulo recomendou tomar – como remédio – , não tenhamos a menor dúvida que se trata do melhor suco de uva. Só pode ser o puro suco da vide (Deut. 32:14; Isa. 25:6); porém, Paulo não explicitou isso, não é?
    E por que sei que é o puríssimo suco da uva? É porque não se concebe um crente tomar bebidas alcoólicas, pois ele é o templo do Espírito Santo (I Cor. 3:16), e os bêbados não entram no Céu (I Cor. 6:10). O Governo Brasileiro provou que meio copo de cerveja já altera o comando sensor do motorista. Se dirigir, será preso; porque pode ocasionar um desastre. Está bêbado! O bafômetro garante.
    – Aliás, quem foi que disse que os bêbados não entram no Céu? Não foi Paulo? (I Cor. 6: 10). Disse também para não se embriagar (Efé. 5:18). Viu? Estamos indo além do véu, usando o bom senso, não é? Já está provado que de cada sete bebedores ocasionais um se torna alcoólatra inveterado. Pois é, o socialmente.

    “DEUS CRIOU TUDO PARA OS FIÉIS?”
    I Timóteo 4: 3
    “Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos manjares que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças.”
    Na Bíblia, irmão, só há autorização para se comer carnes limpas (Lev. 11: Deut. 14). Por conseguinte, é destes manjares que Paulo está falando. São as carnes limpas, que, usadas com “acões de graças” se constituem os “manjares dos fiéis”.

    Este texto especificamente, é uma profecia que, como luva, se encaixa na Igreja Romana. Ela mantém a tradição de proibir o casamento de padres e freiras, e também proibe comer carne na sexta-feira, chamada santa, lembra-se?

    Ora, irmão, não há nada demais comer carne limpa (galinha, boi, vaca, touro, carneiro, ovelha, cabrito, etc) na sexta-feira santa. Pode pedir a bênção sobre ela, Deus a abençoará e poderás comer livremente, porque são estas as criaturas que, separadas para os fiéis, “pela Palavra de Deus e pela oração é santificada” (I Tim. 4: 5), na sexta-feira ou em qualquer outro dia da semana; porém, se optares pelo vegetarianismo, farás melhor. Sim, muito melhor!
    Quanto ao casamento, ora, é um direito inalienável do moço e da moça amar e ser amado, e constituir sua família. Deus estabeleceu este sacramento no Éden ao oficiar o casamento de nossos primeiros pais, Adão e Eva. Portanto…!
    “TODAS AS COISAS SÃO PURAS?”
    Tito 1: 15
    “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.”
    Este é mais um texto isolado, e você não o pode aceitar literalmente, fundamentado na expressão abrangente da palavra: “todas as coisas são puras”, porque nem tudo é puro para o puro.
    Quer ver?
    Revistas pornográficas, filmes obscenos, violentos, fantasiosos,
    novelas, bailes, cinema, etc.
    Estas coisas são puras para os puros? – Claro que não, você dirá! Então qual é o problema desta epístola?

    O verso 15 de Tito cap. 1, faz parte de uma sequência onde Paulo ordena ao discípulo a organização da Igreja de Creta, dando-lhe orientações diversas conclamando-o a precaver-se contra certa classe de ensinadores – os da circuncisão – v. 10.
    No dizer do apóstolo, a tais “professores” conviria tapar a boca pois dali só gotejava heresia (v.11), que eram fábulas judaicas e mandamentos de homens (v. 14).
    Sabe, se era ensino judaico, estes nunca jamais autorizariam o consumo de carnes imundas. E… se eram – os da circuncisão – aí é que o “tempo fechava”. Estes fanáticos eram extremados em tudo, inclusive no regime alimentar e até mesmo da sombra de um animal imundo fugiam.
    Daí, o mais lógico é raciocinar na direção de que estas “todas as coisas”que são puras, para os puros, certamente são os pensamentos, desejos, sentimentos e anseios do crente. Isto é: o crente só pensa o que é bom, puro e santo, não é? O que não se dá com os infiéis que têm suas mentes poluídas, contaminadas por toda sorte de impurezas.
    Efetivamente, uma pessoa pura, manterá seu coração puro, uma mente pura, praticando a temperança ao evitar o consumo de carnes imundas. Paulo conclue falando ao nosso coração:
    Filipenses 4: 8
    “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro… honesto… justo… puro… amável… de boa fama… nisso pensai.”

    JESUS MANDOU COMER TUDO!
    Lucas 10:8

    “E, em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei do que vos puserem diante”.
    Jesus não está aqui destruindo a Sua Lei Dietética, muito menos acabando com a distinção e separação dos animais e peixes limpos e imundos. Quer ver? O Senhor Jesus ensinou:
    “Igualmente o Reino dos Céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda qualidade de peixes. E estando cheia, puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora.” Mateus 13:47-48.
    Evidentemente, quando Jesus disse para os discipulos comerem o que lhes dessem ao fazer o trabalho missionário, não seria preciso acrescentar o que era óbvio, praticado e vivido. Seus discípulos conheciam profundamente a boa e prudente Lei Dietética. Obedeciam sem questionar e sabiam bem distinguir o limpo do imundo, como Jesus os ensinou.
    Ouça o que Jesus disse em Sua Lei Dietética:
    “De todos os animais que há nas águas, comereis os seguintes: todo o que tem barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios, esses comereis. Mas todo o que não tem barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios, todo o réptil das águas, e todo o ser vivente que há nas águas (rã, mexilhão, camarão, lagosta etc), estes serão para vós abominação.” Lev. 11:9-12.
    Pergunto! Estaria Jesus Se contradizendo? Proibe ao homem do Velho Testamento comer coisas imundas e as libera ao homem do Novo Testamento? Jesus fez acepção de pessoas? Não! Mil vezes não! Meu amado, Jesus é o Criador, não O contestemos jamais.

    Responder
    • André Sanchez disse:

      João, vou devolver a pergunta:

      No Antigo Testamento está escrito:

      “Não cortareis o cabelo em redondo, nem danificareis as extremidades da barba.” (Levítico 19.27)

      Pergunto: Quem corta as extremidades da barba hoje em dia peca? E quem faz o “pézinho” do cabelo redondo peca?

      Também está escrito:

      “O homem ou mulher que sejam necromantes ou sejam feiticeiros serão mortos; serão apedrejados; o seu sangue cairá sobre eles.” (Levítico 20.27)

      Pergunto: Devemos encontrar os necromantes e feiticeiros de nossa cidade e apedrejá-los?

      Responder
    • Eric disse:

      Caro colega se você quiser comer porco cachorro cavalo rato, tudo bem más dizer que Deus liberou… Vala Deus te fez sabe o que é melhor para você escolhe..vá estudar e ver o mal que o porco faz mal a você pergunte a Deus que te engenhou, entre derrame facial ou até mesmo a morte …

      Responder
      • avelino carlos da cruz disse:

        Irmã q a paz do Senhor esteja com vc leia 1timotio 4:2-5

        Responder
  • emannoel adventista disse:

    andre sanchez por favor nao fale para as pessoas comerem carne de porco fale para elas lerem e estudarem a biblia e entao elas vao enteder q carne de porco é prejudicial a saúde, Deus reprova sua atitude.

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Emannoel, me diga onde que a carne de porco faz mal a saúde, se consumida dentro dos parâmetros corretos de higiene e moderação.

      Responder
      • Edson Vidal disse:

        Me deculpe, mais concordo com o colega emanuel e alguns outros que postaram no blog. Acho interessante a opção alimentar de cada um, mais acredito que como servo de Deus, devemo buscar a presença dele para postar em seu nome. Caso contrário estaremos, utilizando trechos da bíblia para agirmos pela carne e incentivando a outros a fazer o mesmo.

        Responder
        • André Sanchez disse:

          Edson, apenas dê o embasamento bíblico sobre sua opinião.

          Responder
          • Eric disse:

            Que tal comer um ratinho amanha um cachorinho ou aquele irmão.. só para não desperdiçar……
            Eu to brincando não vá fazer isso tá………

  • Jefferson Van de Graaf disse:

    andré, atos 10 não fala q podemos comer todo o tipo de comida. mas na visão a Pedro, aqueles animais representam os diferentes povos aos quais não devemos fazer acepções pois ele todos foram purificados por Deus. E disse-lhes: Vós bem sabeis que não é lícito a um homem judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo.
    Atos 10:28. a visão, se lermos todo o capítulo, nos mostra q a referencia era a pessoas, e não a animais. ele tá bem claro, e não tem como forçara a barra.

    Responder
  • Jefferson Van de Graaf disse:

    a questão de não comer carne de porco, foi uma cerimônia colocada por Deus para separar o povo escolhido do povo pagão. Deus, não queria q o seu povo, tivesse as mesmas práticas dos outros povos para não serem confundidos com eles. até o santuário de adoração a Deus, foi ele quem deu todas as características d como deveria ser feito, até pq, se os israelitas fossem construir templos d adoração a Deus por conta própria, iram usar o conceito de templo q eles tinham, ou seja, os moldes d templos usado pelos povos pagãos. o povo, viveu 400 anos em escravidão, dentro de uma sociedade pagã e tinham todos os costumes dessa sociedade. sendo assim, ao constituírem uma sociedade na Palestina, com toda a certeza, iriam formar uma sociedade com a mesma cultura daquele povo. e muitas outras coisas, foram colocadas como finalidade d lembrança q aquele povo era o povo separado, era diferente dos outros povos. temos o exemplo da páscoa, q lembra a saída do povo israelita do Egito. agora, o q esperar d um povo q viveu em outra nação sendo escravizado por 4 séculos? será q eles iriam absorver a cultura d “tudo é lícito mas nem tudo convém”? será q eles iriam absorver a cultura d amar antes de cumprir a lei, colocando as pessoas em primeiro lugar, assim como Jesus fez? é claro q não. para q eles pudessem entender q eram um povo separado, para q eles pudessem deixar a antiga cultura egípcia, tinham q cumprir leis – assim como uma criança q não tem discernimento e precisa cumprir o q os pais determina até obter a sua formação e discernir oq é bom ou mal – tinham q cumprir determinações. só assim eles entenderiam q era um povo separado. qd Jesus veio, ele não mudou a lei, mas sim as prioridades. Jesus pregou q a prioridade não era o cumprimento da lei, mas sim o homem, não importando a sua origem ou sua crença, mas ele ensina q devemos amar aos próximo como a nós mesmo. em atos 10, muitos cristão usam esse texto para provar q se pode comer d tudo, mas se vc for ler todo o texto, a visão q pedro teve, faz uma analogia a todos os tipos de animais com todos os homens, mostrando q o sangue de Cristo purificou a todos nós e portanto, ele não aceita acepção de pessoas. mas podemos tbm entender q se há comunhão, tem q haver aceitação das pessoas como elas são. os gentios comem porco, e o texto mostra q não devemos fazer acepção a eles, sabe pq? Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?1 João 4:20.” Concluindo: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.
    Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus.Romanos 14:5-6″ e ” Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova.
    Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.Romanos 14:22-23″. sendo assim, a prioridade não é o comer ou não carne de porco, não o sábado ou outro dia, mas a fé em Deus, o amor a ele e ao próximo. portanto, não vejo problema em comer carne d porco, cobra, lagarto, seja lá o q for.

    Responder
  • João Oliveira disse:

    Em Atos 10:14, Pedro deu seu testemunho que não comia carne de porco. “Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda”.
    Em Atos 11 Pedro explicou o significado do lençol com os animais puros e imundos (aceitação dos gentios como cristãos), portanto, esse episódio demonstra que no Novo Testamento há confirmação da lei dietética. Deus não muda. Se no Velho Testamento, Ele proibiu a ingestão de carne de porco, por que razão Ele iria mudar sua opinião.
    João

    Responder
    • André Sanchez disse:

      João, discordo de você. Deus iria usar uma inverdade como pano de fundo de uma visão? Ou seja, mandaria Pedro matar e comer para ilustrar a visão quando na verdade não poderia matar e comer? Confuso isso.

      Responder
  • João Oliveira disse:

    Agora vamos ver a passagem citada como resposta à questão de não se comer a carne de porco. A narrativa é de Mateus (cap. 15) que fala sobre os fariseus e escribas questionando a Jesus sobre o porquê dos discípulos não seguirem a tradição dos antigos, já que não lavavam as mãos, quando comiam. É a isso que Jesus diz: “Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem (v.7)”.

    Como os discípulos ficaram em dúvida quanto ao significado do que dissera, e ante o pedido de Pedro, explica: “Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e depois é lançado em lugar escuso? Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas cousas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos não o contamina”.

    Veja que, pelo contexto, a frase que usaram, nada tem a ver com carne de porco.

    Por outro lado, se aceitarmos que, por essa passagem, Jesus esteja revogando a questão das comidas proibidas, estabelecidas anteriormente por Deus, estaríamos admitindo que Deus tenha mudado de atitude, pois para muitos, Jesus também é Deus. Assim, Ele estaria revogando o que fez anteriormente, significando que houve mudança de atitude. Ora, se Deus mudar algo que tenha feito, Ele já não mais seria Deus, pois estaria contrariando uma de Suas atribuições que é a imutabilidade. Em outras palavras, pode-se dizer que se Deus mudou algo que tenha feito é porque não o fez perfeito, o que é um absurdo, já que, por Ele ser perfeito, não muda nunca.

    Mas a grande contradição que vejo é que sempre buscam passagens bíblicas para justificarem o que pensam, não aceitando nada que pessoas de outras correntes religiosas possam argumentar a favor de suas próprias idéias.

    Responder
    • André Sanchez disse:

      João, só uma pergunta: todas as Leis do Antigo Testamento ainda vigoram?

      Responder
  • João Oliveira disse:

    Olá André, quem vai responder esta questão é o próprio Jesus. Em Mateus 5:17, 18 e 19, Cristo diz:
    “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade digo a você André: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. Aquele (André), pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus. ”
    O Evangelho de S. Mateus foi escrito aproximadamente 20 anos após a morte de Jesus, portanto, o escritor bíblico, inspirado pelo Espírito Santo, não teria dito que a lei tinha sido anulada, bem como o ensinamento dos profetas.
    Veja, o assunto é carne de porco, você mudou totalmente de assunto. Seria a mesma coisa, eu poderia perguntar: Quem revogou os Dez Mandamentos? O cristão deve guardar o sábado? Por quê?
    Você não respondeu nenhum texto de João Oliveira dentro do contexto, apenas usou de pretexto, questionamento e indução.
    Seria melhor você expor sua tese dentro da Palavra de Deus. Estou aguardando sua resposta.
    João Oliveira

    Responder
    • André Sanchez disse:

      João, desculpe, mas quem fugiu da questão foi você. Vou refazer minha pergunta de uma forma mais didática:

      Temos, então, que cumprir o que diz abaixo?

      “Lv 20:13 – Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles.”

      Como povo de Deus, devemos matar os homossexuais pela sua prática? Ou será que existem outras explicações para esse tipo de Lei após Jesus Cristo?

      Responder
  • João Oliveira disse:

    Nos dias 20 e 25 de abril de 2013, você já respondeu a sua pergunta, quando: “Paulo, Jesus não aboliu a lei, mas a cumpriu fielmente. O que foi abolido foram as leis cerimoniais…”
    “Das leis alimentares.”
    Na Bíblia, existem várias leis: civil, penal, cerimonial, alimentar, festiva, moral, etc.
    Ocorre é que há uma confusão na hermenêutica aplicada. Uma verdadeira salada de interpretação.
    Você concorda que um homem pode deitar com outro homem?! Isso é normal?! Cristo e os apóstolos concordavam com essa atitude?! Quanto à dosagem da pena que está o seu problema. Matar. Nos Dez Mandamentos, existe um mandamento que protege o ser humano desse ato capital: Não Matarás.
    Hoje, os judeus e os cristãos não se utilizam de uma pena capital, ou seja, essa lei penal foi derrogada, assim como as leis cerimoniais. Veja, Cristo disse a Maria Madalena (ela merecia ser apedrejada) vai e não peque mais.
    Veja, o assunto é carne de porco. Conheci duas pessoas que tiveram problemas de saúde com a ingestão de carne de porco (verme foi para o celebro), infelizmente, vieram a óbito.
    Não seja um arauto de alimentos impuros. Reflita, você é inteligente. Siga a Bíblia e estará seguro.
    João Oliveira

    Responder
    • André Sanchez disse:

      João, sua resposta foi a que queria ouvir.

      Conheço centenas de pessoas que comem carne de porco bem preparada e não acontece nada com elas, inclusive eu.

      Não podemos impor leis alimentares na Nova Aliança. Isso tudo caiu.

      Responder
  • João Oliveira disse:

    “EU COMO TUDO PORQUE O QUE DEUS FEZ É BOM”
    Sim, realmente é bom o que Deus fez, mas, para o fim que Deus criou. Exemplo: minhoca é boa, mas não para se comer e sim fertilizar a terra. Urubu é tão bom e útil que é proibido por lei matá-lo. Por conseguinte, ao afirmar o Senhor que “tudo é bom” não foi para que nós hoje nos valhamos disto para satisfazer nossa vontade. Esta deve ser submetida à vontade do Senhor.

    “A CARNE DE PORCO NÃO IMPLICA NA MINHA SALVAÇÃO”
    Deus quer que tenhamos boa saúde (III S. João 2), porque nos comprou com Seu sangue (I Cor. 6:20), e espera que sejamos puros (Rom. 12:1), para nos constituirmos realmente na morada do Espírito Santo. I Cor. 3:16.
    Se alguém, pela ingestão de carnes imundas (Lev. 11; Deut. 14), se torna impuro, Deus nele não pode morar, e pior, será destruído no último dia. I Cor. 3:17.
    Por exemplo, Deus Se “irrita” com os comedores de porco (Isaías 65:3-4). Também os consumirá (Isaías 66:17 – compare com os versos 22-23). Veja, Deus está falando que os comedores de carne de porco ficarão fora da Nova Terra. Isso merece, portanto, sua reflexão plena. Implica ou não na salvação?
    Por que a carne de porco não é consumida nos hospitais? Deut. 14:8.
    Uma vez ouvi: “A diferença do urubu para o porco é que um voa e o outro anda sobre patas.” – De fato, a função de ambos é a limpeza da terra.

    Responder
  • João Oliveira disse:

    O Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz, conseguiu detectar pela primeira vez a presença do vírus da hepatite E em um paciente brasileiro. Até então, a confirmação da doença era feita pela testagem da presença de anticorpos específicos contra ela – de 1999 a 2009, foram 810 testes sorológicos positivos no país, segundo o governo. Além de dar mais segurança ao diagnóstico, a novidade permitiu comparar o sequenciamento genético do vírus encontrado no paciente com aquele encontrado em suínos criados no Brasil. A semelhança reforçou a suspeita de pesquisadores de que a transmissão no país esteja ligada ao consumo de carne de porco mal passada. Há pesquisas no mundo que detectaram a existência do HEV em animais, principalmente em suínos, mas ela destaca que a transmissão zoonótica por meio de contato direto com animais ou consumo de carne infectada ainda está sob investigação. “Um estudo realizado no Japão comparou a sequência nucleotídica do vírus encontrado em um paciente infectado com o HEV detectado em amostras de fígado de porco consumido pelo paciente. Observou-se que as sequências eram similares.”

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Dê uma pesquisada também sobre carne de boi mal passada.

      Responder
      • Ronaldo disse:

        André ,o nosso amigo João não tem entendimento e fica buscando na Biblia versiculos e querendo explicação sendo que ele mesmo não tem entendimento !!!

        otimo blog

        Responder
  • João Oliveira disse:

    Mas o espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, e ordenam a abstinência de alimentos que deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; porque tudo o que deus criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças; porque pela palavra de deus, e pela oração, é santificada”.

    É muito comum algumas pessoas se apegarem a esta passagem da Bíblia para justificarem o fato de que, segundo elas, a “nova aliança” (ou “dispensação” para os mais “chiques”) não exige mais a obediências aos princípios alimentares do Antigo Testamento (cf. Lev. 11).

    Mas… é isso mesmo?
    Alimentos declarados como imundos na Bíblia são purificados pela oração?

    Há dois problemas com esse tipo de interpretação:

    1. A contradição com outras passagens da Bíblia:

    Isa. 66:17 – “os… que comem carne de porco, coisas abomináveis e rato serão consumidos, diz o Senhor”.
    Salmo 89:34 – “…não alterarei o que saiu dos Meus lábios”.
    2Cor. 6:17 – “…não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei” (Isa. 52:11; Deut. 14:8).
    Apoc. 18:2 – “…babilônia, …esconderijo de toda ave imunda e detestável”.

    2. Muito dificilmente os defensores dessa posição comeriam, mesmo com oração, certos animais. Teríamos também que admitir a prática do canibalismo, se os canibais apenas orarem antes de comer. Absurdo!

    Analisando o texto

    “Mas o espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, e ordenam a abstinência de alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; porque tudo o que Deus criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças; porque pela palavra de deus, e pela oração, é santificada” (grifos acrescentados).

    1. Apostasia da fé, doutrina de demônios, mentira – podemos dizer que as orientações bíblicas sobre alimentação são de natureza “apóstata”, “demoníaca” ou “mentirosa”? É claro que não!

    Em Lev.11 é onde estão as leis sobre animais limpos e imundos, e o texto começa com a expressão “disse o Senhor a Moisés…”.

    2. Proibir casamento – os que gostam de criticar a Igreja Adventista por defender os princípios de saúde do AT ficam com uma grande dificuldade aqui, pois a IASD não pratica o celibato.

    3. Quais os alimentos que Deus criou para os fiéis que conhecem a verdade?

    Gên. 6:9 diz que Noé era justo, íntegro e andava com Deus. Noé era um fiel e foi o primeiro (mencionado na Bíblia) a conhecer a verdade sobre os animais limpos e os imundos (7:1-2).

    A Bíblia faz separação entre os alimentos dos fiéis e dos infiéis

    Deut. 14:21: “não comereis nenhum animal que morreu por si. Podereis dá-lo ao estrangeiro [infiel], que mora nas vossas cidades, ou vendê-lo ao estranho. Mas vós sois povo santo [fiel] ao Senhor vosso Deus”.

    4. Tudo o que Deus criou é bom? Sim, mas nem tudo se come!

    Prov. 16:4: “O Senhor fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade”.

    Sendo assim, Deus fez tudo bom:

    Os vegetais – para alimento, antes do dilúvio (Gên. 1:29).
    Certos animais – para alimento após o dilúvio (Gên. 9:3).
    Outros animais – para ornamentação, cargas, limpeza, equilíbrio ecológico, etc. (mas não para alimentação).

    5. Oração e ação de graças

    Em 1Tess. 5:18 somos admoestados a dar graças a Deus por tudo.
    Algumas mudanças operadas pela oração:

    Êx. 15:23-25 – águas amargas ficaram doces.
    Êx. 17 – da rocha jorrou água.
    2Reis 2:19-22; 4:38-41 – o veneno da sopa e das águas foi neutralizado.
    Marcos 16:18; Atos 28:3-6 – o veneno de serpentes e em bebidas perdeu o efeito.

    Mas não há NENHUM relato na Bíblia que nos faça crer que, pela oração, um animal imundo, vivo ou morto, tenha sido transformado em animal limpo.Só se for em livros apócrifos…rsrs

    Na visão simbólica de Pedro em Atos 10 (também muito usado pelos que gostam de comer todo tipo de alimentos imundos), não são os animais, mas os gentios (que eram considerados como animais pelos judeus) que são purificados (v. 28).

    A que Paulo, então, se refere em 1Tim. 4:1-5?

    Houve uma heresia grega que floresceu no seio do cristianismo primitivo, chamada de gnosticismo, que entre outras coisas afirmava ser a matéria (corpo) algo mau.
    Sendo assim, alguns renegavam a tudo o que fosse material, como certos alimentos (para eles eram criados por uma divindade inferior), e o casamento. Simpatizantes destes pensamentos gnósticos chegaram a afirmar até que Jesus não tinha um corpo, apenas “parecia ter”, caso contrário Ele não poderia ser considerado um perfeito Messias.

    Outros se entregavam às mais degradantes práticas, por crerem que não importava o que fizessem com o corpo, pois isso não afetaria seu espírito.
    Portanto, o que Paulo estava atacando era este movimento filosófico que tentava impor regras de vida para as pessoas, não como tentativa de adoração ao Senhor, mas sim como meio de “maltratar” e subjugar a carne – o corpo.

    Nada tinha que ver com os alimentos imundos descritos em todo o restante das Escrituras.

    Por mais que os descrentes (e até alguns “crentes”) desejem justificar seus maus hábitos alimentares, jamais poderão usar a Bíblia para isso, pois ela sempre defendeu o uso de uma alimentação saudável, equilibrada e livre de artigos condenados pelas leis divinas.

    Responder
  • João Oliveira disse:

    Romanos 14: “você é livre para comer o que quiser”

    Um sincero e querido irmão da igreja Batista me solicitou explicação sobre Romanos 14. Decidi repartir também com você um breve estudo desse capítulo para que possa compreender a essência da mensagem de Paulo.

    Romanos 14 precisa ser compreendido especialmente com o auxílio de 1Co 8:4 (Leia tais versos em sua Bíblia). Como as duas cartas foram escritas na mesma década (1 Coríntios por volta de 54 d.C e, Romanos, 55 ou 56 d.C) e tratam do mesmo assunto, veremos que a mensagem do apóstolo lida com problemas específicos daquela época.

    Quando Paulo afirma em Romanos 14:2 que “o débil come legumes”, essa expressão precisa ser compreendida à luz de 1Co 8:4, que diz:

    “No tocante à comida sacrificada a ídolos, sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo e que não há senão um só Deus.”

    Assim como os Corintos, os da igreja de Roma estavam com medo de comer carnes que tivessem sido sacrificadas em templos pagãos. Havia pessoas que estavam com tanto temor que elas só comiam “legumes”. Desse modo, no verso 2 de Romanos 14 Paulo está dizendo: “o débil tem tanto medo de comer carnes que possam ter sido sacrificadas a ídolos que chega a comer só legumes”.

    O apóstolo não poderia estar aqui condenando a dieta vegetariana que é a ideal segundo a Bíblia (Gn 1:29) e muito menos dando permissão para comermos alimentos imundos (Lv 11; Dt 14), sendo que o próprio Paulo nunca comeu tais carnes (At 25:8).

    Ele mesmo ensinou que nosso corpo é o santuário do Espírito Santo (1Co 3:16, 17; 6:19, 20) e que, por isso, devemos cuidar de nossa saúde física, comendo de maneira que o Espírito seja glorificado (1Co 10:31). Glorificamos a Deus em nossa comida quando não comemos alimentos imundos (e outros alimentos impróprios) e não somos glutões.

    Se não fugirmos do conceito bíblico de “holismo” – ou seja, que a natureza humana é holística, um todo inseparável (1Ts 5:23, 24), não teremos dificuldades em aceitar que a Bíblia proíbe o uso de alimentos imundos.

    Isso por que, sendo que existe uma íntima relação entre a mente e o corpo (isso é comprovado pela ciência), é óbvio que aquilo que comemos irá influenciar também em nosso estado mental-espiritual! Precisamos estar com o corpo saudável para prestarmos uma melhor adoração a Deus (e vice-versa).

    Romanos 14:5 e a guarda do sábado

    Já em Romanos 14:5 Paulo não está sendo contra a observância do sábado (se o tivesse, estaria condenando até mesmo a guarda do domingo). Alguns cristãos pensam que ele insinuou que cada pessoa deve “escolher o dia de guarda”, mas, isso está longe de ser verdade. Se cada um “faz a própria sua verdade”, a lei de Deus viraria uma bagunça e poderíamos justificar até mesmo o dia sagrado dos muçulmanos: a sexta-feira.

    Até mesmo o observador do domingo Russel N. Champlin reconhece que não é possível provar que a guarda do sábado esteja sendo questionada aqui: “Não dispomos de meios para julgar, com base neste texto, nem com toda a certeza, se Paulo queria incluir ou não o sábado na lista dos vários dias especiais que os irmãos ‘débeis na fé’ insistiam em observar”. (O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, vol. 3, p. 839)

    Entendemos Romanos 14:5 lendo o verso 6:

    “Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.”

    Perceba que a distinção entre “dias” está relacionada ao “comer”! Desse modo, a questão aqui é os “dias de jejuns” e não a santificação do sábado. Havia uma discordância entre eles quanto ao dia correto de se jejuar.

    O Didaquê – escrito judaico do primeiro século (alguns creem que foi escrito antes) nos mostra que havia mesmo essa controvérsia no meio cristão. Veja:

    “Os seus jejuns não devem coincidir com os dos hipócritas. Eles jejuam no segundo e no quinto dia da semana. Porém, você deve jejuar no quarto dia e no dia da preparação [sexta-feira]” – Didaquê 8:1.

    Por isso, Paulo estaria dizendo em Romanos 14:5 o seguinte: “Um faz diferença entre dia e dia para jejuar; outro julga iguais [“iguais” não se encontra no original grego] todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente e jejue nos dias que achar melhor.”

    Perceba que o verso 6 interpreta o verso 5 de Romanos 14, de modo que não precisamos colocar no texto ideias alheias a ele. Além disso, o Didaquê (mesmo não sendo regra de fé) nos ajuda a entendermos alguns problemas que os cristãos enfrentaram durante sua história. Nesse caso, quanto aos dias corretos para se jejuar.

    Outra evidência de que em Romanos 14:5 Paulo não estava tratando dos dias de guarda vemos em sua atitude de guardar o sábado mesmo longe dos judeus (At 16:13). Naquele território romano ele tinha a oportunidade de dizer que o dia de guarda foi abolido, mas, não o fez. Pelo contrário: santificou o sétimo dia em meio à natureza – como todo o cristão deveria fazer:

    “No sábado [não no domingo], saímos da cidade para junto do rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração [adoração a Deus em meio à natureza]; e, assentando-nos, falamos às mulheres [dia para falarmos do amor de Deus] que para ali tinham concorrido.” (At 16:13)

    Que lindo exemplo de adoração o apóstolo nos deixou! Que dica ele nos deixou para guardarmos o sábado de maneira agradável e não legalista!

    Espero que essas considerações lhe ajudem na compreensão de Romanos 14. Imprima-as para que os irmãos e o pastor de sua igreja leiam. Creio que será benéfico a eles também.

    Responder
  • Diego Andrade disse:

    Na boa! Se pararmos e refletir na questão em que comer carne de porco faz mal, devemos então produzir nossos proprios alimentos, sem agrotoxicos ou algo parecido, se percebermos, até pra ser Vegetariano ta dificil (kkkkkkk). Acredito que por causa dessa correria nos dias de hoje, nos “envenenamos a cada minuto”, pois tudo que injerimos tem algo maléfico a saúde! Ao invés de estarmos discutindo “o que pode ou não pode”, por questão de saúde, muitas vidas estão indo ao inferno, enquanto eu não como carne de porco e como um monte de comida industrializada… Acredito que tem um pouco de hipocrisia, é falei!

    “COMER DE TUDO UM POUCO ISSO É SAUDÁVEL”

    #A PAZ!

    Responder
  • flavio disse:

    o João e o Almir estão de parabéns pelos seus comentários, é claro que toda honra e gloria pertence a Deus, só quero dizer que, um dos textos usados para defender que pode comer de tudo, é 1timótio 4:4, mas as pessoas esquecem do verso 5, porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada, o que a palavra de Deus diz sobre comer carne de porco? Isaias66:17 só lembrando que Paulo só tinha o antigo testamento quando escreveu, e esse texto fala que as pessoas que comem carne de porco serão consumidas não herdarão a nova terra.
    Então agente deve ter muito cuidado com aquilo que ensinamos

    Responder
  • João Oliveira disse:

    André, se você é um cristão sincero, após toda essa argumentação bíblica, deixou, não apenas de comer carne de porco, como também tornou-se vegetariano. Veja com a Palavra de Deus é poderosa.
    Eu tenho a certeza que você em breve tornar-se-á um defensor do regime alimentar bíblico, porque a saúde é um atributo importante na prescrição divina ao homem.

    Responder
  • Hebert disse:

    Considerando a argumentação adventista para o não consumo de carne de porco, de acordo com Levítico 11 27 “E todo o animal que anda sobre as suas patas, todo o animal que anda a quatro pés, vos será por imundo;” Não poderiam comer carne vermelha também, correto?

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Hebert, considerando o argumento adventista deveríamos obedecer a todas as leis cerimoniais e alimentares do Antigo Testamento.

      Responder
      • Mat Bas disse:

        Fico triste pela sua ignorância. Se quer credibilidade, ao menos certifique-se de que o que vai escrever é verdadeiro. Como você pode dizer que os adventistas seguem todas as leis cerimoniais? Estude, rapaz!! Que Deus tenha misericórdia de você assim como peço que Ele tenha de mim.

        Responder
  • João Oliveira disse:

    André, leia e comente.

    A Lei de Deus aos Romanos.

    Romanos 4:15 e 5:13 – “Porque a Lei suscita a ira; mas onde não há Lei, também não há transgressão.” – “Porque até ao regime da Lei havia pecado, mas o pecado não é levado em conta quando não há Lei.”
    Aqueles que pregam que, a Lei de Deus foi abolida, forçosamente também terão de crer que não existe pecado, e se assim é, todos são justos, e todos se salvarão, creiam ou não em Cristo, tenham ou não nascido de novo. Sim, porque Deus não pode condenar nem destruir aqueles que não pecaram. Aceitando-se que a Lei Moral foi abolida por Cristo, não há mais necessidade de fé e muito menos angustiar-se por causa da perdição eterna, em chamas crepitantes.

    Romanos 7:6 – “Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.”

    “Livres da Lei” – Por quê? Simples. Antes, porém, se você achar que esse “livre” é para fazer o que bem entende, isente Paulo primeiro. A transgressão da Lei é pecado (I João 3:4). Disso Paulo não deixa dúvidas. Diz ele: “…mas o pecado não é levado em conta quando não há Lei.” (Romanos 5:13). Guardando os mandamentos da Lei de Deus, não estaremos sob sua condenação, mas “estaremos livres” de sua penalidade. Não livres da Lei. Veja bem, o porque:

    A Lei é espiritual. Paulo afirmou em Romanos 7:14. O homem carnal não é sujeito à Lei de Deus. O homem carnal transgride a Lei inopinadamente, porque é carnal. Este homem rouba e a Lei diz: “Não furtarás”. Quando porém este homem se converte, deixa de roubar; passa da esfera carnal para a espiritual, que é a própria esfera da Lei, e então ela deixa de acusá-lo de roubo. Todavia (não esperamos), se um dia esse homem voltar a roubar, novamente a Lei tornará a acusá-lo: “Não furtarás”… então, entende como a Lei não perde o valor quando o homem se converte? Ela simplesmente não terá domínio sobre ele, não o acusará por todo o tempo enquanto com ela viver em obediência, está pessoa estará “livre da lei”.

    Romanos 7:7 – “Que diremos, pois? É a Lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci o pecado senão pela Lei; porque eu não conhecia a cobiça, se a Lei não dissesse: Não cobiçarás”.

    Paulo chama uma lei de maldita (Gálatas 3:10); logicamente esta que menciona agora em Romanos 7:7, realçando surpreso: “De modo nenhum!”, não pode ser a mesma. Vamos então descobrir qual é ela. Na sua Bíblia, depois dos dois pontinhos que antecedem as palavras “não cobiçaras” (Romanos 7:7), há o número 8, “bem miudinho”. Vá ao rodapé da Bíblia (referência) e ela o conduzirá até Êxodo 20:17, que é a Lei Moral, o Decálogo. Nunca foi difícil mesmo em meio à profunda dialética paulina descobrir que ele exaltava a Lei Moral, mesmo porque, ensinava que, sem sua vigência atuante não poderia existir o pecado. O “pecado é a força da lei” ou seja: existe porque a lei o aponta e o revela.

    Hoje, porém, há pessoas que chegam ao grande erro de dizer que a Lei Moral foi pregada na cruz, que estamos sob maldição e que adoramos um Deus morto (tudo isso já nos disseram, portanto é experiência própria). Mas, para Paulo não é assim, “de modo nenhum!”, enfatiza Paulo. Ele só se apercebeu da malignidade do pecado quando se espelhou na Lei de Deus. Diante dela, esta, o acusou de cobiça.

    Por outro lado, quando Paulo era carnal (isto é, antes de sua conversão), cobiçava, matava (tinha carta de autorização para isso), praticava atos de judiaria com crentes, e sua consciência não lhe doía; participou da morte de Estevão e tudo era-lhe normal. Mas agora, Saulo é Paulo, o ímpio é cristão, o carnal é espiritual, e assim descobriu ele o verdadeiro valor da Lei, e no poder de Cristo a ela obedeceu enquanto teve fôlego de vida.

    Mais três textos claros definem, se houver dúvidas, que a Lei é imprescindível na dispensação cristã para que possamos apresentar ao mundo que o pecado ainda impera, e, portanto, há necessidade do Salvador Jesus.

    Romanos 3:19 e 20: “… porque pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.”
    Romanos 4:15: “… mas onde não há lei, também não há transgressão.”
    Romanos 5:13: “… mas o pecado não é levado em conta não havendo lei.”

    É bastante claro o ensino de Paulo. Ele não tem dúvida. A Lei permanece em vigor, enquanto existir pecado. Quando porém este chegar ao fim, a vigência da Lei cessa.

    Romanos 7:8 – “Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a sorte de concupiscência; porque, sem Lei, está morto o pecado.”

    O apóstolo Paulo descobriu e ensinou que não teria conhecido o pecado se não fosse a Lei (Romanos 7:7). Disse que o pecado não teria valor, estaria morto, se não existisse a Lei (Romanos 5:13). A Lei lhe revelou a hediondez do pecado; por isso afirmou: “… o pecado reviveu e eu morri.” (Romanos 7:9). Mas Paulo não permaneceu morto. Observando a Lei, o pecado desapareceu, ele reviveu para uma vida nova, e quem “morreu” agora foi o pecado, enquanto ele vivia em obediência, livre da penalidade da Lei.

    Romanos 10:4 – “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”.

    Este texto, se for lido com o espírito de quem certa ocasião o leu para nós, tentando provar que ele cancelava por completo a Lei Moral, que fora abolida na cruz, e que quem a observa é maldito, e outros “mitos”, certamente estará do lado do erro.

    Se o termo “fim”, que é proveniente da palavra grega telos, empregado aqui neste texto, ter como querem, o sentido de “término”, “encerramento”, “abolição”, então o mesmo peso e a mesma medida terão que ser aplicados em I Pedro 1:9: “Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.” Ora o sentido é o mesmo, mas você jamais irá crer e aceitar o término, abolição e encerramento da fé do crente! Será que, assim, pode ele esperar a salvação de sua “alma”? A palavra “fim”, aqui empregada, tem o sentido de finalidade, objetivo, propósito. Os chefes e executivos podem auxiliar o seu entendimento, porque estão acostumados a redigir cartas neste teor; observe:

    “Esta tem o fim (objetivo) de informar a V. Sas. que o carregamento de matéria-prima ficou retido no cais…”
    Com o fim (propósito) de convidá-los para inauguração da nova sede, enviamo-lhes estes convites…”

    Aliás, com este termo “fim”, não como término de alguma coisa, mas como objetivo, concordam os grandes teólogos cristãos, sinceros em sua religião, que não têm idéias preconcebidas.

    Imagine você, se aceitarmos que este fim aí cancelou a Lei de Deus; todo o ensinamento que Paulo deixou sobre essa Lei, que está em vigor e que foram provadas com inúmeras Escrituras aqui estudada; será abolida. E sendo assim, deveremos também apoiar a macabra idéia de que chegou ao “fim” a obrigação de temer a Deus. Ouça o que diz o pregador: “De tudo o que se tem ouvido o fim é: teme a Deus e guarda os Seus Mandamentos…” (Eclesiastes 12:13). Só porque este fim está aí, iremos deixar de temer a Deus?

    Romanos 14:5 – “Um faz diferença entre DIA e DIA, mas outro julga IGUAIS todos os DIAS…”

    A Epístola aos Romanos além de ser um hino de exaltação à Lei Moral é também, por excelência, um doutrinal de justificação pela fé. E aqui, da mesma forma que se nota nas outras cartas paulinas, “os judaizantes” não lhe davam tréguas. No capítulo 14 desta Epístola, vemos suas garras sendo estendidas solertemente a fim de injetar a heresia da justificação pelas obras da Lei Cerimonial. Entretanto, abriremos os olhos para alcançar de forma clara o que Paulo diz neste capítulo para desanuviar a confusão gerada nos leitores atuais desta Epístola que pensam ter sido cancelado o sábado.

    A pessoa sincera, que ainda não entendeu a santidade do quarto mandamento da Lei de Deus, pensa que neste texto Paulo o menospreza. Não, não é assim! O primeiro passo a dar para desvendar o assunto é descobrirmos de que DIA trata. Convém lembrar que este problema também ocorreu com os gálatas, e Paulo assim os repreendeu:

    “Guardais dias, e meses, e tempos, e anos.” (Gálatas 4:10) – E também se deu com os crentes de Colossos:
    “Portanto, ninguém vos julgue… por causa dos dias de festa, ou da Lua Nova, ou dos sábados.” (Colossenses 2:16).

    Especificamente, neste texto, Paulo extravasa o assunto de maneira muito clara e abrangente assegurando que a exigência dos judaizantes em todos os lugares onde se infiltrassem era mesma: guardar dias, meses, tempos, Luas Novas, que eram festivais sabáticos. Veja também em Guiados Para Vencer I: Comparando a Lei Moral e a Lei Cerimonial.
    Isaías 1:13 Oséias 2:11 Amós 5:21 e 22 Jer. 6:20; 7:21 a 24
    Miquéias 6:6 e 7 I Crônicas 23:31 Esdras 3:4 e 5 Jer. 14:12

    Portanto o – DIA e DIAS – de Romanos 14:5, é o próprio de Gálatas, e também o mesmo dos Colossenses, que não é outra coisa senão as festas judaicas que compunha a Lei Cerimonial. Estes festivais obedeciam a um calendário anual e quando chegavam, o DIA era considerado sábado e revestido de toda a santidade conferida ao sábado do sétimo dia da semana. Estas cerimônias foram exigidas antes da morte de Cristo porque eram sombras de Cristo (Colossenses 2:17). Vindo Ele, acabou. A insistência dos judaizantes ao reviver tais festas era a pura recusa às doutrinas Cristocêntricas apresentadas por Paulo.

    Como se vê, em tudo isso nada há contra o Sábado do sétimo dia da semana, que, como um mandamento da santa Lei de Deus, permanece como sinal entre Jeová e os Seus obedientes filhos (Ezequiel 20:20). Ainda que o Sábado tenha emprestado seu nome aos festivais cerimoniais nada tem a ver com eles. Lamentavelmente, o sábado semanal permanece hoje como o grande mandamento esquecido.

    Por ocasião destes incidentes, todos guardavam o sábado (Atos 15:21).

    O próprio Paulo o guardou em todas as suas viagens e estabelecimento de igrejas. Os apóstolos e discípulos guardavam o sábado. [Mateus 28:1; Marcos 15:42; Marcos 16:1; Lucas 23:54 a 56; Atos 13:14 e 27; Atos 13:42 e 44; Atos 17:2; Atos 18:1 a 4]. Paulo escreveu a Epístola aos Romanos no ano 58 d.C.
    Jesus antes de morrer (31 d.C.) advertiu aos discípulos que não transgredissem o Sábado (Mateus 24:20), quando da destruição de Jerusalém, pelos romanos, que se daria em 70 d.C. (Portanto, 12 anos depois que Paulo escreveu aos romanos, o Sábado era guardado pelos discípulos solicitados por Cristo). Daí a conclusão coerente de que Paulo está se referindo aos DIAS (sábados cerimoniais) e nunca ao Sábado semanal, no capítulo 14 de Romanos.

    Tito 3:9 – “Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates sobre a lei, porque são coisas inúteis e vãs.”

    I Timóteo 1:4 – “Nem se dêem a fábulas, ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificações de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora”.

    Paulo sempre encontrou acérrimos judaizantes em seu caminho, preocupados em promover debates acerca do ritualismo e fábulas judaicas. Estes dois textos dizem bem a preocupação do apóstolo em preservar seu rebanho da escravidão enfadonha da Lei Cerimonial que tais contendores desejavam acirradamente colocar em uso, em todos os lugares.

    Quanto à lei aí focada, você não deve confundir com a Lei de Deus cujos mandamentos são cunho moral. Efetivamente: não matar – não roubar – não adulterar – não ter outros deuses, não são futilidades, muitos menos coisas vãs, certo?

    Responder
    • André Sanchez disse:

      As leis abolidas foram as leis cerimoniais e civis. Essas foram pontuais. A lei moral permanece e foi confirmada no Novo Testamento. O que acontece hoje é que muitos querem viver como se fossem judeus antes da vinda de Cristo. Negam assim a graça e a revelação progressiva de Deus.

      Responder
  • João Oliveira disse:

    Alguns evangélicos confundem Graça com “libertinagem”
    Vejam que texto fabuloso:

    “Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (Judas 4).

    Comentando a expressão “transformam em libertinagem a graça do nosso Deus”, a Bíblia de Estudo de Genebra (de orientação Presbiteriana), diz o seguinte:

    “Os oponentes de Judas eram culpados de antinomismo – a convicção de que os cristãos não têm obrigação alguma de seguir a lei moral como regra de vida. Tal ensino foi um problema permanente na Igreja Primitiva (Rm 3:8; 6:15; 1Co 6:12-15; Gl 5:13), especialmente onde a ênfase de Paulo sobre a justificação pela graça mediante a fé era mal entendida e pervertida” (pág. 1521).

    Segundo o comentarista, havia uma classe de pessoas, NA IGREJA, que defendiam que a Lei de Deus havia passado, e que os novos crentes não mais deveriam se submeter às suas reivindicações. Qual foi a resposta de Judas para isso?

    Estas pessoas transformaram a GRAÇA em LIBERTINAGEM (tradução do termo grego ASELGEIA).

    É curioso observarmos que este fato tão atual já fazia parte das “disputas teológicas” ainda na época dos primeiros cristãos. Assim como hoje, no primeiro século também existiam os pseudo-crentes que tentavam justificar um modo de vida desobediente à Lei de Deus, com o argumento furado de que a graça cobria qualquer violação dos Mandamentos.

    Na posição de líder da Igreja, Judas se deparou com os mesmos problemas que os que desejam ser fieis a Deus na guarda da Lei Moral (os 10 Mandamentos – cf. Êxo. 20:3-17) se defrontam hoje, quase 2000 anos depois. Nada mudou!

    Como Adventistas do 7º Dia, frequentemente somos bombardeados com a mesma heresia da época dos apóstolos, a qual a teologia chama de ANTINOMIA, ou seja, a declaração absurda de que a Lei passou, e que agora, por vivermos no tempo da graça, não precisamos mais nos submeter à obediência a qualquer mandamento. A mesma indignação que Judas sentiu nós também sentimos!

    Esta “graça barata” ou “libertinagem”, nas palavras do escritor inspirado, não tem nada que ver com o ensino da Graça que Paulo demonstrou tão magistralmente. Assim como naquela época, muitos hoje também confundem os escritos de Paulo e ensinam coisas que o apóstolo jamais intentou ensinar (cf. 2Ped. 3:14-16).

    É mesmo uma pena que tanta gente, até sincera, se deixe levar por heresias como estas, que ensinam que a Lei passou! Mas, no fundo, nós sabemos quem está por trás de tudo: o inimigo de Deus. Desde o princípio de tudo que ele tenta subverter a verdade com mentiras mascaradas. Por exemplo:

    Deus disse: “se comer morre”;
    O diabo disse: “não morrerás”… e o povo continua crendo na mentira até hoje (inferno eterno, reencarnação, alma penada, purgatório, etc.).

    Deus disse: “Lembra-te do sábado”;
    O diabo disse: “Guardarás domingos”… e o povo continua crendo na mentira até hoje (em muitos lugares, o sábado é o dia da faxina nas igrejas… que absurdo!).

    Deus disse: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos”;
    O diabo disse: “A lei passou”… e o povo continua crendo na mentira até hoje.

    Portanto, caros amigos, esta heresia ensinada nos púlpitos de muitas igrejas que professam ser cristãs, não é nova… não começou no Movimento Pentecostal do séc. XIX, nem no neo-Pentecostal do séc. XX, e nem mesmo na Reforma Protestante do séc. XVI. Esta heresia que ensina que a Lei passou é tão antiga quanto a própria Igreja, pois o diabo sempre procurou obscurecer o entendimento e desviar a atenção dos menos avisados e dos que preferem viver na “libertinagem” de uma “graça barata”.

    Sigamos firmes na fé, pois temos a certeza de que o Senhor guia Seu povo no meio das trevas, e o conduz para Sua maravilhosa luz (cf. Apoc. 14:12; 12:17; João 8:32).

    O diabo está irado, mas a Lei de Deus é eterna e nos acompanhará para sempre!

    “Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade” (1Jo 2:4).

    Que declaração forte, não acha!?

    Responder
  • flavia pinheiro disse:

    andre sanchez voce esta correto so queria saber de qual religiao pertence

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Sou cristão protestante

      Responder
  • Victória disse:

    Recomendo a leitura de um livro intitulado “The year of living biblically” ou em português “O ano de viver de forma bíblica” que conta a experiência vivida pelo seu autor A. J. Jacobs que durante um ano tenta viver de acordo e seguindo a risca todas as regras e leis descritas na bíblia.
    Não é por nada mas esta discussão faz lembrar de certa forma a parábola do Fariseu e do Publicano.
    A eterna discussão de que a minha fé é melhor que a tua está na origem de muitas guerras.
    Jesus deixou-nos 2 mandamentos simples: Ama Deus e Ama o próximo.
    Tão simples mas tão difícil..
    Quanto ao julgamento final, tal como a lei, só à Deus pertence!!!!!
    Romanos 5:20-21

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Victória, o julgamento e discussões referentes a nossa fé é licita. Aliás, só temos a nossa bíblia hoje em mãos para ler porque homens ousaram discutir e contrapor erros. Se esses homem não tivessem feito isso hoje nem eu nem você teríamos a liberdade e conhecimento que temos.

      Responder
      • Victória disse:

        André, eu não coloco em questão a discussão sobre a fé pois defendo que devemos buscar o conhecimento para melhorar a nossa compreensão e interpretação da Bíblia e da vontade de Deus e assim fortalecer a nossa fé.
        Um dos caminhos para este objectivo é exactamente a troca de impressões e perspectivas com outras pessoas.
        Eu chamo a atenção sobre a maneira arrogante como esta discussão por vezes é feita referindo a tendência de acharmos que a nossa fé é melhor que a dos outros.

        Responder
  • Hugo disse:

    Em 1 Timóteo 4: responde a essa pergunta meus amados :1 O Espírito de Deus diz claramente que, nos últimos tempos, alguns abandonarão a fé. Eles darão atenção a espíritos enganadores e a ensinamentos que vêm de demônios. 2 Esses ensinamentos são espalhados por pessoas hipócritas e mentirosas, pessoas cuja consciência está morta como se tivesse sido queimada com ferro em brasa. 3Essas pessoas ensinam que é errado casar e que é errado comer certos alimentos. Mas Deus criou esses alimentos para que aqueles que creem e conhecem a verdade os comam depois de terem feito uma oração de agradecimento. 4Tudo o que Deus criou é bom, e, portanto, nada deve ser rejeitado. Que tudo seja recebido com uma oração de agradecimento 5 porque a palavra de Deus e a oração tornam todos os alimentos aceitáveis a ele!

    Responder
  • Wallas disse:

    Amigo, de acordo com Marcos 7. Nos podemos então comer carne sufocada e bebermos o q quiser??

    Responder
  • Plinio Lopes disse:

    O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.
    Mateus 15:11

    Responder
  • João Oliveira disse:

    Hugo,
    A que Paulo, então, se refere em 1Tim. 4:1-5?

    Houve uma heresia grega que floresceu no seio do cristianismo primitivo, chamada de gnosticismo, que entre outras coisas afirmava ser a matéria (corpo) algo mau.
    Sendo assim, alguns renegavam a tudo o que fosse material, como certos alimentos (para eles eram criados por uma divindade inferior), e o casamento. Simpatizantes destes pensamentos gnósticos chegaram a afirmar até que Jesus não tinha um corpo, apenas “parecia ter”, caso contrário Ele não poderia ser considerado um perfeito Messias.

    Outros se entregavam às mais degradantes práticas, por crerem que não importava o que fizessem com o corpo, pois isso não afetaria seu espírito.
    Portanto, o que Paulo estava atacando era este movimento filosófico que tentava impor regras de vida para as pessoas, não como tentativa de adoração ao Senhor, mas sim como meio de “maltratar” e subjugar a carne – o corpo.

    Nada tinha que ver com os alimentos imundos descritos em todo o restante das Escrituras.

    Responder
    • Hugo disse:

      Graça e Paz Meu amado amigo João, no primeiro capitulo já diz O espirito de Deus Diz não Paulo Diz e se refere nós tempos atuais você não vê a discussão sobre esse assunto varias denominações proibindo comer isso ou aquilo, O Espírito de Deus diz claramente que, nos últimos tempos, últimos tempos já estamos vivendo meu querido que Deus o abençoe.

      Responder
  • Hugo disse:

    Gênesis 1:30 Leiam

    Responder
  • João Oliveira disse:

    Hugo,
    não sei se você percebeu que a Bíblia no livro de Levítico proíbe a ingestão de certos alimentos considerados imundos, portanto, não é qualquer denominação é quem veda esse comportamento errado, mas Deus é quem estabelece que comer qualquer alimento impuro é pecado, uma vez que cada cristão é um Templo do Espírito Santo, dessa forma devemos respeitar a Palavra de Deus.
    João

    Responder
  • sebastião disse:

    se você esta em cristo jesus nova criatura è as coisa velhas ja passarão es que tudo se fez novo.Portanto jesus nos libertou da maldição da lei

    Responder
  • João Oliveira disse:

    Sebastião,

    “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gálatas 3:13).

    Este versículo bíblico é muitas vezes interpretado como um argumento contra a lei de Deus e em favor de Jesus Cristo. Esta é uma grosseira perversão de seu sentido. Aqui está o que ele significa, e o que não significa.

    “A maldição da lei” paira sobre aqueles que infringem a lei (cf. Deut. 28:15).

    “A maldição da lei” é “morte” (comparar com 1 João 3:4 Romanos 6:23).

    A morte é pronunciada sobre todos os que infringem a lei de Deus (dos Dez Mandamentos) porque essa lei é tão perfeita, tão santa, tão imutável (veja Romanos 7:12), e tão eterna (sendo escrita em pedra, Êxodo 31:18), que todos os infratores são justamente condenados à morte por violarem seus princípios sagrados.

    Assim, Gálatas 3:13, não é um argumento contra a lei de Deus, mas a favor dela.

    A boa notícia é que Jesus Cristo voluntariamente tomou o horror da “maldição da lei” tornado-se “maldição para nós”.

    Por causa do que Jesus fez por nós no Calvário, podemos nos arrepender de nossos pecados, ter fé nEle, sermos totalmente perdoados, e assim, ficarmos em pé perante a Lei de Deus como se nunca tivéssemos pecado (veja Romanos 3:26).

    Longe de abolir a lei de Deus, a morte de Jesus Cristo estabelece sua santidade e validade eterna (Romanos 3:31).

    Compreender a relação adequada entre a lei e o evangelho leva as pessoas a escolherem “guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (Apocalipse 14:12).

    Como é o seu entendimento hoje?

    Responder
  • João Oliveira disse:

    André,
    a sua interpretação carece de apoio bíblico. Veja, se você come veneno, ele entra pela boca e afeta todo seus órgãos, portanto, tudo que se come faz um diferencial em seu organismo. Se come demais, engorda. Se come gordura, entope as veias do coração. Se fuma, é um candidato a um câncer ou efizema. Se bebe muito bebida alcoólica, torna-se um viciado. Então, o que entra pela boca também contamina o homem. Deus, na sua sabedoria, deixou para Seus filhos (somente para eles) lei da saúde. Quem não aceita a Palavra de Deus terá problema sério de saúde. Obedeça a orientação bíblica e será um candidato ao Reino de Deus.
    João Oliveira

    Responder
  • João Oliveira disse:

    André,
    veja que no verso 7:10 última parte “E, assim, considerou ele puros todos os alimentos” Jesus estava falando aos judeus sobre alimentos puros e não de alimentos impuros. Caso contrário, os judeus teriam replicado Jesus com veemência, porque eles eram zelosos com a alimentação prescrita em Levítico. Não houve nenhum questionamento, pois a comparação era que os judeus alimentavam-se corretamente, todavia, eles se contaminavam quando abriam a boca para expressarem paixões inflamadas e impuras. O texto apresentado não tem nada com a ingestão da carne de porco. Esta carne continua impura, porque foi Jesus, através do Espírito Santo, que inspirou Moisés a escrever o livro sagrado de Levítico.
    João

    Responder
    • André Sanchez disse:

      João, nesse caso a expressão “todos” se aplicaria a que alimentos? Se os alimentos já eram puros por que Jesus os considerar puros de novo?

      Responder
      • flavio disse:

        como seria bom se as pessoas entendessem, a palavra de Deus se alto interpreta, percebo que até existe um certo conhecimento bíblico eu não vejo outra explicação se não cegueira espiritual porque eu também já fui cego espiritualmente falando, se Deus disse que é imundo, não serve pra alimentação, não temos que discutir com ele foi ele quem nos fabricou e sabe exatamente o que precisamos para mantermos o nosso corpo bem, o que as pessoas fazem é uma confusão criam doutrinas em cima de textos isolados, examine o contexto, quanto ao texto de marcos 7 existia uma tradição dos anciãos de lavar as mãos antes de comer, pois essas mãos poderiam esta imundas e ao tocar os alimentos estes se tornariam imundos, foi essa tradição que Jesus foi contra ele explica muito claro, e só lembrando que carne de porco nunca foi alimento para o povo de Deus.
        fiquem na paz

        Responder
  • João Oliveira disse:

    André,
    “E Assim Considerou Ele Puros Todos os Alimentos”

    Esta declaração de Marcos tem sido problemática para copistas, teólogos, exegetas e comentaristas:

    Alguns têm declarado que esta afirmação do verso 19, em grego: kayarizon panta ta brwmata – catharidzon panta ta bromata não se encontrava no original de muitos manuscritos, sendo portanto um acréscimo posterior.

    O renomado exegeta Bruce M. Metzger, com sua autoridade inquestionável, no livro A Textual Commentary on the Greek New Testament pág. 95 ao tecer considerações sobre este verso declara: o peso esmagador dos manuscritos nos convencem de que esta afirmação foi escrita por Marcos. Diante da dificuldade do verbo purificar, muitos copistas tentaram correções e melhorias. Metzger conclui: Muitos eruditos modernos, seguindo a interpretação sugerida por Orígenes e Crisóstomo consideram o verbo catharidzo, ligado gramaticalmente com “leguei” do verso 18 tomando assim o comentário do evangelista com as implicações das palavras de Jesus concernentes às leis dietéticas judaicas.

    Esta mesma idéia é esposada pelo livro Consultoria Doutrinária da Casa Publicadora Brasileira, págs. 130 a 132, das quais destacamos:

    “Nalgumas Bíblias a declaração final do versículo 19, parece fazer da instrução de Cristo, com o sentido de que o processo da digestão e eliminação tem o efeito de ‘purificar todos os alimentos’. O texto grego, porém, torna evidente que estas palavras não são de Cristo, mas sim de Marcos, e constituem seu comentário sobre o que Cristo queria dizer. Por conseguinte é necessário interpretar esta expressão sob o aspecto das palavras ‘Então lhes disse’, do versículo 18. Destarte a última frase do versículo 19 rezaria assim:’(Então lhes disse isto), purificando todos os alimentos’ ou ‘considerando puros todos os alimentos’ – a saber, sem levar em consideração se a pessoa que comia realizara ou não a ablução cerimonial preceituada, Era essa a questão em debate (verso 2).

    “Em segundo lugar, convém notar que a palavra grega bromata, traduzida por alimentos, significa simplesmente ‘o que se come’, e inclui todas as espécies de alimentos; jamais distingue a carne dos animais de outras espécies de alimentos. Restringir as palavras ‘considerou puros todos os alimentos’ aos alimentos cárneos e inferir que Cristo aboliu a distinção entre as carnes limpas e imundas usadas como alimento (ver Lev. 11), é desconhecer completamente o sentido do texto grego.

    “Percebe-se, pois, que o versículo 19 não foi acrescentado, mas que a expressão final deste versículo não foi usada por Cristo, e sim, por Marcos, para indicar que a cerimônia de lavar as mãos várias vezes antes de comer – não por limpeza, mas por formalidade – nada tinha que ver com a salvação. Isto, no entanto, não quer dizer que se deva comer com as mãos sujas, ou que se possam usar todas e quaisquer carnes de animais, mesmo dos que foram proibidos em Lev. 11.”

    Outra autoridade, não menos destacada, Marvin R. Vincent, em Word Studies in the New Testament, vol. l, pág. 201, afirma sobre Marcos 7:19:

    “Cristo estava enfatizando a verdade de que toda contaminação vem de dentro. Isto era em face das distinções rabínicas entre alimentos limpos e imundos. Cristo declara que a impureza levítica, como o comer sem lavar as mãos, é de pouca importância quando comparada com a impureza moral. Pedro ainda sob a influência dos antigos conceitos, não consegue entender a declaração e pede uma explicação (Mat. 15:15), que Cristo dá nos versos 18-20. As palavras ‘purificando todos os alimentos’, não são de Cristo, mas do evangelho, explicando o significado das palavras de Cristo; a Versão Revisada do Novo Testamento, portanto, traduz corretamente ‘isto ele disse (em itálico), tornando limpos todos os alimentos.’

    “Esta era a interpretação de Crisóstomo, que diz em sua homília sobre Mateus: ‘Porém, Marcos diz que ele disse estas coisas tornando puros todos os alimentos.’ Canon Farrar refere-se a uma passagem citada de Gregório Taumaturgo: ‘E o Salvador, que purifica todos os alimentos diz’ . . .”

    Responder
  • João Oliveira disse:

    André,
    Ao lermos 1 Timóteo 4:1-3 Paulo está apresentando um problema que estava se levando na igreja recorrente a falsos ensinamentos. Alguns entendem nesse texto que a proibição feito no Antigo Testamento em relação ao consumo de alguns tipos de animais (Levítico 11 e Deuteronômio 14) está aqui caindo por terra, mas será isso verdade?

    Para entendermos o que Paulo escreveu é necessário compreendermos o contexto histórico no qual esse capítulo foi escrito. Ele apresenta no texto pessoas apostadas por terem se desviado da Palavra de Deus para seguirem ensinadores enganosos, hipócritas, mentirosos e de mente cauterizada que seguiam doutrinas heréticas e demoníacas. Vamos agora analisar dois desses ensinamentos.

    1) Proibição em relação ao casamento.
    De acordo com o respeitado Comentário do Novo Testamento, William Barclay, p. 107 diz que: esses hereges eram gnósticos, ou seja, ensinavam que o espírito é totalmente bom e a matéria totalmente má. Havia aqueles que pregavam que o corpo era maligno, que tudo o que tinha que ver com o corpo, todo instinto e função físicas eram maus, que até as coisas mais belas do mundo deviam ser abandonadas e desprezadas. Nesse contexto esses falsos ensinadores pregavam que as pessoas deviam abster-se do casamento, porque o corpo é maligno e os instintos do corpo também o são e devem ser suprimidos por completo.
    Mas vejamos o que ensina a Palavra inspirada de Deus (2 Timóteo 3:16):
    “Venerado seja entre todos o matrimónio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará”. Hebreus 13:4

    “Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. Gazela amorosa, corça graciosa; que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e sempre o embriaguem os carinhos dela”. Provérbios 5:18,19
    Perceba que a Bíblia não considera mau o prazer sexual desfrutado dentro do casamento.

    2) Abstinência de alimentos.

    Perceba que pelo contexto histórico a questão aqui não eram alimentos impuros, mas sim qualquer tipo de prazer que se podia proporcionar ao corpo, algo que também acontece ao comermos, visto produzirmos substâncias que nos trazem sensação de bem estar. Em relação a isso esses falsos mestres ensinavam que o abster-se de comer era necessário, porque a comida é algo material e maligno; a comida alimenta ao corpo e o corpo é maligno.

    A Bíblia nos diz que: “O nosso corpo é templo do Espírito Santo”. 1 Coríntios 3:16; 6:19
    E devemos cuidar muito bem dEle, visto que seremos julgados por tudo aquilo que estivermos fazendo por meio de nosso corpo (2 Coríntios 5:10). Deus nos orienta que devemos ter uma alimentação o mais saudável possível para que possamos oferecer uma adoração melhor à Ele (Daniel 1:8-17; 1Tessalonicenses 5:23).
    Que Paulo não estava se referindo à carne de porco ou a qualquer alimento considerado impuro, podemos ver nos versos seguintes:
    “Pois tudo o que Deus criou é bom, e nada deve ser rejeitado, se for recebido com ação de graças, pois é santificado pela palavra de Deus e pela oração”.1 Timóteo 4:4,5

    O que a palavra de Deus tem a dizer, por exemplo, em relação a carne de porco:
    “Esse povo que sem cessar me provoca abertamente, oferecendo sacrifícios em jardins e queimando incenso em altares de tijolos; povo que vive nos túmulos e à noite se oculta nas covas, que come carne de porco, e em suas panelas tem sopa de carne impura.” Isaías 65:3,4
    “Vejam! O Senhor vem num fogo, e os seus carros são como um turbilhão! Transformará em fúria a sua ira e em labaredas de fogo, a sua repreensão. Pois com fogo e com a espada o Senhor executará julgamento sobre todos os homens, e muitos serão os mortos pela mão do Senhor. Os que se consagram para entrar nos jardins indo atrás do sacerdote que está no meio, comem carne de porco, ratos e outras coisas repugnantes, todos eles perecerão”, declara o Senhor. Isaías 66:15-17
    Perceba que dentre muitas práticas que Deus considerava repugnante estava o comer carne de porco e outros animais imundos também, sendo assim, a Palavra de Deus não santifica a esses animais e muito menos a oração.
    Para concluir: Pudemos observar a importância de se conhecer o contexto cultural de um texto para não o tirarmos de seu contexto e dessa forma fazer a Bíblia dizer coisas que ela nunca teve a intenção de dizer. A Bíblia nos mostra que ela não é contra o casamento e ao uso dos alimentos que foram criados por Deus para nos proporcionarem bem estar e saúde de uma forma geral.

    Que Deus te abençoe grandiosamente.

    Responder
  • João Oliveira disse:

    André,
    pela sua postura e resposta, você já esta obedecendo a Palavra de Deus sobre a boa alimentação. Sei que você não come carne de porco entre outros alimentos impuros. Mesmo que o alimento seja puro, devemos usá-los equilibradamente (pouco açúcar, gordura, etc). A impressão que eu tenho é pelo seu aspecto saudável que transmite. Será que o funcionamento do corpo de um judeu é diferente de um cristão?! Não.
    Deus não muda.
    João

    Responder
    • André Sanchez disse:

      João, a carne de porco é a que mais gosto. Quase todo final de semana faço algo dessa carne.

      Responder
      • flavio disse:

        Eu também gostava muito dessa carne André até conhecer Isaías 66:17 que esta dentro de um contexto escatológico ai começou a duvida com os textos do novo testamento parecia que havia contradição, como pode? Deus vai destruir sendo que Jesus purificou! então foi quando eu decidir examinar cuidadosamente todos os textos que fala sobre o assunto e cheguei a seguinte conclusão Jesus não veio purificar porcos e muito menos contradizer a promessa de seu pai, até porque Deus não muda. que o eterno te abençoe

        Responder
  • Vitor Silva disse:

    Vc ta ensinando heresia, Deus falou que a carne de porco é imunda, e acabou, foi ele que falou, não foi vc nem ninguém, o pessoal tem mania de contrariar as coisas de Deus, ele conhece tudo ele sabe oque fala, não seja hipócrita e tolo como os outros, e isso aqui é exortação a você, queira vc aceite ou não.

    Tiago 1:17 ele não muda nem varia.

    você é mais um que segue os que não querem compromisso com Deus e começa a procurar oque n tem na bíblia para não ser prejudicado nos seus costumes, anulastes a lei de Deus por tradições de homens.

    Caro irmão examinai as escrituras como os bereanos examinou em Atos para ver se tudo aquilo que dizem é oque está na bíblia.

    Apocalipse 14:12 está aqui a sua reflexão, ou vai ser mais um que vai ignorar esta palavra? vc guarda os mandamentos de Deus e a fé em
    jesus, ou você prefere João 15:10

    ou João 14:15? que a graça de Deus continue te acompanhando e o espirito dele ilumine sua alma para retirar todas doutrinas diabólicas introduzidas nas igrejas por satanás, só os puros enxergarão a verdade a luz de Deus.

    Responder
  • Neres Santana disse:

    AS VEZES EU FICO A ME PERGUNTAR;
    SERA QUE AS PESSOAS QUE DEFENDEM QUE NÃO SE PODE COMER CANE DE PORCO, USA O MESMO MÉTODO PARA DEFENDER QUE NÃO SE PODE TRABALHAR NO SÁBADO ?
    BEM SE TRABALHAR NO SÁBADO É PECADO ISSO SIGNIFICA QUE JESUS FOI UM PECADOR ? PELO QUE EU SEI JESUS (violava o sábado) >> “E os judeus perseguiam Jesus, porque fazia estas coisas no sábado. Mas Ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente (violava o sábado), mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus.”

    (João 5:16-18)

    E SE JESUS PECOU LOGO O SEU SACRIFÍCIO FOI EM VÃO !

    Responder
    • flavio disse:

      Neres É claro que Jesus não pecou, ele é prefeito não violou a lei agora qual é o trabalho que Jesus no sábado? o próprio Jesus observava o sábado; Lucas 4:16, será que é pecado curar alguém no sábado?porque foi esse o trabalho que o senhor Jesus no sábado, ele próprio disse é licito fazer o bem no sábado, eu ainda não vi dentro da lei de Deus que era pecado alguém ser curado no sábado, pelo que sei os fariseus quando voltaram cativo da babilônia eles colocaram um peso muito grande no sábado ao ponto de idolatrar esse dia o qual se tornou um fardo e não foi esse o propósito de sua criação ele é um presente do Eterno para nós seres humanos, criado para o homem como o senhor Jesus mesmo disse; a transgressão desse mandamento foi uma das causas que levou o povo de Deus cativo, Jeremias 17:19-27, talvez por medo eles colocaram um peso muito grande em cima desse mandamento, dessa lei nem um acento foi mudado como próprio senhor Jesus disse; Mateus 5:17-18.
      agora porque que eu observo esse mandamento vou deixar que a bíblia explique: João 15:10, 1joão 2:6 e Gêneses2:3 Efésios 5:, que o Eterno te abençoe

      Responder
      • Neres Santana disse:

        Flavio, A pergunta certa seria, qual o trabalho que Jesus mandou fazer no sábado ? João 5:1-18. Nesta passagem, vemos Jesus dizendo ao paralítico para levantar e andar, carregando seu leito (sua cama, uma esteira ou cobertores) no dia de sábado. Observe, Jesus mandou o homem fazer um trabalho desnecessário

        Note que Jesus mandou o homem quebrar a lei do sábado, pois está bem claro no quarto mandamento: “não farás obra alguma…” isso prova de que a guarda do sábado tinha um caráter ritual, era apenas uma sombra cerimonial junto com outras regras do mesmo cunho que apontavam para coisas futuras (Cl 2:16-17). Observe que em Jeremias 17:21-22, Deus não abre exceções, Ele não diz que tal carga ou de tal tipo, ou tamanho, podia ser levada, como a cama por exemplo. Ele disse bem claro: não carregar nem tirar cargas de casa, nem fazer obra alguma. Ou seja: todo e qualquer tipo de carga era proibido carregar. E Jesus mandou o homem quebrar essa lei… logo jesus É CULPADO.

        Responder
        • Neres Santana disse:

          Se nós acreditamos em João quando ele diz que Jesus se dizia Filho de Deus, por que não acreditamos quando João afirma que (Ele violava o sábado?)

          Responder
          • Neres Santana disse:

            Palavras convence, mas as atitudes de jesus é a aprova concreta da verdade !!!!

          • Neres Santana disse:

            Palavras convence, mas as atitudes de jesus é a prova concreta da verdade !!!!

      • arthur knaip disse:

        e quando Jesus juntamente com seus discipulos colherem espigas no sábado para comerem??? e curar no sabado era sim trabalho, tanto que os líderes da igreja ficaram um fúria com Jesus por ele ter feito tal coisa.

        Responder
  • João Oliveira disse:

    Neres,

    Existem leigos, mesmo sinceros, que acreditam que Jesus não guardou os Dez Mandamentos e que ele combateu o sábado. Esta tem sido uma perigosa heresia que se espalha por todo o mundo. Inclusive, pessoas mal-intencionadas têm se levantado dos púlpitos de suas igrejas e escrito folhetos, panfletos e apostilas, afirmando, categoricamente, que o Nosso Senhor Jesus Cristo transgrediu o mandamento do sábado! Até onde vai o conhecimento deles? Até onde isso é verdade? O que diz a Bíblia? Caso Jesus tivesse profanado o sábado, ou qualquer outra lei, Ele não poderia ser “um cordeiro sem defeito nem mancha” (1Pe.1:19), nem poderia ser o Messias que tem a função de “engrandecer a lei e torná-la gloriosa” (Is.42.21). Então, quem afirma que Cristo violou o sábado, está negando que Ele seja o Messias, tornando-O um mero pecador e mentiroso, pois Ele mesmo disse ter observado os mandamentos (Jo.15:10).

    Então, podemos afirmar com toda convicção: Jesus não Se levantou contra os Mandamentos, nem contra o sábado. O que Jesus fez foi não Se ajustar às formas e aos acréscimos que os escribas e fariseus fizeram à Lei de Deus. Jesus guardava o sábado conforme a essência do quarto mandamento, e não à moda farisaica cheia de tradições! Fica mais do que claro que Cristo pretendia confrontar os escribas e fariseus na maneira deles entenderem o mandamento sabático, e não combater o próprio mandamento em si. Desse modo o Senhor fez a reforma na observância do sábado, ensinando o verdadeiro sentido do mandamento.

    Agora, vejamos o que as mais variadas denominações cristãs tem a dizer oficialmente sobre esse assunto.
    —> Assembléia De Deus

    A “Casa Publicadora das Assembléias de Deus” (CPAD) publicou um livro comentando, brevemente, toda a Bíblia. Nele nós encontramos:

    “O zelo dos fariseus não era pela Lei de Deus, mas das suas próprias tradições. Tinham tornado o dia de descanso em um dia cheio de preceitos e exigências absurdas. Jesus deliberadamente pisou-as, e estabeleceu o princípio de que ‘é lícito fazer bem no sábado’ (v.9).” — S. E. McNair, “A Bíblia Explicada”, p. 355. Grifos acrescentados.

    Comentando sobre o capítulo 12 de Mateus, o Pr. Myer Pearlman escreveu isto:

    “O capítulo 12 registra a oposição dos fariseus a Jesus. Seus motivos para opor-se a Ele eram os seguintes: Sua origem humilde; Sua associação com os pecadores; e a Sua oposição às tradições. O capítulo 12 descreve a oposição vinda pela última razão mencionada.” — Em Em “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia”, p. 193.

    O famoso Pr. Myer Pearlman escreveu um comentário do Evangelho de João. Vejamos o que ele disse sobre João 5:15–20 (que é o texto preferido de muitos assembleianos que tentam frustradamente provar que Jesus “trabalhou” no sábado):

    “Mas Ele [Jesus] lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também’. Noutras palavras, Deus trabalha no sábado, sustentando o universo, comunicando vida, abençoando os homens, respondendo as orações.” — Em “João — Ouro Para Te Enriquecer”, p. 59.

    —> Igreja Presbiteriana

    Num livreto, intitulado “ABC Doutrinário do Candidato à Publica Profissão de Fé”, de autoria do insigne hebraísta Guilherme Kerr, encontramos o seguinte:

    “Jesus condenou a tradição que os judeus acrescentaram à Lei de Deus”. — P. 19. Grifos acrescentados.

    O erudito bíblico John D. Davis, autor presbiteriano de um dos mais famosos dicionários bíblicos que já alcançou várias edições, responde:

    “No tempo de Cristo, os fariseus aplicavam a lei do descanso aos atos mais triviais da vida, proibindo muitas obras de necessidade e misericórdia. Acusaram a Jesus por fazer curas em dia de Sábado, ao mesmo tempo em que achavam lícito retirar o boi, o animal, ou a ovelha que tivesse caído dentro de um poço. Também julgavam necessário levar os animais a beber, como em qualquer outro dia da semana, Mat. 12:9–13; Luc. 13:10–17. E não eram somente as curas feitas em dia de Sábado que eles condenavam. Quando os discípulos de Jesus passavam pelas searas e colhiam espigas, e machucando-as nas mãos as comiam, porque tinham fome, os fariseus os censuraram, como se fosse essencialmente o mesmo trabalho de fazer colheitas e moer o trigo. A isto nosso Senhor deu uma notável resposta”. — Em “O Novo Dicionário da Bíblia”, p. 520.

    O escritor presbiteriano Ludugero Braga, no “Manual dos Catecúmenos”, escreveu o seguinte:

    “Cristo era israelita e veio para cumprir a lei. Portanto, ele tinha, como bom israelita, de guardar o sétimo dia. Ele guardou-o, porém, no espírito da lei e não da letra, pelo que os fariseus O acusaram de não observar o sábado (João 9:16). (…) Jesus disse que Ele é Senhor até do sábado (Mat. 12:8). Isto Ele disse por causa do literalismo e fanatismo. (…) Jesus declarou que ‘o sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado’(Mar. 2:27), isto é, o dia de descanso é para beneficiar o homem. Em Mat. 12:1–8, encontramos os fariseus censurando a Cristo e Seus discípulos, porque não guardavam o sábado à moda farisaica.” farisaicos — P. 163–165. Grifos acrescentados.

    —> Igreja Batista

    A resposta batista a esta questão vem do famoso escritor Pr. Enéas Tognini, que diz:

    “Contra os acréscimos Jesus Se levantou e os combateu, ressuscitando do ‘sábado’ o mais importante, o mais sagrado, que era o amor que se devia a Deus e ao próximo.” — Em “Jesus e os Dez Mandamentos”, p. 39. Grifos acrescentados.

    Da obra batista “O Novo Dicionário da Bíblia” nós lemos estas esclarecedoras palavras:

    “Durante o período entre os dois Testamentos, entretanto, foi surgindo gradualmente uma alteração no que diz respeito à compreensão acerca do propósito do sábado. (…) Paulatinamente a tradição oral foi se desenvolvendo entre os judeus, e a atenção passou a focalizar-se na observância de minúcias. (…) Foi contra essa sobrecarga aos mandamentos de Deus, pelas tradições humanas, que nosso Senhor se insurgiu. Suas observações não eram dirigidas contra a instituição do sábado como tal, nem contra o ensinamento do Antigo Testamento. Mas Ele Se opunha aos fariseus, que deixavam a Palavra de Deus sem efeito por causa de suas pesadíssimas tradições orais.” — P. 1422. Grifos acrescentados.

    Carlos H. Spurgeon, o príncipe dos pregadores batistas, em sua obra “Perpetuity of the Law of God” (Eternidade da Lei de Deus), afirma:

    “Jesus não veio mudar a lei, mas sim explicá-la, e isto mostra que ela permanece; pois não há nenhuma necessidade de explicar aquilo que foi ab-rogado. (…) Ao assim explicar a lei Ele a confirmou; Ele não poderia ter intenção de aboli-la, do contrário não precisaria interpretá-la. (…) Que o Mestre não veio alterar a lei é claro, porque depois de incorporá-la à Sua vida, voluntariamente Se deu a Si mesmo para levar-lhe a penalidade, embora jamais a houvesse transgredido, pagando a penalidade por nós, como está escrito: ‘Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós.’ (…) Se a lei houvesse exigido de nós mais do que deveria ter feito, teria o Senhor Jesus pago por ela a penalidade que resulta de seus tão severos preceitos? Estou certo de que não o faria. Mas pelo fato de a lei pedir apenas aquilo que deve pedir, isto é, perfeita obediência, e exigir do transgressor somente aquilo que deve exigir, a saber, morte como penalidade pelo pecado — por essa razão o Salvador foi para o madeiro, e ali morreu por nossos pecados e os expiou de uma vez por todas.” — P. 4–7.

    Diz o famoso escritor batista Pr. Enéas Tognini em sua obra “Jesus e os Dez Mandamentos”:

    “O quarto mandamento proíbe as atividades materiais, seculares. Por outro lado, ordena na palavra ‘santificar’ um trabalho espiritual, um serviço dedicado ao Senhor. Jesus cumpriu à risca as duas partes da prescrição legal. Ele não violou o mandamento divino como foi acusado pelos Judeus; o que Ele fez foi não ajustar-Se às fórmulas exteriotipadas dos acréscimos engendrados pelas tradições humanas em torno de um mandamento tão simples e tão claro. (…) Jesus, portanto estava certo, e mais do que certo quanto à guarda do sábado e não os seus gratuitos opositores. (…)
    “Sobre o oceano de confusão agitado pela celeuma farisaica sobre o quarto mandamento, uma coisa paira mais alto e de modo inconfundível: é como Jesus guardou o sábado. Pelo menos três coisas vitais, importantes Jesus fez no sábado: 1) Nem Jesus, nem Seus discípulos fizeram no sábado qualquer trabalho secular; 2) foi regular, sistemática e costumeiramente à sinagoga, onde Se entregava às atividades divinas; 3) Gastou sempre as horas do sábado pregando o Evangelho, como se pode verificar de Lucas 4:16 e Marcos 1:21–39; a curar os enfermos, os coxos, os aleijados, os endemoninhados…” — P. 42–43. Grifos acrescentados.

    E o fervoroso evangelista Dwight L. Moody também afirma:

    “Cristo guardou a lei. Se a tivesse alguma vez quebrado, teria que morrer por Si mesmo; mas porque era Cordeiro imaculado e incontaminado, Sua morte propiciatória é eficaz para vós e para mim. Não tinha pecado próprio pelo qual expiar, de maneira que Deus Lhe aceitou o sacrifício. Cristo é o fim da lei para justiça de todo aquele que crê. Somos justos aos olhos de Deus porque a justiça divina que é pela fé em Jesus Cristo, é para todos e por todos os que crêem.” — Em “Weighed and Wanting” (Pesado e achado em falta), p. 123–124. Veja as notas nas p. 322–323, 329 e 335.

    —> Igreja Congregacional

    No “The Works of President Edwards” há estas declarações relacionadas ao sábado:

    “Outro argumento da perpetuidade do sábado, nós o temos em Mateus 24:20: ‘Orai para que vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado.’ Cristo está falando aqui da fuga dos apóstolos e outros cristãos de Jerusalém e da Judéia, justamente antes de usa destruição, conforme está claro em todo o contexto. (…) Entretanto, está explícito nessas palavras do Senhor, que mesmo os cristãos que vivessem nessa época estavam sujeitos a uma estrita obediência ao sábado.” — Ed. reimpressa de Worcester (1848), vol. 4, p. 621–622. Grifos acrescentados.

    —> Igreja Católica

    Antes de poder compreender quais as atitudes de Cristo relativo ao sábado, o “Dicionário de Teologia”, editado por Heinrich Fries, publicado pelas “Edições Loyola” (católica), faz um prévio esclarecimento sobre o que aconteceu com o mandamento da lei de Deus:

    “Os escritos apócrifos e sobretudo os rabínicos apresentam uma interpretação exageradamente severa do descanso do sábado, perdendo-se um uma casuística sutilíssima e transformando o ‘sábado maravilhoso’ (Isa. 58:13) num peso insuportável. (…) Jesus opôs energicamente às interpretações extremamente escrupulosas dos escribas e fariseus, e mais de uma vez provocou propositalmente discussões sobre este ponto (Mat. 12:10-14; Luc. 13:10-17; 14:1-6; João 5:8-18). (…) Jesus considerava o mandamento do sábado com grande liberdade interior, e recusava resolutamente aquela rigorosa observância que escribas e fariseus exigiam.” — Vol. 3, p. 134 e 115.

    Agora, o que dizem oficialmente os líderes católicos sobre Jesus ter transgredido o sábado? Vejamos o que diz o “Catecismo da Igreja Católica”:

    “O Evangelho relata numerosos incidentes em que Jesus é acusado de violar a lei do sábado. Mas Jesus nunca profana a santidade desse dia. (Cf. Mar. 1:21; João 9:16). Dá-nos com autoridade a sua autêntica interpretação”. — P. 495. Grifos acrescentados.

    Do conhecido “Dicionário Bíblico”, de John L. Mckenzie, publicado pelas “Edições Paulinas” (católica), extraímos a seguinte nota:

    “O próprio Jesus guardava o sábado de modo razoável e ocasionalmente ensinava nas sinagogas no sábado (Mar. 6:2; Luc. 4:16,31).” — P. 810. Grifos acrescentados.

    Do que vimos, mesmo sendo acusado, pelos ESCRIBAS e FARISEUS da Sua época, e por alguns RELIGIOSOS modernos, o Catecismo assegura que “JESUS NUNCA PROFANA A SANTIDADE DESSE DIA”!

    Uma valiosa contribuição de John L. Mckenzie, no seu “Dicionário Bíblico”, nos reforça a compreensão desse assunto, quando registra:

    “Sem rejeitar a observância do sábado no seu conjunto, Jesus salienta que as práticas rabínicas eram meras interpretações humanas do preceito, que é basicamente para o bem humano.” — P. 811.

    Responder
  • João Oliveira disse:

    Neres,
    veja que Jesus violava o sábado sob a óptica dos fariseus e não de acordo com o mandamento de Deus.
    Se você tiver a mesma interpretação dos fariseus, Jesus não era Deus, porque os fariseus não aceitavam a divindade de Jesus.
    Aceite Jesus como divino e Senhor também do sábado e será abençoado.
    Não vá contra as leis divinas, aceite-as como consequência de que você aceitou o sacrifício de JESUS na cruz.
    João

    Responder
  • João Oliveira disse:

    Neres,
    onde está o mandamento que determina a guarda do domingo?!
    Está nos Dez Mandamentos do catecismo romano, porque na Bíblia não existe nenhum mandamento que manda guardar o domingo.
    Essa conversa de comemoração da ressurreição é invenção da Igreja Católica.
    Os evangélicos que guardam o domingo estão obedecendo a lei católica e não a Bíblia.

    Responder
    • André Sanchez disse:

      João, chego até gargalhar com esse tipo de comentário sem qualquer embasamento.

      Responder
  • João Oliveira disse:

    André,
    então prove na Bíblia o mandamento que diz sobre a guarda do domingo.
    Pegue um catecismo romano e veja o 3º mandamento dos dez mandamentos.
    Deus santificou o sábado e não o domingo Gênesis 2: 2 e 3.
    Quer maior prova!!!
    João

    Responder
  • João Oliveira disse:

    André,
    eu acho que você um homem muito risonho (gargalhada).
    Veja:
    Reuniões no sábado mencionadas no Novo Testamento.

    Textos Num. de Reuniões Local Data Histórico

    Marcos 1:21 1 Cafarnaum AD 28 Cristo ensinava Seus patrícios no Sábado. Ensino religioso. Realizou a cura do endemoninhado. Objetivos espirituais.

    Marcos 3:1
    Mateus 12:1
    Lucas 6:6 1 Cafarnaum AD 28 Cristo entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar. Curou o homem que tinha a mão mirrada, o que irritou os fariseus. Demonstração do poder de Deus no dia de Sábado.

    Lucas 4:16 e 17. 1 Nazaré AD 28 Cristo foi à casa de culto. Diz o texto que o fez “segundo o Seu costume”. Quer dizer que sempre ia ao culto no Sábado. O que fez lá dentro foi puramente ato de culto. Leitura e exposição da Palavra de Deus. Não foi com objetivo de agradar os judeus, porque os desagradou bastante, a ponto de ser expulso da sinagoga e da cidade. Quiseram atirá-lo ao precipício.

    Lucas 4:31 ? Cafarnaum AD 28 Cristo usualmente ensinava nos Sábados. Nenhuma insinuação quanto ao dia de guarda.
    Lucas 23:56 1 Jerusalém AD 31 As santas mulheres, seguidoras de Cristo, inclusive Sua mãe, respeitosamente guardaram o “Sábado conforme o mandamento”. Nada sabiam acerca do domingo!

    Atos 13:44 e 42-44 2 Antioquia AD 45 Paulo em reunião de culto. Como os judeus abandonassem a sinagoga, no Sábado seguinte “quase toda a cidade” (gentios) se ajuntou para ouvir a Palavra de Deus. Boa oportunidade para Paulo lhes dizer que, como não estavam na sinagoga com os judeus, o dia de guarda seria o domingo…

    Atos 16:12 e 13 1 Filipos AD 53 Reunião de culto ao ar livre. Longe de sinagogas, que talvez não houvesse na cidade. Os apóstolos procuraram um lugar tranquilo para o culto sabático.

    Atos 17:1 e 2 3 Tessalônica AD 53 Na sinagoga. Reunião de culto. Paulo, “como tinha por costume”, foi ao culto no Sábado. O dia de guarda não se alterara na era cristã. Reunia-se indistintamente com judeus e gentios, ou sem eles, ao ar livre. O que interessava era a guarda do dia…

    Atos 18:1-4 e 11 78 Corinto AD 54 Temos aqui a considerar o seguinte: v. 4 “todos os sábados”; v. 11 “ficou ali um ano e meio ensinando”. Nesse ano e meio transcorreram 78 sábados, tempo mais que suficiente para Paulo ensinar que o dia de repouso fora mudado; v. 3 Paulo “trabalhava em fazer tendas”. No Sábado não trabalhava. Cumpria a lei de Deus que manda trabalhar seis dias. Logicamente não descansou no domingo. A Bíblia diz que o fazia no sábado e preferimos ficar com a Bíblia; v. 4 diz que Paulo estudava a Palavra de Deus com “judeus e gregos”. Também com os gentios no sábado.

    “Temos aí aproximadamente 90 reuniões religiosas no sábado, ‘conforme o mandamento’” .

    Deus quer passar um tempo de vinte e quatro horas com você no Sábado, além do tempo que dispõe na semana (que não é de vinte e quaro horas, devido ao trabalho e outras atividades), assim como o fez com Cristo enquanto Ele esteve aqui na Terra. (O próprio Jesus desfrutou da guarda do Sábado juntamente com Seus apóstolos, e em nenhum momento disse-lhes que o dia de guarda havia sido abolido ou mudado; muito pelo contrário, Ele confirmou a importância da lei – ver Mateus 5:17-19, João 14:15, 15:10, etc); não negue isso a Ele, se o ama de todo o coração.

    Despeço-me com um texto para reflexão:

    “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. Atos 2:42

    Responder
  • João Oliveira disse:

    André,
    leia e emita seu parecer.
    Édito de Constantino
    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

    O chamado Édito de Constantino foi uma legislação do imperador romano Constantino I, proclamada em 7 de março de 321. O seu texto reza:

    “Que todos os juízes, e todos os habitantes da Cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado á semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo céu”.(in: Codex Justinianus, lib. 13, it. 12, par. 2.)

    Impacto em Roma

    O decreto apoiou à adoração do Deus-Sol (Sol Invictus) no Império Romano. As religiões dominantes nas regiões do império eram pagãs, e em Roma, era notável o Mitraísmo, especificamente o culto do Sol Invictus. Os adeptos do Mitraísmo se reuniam no domingo. Os judeus, que guardavam o sábado estavam sendo perseguidos sistematicamente neste momento, por causa das Guerras judaico-romanas e, por essa razão o édito de Constantino, é considerado muitas vezes anti-semita.

    Embora alguns cristãos usaram o decreto de apoio à guarda do domingo, para tentar solucionar a polêmica1 de guardar o sábado ou o domingo na Igreja Cristã, na realidade, o decreto não se aplica aos cristãos ou judeus. Por uma questão estreitamente relacionada, Eusébio afirma que: “Por sorte não temos nada em comum com a multidão de detestáveis judeus, por que recebemos de nosso Salvador, uma dia de guarda diferente.”2 Embora isso não indique uma mudança do dia de guarda no cristianismo, pois na prática o édito não favorece um dia diferente para o descanso religioso, inclusive o sábado judaico. Este édito fazia parte do direito civil romano e em sua religião pagã, e não era um decreto da Igreja Cristã ou se estendia as religiões abraâmicas. Somente em 325 no Primeiro Concílio de Niceia o domingo seria confirmado como dia de descanso cristão, e a guarda do sábado abolida no Concílio de Laodiceia.
    Referências

    Ir para cima ↑ In: Alexander Roberts, D.D. & James Donaldson, LL.D.. Chapter LXVII.—Weekly worship of the Christians.. [S.l.: s.n.]. Página visitada em 2007-01-13.
    Ir para cima ↑ Vida de Constantino, Livro III, capítulo 18

    Responder
  • rom pin disse:

    De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem.
    Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.

    Eclesiastes 12:13-14

    o mandamentos de DEUS é amor, não consiste em que se pode comer ou beber.

    eu não como carne de porco, e respeito sábado, do dizimo, enfim cumpro toda lei…

    mas não observo isso…

    Pois tive fome, e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era forasteiro, e não me recolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo e preso, e não me visitastes.

    Também eles perguntarão: Senhor, quando te vimos faminto, com sede, forasteiro, nu, enfermo, ou preso, e não te servimos?

    Então lhes responderá: Em verdade vos digo que quantas vezes o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.

    Mateus 25:42-45

    Responder
  • João Oliveira disse:

    Olá, Rom Pin,
    Como seres humanos, sempre corremos o perigo de assumir posições extremas. Este perigo ocorre também no âmbito religioso. Sempre quando estudamos a Lei de Deus, precisamos nos precaver de dois erros:

    tentar pelos próprios esforços agradar a Deus. Isto resulta numa grande falha que está no senso de justiça própria, onde julgamos obter salvação pelos nossos atos.
    é pensar que a fé em Jesus isenta da obediência. Este erro é tão prejudicial como o primeiro. Neste estudo vamos tentar compreender este tema tão importante.

    Os apóstolos que, inspirados por Deus, escreveram vários livros da Bíblia, nos ajudam a compreender onde está o ponto de equilíbrio neste assunto. Vamos ler o que encontramos em Efésios:

    “Porque pela graça sois salvos mediante a fé;
    e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras,
    para que ninguém se glorie. Pois somos feituras dEle,
    criados em Cristo Jesus, para boas obras,
    as quais Deus de antemão preparou
    para que andássemos nelas.” –
    Efésios 2:8 a 10

    Se atentarmos bem para o texto, poderemos ver que a primeira declaração é que somos salvos pela graça de Deus, e este dom não vem de nós. Isto coloca de imediato a verdade, que o ato de salvar a humanidade procede de Deus. A salvação, portanto é uma dádiva de Deus para o homem.

    A salvação não brota a partir do coração humano. Por mais que uma pessoa seja dada a fazer o bem, por mais que suas obras sejam excelentes, a salvação não vem de si mesma. A Salvação é um ato da graça de Deus. Aí prezado amigo, você pergunta: O que é a graça divina? E como esta graça atua em nossa vida?

    Graça é definida como favor, misericórdia, perdão. A graça é um atributo, uma característica divina exercida para com os seres humanos. Não a buscamos, porque ela nos foi dada pôr Deus.

    Ao cair em pecado, o homem experimentou as amargas conseqüências da transgressão. Nessa condição, não havia nada que pudesse fazer para modificar a sua situação. Não fosse a intervenção divina, e a humanidade estaria condenada a uma miserável existência e por fim a morte, sem nenhuma esperança de vida.

    A graça de Deus que foi primeiramente oferecida a Adão e Eva, e, por extensão à toda humanidade, provê uma porta de saída para a condição pecaminosa do homem. Deus, sabendo que o homem por si só nada poderia fazer, já havia estabelecido um plano para a salvação, caso o pecado entrasse no mundo.

    Deus em sua misericórdia executou fielmente o seu plano, e Jesus veio até nós, pagou o preço que o pecado exigia: a morte. Com Sua vida santa e sem pecado, e com Sua morte em sacrifício, Jesus adquiriu o direito de salvar perfeitamente a todos quantos crerem no Seu nome.

    Tudo o que Deus poderia fazer para salvar a humanidade da condição de pecadores, Deus realizou. O sacrifício de Jesus foi perfeito e completo. Sua ressurreição, e ascensão confirmam e provam isto.

    Assim, o homem, não poderia fazer nada para se salvar, porque era impossível para ele, mas Deus providenciou de maneira maravilhosa. E esta maravilhosa graça Deus oferece a todos. É um presente divino para humanidade.

    Somente um amor inexplicável é capaz de executar este plano maravilhoso e oferecer gratuitamente, sem que precisemos fazer absolutamente nada. Agora, nós que fomos criados com a capacidade de escolher o que queremos para nossa vida, poderemos ou não aceitar este precioso presente divino. Está em nós aceitar ou não este sacrifício de amor.

    Afirmamos que receber da graça de Deus a salvação em Cristo Jesus, sem acrescentar a isto qualquer coisa mais, é o único meio que a Bíblia apresenta, pelo qual devemos ser salvos.

    Agora que entendemos que somos salvos gratuitamente quero perguntar: O fato de termos sido agraciados com a salvação em Jesus elimina ou isenta a vida de obediência do crente?

    A segunda parte do texto lido no princípio esclarece a nossa pergunta. Nos é dito que, somos feitura de Jesus, criados para boas obras, preparadas por Deus para andarmos nelas.

    O fato de termos recebido a salvação em Cristo Jesus pela fé, não isenta de termos uma vida de obediência.

    Os mandamentos de Deus retratam o Seu plano de vida, a Sua vontade para o ser humano. Deus deseja que sigamos por esse caminho. Justamente é isso que o homem não consegue fazer separado de Jesus. Mas, quando a pessoa aceita a Sua graça salvadora, não só recebe o perdão dos pecados, mas recebe também poder para viver segundo a vontade do Senhor.

    Assim sendo, a vida de obediência não compra a salvação. A vida de obediência é uma conseqüência natural de alguém que está salvo em Jesus.

    Em Mateus a Palavra de Deus nos lembra:

    “Pelos seus frutos, os conhecereis.” – Mateus 7:20

    Uma boa árvore frutífera, bem enraizada, deverá produzir bons frutos. Só saberemos no entanto, se assim é, no momento em que ela produzir.

    Com o cristão não é diferente. Sua fé se assemelha à raiz. Não pode ser vista. Mas quando a raiz do cristão está bem aprofundada e bem plantada em Jesus, os frutos surgirão. Os frutos de uma vida segundo a vontade de Deus, são os frutos da obediência.

    Uma vida sem Jesus é uma vida vazia. O problema não está na lei. O problema não está em Jesus. A dificuldade não está na obediência. O problema está quando alguns querem obedecer a lei por suas próprias forças, e pensam com isso estar agradando a Deus e tornando-se merecedores da salvação.

    A salvação é um presente de Deus. E presente é de graça. Aqueles que aceitam este precioso presente, que é o perdão divino, passam a viver uma vida de conformidade com a vontade do Senhor. Deus também dá poder para que se possa ter uma experiência vitoriosa.

    Quando isso acontece como resultado da presença de Jesus na vida, a obediência não é exercida para salvar. Mas como conseqüência, como resultado de um coração renovado, e salvo pela graça do Senhor Jesus Cristo.

    Quando nos tornarmos semelhantes a Jesus, nossa conduta refletirá o retrato do nosso relacionamento com o Salvador. A obediência não se tornará um fardo, e sim alegria. O cristão sabe que os mandamentos de Deus não são pesados, e que, como um Pai amoroso, que só deseja o bem dos seus filhos, nosso Pai celestial jamais nos pediria algo que não fosse para nos tornar felizes. Que possamos refletir o amor de Cristo, e que nossa vida produza o suave perfume que emana de Jesus.

    Responder
  • José Filho disse:

    Percebe-se que nos textos antigos muitos mandamentos eram medidas profiláticas para que o povo vivesse bem e melhor. Creio eu neste contexto entrar os alimentos, costumes, modos vivendis e de distinção. Era Deus determinando como gostaria que o seu povo se portasse. Percebe-se que dava muito, mas muito certo (Glória á Deus!), o povo em muitos casos foi considerado muito fértil, não adoecia mesmo em condições severas sob Sol e aridez do terreno. Hoje o que é um alimento impuro? (não estou querendo mudar texto da Bíblia) Sabe-se que hoje podemos e é aceitável dizer que existem alimentos pouco agressivos; se formos nos alimentar de carne vegetal para não utilizar a animal caimos no poço da dúvida pois a carne vegetal basicamente é feita de soja transgenica; não! então vamos para os vegetais!!! Procure você mesmo na internet e encontrará a grande concentração de agrotóxico da batata ao feijão, do milho a alface! se formos para as carnes encontramos frango que do nascer ao adulto (40 dias); Do gado em poucos meses ele pega peso; o porco (o dilema) tambem pega peso rápido!!! E todos a base de substâncias para um rápido crescimento e ganho de peso. Recorreremos ao leite?? feito de uma vaca que dá menos de uma dezena de litro por dia em condições normais e após modificações temos vacas que dão 30, 40 litros (isso é normal??) sem contar que alguns citam que nem alimento é para o ser humano e sim para os bezerros. O que comer?? o que é puro hoje em dia? Amados estamos sobre a Gigantesca Graça de Deus e o que Ele tem posto em minha mesa tenho dado Graças e a santifico para o meu bem! esta é a minha fé.

    Responder
    • Carla Felix disse:

      é fato que os alimentos tem agrotoxicos e que o leite de vaca não serve para consumo humano,porém é muito mais saudavel consumir vegetais a carnes, e seu corpo se torna mais forte por isso e sua mente mais sã!
      Por exemplo, Deus proibiu que se comesse a gordura das carnes. E hoje vemos que existe o colesterol, a obesidade devido justamente ao grande consumo de gordura animal! Existem fórmulas para vc retirar o agrotoxico dos alimentos!O ideal é que para cada litro de água sejam misturados 5 ml de tintura de iodo a 2%. Deixe os alimentos nesta solução por uma hora e depois lave bem em água corrente.A tintura de iodo pode ser comprada em farmácias. Vc pode tb substituir os óleos normais por óleo de coco que é muito mais saudavel e o leite de vaca por vegetais que contém calcio tb! É uma questão de querer cuidar do que Deus te deu, e não de ter uma desculpa para descuidar da saúde dizendo que é só orar que está tudo bem! isso é tentar ao Criador!

      Responder
  • roma pin disse:

    é claro devemos nos cuidar, mas se preocupar com que comer ou com que beber, a respeito da salvação da alma, não é isso que tá em jogo na palavra de Deus, não isso que que o PAI tá preocupado a respeito do homem, a intenção do PAI é libertação do homem das garras de satanás, tirar do homem a incredulidade, a avareza, a lascívia (meio de pecar ou luxuria) prostituição, idolatria, adultério, contendas, homicídio, fornicação, desonestidade, ódio, perversidade, devassidões, infâmia, abominações, impureza, engano, dissolução, inveja, blasfêmia, soberba, loucura, imundícia, infâmia, iniquidade, porfias, guerras, ruins suspeitas, feitiçaria, inimizades, emulações, iras, pelejas, heresias, apostasia, detrações, mexericos, orgulhos, tumultos, questão, vanglória, enfim muitas outras coisas que contamina alma do homem, isso é a preocupação do PAI, não adianta nada eu NÃO comer carne de porco, e estar enquadrado em algum item acima, temos que primeiro nos limpar de tudo isso, não é fácil, mas temos um Pai que nos JUSTIFICA de dia e de noite, porque nenhuma condenação há para os que estão em CRISTO JESUS NOSSO SENHOR.
    esquece leis mosaica, viva o hoje a lei de CRISTO, na lei mosaica era dente por dente olho por olho, o amor pelo próximo passava longe, se uma mulher era pego ato de adultério era apedrejada, na lei de CRISTO, vai e não peques mais, entenderam. neste século o que prevalece é o amor com próximo, é o que muitos não estão tendo, pregam a palavra de DEUS só no interesse monetário, tiram a lã das ovelhas (dízimos), tudo isso era lei, JESUS disse aquele que guarda meus mandamentos tem a mim e o PAI, meus mandamentos, não lei mosaica, os mandamentos de CRISTO, AMOR COM PRÓXIMO, DAI DE GRAÇA O QUE RECEBESTE DE GRAÇA, o conhecimento da verdade, não vende a palavra, tirando do povo simples nos dízimos e ofertas, que são para encher o bolso desse falsos homens de DEUS, para viverem na luxuria, sai dela povo meu, antes que seja tarde. amem

    Responder
    • Carla Felix disse:

      Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.

      Apocalipse 22:11

      Responder
  • João Oliveira disse:

    Roma Pin,
    Que malabarismo teológico para defender a ingestão da carne de porco! O inimigo de Deus sempre foi contrário à Lei de Deus. É claro que ele continua agindo. Hoje, ele (o demônio) tenta disfarçar de bonzinho. Usa a graça de Deus em um graça barata, ou seja, incentiva a transgressão de mandamento porque a graça te cobrirá. Coma carne imunda que a graça te libera. Ledo engano, o mandamento foi dado para nos proteger e levar a Cristo. Cristo não morreu para que o ser humano fique pecando, transgredindo mandamento, mas para dar oportunidade de salvação a quem quer se salvar.
    João

    Responder
    • André Sanchez disse:

      João, todos os mandamentos do Antigo Testamento devem ser obedecidos por nós hoje?

      Responder
  • João Oliveira disse:

    Roma Pim,
    “A CARNE DE PORCO NÃO IMPLICA NA MINHA SALVAÇÃO”
    Deus quer que tenhamos boa saúde (III S. João 2), porque nos comprou com Seu sangue (I Cor. 6:20), e espera que sejamos puros (Rom. 12:1), para nos constituirmos realmente na morada do Espírito Santo. I Cor. 3:16.
    Se alguém, pela ingestão de carnes imundas (Lev. 11; Deut. 14), se torna impuro, Deus nele não pode morar, e pior, será destruído no último dia. I Cor. 3:17.
    Por exemplo, Deus Se “irrita” com os comedores de porco (Isaías 65:3-4). Também os consumirá (Isaías 66:17 – compare com os versos 22-23). Veja, Deus está falando que os comedores de carne de porco ficarão fora da Nova Terra. Isso merece, portanto, sua reflexão plena. Implica ou não na salvação?
    Por que a carne de porco não é consumida nos hospitais? Deut. 14:8.
    Uma vez ouvi: “A diferença do urubu para o porco é que um voa e o outro anda sobre patas.” – De fato, a função de ambos é a limpeza da terra.

    Responder
    • André Sanchez disse:

      João, você precisa se libertar da Velha Aliança. Uma pergunta pra você: Devemos obedecer todas as leis no Antigo Testamento?

      Responder
      • Carla Felix disse:

        Nem todas as leis da antiga aliança foram dadas por Deus. E Jesus mostrou isso varias vezes, quando chamou-as de “tradição do anciãos”. Ou seja, tem muita diferença entre o que Deus realmente mandou e o que os homens tiveram necessidade de impor ao povo . Os anciãos muitas vezes impôs um julgo muito pesado ao povo, e isso que Jesus queria mostrar. Quanto a lavagem de mãos, por exemplo, não quer dizer que Jesus não tinha higiene e que não lavava as mãos antes de comer, mas sim que não fazia todo aquele ritual que os rabinos costumavam fazer…Quando ele mandou o homem carregar sua cama, ele não estava pecando contra a lei de Deus! Quando Deus deu o sabado para descanso, ele não proibiu que o homem se move-se, carregasse alguma coisa , ele apenas disse que era para descanso.Depois vieram os anciãos e levaram a lei ao estremo!:Graças ao Eterno, todo esse engano está sendo retirado do meio daqueles a quem Ele escolheu!Sede santos como eu sou Santo!

        Responder
    • roma pin disse:

      quando a palavra de Deus se refere a puro ou pureza não esta se referindo a que comemos ou que bebemos, e sim a pureza do nosso coração, quanto a malicia, porque aquele que não se tornar como uma criança jamais verá a face de Deus, devemos nos santificar por meio do corpo para que possamos ver a face de Deus, santificar das coisas mundanas, das prazerosas, carnalidade, cobiça, ambições, invejas, enfim tantas coisas que nos impede de ver a glória de Deus, raciocina nisso Sr. joão. a Lei dos costumes foram criados para os mosaiquistas, e não nos gentios, e mesmo assim coisa simples de se guardar como não comer carne de porco, os burrinhos de israel não consiguiram guardar, até regeitaram o filho de Deus.

      Responder
  • João de Oliveira disse:

    Olá
    Olá, Pastor André!
    Quanto tempo, o senhor não participa. Seja Bem-vindo!!!
    Serei específico e direto em sua pergunta.
    Jesus não aboliu os Dez Mandamentos. Não aboliu a dieta alimentar. O organismo de judeus ew cristãos é igual até hoje. As leis que foram abolidas são aquelas que apontavam para Jesus (Leis Cerimoniais). Os costumes e as tradições dos Anciãos foram reprovadas pelo Senhor.
    O sábado do sétimo dia faz parte dos Dez Mandamentos (4º), portanto não foi revogado.
    Jesus não morreu na cruz para purificar porcos, mas sim, salvar pecadores.
    Na nova aliança Jesus veio ampliar e confirmar que os Dez Mandamentos são possíveis de guardá-los. Veja a história do Jovem Rico. Qual foi a pergunta do Senhor? Guarda os mandamentos? Quais? Os 10 Mandamentos.
    Por que Jesus permitiu que uma legião de demônio entrasse em uma manada de porcos na região de Gadara?
    Até…
    João

    Responder
    • André Sanchez disse:

      João, acho bem interessante a incisão cirúrgica que fazem na Bíblia para adaptá-la às suas doutrinas. Não vou ficar aqui discutindo com você, chovendo no molhado. Sou cristão há 20 anos, salvo em Cristo Jesus, como carne de porco, guardo o domingo como o fizeram os apóstolos de Cristo. Estou debaixo da graça e plenamente salvo e limpo perante o Senhor.

      Já é bem claro hoje no meio cristão o mal que várias das doutrinas adventistas tem provocado no seio da igreja, invalidando muitos pontos da graça de Cristo.

      Responder
  • João Oliveira disse:

    Olá, Pastor André!

    Não é demais lembrar que o próprio Jesus já profetizou que muitas pessoas que hoje usam Seu santo nome, não fazem parte do Seu povo, por um motivo bem simples: desprezam Sua Lei (cf. Mat. 7:21-23).

    2Coríntios 13

    Para ajudar meu amigo leitor a esclarecer as dúvidas sobre esta passagem, vou aproveitar o que está no respectivo Comentário Adventista.

    “Tábuas de Pedra”
    Ou “tabuletas de pedra”. Paulo contrasta as duas tábuas de pedra nas quais Deus escreveu os Dez Mandamentos no Sinai com as tabuletas de carne do coração. Não havia nada mau em que a lei de Deus estivesse escrita em pranchas de pedra, mas enquanto só estivesse escrita ali e não fora transferida às tabuletas dos corações dos homens, na prática permanecia só como letra morta. A verdade tem força vivente e ativa só quando é aplicada aos problemas da vida. Paulo antecipa aqui o que vai dizer sobre o novo pacto nos vers. 6-11. Faz-se referência à experiência do novo pacto em passagens das Escrituras como Jer. 31:31-33; Eze. 11:19-20; 36:26-27; Heb. 8:8-10.

    Só Deus tem poder para chegar até o coração e escrever ali Sua lei. É mais fácil escrever Sua lei em pranchas de pedra, porque estas não têm vontade para opor-se; mas uma vez que a lei está escrita no coração, deixa de ser letra morta. O papel e a pedra são transitivos; mas não passa o mesmo com a lei escrita no coração e na vida.

    Moisés descendeu do Sinai trazendo duas pranchas de pedra, evidência visível de que tinha estado com Deus, e descendeu do monte como porta-voz instituído por Deus. Embora os créditos do Paulo não eram de uma natureza tangível, não eram menos reais, pois a mesma lei divina tinha sido escrita pelo Espírito Santo no coração do apóstolo e nos corações de seus conversos. Paulo não necessitava outros créditos. Sua vida e as daqueles a quem havia levado a Cristo, constituíam uma evidência suficiente de que sua comissão provinha de Deus.

    “Novo pacto”
    Paulo contrasta o novo pacto com o antigo. A um o identifica com o espírito; ao outro, com a letra. Sob o antigo pacto, a reverência judia pela singela “letra” da lei virtualmente se converteu em idolatria; asfixiou o “espírito”. Os judeus preferiram viver sob o domínio da “letra” da lei. Sua obediência à lei, ao ritual e às cerimônias estabelecidas, era formal e externa. A consagração e a obediência de um cristão não devem caracterizar-se por procedimentos rotineiros, minuciosas régias e complicados requisitos, mas sim pela presença e o poder do Espírito de Deus.

    “Não da letra”
    O contraste entre “letra” e “espírito” nas Escrituras é peculiar do apóstolo Paulo (ver Rom. 2:27-29; 7:6). A primeira é superficial; o segundo chega ao íntimo. Tanto judeus como cristãos correm o perigo de pôr ênfase na “letra”, excluindo o “espírito”. O AT e o NT constituem uma revelação inspirada pelo Espírito Santo (2 Tim. 3: 15-17). Deus queria que o judaísmo tivesse ambos, a “letra” e o “espírito”: o registro da vontade revelada de Deus e certas formas ou ritos prescritos que se traduziram em uma experiência vivente (ver João 4:23-24); o mesmo deve acontecer no cristianismo. Os credos oficiais, a teologia teórica e as formas do culto, não têm poder para salvar aos homens do pecado.

    A “letra” da lei era boa pois procedia de Deus e ficou registrada nos escritos de Moisés; mas Deus tinha o propósito de que a “letra”, o registro escrito da lei, fora só um meio para alcançar um fim mais elevado: estabelecer o “espírito” da lei nos corações dos judeus. Entretanto, a maioria dos israelitas fracassaram em interpretar a “letra” da lei em termos do “espírito” da lei; quer dizer, não a converteram em uma experiência religiosa de salvação pessoal do pecado por meio da fé na expiação que proporcionaria o Mesías. Só o “espírito” da lei pode “vivificar”, se trate de judeus ou de cristãos. A prática do cristianismo facilmente pode degenerar em uma “aparência de piedade ” sem “a eficácia dela” (2 Tim. 3: 5). De modo que a “letra” do cristianismo “mata” aos que dependem dela para a salvação.

    Nos dias de Paulo o judaísmo tinha perdido a tal ponto o “espírito” da verdadeira religião, que seus ritos religiosos eram somente “letra”. Como sistema tinha perdido o poder de repartir vida a seus seguidores (ver Marcos 2:21-22; João 1:17); o cristianismo, por sua parte, ainda era jovem e forte, embora nos séculos seguintes também se degeneraria (cf. Dan. 7). De modo que quando Paulo escreveu, o judaísmo estava identificado com a “letra”, e o cristianismo se identificava com o “espírito” até onde estava livre da influência do judaísmo.

    Não tem nenhum fundamento o argumento de que Paulo menospreza aqui o AT e o Decálogo, pois ao escrever aos gentios que tinham aceito o Evangelho, repetidas vezes ele afirma a vigência do AT e do Decálogo para os cristãos (ver Rom. 8:1-4; 2 Tim. 3:15-17; Efés. 6:2; cf. Mat. 5:17-19). Cristo e os apóstolos não tinham outras “Escrituras” fora do AT (ver João 5:39). Os nomes de muitos fiéis que se registram em Heb. 11, junto com muitos milhares de crentes do tempo do AT, experimentaram a obra do Espírito Santo em suas vidas assim como milhares a sentiram nos dias do NT.

    Cada igreja e cada credo tem sua “letra” e seu “espírito”. O Evangelho de Jesus tem sua “letra” e tem seu “espírito”; mas sem o poder vivificante do Espírito Santo, o Evangelho indevidamente se converte, em qualquer igreja, em “letra” morta. Milhares e milhares que se chamam cristãos estão satisfeitos com a “letra”, e permanecem completamente desprovidos de vida espiritual. O que Deus exige não é simplesmente um proceder correto, mas sim que o dito proceder seja o produto e a evidência de uma boa relação com Deus e uma ótima condição moral e espiritual. Reduzir a vida e o culto cristãos ao cumprimento de um sistema de regras sem que haja dependência do Deus vivente, é confiar no uso e o ministério da “letra”. Os atos externos e as cerimônias da religião, seja judia ou cristã, nada mais são que um meio para alcançar um fim. Mas se os considera como fins em si mesmos, convertem-se imediatamente em um estorvo para a verdadeira experiência religiosa.

    O mesmo com a lei de Deus, o Decálogo. O cumprimento externo de seus preceitos, em um esforço para ganhar a salvação mediante eles, é vão. A obediência tem valor diante de Deus só quando se produz como um resultado natural do amor a Deus e ao próximo (ver Mat. 19:16-30). No Sermão do Monte nosso Senhor destacou o princípio de que a obediência à “letra” da lei sem o “espírito” de obediência, não alcança a norma de justiça divina (ver Mat. 5:17-22). Contra o que afirmam certos expositores modernos das Escrituras, o “espírito” da lei não invalida sua “letra”. Por exemplo, Jesus ordenou a Seus seguidores, apoiando-se no sexto mandamento, que não se zangassem contra seus irmãos (Mat. 5: 22), mas com isso não autorizou a ninguém para que violasse a letra do mandamento matando a seu próximo. É óbvio que o “espírito” do sexto mandamento não ocupa o lugar de sua “letra”, mas sim complementa a letra e a magnifica (ver Isa. 42:21). O mesmo pode dizer-se dos outros nove preceitos do Decálogo, inclusive o quarto (ver Isa. 58:13; Marcos 2:28).

    ::::::::::::

    Conclusão

    Vemos, mais uma vez, que não há nenhuma contradição na Bíblia. O mesmo Deus do AT é o Deus do NT, por isso não pode haver “duas leis” mutuamente excludentes. Deus é um Deus de ordem, justiça e eternidade.

    Assim como Paulo, os Adventistas também crêem e ensinam que não há salvação na guarda dos mandamentos. A graça é o único, eficaz e pleno meio a se alcançar o perdão dos pecados e a vida eterna. Mas, assim como o apóstolo da graça, não podemos aceitar que a graça seja inimiga da obediência.

    Somos salvos unicamente pela fé, mediante a graça de Cristo… mas para vivermos uma vida de santidade e obediência, que se expressa, também, na guarda dos mandamentos, não como “meio” de salvação, mas sim como um “fruto” da salvação que já foi conquistada.

    “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efés. 2:8-10).

    Responder
  • João Oliveira disse:

    André,
    interessante que você me aconselhou a sair da velha aliança. Todavia, quem está na velha aliança é uma denominação chamada Presbiteriana. Veja, o dízimo foi instiuído no Velho Testamento. A posição da Igreja Presbiteriana e a seguinte:

    O dízimo não é invenção da igreja, é princípio perpétuo estabelecido por Deus. O dízimo não é dar dinheiro à igreja, é ato de adoração ao Senhor. O dízimo não é opcional, é mandamento; não é oferta, é dívida; não é sobra, são primícias. O dízimo é ensinado em toda a Bíblia, antes da lei (Gn 14.20), na lei (Lv 27.30), nos livros históricos (Ne 12.44), poéticos (Pv 3.9,10), proféticos (Ml 3.8-12) e também no Novo Testamento (Mt 23.23; Hb 7.8). Negligenciar a devolução dos dízimos é infidelidade a Deus. Sonegar o dízimo é roubar a Deus. Reter o dízimo, que é santo ao Senhor, é colocar-se debaixo de maldição. Entretanto, entregar o dízimo com obediência é repreender o devorador e contar com a promessa das janelas abertas do céu, de onde promanam toda sorte de bênção.

    Malaquias, o último profeta do Velho Testamento, registra no capítulo 3.8-12, alguns perigos quanto ao dízimo: Primeiro, reter o dízimo – “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais a nação toda.” Se o dízimo é santo ao Senhor, não podemos lançar mão dele, não podemos comê-lo nem usá-lo. Precisa ser criteriosamente devolvido ao Senhor. Não devolver o dízimo é roubo, assalto acintoso a Deus. Segundo, subtrair o dízimo – “Trazei TODOS os dízimos.” O dízimo é integral. Não podemos enganar a Deus. Ananias e Safira tentaram reter parte da oferta, e Pedro disse que eles não mentiram a homens, mas ao Espírito Santo. Deus não precisa do nosso dinheiro, pois dele é o ouro e a prata, os animais do campo, a terra, a sua plenitude e todos os que nela habitam. Aliás, tudo o que somos e temos pertence a Deus. Tudo que damos ao Senhor vem das suas próprias mãos. O que Deus requer de nós é fidelidade. Terceiro, administrar o dízimo – “Trazei todos os dízimos à CASA DO TESOURO.” Deus não nos autorizou administrar o dízimo. Não podemos fazer o que bem entendemos com o que é de Deus. Ele mesmo já estabeleceu em sua Palavra que o dízimo deve ser entregue em sua casa. Deus não nos constituiu administradores do dízimo, mas nos ordenou a entregá-lo com fidelidade em sua casa.

    Malaquias ainda fala sobre duas consequências graves para os que são infiéis na devolução dos dízimos: Primeiro, a maldição divina – “Com maldição sois amaldiçoados.” A desobediência sempre desemboca em maldição. Insurgir-se contra Deus e violar as suas leis traz maldição inevitável. Deus é santo e não premia a infidelidade. Ele vela pela sua Palavra em cumpri-la. Deus é fogo consumidor e terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo. É tempo de a igreja arrepender-se do seu pecado de infidelidade quanto ao dízimo. Sonegar o dízimo é desamparar a Casa de Deus. Sonegar o dízimo é deixar de ser cooperador com Deus na implantação do seu Reino. Segundo, a devastação do devorador – “Por vossa causa repreenderei o devorador.” O profeta Ageu alertou sobre as consequências da infidelidade, dizendo que é o mesmo que receber salário e colocá-lo num saco furado (Ag 1.6). Quando retemos fraudulentamente o que é de Deus, o devorador come o que deveríamos entregar no altar do Senhor.

    Finalmente, Malaquias fala-nos sobre as bênçãos decorrentes da fidelidade na devolução dos dízimos: Primeiro, as janelas dos céus são abertas – É lá do alto que procede toda boa dádiva. Deus promete derramar sobre os fiéis, torrentes caudalosas das suas bênçãos. É bênção sem medida. É abundância. É fartura. Mais vale 90% com a bênção do Senhor do que 100% sob a sua maldição. Segundo, o devorador repreendido – Deus não apenas age ativamente derramando bênçãos extraordinárias, mas também, inibe, proíbe e impede a ação do devorador na vida daqueles que lhe são fiéis. Alguém, talvez, possa objetar dizendo que há muitos crentes não dizimistas que são prósperos financeiramente, enquanto há dizimistas que enfrentam dificuldades econômicas. Contudo, a riqueza sem fidelidade pode ser maldição e não bênção. Também, as bênçãos decorrentes da obediência não são apenas materiais, mas toda sorte de bênção espiritual em Cristo Jesus. O apóstolo Paulo diz que grande fonte de lucro é a piedade com contentamento, enquanto afirma que os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição (I Tm 6.6,9). Concluindo, o Senhor nos exorta a fazer prova dele quanto a esta matéria (Ml 3.10). Deus não quer obediência cega, mas fidelidade com entendimento. O que você vai escolher: bênção ou maldição?

    André, aceite o Velho e Novo Testamentos como sendo a Palavra de Deus e seja um verdadeiro filho de Deus..

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Bom, não respondeu meus questionamentos.

      Responder
  • Junior disse:

    André Sanchez muito bom os seus comentários, me esclareceu muitas duvidas, depois de ler todos os textos e pesquisar na bíblia não tenho mais dúvidas, de que as impurezas não entram mas saem pela boca do homem!

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Que bom, Júnior!

      Responder
      • Carla Felix disse:

        Sobre adorar Cristo, veja muitos posts e videos que falam sobre Jesus Cristo ser uma imitação de varios deuses pagãos de roma, como Mitra e Tamuz ,por exemplo!
        O nome correto do nosso Salvador é Yeshua, ele não é o cristo, e sim o Messias
        è melhor ser mais cuidadoso em agradar ao Eterno, do que pecar por achar que tudo pode!
        Se assim fosse, poderiamos nos drogar e tomar veneno, que estaria tudo bem!

        Responder
  • roma pin disse:

    Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. 1 João 1:7

    Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele 1 João 2:5

    Outra vez vos escrevo um mandamento novo, que é verdadeiro nele e em vós; porque vão passando as trevas, e já a verdadeira luz ilumina. 1 João 2:8

    Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. 1 João 3:8

    Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus. 1 João 3:10

    E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista.

    E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento.

    E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.1 João 3:22-24

    Responder
  • roma pin disse:

    A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices. Salmos 19:7

    Responder
  • roma pin disse:

    Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Mateus 11:29

    Responder
  • roma pin disse:

    Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus. 2 Coríntios 2:17

    Responder
  • roma pin disse:

    Pelos teus mandamentos alcancei entendimento; por isso odeio todo falso caminho. Salmos 119:104

    Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Mateus 11:25

    Responder
  • João Oliveira disse:

    Olá, Roma Pin!

    Distorção de textos – Quanto à Lei.

    Uma das “razões” apresentadas para “justificar” que a lei findou na cruz, é a indevida citação de Colossenses 2:14, 16 e 17, que assim reza: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de algum modo nos era contrária, e a tirou no meio de nós, cravando-a na cruz…

    Portanto ninguém vos julgue pelo comer ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da Lua Nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é Cristo.” – Sobre estes textos, procura-se armar duas teses: a da invigência da lei pós-cruz, e a da ab-rogação do sábado do Decálogo. Vamos desmontá-las completamente, deixando que a própria Bíblia se interprete, sem forçar a nota.

    Notemos os seguintes fatos, que saltam à vista:

    Não há aí a mais leve referência à Lei Moral, ou à sua súmula: o Decálogo. Não há, em todo contexto, alusão a nenhum preceito dos Dez Mandamentos, mas sim a outros preceitos – isto é muito importante. Em Romanos 7:7, por exemplo, Paulo alude à “lei”, mas o contexto esclarece que se referia a Lei Moral, porque um dos seus preceitos é citado, “não cobiçarás”, Tiago também fala em “lei” (Tiago 2:10 e 11) e a seguir cita dois preceitos da Lei Moral. Mas, no caso que se discute, nada consta do Decálogo. Nem a palavra “lei” também é sequer mencionada nos textos, mas apenas uma cédula de ordenança.

    Sabemos que o preceito cerimonial consistia de extensas instruções ritualistas a que os judeus ficavam obrigados. Um autêntico “escrito de divida” – como reza outra tradução. “Ordenança” são prescrições litúrgicas, e isto não se aplica Lei Moral. Compare em Hebreus 9:1. Ordenança “é um rito religioso ou cerimonial ordenada por autoridade divina ou eclesiástica” – define, com propriedade, o autorizado Standard Dictionary.

    Coloquemos o quadro que Paulo nos pinta, na sua moldura contemporânea. A igreja de Colossos (a exemplo das de Galácia, Éfeso, Roma e outras) enfrentava dissensões internas em virtude da ação conservadora dos elementos judaizantes, isto é, judeus que aceitavam o evangelho, ingressavam na igreja, mas conservavam práticas do judaísmo e pretendiam impô-las aos cristãos vindos do gentilismo. Entre estas práticas estava a observância da lei cerimonial, notadamente os dias de festas (Páscoa, Pentecostes, Dia da Expiação, Festa dos Tabernáculos, Lua Nova e outras). Como é natural, no passo que estamos considerando, Paulo quis dizer aos cristãos de Colossos que estas ordenanças e festividades foram riscadas ou cravadas na cruz tendo vindo Cristo, a Realidade, automaticamente cessaram os tipos e “sombras” que para Ele apontavam.

    O contexto esclarece alguma coisa do conteúdo desta “cédula de ordenança”. Alguns dos seus itens se acham registrados no versículo 16, ligado aos versículos anteriores pela conjugação “portanto”. Lemos que aí consta comer, beber, festividades, lua nova e sábados prefigurativos, tudo averbado de “sombras de coisas futuras”. Ora, resta ver em qual código constavam tais exigências ritualistas e festivas.

    Consultaremos o Decálogo. Examinemos-lhe os preceitos. Há nele algum mandamento sobre comer ou beber? E sobre os dias de festas e Lua Nova? Não! Nele só há preceitos morais e éticos. Nenhuma “ordenança”, portanto. Sabemos que Moisés escreveu um livro, cujo o conteúdo consistia de estatutos civis, preceitos higiênicos, ordenanças levíticas e regulamentos sobre festividades, Lua Nova, manjares, ofertas, sacrifícios, etc. (Deuteronômio 31:24 e Êxodo 24:4 e 7). A parte propriamente cerimonial e festival estava em Êxodo 23:14 a 19; capítulos 29 e 30; Levítico capítulos 1 a 7, 21, 22, 23, etc. E todas estas coisas estavam no livro de Moisés, mas não em tábuas do Decálogo, escritas pelo dedo de Deus. (Êxodo 31:18)

    Notemos que esta cédula de ordenanças nos era contrária. Sim, porque a complicadíssima e onerosa lei Cerimonial, com suas exigências difíceis e até penosas, tendo preenchido a sua passageira finalidade com a morte de Cristo, tornou-se invigente, desnecessária e mesmo contrária ao cristão. Não assim com a Lei Moral de Deus, que é santa, justa, boa, espiritual e prazerosa (Romanos 7:12, 14 e 22), e estabelecida na dispensação evangélica, Romanos 3:31. Não pode a Lei de Deus ser confundida com uma precária cédula de ordenanças que foi riscada. Comidas, bebidas, festividades… Evidentemente, que não se trata do Decálogo, mas meramente de coisas transitórias, “sombras de coisas futuras” – como o próprio texto afirma.

    Portanto, segundo a conclusão irrecorrível a que nos leva a Bíblia, os textos em lide referem-se inequivocadamente à lei Cerimonial. Foi riscada, é evidente, e cravada na cruz.

    Tão clara é a Bíblia! E ainda para, subsidiariamente, concluir esta parte, citemos o notável comentador Adam Clarke, que sobre este ponto diz: “‘Ninguém vos julgue pelo comer ou beber’… O apóstolo aqui se refere a algumas particulares do escrito de ordenanças, que foram abolidas, a saber, a distinção de carnes e bebidas… e a necessidade da observância de certos feriados e festivais, tais como a Luas Novas e sábados particulares ou aqueles que deviam ser observados com incomum solenidade; todos eles foram abolidos e cravados na cruz, e não mais eram de obrigação.” – Clarke’s Commentary. Aí está uma interpretação insuspeita e valiosa!
    João de Oliveira

    Responder
  • João Oliveira disse:

    André,

    O que a morte de Jesus significou para a lei de Deus? Essa pergunta geralmente tem sido respondida de quatro formas no meio cristão. De um lado, há os que defendem que a morte de Jesus não teve nenhum impacto na vigência e aplicação da lei. Jesus teria sido apenas mais um judeu que obedeceu estritamente a lei. De outro lado, há os argumentam que a morte de Jesus tornou completamente inválida a lei, não mais sendo necessária sua aplicação. Próximo a esses há os que acham que a morte de Jesus alterou parcialmente a lei, tornando desnecessária a vigência de alguns de seus mandamentos. Diferente de todos esses, há ainda os que entendem que a morte de Jesus reafirmou a eternidade da lei e corrigiu as distorções humanas em sua aplicação. Essa quarta opinião se mostra mais coerente em razão das evidências contextuais apresentadas na Bíblia. A teologia de Paulo é significativa para compreender essa questão. Seu ensino e exemplo são instrutivos para entendermos a relação entre a morte de Cristo e a lei de Deus. Mais do que qualquer outro, ele reúne as condições apropriadas para falar do assunto, pois foi um judeu confessamente zeloso da lei (At 22:3, Fl 3:5), converteu-se genuinamente ao cristianismo (At 9, 21, 26), e exerceu por cerca de 30 anos um ministério ativo no ensino do tema à luz de sua compreensão cristã (c.33-65 d.C.)2. Foi fiel aos dez mandamentos, tanto “no espírito quanto na letra”3. Vejamos adiante algumas lições centrais que podemos aprender com Paulo quanto ao significado que a morte de Cristo teve para a lei de Deus.

    1. Mortos para a lei

    A primeira lição que podemos aprender com Paulo é de que a lei de Deus é parte do grande conflito entre o bem o mal (Rm 7). No mesmo contexto da batalha entre o bem e o mal, que vitimou o inocente Filho de Deus, encontra-se o ataque à lei de Deus. Para mostrar isso, Paulo apresentou no livro de Romanos antíteses que procuram contrastar a perspectiva correta e a noção distorcida no tocante à lei de Deus. No capítulo 6 ele contrapõe algumas realidades: permanecer no pecado x estar mortos para o pecado (v. 1-2); viver no pecado x viver em novidade de vida (v. 2, 4); velho homem x novo homem (v. 4-6); instrumentos de iniquidade x instrumentos de justiça (v.13); debaixo da lei x debaixo da graça (v. 14-15); obediência para a morte x obediência para a justiça (v. 16); escravos do pecado x escravos da justiça (v. 17-18); servos do pecado x servos de Deus (20-22); salário do pecado x dom gratuito de Deus (v. 23); morte x vida eterna (v. 23). No capítulo 7 continua o contraste ao apresentar: domínio da lei x liberdade da lei (v. 1-3); realçados pela lei (v. 5) x mortos para a lei (v. 4); fruto para morte (v. 5) x fruto para Deus (v. 4); estar na carne (v. 5) x estar livre da lei (v. 6); velhice da letra x novidade de espírito (v. 6); sem lei x com a lei (v. 8-9); mandamento para a morte x mandamento para a vida (v. 10); engano do pecado x verdade da lei (v. 11-12); homem carnal x lei espiritual (v. 14); o desejo pecaminoso x o entendimento do que é correto (v. 15-16); o fazer o mal x o querer realizar o bem (v. 18-20); o mal x o bem (v. 21); homem exterior x homem interior (v. 22-23); lei do pecado x lei de Deus (v. 25). É importante observar que em nenhuma dessas antíteses Paulo buscou discorrer sobre a validade ou não da lei de Deus. O que está em jogo nessas contraposições é a perspectiva equivocada em contraste com a perspectiva correta sobre a lei e seus respectivos desdobramentos na vida do cristão. “Em outras palavras, ele fazia oposição aos judaizantes que atuavam na cidade de Roma, os quais sentiam a obrigação ante as leis cerimoniais mosaicas, bem como ante o conceito de salvação através de obras, formalidades e ritos religiosos.”4
    
Diante de uma igreja dividida entre gentios que abusavam da liberdade cristã (cap. 9 a 15), e judaizantes que defendiam o legalismo (cap. 1 a 4), Paulo procurou mostrar a inadequação da lei fora da perspectiva da graça divina revelada em Jesus Cristo (cap. 5 a 8). Seu propósito é mostrar como a lei só alcança seu genuíno significado quando é entendida e vivenciada à luz da realidade messiânica cumprida em Jesus Cristo. Paulo mostra então que a vida exemplar, a morte expiatória, a ressurreição miraculosa, o ministério intercessor, e o juízo de Jesus é a única lente apropriada para compreensão e aplicação da lei (Rm 6-8; Gl 2-5; Hb 8-10). Nessas lutas de Paulo entendemos que, assim como Satanás tentou destruir Jesus Cristo na cruz, ele tenta também destruir a lei de Deus. Assim como ele tentou Cristo a ter uma perspectiva pessimista e evasiva do sacrifício da cruz (Mt 16:23), ele nos tenta a ter mesma atitude diante da lei. Foi assim com a igreja de Roma e ainda é assim com a igreja cristã de hoje. Além de lançar dúvidas sobre a validade da lei, ele busca distorcer seu significado. O resultado é o número cada vez mais crescente de cristãos libertinos ou legalistas quanto à lei. E uma das formas que ele usa para isso é a distorção dos textos bíblicos, dentre os quais os próprios textos de Paulo quando tratam do assunto (2Pe 3:16-18). Assim, no ensino de Paulo aprendemos que há um conflito que nos envolve e que abrange nossa atitude diante da lei de Deus. Nesse conflito, Deus quer que experimentemos a morte para o pecado e a amizade para com Sua lei. Isso significa morrer para a lei, conforme veremos adiante.

    2. A lei do pecado e da morte

    A segunda lição que podemos aprender com Paulo é de que a lei, quando mal compreendida, pode nos levar à morte (Rm 7:8-13). Segundo o apóstolo, em razão de nossa condição de pecado, todos morremos (Rm 5:12). O detalhe, porém, é que só há um tipo de morte apropriada para nossa salvação. Ele a explica como sendo a morte por meio do batismo de arrependimento (Rm 6:3-5), para renascimento de uma nova vida em Cristo. Pelo novo nascimento nos tornamos servos da justiça (Rm 6:19), em contraste com a situação anterior em que estávamos, chamada de servidão do pecado (Rm 6:20). Para esse tipo de morte, a lei tem importante papel, pois é ela que nos desperta para nossa real condição de pecado. Ela nos mostra que inevitavelmente estamos condenados a morrer e que as alternativas são: “morrer em pecado” ou “morrer para o pecado”; e que o desejo de Deus é de que optemos pela segunda alternativa. Enquanto a morte em pecado representa a rejeição de Cristo e de Seu poder para viver de acordo com a lei, a morte para o pecado representa a aceitação de Cristo e Seu poder em nossa vida. A preocupação de Paulo era de que os cristãos de seu tempo aceitassem Jesus e assim compreendessem a atitude correta para com a lei. Para ele, em Cristo morremos para a lei (ver Rm 7:4), que significa morrer para o pecado condenado pela lei. Nessa condição, não é a lei que morre, mas nossa inimizade contra ela. Quando a lei nos examina, ela nos encontra produzindo frutos para Deus (Rm 7:4), e assim, como servos de Cristo, ela não mais nos condena, mas nos orienta a prosseguir na liberdade para a qual Cristo nos libertou (Rm 8:21, Gl 5:1). Em Cristo passamos a viver não mais dominados pelo pecado, embora ainda sejamos pecadores por natureza. A luta que se trava a partir de então é uma evidência de que já não mais somos escravos, nem amantes do pecado, embora lutemos para dominar seus insistentes impulsos em nosso interior (Rm 7:21-25).
    
Dessa forma, quando a lei é distorcida por meio do desprezo ou do exagero, ocorre a morte no pecado.. Já diz o velho ditado que a diferença entre o antídoto e o veneno está na dose. Em si mesma a lei é instrumento de condenação do pecado, indicação da necessidade de Cristo, e orientação de como andar na Sua justiça após aceitá-Lo. Mal entendida e mal aplicada, essa mesma lei se torna mecanismo de opressão, perseguição, ódio, e pode até levar à morte eterna. A Bíblia apresenta o próprio Paulo, antes de sua conversão, como exemplo de tal extremismo (At 9). Por experiência própria, e, sobretudo por revelação divina, Paulo tentou chamar atenção para a necessidade de corrigir as distorções humanas na interpretação e aplicação da lei, restaurando assim seu genuíno significado à luz de Cristo. Dessa forma, aprendemos com ele que podemos nos matar de uma “overdose” da lei, quando somos zelosos quanto a ela em desatenção a seu sentido em Cristo. Por outro lado, há também a hipótese de nos matarmos por privação da lei, quando a desprezamos ou a distorcemos para atender às nossas tendências liberais, como era o caso de muitos conversos gentios da igreja de Roma (Rm 14). O correto é aceitarmos a lei como instrumento de Deus para nos condenar à morte para o pecado, nos apontar Cristo como Salvador, e nos orientar a servir em novidade de Espírito (Rm 7:6). Deus deseja que tenhamos uma perspectiva coerente acerca da lei, embora Ele saiba que vivemos em tensão constante com ela em razão de nossa natureza.

    3. O poder da lei

    A terceira lição que aprendemos com Paulo é de que a natureza humana é inimiga das leis (Rm 7:14-25). Um dos perigos para nossa salvação é o fato de sermos antinomistas (contrários às normas) por natureza. Essa indisposição humana é ainda maior quanto às leis de Deus. Essas leis têm o papel de condenar o pecado (Rm 7:7) e, como somos atraídos a ele, nos tornamos inimigos delas. Sendo a lei instrumento da graça para revelar nossa condição pecaminosa, somos impulsivamente inimigos dela. Veja que não é a lei que é nossa inimiga, somos nós que a consideramos assim (Rm 7:10-12). Muitas vezes até entendemos corretamente a lei como sendo contrária à nossa vontade carnal. Mas, como estamos cativos a essa vontade, nos ressentimos contra a lei por não perceber nela apoio para vivermos de acordo com nossos interesses (Rm 7:14-16). Quando a lei nos indica algo a ser feito, ou nos pede a abstinência de algo, isso soa para nós como uma intromissão, um obstáculo à realização de nossos desejos pecaminosos. E como tudo o que é exigido pela lei é contrário à nossa natureza egoísta, passamos a vê-la como uma intrusa, uma intrometida, uma inimiga indesejada que quer nos governar à força. Não é por acaso que o conceito predominante na sociedade de hoje seja o de que “liberdade é fazer o que se quer”. Muitos chegam a defender e agir como se a liberdade fosse a ausência absoluta de restrições. Essa ideia equivocada é largamente difundida nos pensamentos, palavras e atitudes das pessoas, impondo-se como uma bandeira antinomista em nosso tempo. Mas, a despeito de nossa inimizade, a lei continua sendo fiel ao seu propósito de definir o pecado e reforçar sua condenação. É ela que não nos deixa esquecer quão miseráveis somos e quão amoroso é o Deus que nos salva dessa situação. Paulo chama a atenção para o fato de que nossa repulsa quanto à lei, nossa indisposição a ela é fruto de um problema nosso e não da própria lei (Rm 7:7-12). A natureza humana foi grandemente desfigurada e não mais corresponde à natureza divina expressa na lei. A lei manteve a misericórdia e a justiça como realidades expressivas de seu fundamento no amor divino. Nós, não! O pecado nos fez inimigos da justiça. Somos até simpáticos à misericórdia, desde que a justiça não faça parte do pacote. O pecado nos fez perder a simpatia pela justiça divina. Queremos e exigimos um amor do tipo mutilado, que seja míope a ponto de lidar conosco apenas mediante a misericórdia, sem, contudo, ser equilibrado com a justiça que é sua consorte. Isso nos torna impulsivamente inimigos da lei de Deus, pois ela reflete o caráter perfeito de Deus, mediante o equilíbrio adequado entre a Sua misericórdia e Sua justiça. Na condição de inimigo da lei, o ser humano precisa se reconciliar com ela. Isso somente é possível por meio de Jesus Cristo. Por meio dEle somos reconciliados com Deus e com as leis de Seu amoroso governo (Rm 5:10, Cl 1:21).

    4. A lei impotente

    A quarta lição que podemos aprender com Paulo diz respeito à limitação da lei (1Co 15:56, Rm 5:20a, 6:23, 7:7-9, 8:3; Gl 3:21). A lei se impõe frente ao pecado como um alerta contra sua prática. E embora ela seja expressão da misericórdia divina ao nos mostrar nossa condição e nos apontar Cristo como solução, ela não pode resolver o problema do pecado. Não há dúvida de que ela contribui para isso na medida em que nos mostra o pecado e sua condenação. Mas ainda assim ela não consegue dar a solução para esse problema. Nosso problema vai muito além da ignorância sobre a existência do pecado e sobre nossa condição de pecadores. Não basta a nós conhecermos o certo e o errado, a verdade e a mentira, o bem e o mal. Precisamos de um poder que esteja além de nós mesmos e que possa nos libertar de nossa condição de escravos do mal. A própria lei não tem condições de fazer isso por nós. Ela não foi estabelecida com esse propósito. Ela nos revela nossa necessidade de Deus, identifica esse Deus e nos mostra como viver de acordo com Sua vontade, mas ela não desempenha o papel regenerador que só esse Deus, em Cristo, pode realizar como nosso redentor. Isso significa que qualquer esforço no sentido de torná-la um meio de salvação será ridículo e inútil (Gl 3:10, 11). 
Há pessoas que desprezam a lei sob o argumento de que ela é completamente desnecessária para nossa salvação. É claro que a lei não salva. Se ela o fizesse, não teria sido necessária a encarnação nem a morte expiatória de Cristo de maneira tão cruel. Mas, por outro lado, também é claro que ela exerce importante papel no plano da salvação. Da mesma forma que um exame médico não serve ao propósito de nos curar de uma doença grave, não se pode negar que ele contribui significativamente para isso na medida em que nos torna conscientes da gravidade de nossa situação, e na medida em que mensura o nível de comprometimento de nossa condição. Além disso, um exame pode definir que tipo de intervenção ou medida será necessário para nossa cura. Da mesma forma, a lei não tem poder suficiente para nos salvar da condenação resultante da condição que ela nos revela. Sua função é sempre um meio e nunca um fim em si mesmo. Mas ainda assim, ela é o parâmetro imprescindível para indicar nossa situação, mensurar sua gravidade, e nos apontar o remédio adequado para nos curar do pecado. Assim, embora a lei seja importante instrumento da graça para nos mostrar o pecado e despertar-nos para a necessidade de redenção, só Cristo pode nos redimir e nos tornar amigos de Deus e de Seus mandamentos. E ao olhar para Cristo vem-nos a indagação: “Pecaremos contra tanta bondade? Abusaremos de tal amor?”5

    5. A maldição da lei

    A quinta lição que aprendemos com Paulo é de que a lei aponta a solução para nossa condição de inimizade para com Deus e Suas reivindicações (At 13:38-39; Rm 5:13, 8:1-4). Paulo destaca que a lei não somente condena, mas também nos conduz Àquele que pode salvar-nos da condenação (Rm 5:8). Ela não somente revela que o pecador é um condenado e maldito, mas também mostra quem assumiu nossa condenação e se fez maldito por nós (Gl 3:10-13). Ao falar de Deus, a lei O apresenta como Aquele que estabelece a norma inconfundível para andarmos em santidade ante Sua presença. Ao mesmo tempo, ela O mostra como Aquele que “deu o Seu Filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). O sacrifício de Jesus confirmou que o fundamento da lei é o amor, cuja justiça cobra o preço da morte do transgressor, e a misericórdia perdoa e se dispõe a morrer em seu lugar. É notável então, que em Romanos, capítulo 8, Paulo conclua seus comentários dos sete capítulos anteriores chamando a atenção para Jesus Cristo como a única solução para nossa inimizade com Deus e Sua lei. Conforme já dito, “esse ‘portanto’ [do verso 1] tem peso; ele resume os sete primeiros capítulos e significa: ‘por causa da pessoa de Yeshua [Jesus] e de tudo o que Ele fez na história em favor dos pecadores”6. Por causa da vida, morte, ressurreição, e ministério intercessor de Jesus Cristo, podemos viver em união com Deus, tendo o Espírito Santo habitando em nós. Essa atuação do Espírito produz a correta compreensão da lei de Deus em nossa vida (Rm 8:4). Em Cristo tornamo-nos amigos de Deus, e por isso mesmo passamos a ser simpáticos às justas leis de Seu governo (Rm 8). De instrumento de condenação, essas leis passam a ser para nós instrumento de orientação para nova vida em liberdade segundo o Evangelho. Como Davi, podemos dizer: “Quanto amo a Tua lei! Nela medito o dia todo.” (Sl 119:97). Ter uma a genuína compreensão de Cristo é o caminho para compreender devidamente a lei. É o antídoto contra os extremos do legalismo e do liberalismo que, assim como na igreja de Roma, ainda ronda os arraiais cristãos dos dias de hoje.

    6. Conclusão

    Em resumo, Paulo nos mostra que a lei de Deus está inserida no grande conflito entre o bem o mal; que sua distorção pode nos levar à morte; que a natureza humana é inimiga da lei; que em si mesma, a lei é insuficiente para nos salvar; e que a solução para nossa condição de inimizade para com a lei está em Cristo. Esses ensinos de Paulo nos mostram claramente que, na perspectiva divina, as leis eternas de Deus continuam válidas mesmo após a morte e ressurreição de Jesus Cristo (Rm 3:31). Paulo fez questão de enfatizar que a morte de Jesus não anulou a lei (Rm 6:12-15). Ela anulou a sentença de condenação da lei imposta sobre os pecadores que aceitam seu sacrifício expiatório7. Além disso, Paulo também procurou mostrar que a lei, em si mesma, não pode salvar (Ef 2:8-10). Que seu sentido apropriado somente pode ser compreendido à luz da redenção que há em Jesus Cristo. E que “assim como a vida de Cristo era e é caracterizada por espontânea e alegre obediência à vontade do Pai, também a vida dos que estão ‘em Cristo’ será caracterizada pela mesma obediência”8 (Rm 6:15).
    
As pessoas que pensam que a morte de Cristo decretou a nulidade da lei, ou de qualquer de suas partes, têm muito no que refletir. Imagine um juiz que está sofrendo muito frente à execução iminente de uma sentença de condenação decretada contra seu único filho, considerado injustamente pela transgressão de uma lei que prevê a pena de morte. Se esse juiz tivesse a oportunidade de anular a lei ou mesmo modificá-la, sem prejuízo de seu caráter, você acha que ele faria isso antes da execução desse filho ou depois dela? Claro que antes! Assim poderia evitar o sofrimento e morte de seu único filho amado. Mas, sendo ele uma autoridade da lei, se assiste com extremo sofrimento a execução de seu próprio filho, sem tentar burlar a lei nem fraudar o processo que o condenou, é porque ele sabe o valor que tem a justiça como parte de seu próprio caráter. A misericórdia que o faz chorar pelo sofrimento de seu querido filho, não exclui de si o senso de justiça que o faz reconhecer que a lei não é culpada da injustiça que está sendo feita. Em seu caráter, a misericórdia e a justiça são frutos indissociáveis do amor. Ele sabe que não há como amar genuinamente a não ser na combinação coerente dessas realidades. No tocante à condenação de Jesus Cristo, essa metáfora ganha contornos que transcendem nossa compreensão. Porém, uma realidade é certa: ao contrário de abolir a lei, a morte de Cristo na cruz confirmou sua validade eterna.
    
A teologia de Paulo sobre a lei testifica de forma coerente, com todo o ensino bíblico, acerca de como a Trindade Se empenhou para que o ser humano fosse reconciliado com Deus e Sua lei. E para não compreendermos o ensino da lei, nos escritos de Paulo, de forma incoerente é sempre necessário um estudo contextualizado dos textos nos quais o apóstolo trata do tema. Os vários níveis de contexto precisam ser observados. Cada ensino deve ser entendido à luz de seu contexto imediato (todo o capítulo), amplo (todo o livro), e geral (toda a Bíblia). Os textos em que a misericórdia é enfatizada devem ser lidos levando-se em conta os textos em que a ênfase recai sobre a justiça. Só assim a graça, sendo princípio ativo do amor divino, pode ser corretamente compreendida, lançando luz sobre sua expressão contida na lei. Essa recomendação é aplicável para compreensão de qualquer tema da Bíblia, e mais ainda para os textos de Paulo que são, por natureza, carregados de uma teologia mais profunda acerca da relação entre a lei de Deus e o Evangelho de Seu Cristo. Na próxima semana seguiremos aprendendo mais com Paulo acerca do propósito da lei para o cristão, conforme revelado em Jesus Cristo. Deus o abençoe e até lá!

    Responder
    • André Sanchez disse:

      Quem disse que após a morte de Jesus os 10 mandamentos foram abolidos? Eu não fui.

      Responder
    • Neres Santana disse:

      ALEI FOI APERFEIÇOADA NA GRAÇA, você sabe muito bem que na quela época uma mulher foi surpreendida em adultério.e ela poderia ser apedrejada, mas jesus aperfeiçoou alei evitando o apedrejamento >> ( João 8:1-11).

      Esta claro que a lei dos 10 mandamentos sofreram mudanças se você ver o seu vizinho violando o sábado o que VOCÊ FARIA ? apedrejaria ele ? se você ver o seu vizinho em ato de adultério ? mataria ele ? o paralítico CARREGOU O leito no SÁBADO a mando de JESUS !!!!!!! João 5:1-18. não era para ser MORTO>> Jeremias 17:21-22 por que não foi ? porque não é pecado !!!!!!!

      EU PERGUNTO ESSES ATOS NÃO FORAM ABOLIDOS POR CRISTO ? ISSO É LEI cerimonial ? essa é aprova que alei mostrou fraqueza, por isso cristo fez dela algo MELHOR ! 

      O SEGUNDO PACTO É MELHOR !
      (Hebreus 8:6-13).

      Responder
    • Neres Santana disse:

      Esta claro que a lei dos 10 mandamentos sofreram mudanças você que não enxerga ! se você ver o seu vizinho violando o sábado o que VOCÊ FARIA ? apedrejaria ele ? É CLARO QUE NÃO, alei sofreu mudanças !!!!
      O paralítico CARREGOU o próprio leito a mando de JESUS ! não era para OS DOIS SER VISTO COM PECADOR ? por que não foi ? por que não é pecado !!!!!!! EU PERGUNTO ESSES ATOS NÃO FORAM ABOLIDOS POR CRISTO ? ISSO É LEI cerimonial ? essa é aprova que alei NO SEU ESTADO BRUTO prejudica as pessoas por isso cristo fez dela algo MELHOR ! 
      Mostrar menos

      Responder
      • Neres Santana disse:

        Jesus nunca foi CONTRA a lei do descanso, ele apenas LIBERTOU o homem da (OBRIGAÇÃO EXCLUSIVA ) de descansar no SÁBADO !!!! 

        Responder
  • João Oliveira disse:

    Olá, André!
    Eu sabia que você é uma pessoa inteligente.

    Desprezo Ostensivo Pelo Quarto Mandamento
    Como Cristo Considerou o Sábado

    Toca ás raias do absurdo a vesguice dialética dos que tentam demolir o dia de Deus, relegá-lo ao desprezo e evitá-lo de toda forma, principalmente os que acham que Cristo considerou desrespeitosamente o Sábado. Citam Marcos 2:27, que reza: “O sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado”, e pontificando com ares doutorais declaram: “Isto quer dizer que o sábado ou dia de descanso, deve servir ao homem e não o homem estar sujeito a ele.” Aí está uma pueridade de causar pena.
    Vejamos o que o Mestre quer dizer com estas palavras: Há aí duas proposições: uma do sábado servir ao homem; outra, do homem sujeitar-se ao sábado. Considerando a primeira. É de clareza meridiana:

    1.ª – O sábado foi instituído e oferecido ao homem como algo muito precioso, como um bem, um favor divino. Figueiredo traduz: “O sábado foi feito em contemplação ao homem.” O sentido evidente é que o sábado foi instituído para o bem-estar físico, moral e espiritual das criaturas humanas. O sábado é assim uma instituição a favor do homem, em seu benefício, uma benção grandiosa. Só uma perversa distorção do texto poderia levar à conclusão de que o sábado deva ser considerado contrário ao homem. Portanto, a dedução dos que são contra o sábado é infeliz, errônea e contrária ao sentido bíblico.

    2.ª – A segunda proposição contida no texto diz: “e não o homem por causa do sábado”. Simples demais para ser entendida. Deus não criou o homem porque Ele tivesse um sábado a ser guardado por alguém. Ao contrário, criara primeiro o homem, e depois o sábado para atender-lhe às necessidades de repouso e recreação espiritual. Assim o sábado lhe seria uma benção e não uma carga. O farisaísmo dos dia de Cristo obscurecera o verdadeiro caráter do sábado. Os rabinos o acumularam de exigências extravagantes que o tornaram um fardo quase insuportável. A atitude de Cristo para com o sábado foi a de purificá-lo, limpá-lo desses acréscimos, devolvendo-o à real pureza. A atitude de Cristo para com o Seu santo dia foi de reverência e não de desprezo.

    E de passagem cabe aqui uma observação: o sábado foi feito por causa do homem, e isto não pode ser verdade em relação ao domingo, porque no primeiro dia da semana o homem ainda não fora criado!

    Citam em seguida Mateus 12:8: “O Filho do homem até do sábado é Senhor”. E concluem desastradamente que Cristo é Senhor do sábado para mudá-lo, alterá-lo, suprimi-lo, enfim. Incrível! Diríamos de início que, sendo o sábado um mandamento da Lei de Deus, se Cristo o transgredisse de qualquer maneira Se tornaria um pecador, e nessa condição não poderia ser o nosso Salvador! No entanto, Cristo permaneceu em completa adoração e obediência ao Deus Pai. Teve uma vida humana impecável, um caráter irrepreensível. (Filipenses 2:5 a 11). E Ele mesmo declara:

    “Porque eu não falei por Mim mesmo; mas o Pai, que Me enviou, Esse Me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar. E sei que o Seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que Eu falo, falo-o exatamente como o Pai Me ordenou.” (João 12:49 e 50)
    “Como o Pai Me amou, assim também Eu vos amei; permanecei no Meu amor. Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; do mesmo modo que Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai, e permaneço no Seu amor.” (João 15: 9 e 10)
    “Tenho-vos dito estas coisas, para que em Mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo.” (João 16:33)

    Jesus declarou-Se Senhor do sábado! Solene e importantíssima declaração! Frise-se bem que Ele é Senhor do sábado e não do domingo, embora a cristandade semi-apostatada averbe este dia como “dia do Senhor”. Cristo porém reafirmou Sua soberania sobre o sábado. É o Autor do sétimo dia, consagrado ao repouso e, nessa qualidade, sabe o que lícito ou não fazer nele. Os fariseus que censuraram os discípulos por apanharem espigas, foram além dos reclamos divinos, “além do que está escrito”.
    Punham restrições descabidas à guarda do sábado. E Jesus para mostrar-lhes Sua autoridade, apresenta-Se como Autor do sábado. Nada há de derrogatório na declaração do Mestre. Ao contrário, reafirma o valor e a vigência do sábado, livre, no entanto das aderências talmúdicas.

    Broadus, renomado comentarista, tratando deste texto, assim conclui: “Mas o sábado permanece ainda, pois que existia antes de Israel, e era desde a criação um dia designado por Deus para ser santificado (Gênesis 2:3)…” 1

    Cristo não foi contra o dia, mas contra a maneira errônea e extremista de guardá-lo.

    A. H. Strong, grande teólogo, diz: “Nem nosso Senhor ou os apóstolos ab-rogaram o sábado do decálogo. A nossa dispensação abole as prescrições mosaicas quanto à forma de guarda o sábado mas ao mesmo tempo declara sua observância de origem divina e como sendo uma necessidade da natureza humana… Cristo não cravou na cruz qualquer mandamento do decálogo… Jesus não se defende da acusação de quebrar o sábado, declarando que este foi abolido, mas estabelece o verdadeiro caráter do sábado em atender uma necessidade humana fundamental…” 2

    Ryle, erutido comentarista evangélico, tratando do texto diz: “Não devemos deixar-nos arrastar pela opinião comum de que o sábado é mera instituição judaica, que foi abolido ao anulado por Cristo. Não há uma só passagem das Escrituras que isso prove. Todos os casos em que o Senhor Se refere ao sábado, fala contra as opiniões errôneas que os fariseus propagaram a respeito de sua observância. Cristo depurou o quarto mandamento da superfluidade profana dos judeus… O Salvador que despojou o sábado das tradições judaicas e que tantas vezes esclareceu o seu sentido, não pode ser inimigo do quarto mandamento. Pelo contrário Ele engrandeceu e o exaltou.” 3

    Reuniões no Sábado Mencionadas no Novo Testamento

    Para visualizar os versículos bíblicos, referentes aos Sábados, registrados no Novo Testamento click no farol.

    Perpetuidade Temporária?

    Surge sempre a cediça afirmação de que o sábado não é “perpétuo”, porque em Êxodo. 12:14; 30:21 e Levítico 23:21 o adjetivo “perpétuo” também é aplicado à “páscoa”, “lavagem de mãos”, e “festas judaicas”, e estas coisas cessaram de existir. Aqueles que declaram tal absurdo, precisam saber que o adjetivo hebraico olam, traduzido por “perpétuo” nos textos em tela e por “para sempre” em outros lugares, tem o seu sentido condicionado à natureza daquilo que se aplica. Sendo assim, as festas cerimoniais teriam duração até ao tempo em que seriam necessárias.

    Jonas, ao descrever as peripécias pelas quais havia passado no interior do peixe, diz: “… os ferrolhos da Terra correram-se sobre mim para sempre [olam]“, Jonas 2:6. Esse “para sempre” durou apenas três dias e três noites. Foi uma duração curtíssima, não acham?

    No entanto, quando o mesmo adjetivo está junto de palavras que, pela natureza, têm duração ilimitada, significa realmente “duração sem fim”. Junto de “Deus”, “vida”, “amor”, etc., indica perpetuidade. O “argumento” nada prova contra a permanência sabática, pois, segundo a Bíblia, o sábado será observado na Nova Terra pelos remidos:
    “Pois, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, durarão diante de mim, diz o Senhor, assim durará a vossa posteridade e o vosso nome. E acontecerá que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até o outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor.” (Isaías 66:22 e 23)

    Blasfêmia

    O cúmulo do contra-senso é afirmar que o sábado não santifica o homem, e os que observam decaem na vida espiritual. Mas a Palavra de Deus desmente frontalmente tal afirmação, declarando que o sábado é um sinal de santificação. Notemos:

    O dia foi santificado pelo próprio Deus. (Gênesis 2:3)
    O quarto mandamento manda lembrar o sábado para o santificar. (Êxodo 20:8; Isaías 58:13 e 14)
    Sinal entre Deus e Seu povo, pelo qual Deus os santifica. (Ezequiel 20:12; Ezequiel 20:20)
    Chamado dia santo. (Êxodo 31:14; Neemias 9:13 e14). Preferimos crer na Bíblia. Ela fala a verdade.

    Estranham alguns que afirmamos que os “santos do Altíssimo” são os milhares que pereceram na Idade Média, porquanto guardaram eles o domingo. Respondemos: Sim, eram santos do Altíssimo. Foram sinceros dentro da luz que tinham. A verdade do sábado foi restaurada séculos depois que eles viveram… E hoje que esta luz está sendo irradiada a todo o mundo, quem deliberadamente se insurge contra ela estará debaixo do juízo de Deus!!!

    “A Igreja mudou a observância do Sábado para o domingo pelo direito divino e a autoridade infalível concedida a ela pelo seu fundador, Jesus Cristo. O protestante, propondo a Bíblia como seu único guia de fé, não tem razão para observar o domingo. Nesta questão, os Adventistas do Sétimo Dia são os únicos protestantes coerentes.” – Boletim Católico Universal, pág. 4, de 14 de agosto de 1942.

    Responder
  • João Oliveira disse:

    André,

    “O fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10:4).

    Uma revista bem conhecida publicou um anúncio de página inteira com um título que dizia: “Alcance a imortalidade! (não estamos brincando).” Em certo sentido, eles estavam brincando, porque o anúncio continuava dizendo: “Para descobrir como deixar um legado de caridade que faça doações em seu nome para sempre, contate-nos e solicite nosso livro gratuito”.

    Escritores, estudiosos, filósofos e teólogos, ao longo dos séculos, têm lutado com a questão da morte e do que a morte faz com o sentido da nossa vida. Por isso, o anúncio foi uma forma inteligente de ajudar as pessoas a lidar com sua mortalidade, ainda que, no fim das contas, essa estratégia se mostrasse infrutífera.

    Em contrapartida, o Novo Testamento mostra a única maneira de alcançar a imortalidade, e esta é por intermédio da fé em Jesus. Não é pela observância da lei, ainda que devamos guardar a lei. De fato, a obediência à lei não está em conflito com a graça. Ao contrário, como resultado de ter recebido a graça, devemos obedecer à lei.

    Nesta semana continuaremos estudando a lei e a graça.

    Onde aumentou o pecado (Rm 5:12-21)

    Embora aponte pecados, a lei é impotente para livrar-nos deles. No entanto, essa mesma impotência nos mostra nossa necessidade de Jesus, a única solução para o pecado.

    Observe nessa passagem a constante associação entre o pecado e a morte. Repetidamente eles aparecem em relação imediata um com o outro. Por isso, o pecado, a transgressão da lei de Deus, leva à morte.

    Agora leia Romanos 5:20. Quando a lei “foi introduzida” (NVI), abundou o pecado, no sentido de que a lei definiu claramente o que é o pecado. No entanto, em vez de trazer o resultado natural do pecado, que é a morte, Paulo diz o seguinte: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça”. Em outras palavras, não importa quão perverso seja o pecado, a graça de Deus é suficiente para cobri-lo na vida dos que clamam Suas promessas pela fé.

    Influenciados pela tradução de 1 João 3:4, que diz: “pecado é a transgressão da lei”, muitos restringem o pecado à transgressão dos Dez Mandamentos apenas. No entanto, uma tradução mais literal é: “o pecado é iniquidade” ([ARC]; anomia). Tudo o que contraria os princípios de Deus é pecado. Assim, embora os Dez Mandamentos ainda não tivessem sido formalmente revelados quando Adão comeu o fruto proibido, ele desobedeceu uma ordem de Deus (Gn 2:17) e se tornou, consequentemente, culpado de pecado. Na verdade, foi por meio do pecado de Adão que a maldição da morte afetou todas as gerações da humanidade (Rm 5:12, 17, 21).

    Em contraste com a infidelidade de Adão, a fidelidade de Jesus à lei de Deus resultou na esperança de vida eterna. Embora tentado, Jesus jamais cedeu ao pecado (Hb 4:15). Em Romanos, Paulo exalta a perfeita obediência de Jesus, que resultou em vida eterna (Rm 5:18-21) para os que a aceitam. Como segundo Adão, Jesus obedeceu plenamente à lei e quebrou a maldição da morte. Sua justiça pode se tornar a justiça do cristão. Uma pessoa condenada à morte por herdar o pecado do primeiro Adão pode abraçar o dom da vida, aceitando a justiça de Jesus, o segundo Adão.

    Um dos conceitos mais difíceis de compreender é o contínuo papel da lei para a pessoa salva pela graça. Se o cristão alcança a justiça ao aceitar a suficiência da vida e morte de Jesus, por que ainda é necessário guardar a lei? Essa questão oferece outra oportunidade de repetir um ponto-chave: a lei nunca foi destinada a prover salvação. Sua função (após a queda) é definir o pecado. No entanto, a cruz não nega a necessidade de se obedecer à lei de Deus, da mesma forma que uma pessoa perdoada em relação à infração do limite de velocidade não pode continuar a transgredir essa regra.

    A graça e a lei não são contrárias. Elas não negam uma à outra. Em vez disso, são fortemente ligadas. A lei, uma vez que não pode nos salvar, mostra por que precisamos da graça. A graça não se opõe à lei, mas à morte. Nosso problema não é a lei em si, mas a morte eterna, que resultou da transgressão da lei.

    Paulo advertiu os cristãos para que fossem cuidadosos em não usar o prometido dom da graça para desculpar o pecado (Rm 6:12, 15). Porque o pecado é definido por intermédio da lei, quando Paulo orienta os cristãos a não pecar, está basicamente dizendo-lhes: Guardem a lei, obedeçam aos mandamentos!

    “Paulo sempre exaltou a lei divina. Ele havia mostrado que não há poder na lei para salvar os homens da penalidade da desobediência; que os pecadores precisam arrepender-se de seus pecados, e humilhar-se perante Deus, em cuja justa ira incorreram pela transgressão de Sua lei, e precisam também exercer fé no sangue de Cristo como o único meio de perdão” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 393).

    Por que é tão fácil ser enganado pelo pensamento de que, se não somos salvos pela lei, já não temos que obedecê-la?

    3. Leia Romanos 7:13-25. Como devemos entender esses versos? Paulo estava falando de um homem não convertido, ou essa é a experiência de um convertido? Que razões você pode dar para sua resposta?

    Se você estava inseguro quanto à definição da pessoa mencionada nesses versos, você não está sozinho. Os teólogos também lutaram com essa questão ao longo dos séculos. A pessoa descrita nesse texto é alguém que tem prazer na lei de Deus (dificilmente daria a impressão de ser incrédulo), mas que parece ser escravo do pecado (o que não faz sentido, porque foi prometido aos cristãos poder sobre o pecado). O SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista], depois de considerar os argumentos de ambos os lados, diz: “Aparentemente, o propósito principal de Paulo nessa passagem é mostrar a relação entre a lei, o evangelho e a pessoa que foi despertada para intensas lutas contra o pecado, em preparação para a salvação. A mensagem de Paulo é que, embora a lei possa servir para precipitar e intensificar a luta, somente o evangelho de Jesus Cristo pode trazer vitória e alívio” (v. 6, p. 554).

    Não importa como vemos esses versos, devemos sempre lembrar que a pessoa que luta com o pecado ainda é capaz de fazer escolhas certas. Se esse não fosse o caso, todas as promessas paulinas (e também de outros autores) acerca do poder sobre o pecado não teriam sentido. Além disso, como Mateus 5 demonstra, geralmente o pecado começa antes que um ato seja cometido. Consequentemente, uma pessoa transgride a lei simplesmente por pensar em algo pecaminoso. Normalmente, essa realidade poderia ser uma fonte de frustração. No entanto, no contexto de Romanos 7, o indivíduo pode estar desamparado, mas não está desesperado. Para a pessoa que vive no Espírito, a lei sempre presente serve como constante lembrete de que a libertação da condenação é alcançada por meio de Jesus (Rm 7:24–8:2).

    Existem semelhanças entre os versos bíblicos para hoje e sua experiência com o Senhor? Apesar de suas lutas, como você pode experimentar a mesma esperança que Paulo expressou?

    O título da lição desta semana vem de Romanos 10:4: “O fim da lei é Cristo”. Muitos dos que foram condicionados a pensar negativamente sobre a lei interpretam automaticamente o texto da seguinte forma: “Cristo tornou a lei obsoleta”. No entanto, essa interpretação contradiz as muitas referências no livro de Romanos e em outras partes do Novo Testamento que falam sobre a contínua relevância da lei.

    Assim como acontece com o restante da epístola aos Romanos, o propósito de Paulo nesses versos era demonstrar a verdadeira fonte da justiça. A lei é um indicador de justiça, mas é impotente para tornar justas as pessoas. Por isso, Paulo retratou um paradoxo: as nações (gentios), que nem sequer se esforçavam pela justiça, a obtiveram, enquanto Israel, que se esforçava para observar a justa lei, não a obteve. Paulo não estava excluindo os judeus da justiça, nem estava dizendo que todos os não judeus eram justos. Ele estava simplesmente dizendo que a lei não traz justiça a um pecador, seja judeu ou gentio.

    Muitos judeus eram sinceros em seu desejo de justiça, mas sua busca foi em vão (Rm 10:2). Eles eram zelosos em servir a Deus, mas queriam fazer isso do seu jeito. Eles haviam tomado um objeto da revelação de Deus (a lei) e confundido com a fonte de sua salvação. Por mais que a lei seja boa, não é boa o suficiente para salvar alguém. Na verdade, em lugar de tornar justa uma pessoa, a lei destaca a pecaminosidade dessa pessoa. Ela aumenta a necessidade de justiça. Por isso, Paulo descreveu Cristo como o “fim” da lei. Ele não é o “fim” no sentido de acabar com a lei, mas no sentido de ser a “finalidade” da lei, Aquele para quem a lei aponta. A lei conduz o pecador a Cristo quando aquele se arrepende e olha para o Salvador em busca de salvação. A lei lembra a todos os cristãos de que Cristo é a nossa justiça (Rm 10:4).

    As pessoas que encaram a lei seriamente estão sempre em perigo de cair no legalismo e de procurar “estabelecer a sua própria” justiça (Rm 10:3). À medida que procuramos obedecer à lei de Deus, como evitar cair nessa armadilha sutil?

    Em harmonia com o livro de Romanos, Paulo tem o cuidado de estipular em Gálatas que o objetivo da lei é definir o pecado e não justificar as pessoas (Gl 3:19, 21).

    Dependendo da tradução, a lei é identificada no verso 24 como “aio”, “professor”, “capataz”, “tutor” e “guardião”, entre outras designações. O termo grego se refere a um escravo empregado por um indivíduo rico para ser o disciplinador de seu filho. A responsabilidade do tutor era garantir que o filho aprendesse a autodisciplina. Embora fosse um escravo, o tutor recebia a autoridade para fazer o que fosse necessário para manter o filho dentro das normas, mesmo que isso significasse castigo físico. Quando o filho chegasse à idade adulta, o tutor não mais tinha autoridade sobre ele.

    Embora o tutor não mais tivesse autoridade sobre o filho adulto, esperava-se que as lições que o filho havia aprendido o habilitassem a tomar decisões maduras. Da mesma forma, ainda que o cristão não esteja sob o poder de condenação da lei, como alguém que alcançou a maturidade, ele deve governar suas ações de acordo com os princípios da lei.

    Além de seu papel como tutor, a lei também funcionava como guardião que protegia o crente até que “viesse a fé” (Gl 3:23). Aqui, novamente, vemos que Cristo é o “fim”, o objetivo, ou finalidade, da lei. Paulo apresentou esse ponto explicitamente, quando disse que a lei nos conduziu a Cristo, “a fim de que fôssemos justificados por fé” (v. 24).

    Leia atentamente Gálatas 3:21. Quais palavras deveriam acabar com a ideia de que pode­mos ser salvos pela obediência à lei? Por que isso é uma notícia tão boa? Comente com a classe.
    “A lei nos revela o pecado, levando-nos a sentir nossa necessidade de Cristo e a fugir para Ele em busca de perdão e paz mediante o exercício do arrependimento para com Deus e fé em nosso Senhor Jesus Cristo. [...]

    “A lei dos Dez Mandamentos não deve ser considerada tanto do lado proibitivo, como do lado da misericórdia. Suas proibições são a segura garantia de felicidade na obediência. Recebida em Cristo, ela realiza em nós a purificação do caráter que nos trará alegria através dos séculos da eternidade. Para os obedientes ela é um muro de proteção. Contemplamos nela a bondade de Deus que, revelando aos homens os imutáveis princípios da justiça, procura resguardá-los dos males que resultam da transgressão” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 234, 235).

    Responder
  • João Oliveira disse:

    “Sou cristã e, ao ler a Bíblia, percebo que Jesus Cristo não veio para anular nenhum dos mandamentos de Deus. Porém, fico confusa quando leio que os discípulos trabalhavam aos sábados. Ajude-me a solucionar essa aparente contradição [...]”.

    Realmente, Jesus não aboliu a Lei e os Profetas (Mt 5:17-19). Todavia, como entender o trabalho dEles aos sábados?

    A resposta está no tipo de trabalho que eles realizavam. O mesmo era evangelístico (Jo 5:17) e lícito aos sábados (Mt 12:12). Tudo o que tinha a ver com a cura e alívio do sofrimento fazia parte do “trabalho” a ser feito (Mc 2:27) no “dia do Senhor” (Mt 12:8; Mc 2:28), bem como nos demais dias.

    Todavia, as atividades seculares não eram feitas. Elas eram proibidas pelo mandamento (Êx 20:8-11). Por exemplo, Jesus, ao invés de estar na carpintaria no dia de sábado, se encontrava na Sinagoga (Lc 4:16). Paulo, ao invés de construir tendas (At 18:1-3), também se dedicava à adoração a Deus, mesmo estando em território pagão (At 16:13; 17:2, etc.).

    Perceba que é vital diferenciarmos a natureza do trabalho, para que a questão não se apresente diante de nós como contraditória. Quando compreendemos também que Jesus nunca foi contra a observância do mandamento (veja-se Jo 15:10) e sim contra a maneira legalista de observá-lo (ver Mt 12:1-8; Mc 2:23-28; Lc 6:1-5; Mt 12:9-13; Mc 3:1-5; Lc 6:6-10; Jo 5:1-17), temos mais certeza ainda da validade do preceito para nossos dias (ler Rm 7:12; 3:31). O Salvador se opôs não ao 4º mandamento em si, mas ao abuso que os fariseus cometiam ao ensiná-lo às pessoas.

    É importante destacar mais alguns pontos para nossa reflexão:

    1. A salvação é unicamente pela graça de Jesus (Ef 2:8, 9) e a alcançamos pela fé nEle (Jo 3:16, 36; Rm 5:1), independente de obras (Gl 2:21). É um presente e, por presentes, não pagamos (cf. Rm 11:5, 6).

    2. Desse modo, a observância do sábado, longe de “nos dar direito a alguma coisa”, é uma expressão de nossa adoração a Deus, daquela mudança que a graça tem efetuado em nossa vida (Ef 2:10; Ez 20:12, 20).

    Segundo Ezequiel 20:12, 20, 21, a guarda do sábado é um lembrete de que O SENHOR NOS SANTIFICA, não nós mesmos, por meio de nossa obras imperfeitas (cf. Is 64:9)

    Portanto, o mandamento é um lembrete tanto da atividade criadora de Deus (Êx 20:8-11) quanto de Sua graça, pois, nos ensina que não podemos ser pessoas melhores sem a ajuda dEle (compare Ezequiel 20:12, 20 com Rm 2:4).

    3. Deus convida Seus filhos para O adorarem todos os dias (At 2:46, 47), especialmente no sétimo dia da semana (compare Êx 20:11 com Ap 14:7). Por isso, nós adventistas cremos que faz parte da pregação do evangelho restaurar a adoração original Àquele Deus que nos salva e santifica (Ap 14:6, 7). E essa adoração inclui a observância do sétimo dia, estabelecido desde o Éden, num mundo sem pecado (Gn 2:1-3) pelo generoso e benevolente Deus.

    Afinal, “o sábado, ao chamar a atenção para a atividade criadora e recriadora de Deus, revela Sua generosidade” (Kenneth A. Strand em “O Sábado”. Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, vol. 9 [Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011], p. 567).

    Espero que essas breves considerações tenham lhe ajudado em sua análise do tema, amigo (a) leitor (a). Recomendo a leitura do livro O Sábado na Bíblia: Por que Deus faz questão de um dia, de Alberto R. Timm. Pode ser adquirido com a Casa Publicadora Brasileira pelo site http://www.cpb.com.br

    Há ótimos materiais em inglês que também podem lhe ajudar a fazer um estudo profundo sobre o assunto. Uma dessas obras se intitula The Sabbath in Scripture and History (O Sábado na Escritura e na História). Foi editada por Kenneth A. Strand e publicada pela Review And Herald Publishing Association em 1982.

    Deixo-lhe alguns textos bíblicos para sua reflexão:

    “Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que EU SOU O SENHOR QUE OS SANTIFICA.” (Ez 20:12)

    “Se vocês guardarem o meu sábado, sem correrem atrás de lucros e divertimentos no meu dia santo, se vocês tiverem verdadeiro prazer no meu descanso e disserem: ‘Este é o santo dia do Senhor!’, se vocês honrarem o Senhor em tudo o que fizerem, não procurando fazer sua própria vontade, nem falarem o que não presta, então o Senhor será a sua alegria! Eu mesmo os ajudarei a vencer todas as dificuldades e ter vitória e glória na terra. Vocês receberão todas as bênçãos que eu prometi a Jacó, seu pai. Eu, o Senhor, falei” (Is 58:13, 14, Nova Bíblia Viva).

    Responder
  • João Oliveira Neto disse:

    André,
    Este concílio deliberou sobre as grandes controvérsias doutrinais do cristianismo nos séculos IV e V. Foi efetuada uma união entre o extraordinário eclesiástico dos conselhos e o Estado, que concedeu às deliberações deste corpo o poder imperial. Sínodos anteriores tinham-se dado por satisfeitos com a proteção de doutrinas heréticas. Porém o concílio de Niceia foi caracterizado pela etapa adicional de uma posição mais ofensiva, com artigos minuciosamente elaborados sobre a fé. Este concílio teve uma importância especial também porque as perseguições aos cristãos tinham recentemente terminado, com o Édito de Constantino.

    A questão ariana representava um grande obstáculo à realização da ideia de Constantino de um império universal, que deveria ser alcançado com a ajuda da uniformidade da adoração divina.
    Ícone com os Pais Sagrados do Primeiro Concílio de Niceia que seguram o Credo Niceno-Constantinopolitano

    Os pontos discutidos no sínodo eram:

    A questão ariana
    A celebração da Páscoa
    O cisma de Melécio de Licópolis
    O baptismo de heréticos
    O estatuto dos prisioneiros na perseguição de Licínio.

    Embora algumas obras afirmem que no Concílio de Niceia discutiu-se quais evangelhos fariam parte da Bíblia, não há menção de que esse assunto estivesse em pauta, nem nas informações dos historiadores do concílio, nem nas atas do concílio que chegaram a nós em três fragmentos: o Credo dos Apóstolos, os cânones, e o decreto senoidal. O Cânone Muratori, do ano 170 d.C., portanto cerca de 150 anos anterior ao concílio, já mencionava os evangelhos que fariam parte da Bíblia. Outros escritores cristãos anteriores ao concílio, como Justino Mártir, Ireneu de Lyon, Papias de Hierápolis, também já abordavam a questão dos evangelhos que fariam parte da Bíblia.

    É um fato reconhecido que o antijudaísmo, ou o antissemitismo cristão, ganhou um novo impulso com a tomada do controle do Império Romano, sendo o concílio de Niceia um marco neste sentido. Os posteriores concílios da Igreja manteriam esta linha. O Concílio de Antioquia (341 d.C.) proibiu aos cristãos a celebração da Páscoa com os judeus. O Concílio de Laodiceia proibiu os cristãos de observar o Shabbat e de receber prendas de judeus ou mesmo de comer pão ázimo nos festejos judaicos.

    Responder
  • João Oliveira Neto disse:

    1. Como provar que a IASD surgiu por profecia, se não há na Bíblia essa profecia que dê privilégio a sua organização?

    Em primeiro lugar, a Biblia não tem realmente nenhuma profecia referente ao surgimento, explícito, da “organização” Adventista do 7º Dia. Isso é verdade!

    Entretanto, é notória a confirmação de que a profecia de Dan. 8:14 se cumpriu em 1844 d.C., data que deu origem ao “embrião” missionário que culminou com a formalização da Igreja Adventista do 7º Dia, cerca de 20 anos mais tarde.

    Vamos relembrar um pouco sobre o contexo da profecia a que me referi acima:

    Daniel não entendeu o significado completo da visão que recebera, e isso trouxe um sentimento de enfraquecimento físico e mental sobre ele (cf. 8:27). O capítulo 9 inicia com uma oração do profeta para que o Senhor o ilumine sobre o significado do importante período de dominação do “chifre pequeno” (poder papal) sobre o povo de Deus. E o Senhor o orienta sobre isso.

    O anjo Gabriel, o mesmo que anunciou a visão inicialmente (cf. 8:16), é agora enviado para explicar mais detalhadamente o desenvolvimento da visão dos 2300 anos para Daniel. Como um “selo” sobre a profecia, encontramos um período especial de tempo de 70 semanas (ou 490 anos) que seriam “determinadas” (ou “cortadas”, do heb. CHATHAK) sobre o povo de Israel. Estas 70 semanas marcariam o início dos 2300 anos, selando a visão e a profecia (9:24).

    a) “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (v. 25).
    Houve 3 decretos principais de restauração sobre Jerusalém, que na época de Daniel estava em ruínas, devido às invasões babilônicas de 605 a.C., 597 a.C. e 586 a.C.:

    1º decreto: de Ciro, em 537/538 a.C., que concede permissão para reconstruir o templo em Jerusalém (Esdras 1:1-3);

    2º decreto: de Dario I Histaspes, em 519/520 a.C., que dá autorização para que se continue a reconstrução, porém com garantias financeiras (Esdras 6);

    3º decreto: de Artaxerxes I Longímano, em 457 a.C., que liberta completamente o povo judeu da servidão à Pérsia, dando-lhes autoridade para reconstruir o Estado israelita (Esdras 7:1-13). Artaxerxes ainda promulgou um decreto extra, em 444 a.C. (cf. Neemias 1 e 2), apenas complementando o de 457 a.C.

    Qual o decreto que deve ser utilizado para o início da profecia de Dn 8:14?
    Apenas o 3º decreto, o de 457 a.C., concedeu a Jerusalém o seu renascimento legal, pois autorizou a indicação de magistrados e juízes e, em particular, restabeleceu as leis judaicas como base do governo local, restaurando Jerusalém como capital do reino. Também somente a partir desta data (457 a.C.) chegamos perfeitamente às datas mencionadas na profecia: batismo de Jesus, Sua morte expiatória, início da pregação aos gentios, etc.

    O cálculo é simples:
    2300 – 490 = 1.810
    As “70 Semanas” se encerraram em 34 d.C., com a morte de Estêvão, o último “profeta” nos moldes do AT e o primeiro “mártir” cristão.

    Portanto…

    34 + 1.810 = 1.844 d.C. (data final da profecia)

    A partir desta data, surgiu o “povo” que levantaria bem alto a proclamação das 3 mensagens angélicas de Apoc. 14, povo este que já havia sido mencionado no capítulo 10 do mesmo livro, profetizando a todo o mundo.

    Mais detalhes sobre a profecia podem ser facilmente encontrados nos livros denominacionais, tendo sido, inclusive, objeto de estudo durante 3 meses de uma lição da Escola Sabatina recentemente “mastigada”.

    2. Como aceitar a interpretação adventista de Daniel 8:14, como dias proféticos, quando o profeta faz referência ao sacrifício continuo? (noto aqui uma dificuldade para os adventistas para explicar sacrifício continuo).

    Mais uma vez confirmo minha “teoria” de que os nossos opositores não se dão ao trabalho de estudarem a exegese bíblica a fundo e, muito menos, o que a Igreja Adventista rotineiramente escreve sobre o assunto. Em tempos de Internet, parece que muitos já se acostumaram ao surrado “CTRL+C CTRL+V”, mas não páram para analisarem que muitas dessas informações divulgadas em sites pseudo-apologéticos são fragilíssimas em sua sustentação escriturística.

    Vejamos…

    “Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” – Dn 8:13-14.

    O Termo TAMID
    O v. 11 declara que o chifre pequeno tiraria o “sacrifício diário” (Almeida Revista e Atualizada), ou o “contínuo sacrifício” (Almeida Revista e Corrigida). Porém, a palavra hebraica que aparece neste verso e nos seguintes, referindo-se a este “sacrifício” contínuo é TAMID. No original, não aparece a palavra “sacrifício”, como foi colocada em nossa tradução para o português.

    Esta palavra (TAMID) aparece sempre no contexto do trabalho contínuo realizado no santuário de Israel (um símbolo da contínua mediação de Jesus como Sumo-Sacerdote do santuário celestial). Alguns versos nos quais aparece esta mesma palavra no hebraico são: Nm 4:7, 16: 28:10, 15, 23, 24, 31; 29:6, 11, 16; 29:19, 22, 25, 28, 31, 34, 38. Observe que TAMID sempre aparece no contexto dos serviços de intercessão e expiação contínua do santuário.

    Um dos trabalhos do chifre pequeno seria adulterar o TAMID do santuário (v. 11). Ou seja, o chifre estaria disposto a criar um novo sistema de mediação, para ser colocado no lugar da mediação e intercessão que apenas Jesus pode realizar em nosso favor. Aos poucos, a igreja de Roma foi ofuscando a única e eficaz mediação de Jesus em nosso benefício no santuário celestial (1Tm 2:5; Hb 8:6), e em seu lugar colocou um novo sistema de mediação, no qual Maria e os “santos” ocupam o lugar que unicamente Jesus tem autoridade para fazê-lo.

    Como vemos, o TAMID foi retirado, conforme profetizado em Daniel, e substituído por um outro sistema, segundo a “autoridade” arrogada por Roma. A verdade foi, paulatinamente, deitada por terra… pena que muitos ditos “evangélicos” não querem se dar conta disso!

    “Até quando?”
    No v. 13 é apresentada a preocupação com relação ao fim deste período de dominação e usurpação que seria característico do chifre pequeno. A ênfase é no “até quando”, ou seja, por quanto tempo duraria esta visão do contínuo e da rebelião? Surge, então, a misteriosa declaração: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” (v. 14).

    O termo “purificado” é uma tradução da palavra hebraica TSADAQ. Ela, e suas variantes, têm outros significados que podem nos ajudar a entender melhor a visão. Vejamos como a palavra foi traduzida em outras versões bíblicas.
    “Seria feita justiça” – Bíblia de Jerusalém
    “Seria reconsagrado” – Nova Versão Internacional
    “Será levado a uma condição correta” – Trad. Novo Mundo
    “Será restabelecido em seus direitos” – Trad. Ecumênica
    “Será limpo” – King James Version

    Vê-se que não há uma palavra única, em português, apropriada para a tradução de TSADAQ.
    Interessante notar ainda, que Daniel não utiliza o termo TAHER, que também significa “limpar”, “purificar” (Gn 7:2, 8; Lv 12:4, 5, 6; 15:28; Dt 14:11; etc.). TAHER tem um sentido de purificação legal, mas a ação do chifre pequeno afeta o santuário celeste, como vemos claramente nos estudos de Daniel, Hebreus e Apocalipse.

    TSADAQ, por outro lado, tem o sentido de uma purificação mais ampla, e ocorre também em contextos judiciais. Assim, a obra não seria apenas “purificar” (TAHER), mas “vindicar” (TSADAQ) – Hb 9:23.

    Ao final do período da visão, o Santuário e seu sistema de mediação contínua (TAMID) seria “justificado”, ou seja, após o período de supremacia do poder do chifre pequeno (Roma), o Santuário voltaria a ser conhecido e valorizado pelo povo de Deus, que havia recebido o ensinamento de um sistema de mediação adulterado (dogmas do papado), que tirou o papel único de Jesus como Mediador da raça humana. O TAMID do ministério sacerdotal de Cristo no Santuário celestial (cf. Hb 7:25; 1Jo 2:1) é a verdadeira adoração de Cristo na era evangélica.

    Suprimir o TAMID significa a substituição feita pelo poder papal da união voluntária de todos os crentes em Cristo, por uma união obrigatória com uma igreja visível – a católica romana.
    Para a pergunta inicial do v. 13 (até quando duraria a visão?) é apresentada uma resposta no v. 14: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs”.

    “Tardes e manhãs”
    A expressão “tarde e manhã” é a tradução das palavras EREB BOQER, que aparecem no contexto da Criação em Gênesis, como representando um dia literal de 24 horas (Gn 1:5, 8, 13, 19, 23, 31). Isso mostra que a expressão “tarde e a manhã” de Dn 8:14 deve ser entendida como um dia, conforme aparece exemplificada em Gênesis. Não há como desmembrar a expressão para que dê 1150 dias, como sugerem alguns teólogos modernos.

    Sabemos, então, que as 2300 tardes e manhãs representam 2300 dias inteiros, porém há mais um detalhe a se observar: o contexto da profecia sugere que ela se desenvolveria por um período de tempo bem extenso, além do tempo de Daniel, conforme os versos 17 a 26. Os 2300 dias literalmente representariam pouco mais de 6 anos, o que não daria a extensão descrita pelo ente celestial (“ao tempo do fim”). O contexto mostra que a profecia envolveria os reinos Medo-Persa (v. 20), Grécia (v. 21) e um reino que viria depois destes (vv. 22-25), historicamente tratando-se de Roma.

    Portanto, os 2300 dias da profecia de Dn 8:14 não podem ser entendidos literalmente, mas sim como “dias proféticos”, que tinham o valor de 1 ano para cada 1 dia.

    Há algum meio de comprovar este princípio “dia-ano” através da Bíblia? Vejamos…
    a) Lv 25:8 – as sete semanas de ano, cada dia por um ano.
    b) Nm 14:34 – os 40 dias, cada dia por um ano.
    c) Ez 4:6-7 – os 40 dias de exílio, cada dia por um ano.

    Fica evidente, após um estudo acurado e destituído de preconceitos, que todos os esforços para harmonizar o período da profecia de Dn 8:14 como sendo de 2300 dias, ou 1150 dias, com qualquer época histórica que se mencione nos livros de Macabeus e em Josefo, têm sido inúteis.

    Parece impossível encontrar os acontecimentos separados por 2300 dias, que corresponderiam com a descrição de Daniel 8. A única forma em que se pode dar consistência a estas “tardes e manhãs” é computá-las mediante a aplicação bíblica do princípio dia-ano.

    Aplicando-se tal princípio à profecia de Dn 8:14, vemos que os 2300 dias representam, na verdade, 2300 anos. Portanto, ao final deste período o Santuário seria vindicado em seu real propósito de ensinar a perfeita, eficaz e completa mediação de Jesus em nosso favor no Santuário celestial. Ao fim deste período, a mensagem de mediação sumo-sacerdotal de Jesus seria “restaurada”, e o santuário celestial seria “vindicado”, ou “justificado”, em relação ao falso sistema de mediação imposto pela igreja católica romana, através da mariolatria e dos “santos”.

    Portanto, a Igreja Adventista do 7º Dia tem uma base sólida, bíblica e inquebrantável sobre sua origem profética… só não vê quem não quer.

    “Aqui está a paciência dos santos; os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apoc. 14:12)

    Responder
  • roma disse:

    À SR. JOÃO OLIVEIRA,

    quanto malabarismo, por causa do sábado, O PAI DAS LUZES deixou o livre arbítrio para todo homem, escolher seu próprio caminho,

    Nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. 2 Tessalonicenses 3:8

    Porque todos os seus dias são dores, e a sua ocupação é aflição; até de noite não descansa o seu coração; também isto é vaidade. Eclesiastes 2:23

    Aplicando eu o meu coração a conhecer a sabedoria, e a ver o trabalho que há sobre a terra (que nem de dia nem de noite vê o homem sono nos seus olhos); Eclesiastes 8:16

    A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz. Romanos 13:12

    Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também. 2 Tessalonicenses 3:10

    E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado; 1 Tessalonicenses 4:11

    A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. 1 Coríntios 3:13

    Dizendo: Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e a calma do dia. Mateus 20:12

    E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede. Lucas 5:5

    E dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como. Marcos 4:27

    E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus. Lucas 6:12

    E de dia ensinava no templo, e à noite, saindo, ficava no monte chamado das Oliveiras. Lucas 21:37

    Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol. Eclesiastes 9:9

    Então louvei eu a alegria, porquanto para o homem nada há melhor debaixo do sol do que comer, beber e alegrar-se; porque isso o acompanhará no seu trabalho nos dias da sua vida que Deus lhe dá debaixo do sol. Eclesiastes 8:15

    E para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente. Colossenses 1:29

    Eis aqui o que eu vi, uma boa e bela coisa: comer e beber, e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, em que trabalhou debaixo do sol, todos os dias de vida que Deus lhe deu, porque esta é a sua porção. Eclesiastes 5:18

    Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós. Atos 20:31

    E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia. Lucas 2:37

    E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Lucas 18:7

    Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho. João 4:38

    E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. João 5:17

    VIU SR. JOÃO QUANTO TEXTO TIRADO DO NOVO TESTAMENTO, QUE SE REFERE A TRABALHAR E NÃO MENCIONOU SE QUER O DIA DE SÁBADO, OU QUALQUER OUTRO DIA DA SEMANA,

    ELE QUER QUE VC. SEJA SOMENTE SEJA HONESTO..

    CERTAMENTE O PAI DAS LUZES HÁ DE ESCLARECER HÁ VC. ANTES DE VC. PARTIR DESTA TERRA. SE REALMENTE VC. TEM DESEJO DE VER A FACE DELE COMO É… DEUS ABENÇÕE

    Responder
  • João Oliveira disse:

    André,
    Veja: Embora algumas obras afirmem que no Concílio de Niceia discutiu-se quais evangelhos fariam parte da Bíblia, não há menção de que esse assunto estivesse em pauta, nem nas informações dos historiadores do concílio, nem nas atas do concílio que chegaram a nós em três fragmentos: o Credo dos Apóstolos, os cânones, e o decreto senoidal. O Cânone Muratori, do ano 170 d.C., portanto cerca de 150 anos anterior ao concílio, já mencionava os evangelhos que fariam parte da Bíblia. Outros escritores cristãos anteriores ao concílio, como Justino Mártir, Ireneu de Lyon, Papias de Hierápolis, também já abordavam a questão dos evangelhos que fariam parte da Bíblia.

    É um fato reconhecido que o antijudaísmo, ou o antissemitismo cristão, ganhou um novo impulso com a tomada do controle do Império Romano, sendo o concílio de Niceia um marco neste sentido. Os posteriores concílios da Igreja manteriam esta linha. O Concílio de Antioquia (341 d.C.) proibiu aos cristãos a celebração da Páscoa com os judeus. O Concílio de Laodiceia proibiu os cristãos de observar o Shabbat e de receber prendas de judeus ou mesmo de comer pão ázimo nos festejos judaicos.

    Responder
  • João Oliveira Neto disse:

    André,
    Um dos textos bíblicos mais usados contra a observância do sábado do sétimo dia é Colossenses 2:16 e 17: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados [grego sabbátōn], porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.” A maioria dos intérpretes vê a expressão “dia de festa, ou lua nova, ou sábados” como uma progressão anual/mensal/semanal. Por mais difundida que seja essa interpretação, existe também a possibilidade, de acordo com Kenneth A. Strand, de “que Paulo estava usando o recurso literário comum do paralelismo invertido, assim movendo-se das festas anuais às mensais e novamente às anuais”. Além disso, é importante lembrarmos que “Colossesses trata, não com dias em si, mas com cerimônias” (Kenneth A. Strand, “The Sabbath”, em Handbook of Seventh-day Adventist Theology, p. 506).

    Existem muitas discussões quanto ao texto do Antigo Testamente de onde poderia ter sido extraído a expressão “dia de festa, ou lua nova, ou sábados”. Comentaristas bíblicos sugerem pelo menos nove diferentes passagens (ver Nm 28-29; 1Cr 23:29-31; 2Cr 2:4; 8:12, 13; 31:3; Ne 10:33; Ez 45:13-17; 46:1-15; Os 2:11). Mas um estudo exegético, linguístico, estrutural, sintático e intertextual de Colossenses 2:16 com esses textos, desenvolvido por Ron du Preez, constatou que o verdadeiro antecedente dessa expressão está em Oséias 2:11, que diz: “Farei cessar todo o seu gozo, as suas Festas de Lua Nova, os seus sábados e todas as suas solenidades”. Enquanto os dias de “festa” (hebraico hag; grego heortē) dizem respeito às “três festas de peregrinação da Páscoa, do Pentecostes e dos Tabernáculos”, os “sábados” (hebraico sǎbbāt; grego sábbata) se referem às três celebrações adicionais das Trombetas, da Expiação e dos Anos Sabáticos. – Ron du Preez, Judging the Sabbath: Discovering What Can’t Be Found in Colossians 2:16 (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2008), p. 47-94. A tentativa de associar os “sábados” de Colossenses 2:16 com o sábado semanal parece não endossada nem pelo contexto anterior e nem pelo posterior dessa passagem.

    O verso 14 afirma: “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando o na cruz”. Já o verso 17 acrescenta: “porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”. Somente os “sábados” cerimoniais judaicos, instituídos no Sinai (ver Lv 23), podem ser qualificados como “ordenanças” e “sombras” (Cl 2:17). O “sábado” do sétimo dia, instituído na semana da criação (ver Gn 2:2, 3), é de natureza moral e não pode ser qualificado como mera “sombra das coisas que haviam de vir”. Por conseguinte, de acordo com Ron du Preez, “o ‘sábado’ de Colossenses 2:16 deve ser necessariamente entendido como se referindo aos sábados cerimoniais da antiga religião hebraica, e não ao sábado do sétimo dia entesourado explicitamente no Decálogo” (Ibid., p. 89). É evidente, portanto, que o conteúdo de Colossenses 2:16 e 17, geralmente usado para invalidar a santidade do sábado bíblico, não suporta essa tentativa. Como sinal da aliança eterna entre Deus e os seres humanos (cf. Gn 2:2, 3; Is 66:22, 23), o sábado semanal transcende a todas as demais alianças locais, sendo de natureza perpétua e imutável.

    Responder
  • kele disse:

    todos defenden,

    Responder
  • João disse:

    Roma, que malabarismo teológico você fez para transgredir a Lei de Deus. Isso é obra do inimigo!!!
    Veja, o capítulo 23, versículo 56 do Livro de Lucas diz: “Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento.” Aqui, as mulheres, incluindo a mãe de Jesus, guardaram o 4º mandamento da Lei de Deus. Será que Jesus esqueceu de avisá-las que o domingo era o dia a ser guardado. Acho que não. O domingo é uma instituição católica romana. Veja o que está no catecismo. Estude os concílios da Igreja Católica e verá a verdade.
    João

    Responder
    • André Sanchez disse:

      João, como sempre é esperado não usa um texto bíblico. Mas vou deixar um pouco de alimento sólido aqui para você, quem sabe aprende a comer e sai do leite espiritual que vive:

      Sobre o domingo
      O domingo se tornou o dia em que os cristãos passaram a se reunir. Jesus ressuscitou num domingo (Jo 20.1) e lhes apareceu na tarde daquele dia, quando eles estavam reunidos (Jo 20.19). Oito dias depois, um domingo, lhes apareceu de novo “quando estavam outra vez ali reunidos” (Jo 20.16). Os judeus contavam um pedaço do dia como um dia (Jesus foi sepultado na sexta e ressuscitou do domingo, três dias: sexta, sábado e domingo). Foi um dia tão marcante que, mais tarde, eles celebravam a ceia do Senhor num domingo (At 20.7). E em um culto, pois Paulo pregou. No princípio, os apóstolos iam às sinagogas para pregar. Mas depois de Atos 15, quando o cristianismo assumiu sua identidade diferente do judaísmo, os cristãos seguiram seu caminho.

      Alguém disse que encontrou a palavra “sábado” várias vezes na Bíblia, mas que não encontrou a palavra “domingo”. Baalen deu uma boa resposta: “Procuras pelo domingo? Procura por Cristo! Encontrá-lo-ás junto aos cristãos no domingo e não junto aos judeus no sábado”

      Responder
  • João disse:

    Roma, veja este estudo.

    O Sábado na Era Cristã

    Alinhamos alguns depoimentos escritos em épocas variadas, ao longo dos séculos depois de Cristo.

    Século II

    Justino Mártir (100-165): “Devemos unir-nos a eles [observadores do sábado], associando-nos com eles em tudo, como parentes e irmãos.” – Dialogue With Trypho, em The Ante-Nicene Fathers, vol. I, pág. 218.

    Século III

    Tertuliano (155-222): “Na questão de ajoelhar-se, também a oração pode ser feita de várias maneiras, embora haja alguns que se abstenham de se ajoelharem no sábado. Uma vez que esta divergência está sendo considerada pelas igrejas, o Senhor dará Sua graça para que os que não concordam com isto cedam ou sigam o exemplo dos outros, sem haver ofensa contra ninguém.” – On Prayer, cap. 23. Em The Ante-Nicene Fathers, vol. III, pág. 689.
    Orígenes (185-254): “Depois da celebração do sacrifício contínuo (a crucifixão), vem a segunda festividade, do sábado, e é apropriado para quem for direito entre os santos, celebrar também a festa do sábado. E qual é, de fato, a festa do sábado, senão a de que o apóstolo disse: ‘Portanto resta ainda um sabatismo para o povo de Deus?’ Hebreus 4:9. Deixando, pois, de lado a observância judaica do sábado, que espécie de observância se espera do cristão?
    No sábado nenhum ato mundano deve ser realizado. Se, portanto, repousardes de todas as obras seculares, não deveis fazer coisa alguma mundana, mas estareis livres para as obras espirituais, indo à igreja, dedicando atenção à leitura sagrada e aos estudos de assuntos divinos, pensando nas coisas celestiais e na vida futura, bem como no julgamento vindouro, sem atentar para as coisas atuais e visíveis, mas para as invisíveis e futuras.” – Homily on Numbers 23, par. 4, em Migne, Patrologia Graeca, vol. XII. cols. 749 e 750.

    Século IV

    Hermas Sozomeno (399-443): “O povo de Constantinopla, e de quase todas as partes, reúne-se no sábado, bem como no primeiro dia da semana, costume que nunca se observa em Roma, nem em Alexandria.” – Ecclesiastical History, livro 7, cap. 19, em Nicene and Post-Nicene Fathers, 2.ª série, vol. II, pág. 390.

    Johannes Cassianus, monge egípcio, (360-435), descrevendo a vida monástica: “Portanto, exceto os cultos vespertinos e noturnos, só há culto de dia no sábado e no primeiro dia da semana, quando os monges se reúnem à terceira hora [nove horas] para a santa comunhão.” – De Institutione Coenobiorum, livro III, cap. 2, em Nicene and Post-Nicene Fathers, 2.ª série, vol. XI, pág. 213.

    Constituições dos Santos Apóstolos (produto de escritores da Igreja Oriental). Embora também ordene a guarda do domingo, assim indica a guarda do sábado: “Observarás o sábado por causa dAquele que repousou da obra da criação, mas não cessou Sua obra de providência. É repouso para meditação sobre a lei, e não para ficar com as mãos ociosas.” – Constitutions of the Holy Apostles, livro II, sec. 5, cap. 36. The Ante-Nicene Fathers, vol. VII, pág. 413.

    Atanásio (298-373): “Reunimo-nos no dia de sábado não porque estejamos infectados de judaísmo… Achegamo-nos ao sábado para adorar a Cristo, o Senhor do sábado.” – Pseudoathan, de semente, tomo I, pág. 885.

    Agostinho (354-430): “Neste dia, que é sábado, costumam reunir-se, na maior parte, os desejosos da Palavra de Deus… Em alguns lugares, a comunhão ocorre diariamente; em outros, somente no sábado; e em outros, somente no domingo.” – Sermão 128, tomo VII, pág. 629, Epistola ad Janerius, cap. 2.

    Edward Brerewood, historiador (1565-1615), depois de exaustiva pesquisa do assunto: “O sábado foi religiosamente observado na Igreja do Oriente, durante mais de trezentos anos depois da paixão do Salvador.” – A Learned Treatise of the Sabbath, pág. 77.

    Concílio de Laodicéia (cerca de 365 d.C.): “No sábado, os Evangelhos e outras porções da Escritura devem ser lidos em voz alta.” – Charles Joseph Hefele, A History of the Concils of the Church, vol. II, pág. 31. (Edinburg. 1876).

    Bruce M. Metzger, orientalista contemporâneo, que estudou profundamente o Lecionário Grego do Evangelho: “Na Igreja Oriental o sábado, com exceção do grande sábado que fica entre a Sexta-Feira Santa e o dia da Páscoa, era observado como dia de festa.” – The Saturday and Sanday Lessons From Luke in the Gospel Lectionary.

    John C. L. Gieseler (historiador eclesiástico alemão do século do séc. XIX): “O domingo e o sábado eram observados como dias de festa na igreja cristã; o último, porém, sem a superstição judaica.” – Compendium of Ecclesiastical History, período I, divisão 2, cap. 3, parágrafo 53.
    Joseph Bingham (pesquisador de história da igreja cristã, que viveu na Inglaterra no século XVIII):
    “Depois do dia do Senhor, os antigos cristãos eram cuidadosos na observância do sábado, ou sétimo dia, que era o primitivo sábado judaico. Alguns o observavam como dia de jejum, outros como dia festivo. Todos, porém, unanimente o guardavam como o mais solene dos dias religiosos de culto e adoração. Na Igreja Oriental era sempre observado como dia de festa.” – Origines Eclesiasticae, ou Antiquities of the Christian Church, livro XX, cap. 3, par. 1.

    Século V

    Sócrates, o Eclesiástico (historiador – 379-440): “Conquanto quase todas as igrejas do mundo celebrassem os sacramentos aos sábados, cada semana, os cristãos de Alexandria e de Roma, por causa de alguma tradição, deixaram de fazer isto.” – Ecclesiastical History, livro V, cap. 22 (escrito em 439 d.C.), em Nicene and Post-Nicene Fathers, 2.ª série, vol. II, pág. 132.

    Agostinho (Aurelius Augustinus, 354-430): “Se dissermos que é errado jejuar no sétimo dia, condenaremos são somente a igreja de Roma, mas também muitas outras igrejas, tanto da atualidade como dos tempos mais remotos, nas quais o mesmo costume continua sendo praticado. Se, por outro lado, dissermos que não é errado jejuar no sétimo dia, quão grande será nossa presunção em censurar tantas igrejas do Oriente, e até a maior parte do mundo cristão!” – Carta 82, de Agostinho a Jerônimo, parágrafo 14 – Nicene and Post-Nicene Fathers, 1.ª série, vol. I, págs. 353 e 354.

    Lyman Coleman (1796-1882), após minuciosa pesquisa: “Retrocedendo mesmo até ao quinto século, foi contínua a observância do sábado judaico na igreja cristã, mas com rigor e solenidade gradualmente decrescentes, até ser de todo abolida.” – Ancient Christianity Exemplified (1852), cap. 26, seção 2.

    Século VI

    Alexander Clarence Flick (doutor em Filosofia e Letras, catedrático de História Européia na Universidade Siracusa, 1869-1942): “Os celtas permitiam o casamento de seus sacerdotes, e a igreja romana proibia… Os celtas tinham seus próprios concílios e editavam suas próprias leis, independentes de Roma. Os celtas usavam uma Bíblia latina diferente da Vulgata, e guardavam o sábado como dia de repouso. Também realizavam cultos especiais no domingo.” – The Rise of Medieval Church, pág. 237 (ed. 1909, New York).

    Alphonso Bellesheim (1839-1912) falando da igreja celta da Irlanda, no sexto século: “No sábado seguinte, o santo, apoiado em seu fiel assistente Diormit, foi abençoar o celeiro. ‘Este dia” – disse Columba – ‘nas Escrituras Sagradas é chamado o sábado, que significa descanso’… A Igreja Celta, como já observamos, embora guardasse o domingo, parece ter seguido os judeus, por isso abstinha-se de todo trabalho no sábado.” – History of the Catholic Church in Scotland, vol. I, pág. 86.

    Gregório I (540-604) trovejou uma objurgatória contra os existentes observadores do sábado: “Gregório I, bispo pela graça de Deus, a seus amados filhos, os cidadãos de Roma: Chegou ao meu conhecimento que certos homens de índole perversa têm disseminado entre vós coisas depravadas e contrárias à santa fé, pois proíbem que se faça qualquer trabalho no sábado. Como os chamarei senão de pregadores do Anticristo?” – Epitles, b. 13:1, em Labbes and Cossart, Sacrosancta Concilia, vol. V., col. 1511.

    Século XI

    Andrew Lang (1844-1912), erudito grego-escocês, historiador, referindo-se à igreja do norte da Escócia no décimo primeiro século, igreja fundada por Columba: “Eles trabalhavam no domingo, observavam o sábado.” – History of Scotland, vol. I, pág. 96.
    William Forbes Skene (1809-1892), historiógrafo real da Escócia em 1881. Referindo-se à Igreja Celta do século XI:
    “Parecia seguirem um costume, conforme, vestígios na primeira igreja monástica da Irlanda, segundo o qual consideravam o sábado como dia de repouso, no qual descansavam de seu trabalho… Não deixavam de venerar o domingo, embora sustentassem que o sábado do sétimo dia era o legítimo sábado, no qual se abstinham do trabalho.” – Celtic Scotland (Edinburgo, 1877), livro II, cap. 8, págs. 349 e 350.

    Thomas Ratcliffe Barnett (1868-1941) erudito anglicano: “Neste assunto, os escoceses talvez mantivessem o costume tradicional da antiga Igreja da Irlanda que observava o sábado, em vez do domingo, como dia de repouso.” – Margaret of Scotland, Queen and Saint (Londres, 1926), pág. 97.

    Um Ramo dos Valdenses

    J. J. Ign. Dollinger (1799-1890), professor de História Eclesiástica e Direito Canônico na Universidade de Munich: “Os Picardos, ou Irmãos Valdenses, não celebravam festividades à Virgem e aos Apóstolos. Alguns guardavam o domingo. Outros, entretanto, só observavam o sábado, como os judeus.” – Beiträge zur Sektengeschichte des Mittelalters (Munich, Beck 1890), vol. II, pág. 662.

    Época da reforma

    Andreas Rudolf Karlstadt (1480-1541), reformador protestante alemão, que se juntou a Lutero em Witenberg, em 1517. Escreveu um tratado sobre o dia de guarda. “Quando os servos tenham trabalhado seis dias, devem ter o sétimo livre. Deus disse com toda a clareza: ‘Lembrai-vos de observares o sétimo dia’… Com relação ao domingo, sabe-se que os homens o inventaram.” – Von dem Sabbath und Gebotten Feyertagen (1524), cap. IV, pág. 23.

    Martinho Lutero (1483-1546) o pai da reforma protestante: “Em verdade, se Karlstadt escrevesse mais acerca do sábado, o domingo teria que lhe ceder lugar, e o sábado ser santificado.” – Wider die himmlischen Propheten, em Sämmtliche Schriften (ed. por John Georg Walch – St. Louis: Concordia, 1890), vol. XX, col. 148.

    Posteriormente

    No século XVII, fundou-se em Newport, (Rhode Island, USA), precisamente em 1671, a Igreja Batista do Sétimo Dia. No século XVIII fundou-se a Comunidade Efrata, por John Conrad Beissel, em Lancaster, precisamente em 1732. Convenceu-se depois do dever de observar o sétimo dia como dia de repouso e publicou Das Büchlein vom Sabbath (Philadelphia, 1728). E no século XIX, em 1844 surgiu nos Estados Unidos o movimento que, anos depois, teria a denominação de Adventistas do Sétimo Dia, de âmbito mundial.

    Responder
  • Carlos disse:

    Pelo que li em minha bíblia Jesus fala que não veio abolir o antigo testamento, mas para os cumprir, dizendo nem um I ou TIL, poderá ser tirado da BÍBLIA até que tudo se cumpra! Então, se seguirmos a Bíblia ao pé da letra com inspiração do ESPÍRITO SANTO, poderemos até curar cegos, ressuscitar mortos e etc, assim como Jesus e Pedro o fizeram! ok

    Responder
  • João Ovieleira Neto disse:

    André,
    A oração “santifica” alimentos “imundos”? (1Tim. 4:1-5)
    I TIMÓTEO 4:1-5

    “Mas o espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, e ordenam a abstinência de alimentos que deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; porque tudo o que deus criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças; porque pela palavra de deus, e pela oração, é santificada”.

    É muito comum algumas pessoas se apegarem a esta passagem da Bíblia para justificarem o fato de que, segundo elas, a “nova aliança” (ou “dispensação” para os mais “chiques”) não exige mais obediência aos princípios alimentares do Antigo Testamento (cf. Lev. 11).

    Mas… é isso mesmo?
    Alimentos declarados como imundos na Bíblia são purificados pela oração?

    Há dois problemas com esse tipo de interpretação:

    1o. A contradição com outras passagens da Bíblia:

    Isa. 66:17 – “os… que comem carne de porco, coisas abomináveis e rato serão consumidos, diz o Senhor”.
    Salmo 89:34 – “…não alterarei o que saiu dos Meus lábios”.
    2Cor. 6:17 – “…não toqueis nada imundo, e Eu vos receberei” (Isa. 52:11; Deut. 14:8).
    Apoc. 18:2 – “…babilônia, …esconderijo de toda ave imunda e detestável”.

    2o. Muito dificilmente os defensores dessa posição comeriam, mesmo com muita oração, certos animais. Teríamos também que admitir a prática do canibalismo, se os canibais apenas orarem antes de comer. Absurdo!!!!

    Analisando o texto

    “Mas o espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, e ordenam a abstinência de alimentos que Deus criou para os fieis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; porque tudo o que Deus criou é bom, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças; porque pela palavra de deus, e pela oração, é santificada” (grifos acrescentados).

    1. Apostasia da fé, doutrina de demônios, mentira – podemos dizer que as orientações bíblicas sobre alimentação são de natureza “apóstata”, “demoníaca” ou “mentirosa”? É claro que não!

    Em Lev.11 é onde estão as leis sobre animais limpos e imundos, e o texto começa com a expressão “disse o Senhor a Moisés…”.

    2. Proibir casamento – os que gostam de criticar a Igreja Adventista por defender os princípios de saúde do AT ficam com uma grande dificuldade aqui, pois a IASD não pratica o celibato.

    3. Quais os alimentos que Deus criou para os fieis que conhecem a verdade?

    Gên. 6:9 diz que Noé era justo, íntegro e andava com Deus. Noé era um fiel e foi o primeiro (mencionado na Bíblia) a conhecer a verdade sobre os animais limpos e os imundos (7:1-2).

    A Bíblia faz separação entre os alimentos dos fieis e dos infieis

    Deut. 14:21: “não comereis nenhum animal que morreu por si. Podereis dá-lo ao estrangeiro [infiel], que mora nas vossas cidades, ou vendê-lo ao estranho. Mas vós sois povo santo [fiel] ao Senhor vosso Deus”.

    4. Tudo o que Deus criou é bom? Sim, mas nem tudo se come!

    Prov. 16:4: “O Senhor fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade”.

    Sendo assim, Deus fez tudo bom:

    Os vegetais – para alimento, antes do dilúvio (Gên. 1:29).
    Certos animais – para alimento após o dilúvio (Gên. 9:3), por tempo de terminado.
    Outros animais – para ornamentação, cargas, limpeza, equilíbrio ecológico, etc. (mas não para alimentação).

    5. Oração e ação de graças

    Em 1Tess. 5:18 somos admoestados a dar graças a Deus por tudo.

    Algumas mudanças operadas pela oração:

    Êx. 15:23-25 – águas amargas ficaram doces.
    Êx. 17 – da rocha jorrou água.
    2Reis 2:19-22; 4:38-41 – o veneno da sopa e das águas foi neutralizado.
    Marcos 16:18; Atos 28:3-6 – o veneno de serpentes e em bebidas perdeu o efeito.

    Mas não há NENHUM relato na Bíblia que nos faça crer que, pela oração, um animal imundo, vivo ou morto, tenha sido transformado em animal limpo. Só se for em escritos apócrifos…rsrs

    Na visão simbólica de Pedro em Atos 10 (também muito usado pelos que gostam de comer todo tipo de alimentos imundos), não são os animais, mas os gentios (que eram considerados como animais pelos judeus) que são purificados (v. 28).

    A que Paulo, então, se refere em 1Tim. 4:1-5?

    Houve uma heresia grega que floresceu no seio do cristianismo primitivo, chamada de gnosticismo, que entre outras coisas afirmava ser a matéria (corpo) algo mau.
    Sendo assim, alguns renegavam a tudo o que fosse material, como certos alimentos (para eles eram criados por uma divindade inferior), e o casamento. Simpatizantes destes pensamentos gnósticos chegaram a afirmar até que Jesus não tinha um corpo, apenas “parecia ter”, caso contrário Ele não poderia ser considerado um perfeito Messias.

    Outros se entregavam às mais degradantes práticas, por crerem que não importava o que fizessem com o corpo, pois isso não afetaria seu espírito.

    Portanto, o que Paulo estava atacando era este movimento filosófico que tentava impor regras de vida para as pessoas, não como tentativa de adoração ao Senhor, mas sim como meio de “maltratar” e subjugar a carne – o corpo.

    Nada tinha que ver com os alimentos imundos descritos em todo o restante das Escrituras.

    Por mais que os descrentes (e até alguns “crentes”) desejem justificar seus maus hábitos alimentares, jamais poderão usar a Bíblia para isso, pois ela sempre defendeu o uso de uma alimentação saudável, equilibrada e livre de artigos condenados pelas leis divinas.

    Responder
    • André Sanchez disse:

      As leis alimentares do AT foram abolidas em Cristo. Simples assim: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.” (Cl 2:16-17)

      Responder
  • João disse:

    André, esse texto não aboliu as leis alimentares. Então, você pode ingerir bebidas alcoólicas, ou usar drogas?! O texto citado não justifica maus hábitos alimentares. Hoje, há um volta à alimentação natural, recomendada pela medicina preventiva, seja coerente. O que foi abolida com a morte de Cristo? Foi a lei cerimonial que apontava a morte do Cordeiro de Deus.
    Agora, vamos a outros assuntos:

    1. Efésios 2:15
    Veja que o contexto da passagem fala da circuncisão (v. 11). O termo grego que Paulo usou para “mandamentos” é ENTOLE, o mesmo que ele usou em 1Cor. 7:9. Portanto, vemos que o que estava em jogo não eram os 10 Mandamentos – a Lei Moral – mas sim as “ordenanças” judaicas das leis cerimoniais (cf. Lev. 23), das quais os novos crentes em Cristo estavam livres, como é o caso da circuncisão.

    2. Nunca se deve isolar um texto bíblico e criar pretextos em cima dele. Vejamos…
    “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mateus 22:37-40).

    Observe que Jesus não “resumiu” os 10 mandamentos no sentido de desprezá-los e crias NOVOS. O texto é muito claro: “Destes dois mandamentos DEPENDEM…”. Vê?
    Os 2 mandamentos não são NOVOS mandamentos, mas apenas uma simplificação, se podemos assim dizer, da Lei de Deus. Dizer que com esta passagem Jesus aboliu os 10 mandamentos, é usar uma argumentação que não se sustenta pelo texto bíblico.
    Ora, como expressamos estes “amor de todo coração”? Como amamos ao próximo “como a nós mesmos”?
    A Lei Moral já responde estas perguntas, pois os 4 primeiros mandamentos nos mostram exatamente COMO amar a Deus de todo coração, e os outros 6 mandamentos também nos mostram COMO demonstramos que amamos ao nosso próximo como a nós mesmos.

    Foi isso que Jesus fez: explicou como o amor está presente na lei.

    Amparar-se nisso para não guardar a Lei (mas o que eles não querem guardar mesmo é o sábado…) é uma tremenda cegueira em relação à revelação do Espírito Santo.

    Responder
    • André Sanchez disse:

      João, eu não disse que o texto aboliu os maus hábitos alimentares. Eu disse que aboliu as leis alimentares do Antigo Testamento. É bem diferente.

      Responder
  • João disse:

    André,

    Desde a Criação, Deus demonstra o interesse de que o homem tenha uma alimentação saudável e eficaz, visando suprir as necessidades calóricas diárias. Vemos que o alimento destinado ao homem era o mais natural possível, constituído apenas de produtos de origem vegetal – sementes, frutas, castanhas (cf. Gên. 1:29; 2:8-9). Era propósito de Deus que o ser humano tivesse uma alimentação natural, por ser de melhor qualidade – como a Ciência já comprova amplamente em nossos dias; basta ver a grande incidência de doenças entre as comunidades consumidores de grande quantidade de produtos de origem animal.

    Após o dilúvio, devido à escassez de alimentos vegetais, o Senhor permitiu que o homem comesse carne, que deveria durar apenas um período curto de tempo, mas que se transformou no principal alimento da humanidade.

    Para evitar uma maior contaminação por doenças, o Senhor determinou algumas diferenças entre os animais limpos e imundos, evitando que Seu povo padecesse de toda a sorte de enfermidades que afligiam as outras nações. Esta diferenciação entre os animais pode ser vista em detalhes em Levítico 11 (porém, muito antes de Moisés, já se conhecia esta diferença, evidenciado no relato da arca de Noé e, até mesmo, no sacrifício oferecido no Éden após o pecado).

    O resumo desta “lei” é o seguinte:
    1. Não deve ser ingerida carne de animais terrestres que não sejam ruminantes e que não tenham a unha fendida e o casco dividido em dois (v. 3). Aqui se enquadram o porco, o cavalo, o cachorro, o gato, etc.
    2. Não deve ser ingerida a carne de animais aquáticos que não tenham barbatanas nem escamas (v. 9). Por exemplo: camarão, lagosta, caranguejo (e demais crustáceos), bagre, tubarão, baleia, etc.

    Esta não era uma lei “cerimonial”, mas sim alimentar. Por isso, sua validade independe do sacrifício de Cristo. Afinal, não podemos crer que Jesus derramou Seu precioso sangue na cruz para que o porco se tornasse um animal limpo… Pena que alguns creem nesse absurdo!

    Aqueles em nossos dias que não conseguem se libertar dos “vícios” alimentares, tentam acalentar a consciência com textos bíblicos isolados de seus respectivos contextos. Vejamos alguns destes textos que tais pessoas gostam de citar:
    a) “não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem” – Mat. 15:11.

    O que Jesus estava condenando era a hipocrisia dos fariseus em buscar, nos detalhes das tradições (por eles inventadas), os motivos para O acusarem de alguma coisa (cf. vv. 1-2).
    Não estava em jogo o assunto de alimentos imundos, mas o ato de lavar ou não as mãos todas as vezes que fossem comer, e isto era realizado com um verdadeiro ritual pelos fariseus mais “tradicionais”.

    b) “Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada perguntardes por motivo de consciência… Se algum dentre os incrédulos vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que for posto diante de vós, sem nada perguntardes por motivo de consciência” – 1Co 10:25-27.
    Paulo não está tratando aqui de animais limpos ou imundos, pois os imundos ele sabia que não deveria comer (Atos 22:3; Filip. 3:4-6). O que o apóstolo dos gentios está orientando aos discípulos é com relação aos animais sacrificados aos ídolos (v. 28).

    Quando se ofereciam sacrifícios nos templos dos ídolos, com frequência se vendiam partes desses animais no mercado, e como essa carne não se separava das outras carnes que ali também se vendiam, um cristão podia comprar, sem sabê-lo, carne que se ofereceu a ídolos. O conselho do apóstolo é: esta carne (oferecida a ídolos falsos) poderia ser comprada sem inconvenientes pelos cristãos, a não ser que a carne não fosse de acordo com os ensinos bíblicos de distinção de animais.

    c) “que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade, pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado” – 1Tm 4:3-5.
    Aqui se refere às influências e tendências ascéticas que se difundiam na igreja. Os partidários disso consideravam por razões cerimoniosas e rituais que era espiritualmente desejável a proibição completa de certos alimentos. A admoestação possivelmente inclua a proibição de certos mantimentos em determinados dias religiosos.
    Não se deve achar que Paulo está abolindo com estas palavras a distinção que se faz no AT entre comidas “limpas” e “imundas” (ver Lev. 11). Deve notar-se, acima de tudo, que Paulo especificamente limita suas observações àquelas coisas criadas por Deus para serem usadas como “mantimentos” (cf. v. 3). Deus explicou na criação o que devia usar o homem como alimento. Esta prescrição não incluía carne de nenhuma classe, nem mesmo todo tipo de vegetais (cf. Gên. 1:29, 31). Todas as coisas foram criadas para um diferente propósito, e eram “boas” para o fim dado pelo Senhor, isto é, eram perfeitamente adaptadas para cumprir o plano de Deus para elas. Depois do dilúvio, Deus permitiu o consumo de carnes “limpas”, mas proibiu de forma específica o comer carnes “imundas”.
    Em nenhuma parte da Bíblia se diz que Deus tirou esta proibição, pelo contrário, ela afima que Ele NÃO MUDOU (cf Malaq. 3:6; Tiago 1:17)
    Veja um profundo estudo sobre as declarações de Paulo em 1Tim
    Um dos textos mais mal compreendidos é Atos 10.
    Alguns querem insistir de que nesta passagem há uma “revelação” do Senhor sobre a liberação para se comer qualquer tipo de carne. Analisemos o texto…Atos 10vv. 9-16 – o apóstolo Pedro recebe uma visão celestial, na qual lhe é apresentado um objeto semelhante a um lençol, repleto de toda forma animal.

    Como estava em um momento de fome (v. 10), Pedro é orientado a matar e comer (v. 13). Tal ordem causa espanto ao apóstolo, pois ele sabia das proibições bíblicas acerca dos alimentos imundos (v. 14). Na visão, Pedro recebe a advertência de que “o que Deus purificou” ele não deveria considerar imundo (v. 15). Isso se repetiu por três vezes (v. 16).

    Qual o significado desta visão?
    A maioria esmagadora dos cristãos crê que se trata de uma clara desconsideração divina para a questão dos alimentos imundos. Baseados nesta passagem, muitos acreditam que podem comer porco (como o da feijoada da foto acima, que ilustra esta postagem), crustáceos, etc., sem estarem infligindo qualquer ordem do Senhor. Mas será esta a interpretação correta? O texto está REALMENTE falando de alimento? Vejamos…

    Logo em seguida à visão, Pedro recebe a visita dos mensageiros enviados pelo gentio Cornélio (vv.17-22). Pedro fica relutante em ir com eles, pois ele não estava muito acostumado a tratar com gentios, sendo um dos que mais acreditavam na validade do tradicionalismo judaico para os novos convertidos (cf. Gál. 2:11-21). Pedro leva alguns discípulos consigo, e vai ao encontro de Cornélio. Lá o apóstolo percebe o sentido REAL da visão que Deus lhe havia dado:
    v. 28 – “a quem se dirigiu, dizendo: Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo”.

    Pedro entendeu claramente que a visão do lençol de animais nada tinha que ver com alimentação. O propósito de Deus era preparar a mente do apóstolo para a realidade da conversão de gentios ao Evangelho.
    Nos vv. 34-35 Pedro define a beleza do princípio que o Senhor o ensinou através da visão: “Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável”.

    Vemos que a Bíblia não está tratando do tema da alimentação em Atos 10, mas da distinção preconceituosa de seres humanos, que também eram separados em “justos” e “imundos”, do mesmo modo que os animais.
    Usar Atos 10, ou qualquer outro texto distorcido, para defender o hábito antinatural e doentio de comer todo tipo de carne, em rebeldia aos claros ensinos bíblicos, é uma profunda desconsideração para o trabalho do Espírito Santo, outorgado para levar o homem a convencer-se de sua condição rebelde e pecadora, e voltar-se para a direção de Deus (cf. João 16:8).

    A questão da alimentação não é uma “tábua de salvação”, ou seja, não é a abstenção de alimentos imundos que nos torna mais justos diante de Deus. Porém, uma vez que nosso corpo é o “templo” ou “santuário” do Espírito Santo, é necessário tomar todo o cuidado para não contaminar tal templo, e esta preocupação se dá através de reconhecer, aceitar e viver as orientações que o Senhor zelosamente revelou em Sua Palavra acerca desse tema (cf. 1Cor. 6:19-20).
    Os Adventistas têm sido abençoados grandemente por viverem uma vida em conformidade com a Palavra de Deus (e a Imprensa está constantemente mostrando isso ultimamente), mesmo em questões impopulares e ridicularizadas, como o é o assunto da alimentação em nossos dias, principalmente no meio “evangélico”. Pena que até mesmo pessoas envolvidas com a “Nova Era” e outras correntes filosóficas orientais (sem ligação com a revelação bíblica), preocupam-se mais com sua saúde física do que os professos cristãos de nossos dias, que dizem ser “batizados” com o Espírito Santo mas que não querem se colocar sob Sua orientação e guia.
    Que pena!

    “Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço”
    Salmo 119:165

    Responder
  • João Oliveira disse:

    André,

    A maior evidência histórica da autenticidade bíblica são os Manuscritos do Mar Morto. Os MM são uma grande quantidade de documentos encontrados em várias cavernas próximas ao Mar Morto, na Palestina. Foi provavelmente em 1947 que surgiram os primeiros deles numa caverna em Wadi Qumran, situada nas escarpas ocidentais do norte desse mar. Depois disso, foram achados outros tantos fragmentos de rolos de papiro e até livros inteiros, como o de Isaías. Paul Frischauer escreveu o seguinte em seu livro Está Escrito – Documentos que Assinalaram Épocas (p. 105) sobre o Rolo de Isaías: “O texto mais antigo em língua hebraica, o Rolo de Isaías, encontrado em 1947 em Ain Fekskha, no Mar Morto, provém de uma época ao redor do ano 100 antes da nossa era. Seu conteúdo confere, palavra por palavra, com os trechos textuais correspondentes do Códex Petropolitanus, escrito no ano 916 da nossa era e que, antes do achado de Isaías, era tido como o mais antigo original em língua hebraica do Velho Testamento.”

    A esse acervo de documentos deu-se o nome de Manuscritos do Mar Morto. E “os Manuscritos do Mar Morto são, talvez, o acontecimento arqueológico mais sensacional do nosso tempo!” Os estudos demonstraram que esses manuscritos foram escritos no período que vai do século 2 a.C. até o século 2 d.C., portanto, cerca de duzentos anos antes do tempo de Jesus Cristo, e cerca de 1000 anos antes da cópia mais antiga até então.

    Esse fato é, também, confirmado pelo pesquisador Hugh J. Schonfield, no livro A Bíblia Estava Certa – Novas Luzes Sobre o Novo Testamento. Ali, na página 39, o autor diz: “Quando os pergaminhos do Mar Morto foram desencavados de uma gruta em Khirbet Qumran, lá pelas margens do noroeste daquele mar, o primeiro de todos a ser desenrolado e examinado em Jerusalém, em 1948… era precisamente um dos livros, ou rolos, do profeta Isaías. Perpassou por todo o orbe um calafrio ao fazer-se saber que esse manuscrito datava de cerca de 100 anos antes de Cristo. Era um milênio mais antigo do que qualquer cópia conhecida.” O manuscrito mais antigo, no entanto, é um fragmento do livro de Samuel, do ano 225 a.C., achado na caverna número 4.

    A datação do edifício principal de Khirbet Qumran foi facilitada pelo fato de que muitas moedas foram ali achadas. Como de Vaux observou, “as datas são confirmadas [também] pela cerâmica em diferentes partes do edifício” (Citado por S. J. Schwantes, em Arqueologia, p. 135).

    Já foram encontrados fragmentos de todos os livros da Bíblia, exceto Ester. E o fato de que há somente variações mínimas entre o texto dos manuscritos de Qumran e o texto tradicional do Antigo Testamento, testemunha do cuidado extremo com que o texto hebraico foi transmitido de geração em geração. “As variações têm que ver em geral com ortografia, divisão de palavras e substituição de uma palavra por um sinônimo, etc., mas não afetam o sentido fundamental do texto” (Ibidem, p. 136).

    Durante alguns anos, a tradução dos manuscritos permaneceu restrita a um reduzido número de especialistas, o que trouxe algumas suspeitas. Felizmente, em novembro de 1991 a biblioteca Huntington, da Califórnia, acabou com as especulações, tornando públicas fotocópias de todos os fragmentos. Com isso, a exclusividade sobre o material trancafiado em Jerusalém perdeu o sentido. Venceu a transparência.

    No livro Para Compreender os Manuscritos do Mar Morto (Ed. Imago, 1993), à página 150, Frank Moore Cross afirma que “Willian Foxwell Albright, o mais notável arqueólogo especializado em Oriente Próximo e epigrafista hebraico da sua geração, imediatamente saudou o achado como a maior descoberta de manuscritos dos tempos modernos”.

    E esses manuscritos, “longe de apontar contradições oriundas de copistas descuidados ou erros que empanassem a verdade do Livro de Deus, confirmaram tudo o que se encontra na nossa Bíblia hoje”. “Graças aos rolos do Mar Morto, reaprendemos a ler o Antigo e o Novo Testamentos. O próprio Jesus, com Suas reações frente a temas tão diversos quanto a pureza, a monogamia, o divórcio, torna-Se mais compreensível. Porque os textos evangélicos reencontraram um pano de fundo histórico, um país, um território. “Os famosos Manuscritos do Mar Morto trouxeram tantas evidências em favor da exatidão das cópias da Bíblia que possuíamos, que as críticas feitas às Escrituras Sagradas perderam completamente sua razão de ser e algumas delas caíram até no ridículo.”

    Responder
  • João disse:

    André,

    O Espírito Santo é a fonte da verdade. A Bíblia diz em João 14:16-17 “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre, a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós.”
    Receber o Espírito Santo significa nascer de novo. A Bíblia diz em João 3:5-7 “Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.”
    Para receber o Espírito Santo é só pedir e depois seguir a Sua direção. A Bíblia diz em Lucas 11:13 “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” Atos 5:32 “E nós somos testemunhas destas coisas, e bem assim o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.”
    O Espírito Santo é parte da Trindade. A Bíblia diz em Atos 5:3-4 “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? Enquanto o possuías, não era teu? e vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.”
    O Espírito Santo é Deus vivendo naqueles que creêm. A Bíblia diz em Mateus 18:19-20 “Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”
    O Espírito Santo está presente em tempos de tribulação. A Bíblia diz em Mateus 10:19-20 “Mas, quando vos entregarem, não cuideis de como, ou o que haveis de falar; porque naquela hora vos será dado o que haveis de dizer. Porque não sois vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós.”
    O Espírito Santo ajuda-nos a adorar a Deus. A Bíblia diz em João 4:23-24 “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”
    O Espírito Santo dá-nos a habilidade de conversar sobre temas espirituais com convicção. A Bíblia diz em Atos 1:8 “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra.”

    Responder
  • João disse:

    André,
    No livro do Apocalipse encontramos o anúncio de um juízo. Um juízo universal e de conseqüências eternas. Um dia Lúcifer disse que estava certo e Deus, errado. O Criador deu-lhe o tempo necessário para provar a validade de suas acusações e para esclarecer qualquer dúvida na mente das criaturas. Mas, finalmente, chega o dia em que todas as acusações e seus resultados devem ser julgados.

    No capítulo 14 de Apocalipse, o apóstolo João nos leva a contemplar essa cena crucial do grande conflito entre o bem e o mal. “Vi outro anjo” – diz o profeta – “voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, tribo, língua, e povo.” (Apocalipse 14:6).

    Quem é esse anjo e a quem simboliza?

    Ao longo de todo o livro do Apocalipse são mencionados muitos anjos. Dessa vez João vê outro anjo. Este “anjo” ou “mensageiro” representa, segundo os comentaristas bíblicos, “os servos de Deus empenhados na tarefa de proclamar o evangelho”.1 Afinal de contas, a missão de pregar o evangelho foi dada por Jesus aos discípulos antes de o Mestre partir.” (Marcos 16:15 e 16). Quer dizer que, hoje, existe neste mundo um povo especial, com uma mensagem especial para ser dada aos moradores da Terra.

    A mensagem que essas pessoas proclamam é a seguinte: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora de Seu juízo.” (Apocalipse 14:7). Essa mensagem é de suma importância porque é o anúncio do dia do acerto de contas: finalmente chegou a hora do julgamento. Quando o juízo findar, todo o Universo saberá sem sombras de dúvidas quem estava com a razão: Satanás ou Cristo. Lá nos céus, muito tempo atrás, Lúcifer acusou a Deus de ser tirano, arbitrário e cruel. Acusou-O de estabelecer princípios de vida que nenhuma criatura poderia cumprir e, portanto, de não merecer mais adoração nem obediência. Mas agora chegou o momento do veredicto final. A História encarregou-se de acumular as provas. Os livros serão abertos, e o juízo começará.

    A Bíblia está cheia de afirmações que confirmam a existência de um juízo para a raça humana. Observe algumas delas:

    “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.” (Eclesiastes 12:14)
    “Porquanto [Deus] estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça…” (Atos 17:31)
    “Porque importa que todos nós compareçamos ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo.” (II Coríntios 5:10)

    Mas a grande pergunta é: Quando acontece o juízo? Como saber o tempo exato em que esse julgamento terá início? Se nosso destino eterno está em jogo, não deveríamos preocupar-nos por estudar a profecia a fim de estar preparados para aquele dia?

    Dia do juízo

    Para compreender as profecias do Apocalipse é preciso conhecer bem o Velho Testamento. Isso porque, no Apocalipse, muitos detalhes proféticos do Velho Testamento cobram sentido. No Apocalipse está o maravilhoso final da história que começa no Gênesis. Portanto, para saber quando começa o juízo que o Apocalipse menciona, é preciso rever, na história bíblica, quando se realizava o juízo em Israel, o povo de Deus no Velho Testamento.

    Segundo o Mishná, que é a coleção dos escritos judeus, o juízo de Israel começava no primeiro dia do sétimo mês, com a Festa das Trombetas, e terminava no décimo dia, com a Cerimônia da Expiação. Até hoje esse dia é denominado “Yom Kippur”, que significa literalmente “dia do juízo”.2 Nesse dia, cada verdadeiro israelita renovava sua consagração a Deus e confirmava seu arrependimento, ficando, assim, perdoado e limpo. (Levítico 16:30)

    Nesse dia, também, o sumo sacerdote de Israel efetuava a limpeza ou purificação do santuário, com sacrifícios de animais. Note agora o que a Bíblia diz a esse respeito: “Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos Céus se purificassem com tais sacrifícios; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores. Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém, no mesmo Céu, para compadecer, agora, por nós, diante de Deus.” (Hebreus 9:23 e 24).

    Um santuário no Céu e o juízo
    Se você analisar com cuidado essa declaração bíblica, chegará à conclusão natural de que existe um Santuário lá nos Céus e que o santuário terreno do povo de Israel era apenas uma figura do verdadeiro que está nos Céus. Bom, se o dia da purificação do santuário de Israel era o dia do juízo para aquele povo, está claro que o dia da purificação do Santuário Celestial será também o dia do juízo da humanidade. Mas quando acontecerá isso? Se descobrirmos essa data, teremos descoberto a data do início do julgamento do planeta em que vivemos. Não é fascinante?
    Agora vem algo que surpreende: a Bíblia contém uma profecia quase desconhecida pela humanidade (se você tiver uma Bíblia em casa, é só conferir). Essa profecia esta registrada em Daniel 8:14, e diz assim: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado.” Essa profecia não pode se referir à purificação do santuário de Israel, porque essa purificação era realizada a cada ano. Aqui está falando necessariamente da purificação do Santuário nos Céus. E isto é confirmado pela própria Bíblia (Hebreus 9:25 e 26). Isso que dizer que, se descobrimos quando termina essa profecia, teremos descoberto o dia da purificação do Santuário Celestial, ou seja, o dia do juízo dos seres humanos.
    Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que, em profecia, um dia equivale a um ano (Números 14:34; Ezequiel 4:6 e 7). Para saber, então, quando termina esse período de dois mil e trezentos anos é preciso saber quando ele começa. Essa profecia foi revelada ao profeta Daniel com a seguinte advertência: “A visão da tarde e da manhã é verdadeira. Tu porém cerra a visão porque se refere a dias mui distantes.” (Daniel 8:26). E Daniel acrescenta: “Eu, Daniel, desmaiei, e estive enfermo alguns dias… E espantei-me acerca da visão, pois não havia quem entendesse.” (Daniel 8:27).

    Enquanto Daniel orava pedindo que Deus lhe revelasse o significado da profecia, o anjo apresentou-se novamente ao profeta, dizendo: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão… Sabe e entende, que desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Ungido, o Príncipe, haverá sete semanas e sessenta e duas semanas… E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício.” (Daniel 9:23 a 27).

    Nesse texto estão contidos dados necessários para entender a profecia. Com essa declaração bíblica podemos estabelecer o seguinte diagrama: (primeiro leia os pontos explicativos e depois olhe para o diagrama).

    Perceba que o período profético de 2300 anos começa quando saiu “a ordem para restaurar e edificar Jerusalém”. (Daniel 9:25; Esdras 7:7 e 11; Esdras 7:21 e 22). E a História registra que essa ordem foi dada pelo rei Artaxerxes, da Pérsia, no ano 457 a.C. Este é, então, o ano do início do período profético.
    A profecia diz que, do ano 457 a.C. “até o Ungido Príncipe” (ou seja, o batismo de Jesus), haveria “sete semanas e sessenta e duas semanas”. Esse total de 69 semanas, em linguagem profética, equivale a 483 anos, o que nos leva ao ano 27 d.C., data em que historicamente realizou-se o batismo de Jesus. Até aqui a profecia tem-se cumprido com exatidão.
    A profecia fala de uma semana a mais (sete dias proféticos = sete anos), que nos leva do ano 27 d.C. até o ano 34 d.C., quando o apóstolo Estevão foi apedrejado pelo povo judeu e, com isso, o tempo de Israel estava acabado. “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo” (Daniel 9:24), tinha dito o anjo ao explicar a profecia para Daniel. Isso também se cumpriu com exatidão.
    A profecia afirma que, na metade dessa última semana – que nos leva ao ano 31 d.C. – “fará cessar o sacrifício”. Noutras palavras, Jesus morreria na cruz e já não seria mais necessário o sacrifício de animais que Israel realizava. A História registra que, exatamente no ano 31 d.C., Jesus foi morto, e você pode ver mais uma vez como a profecia se cumpriu de maneira extraordinária.
    Até aqui, tudo aconteceu como estava previsto. A profecia foi dada a Daniel por volta do ano 607 a.C. e, séculos depois, tudo se cumpriu ao pé da letra.
    Agora me acompanhe no raciocínio. Se, depois do período de 70 semanas (490 anos) continuarmos contando o tempo, concluiremos que o período de 2300 anos termina em 1844. Quer dizer que, naquele ano, segundo a profecia, o Santuário Celestial seria purificado, ou seja, começaria o grande julgamento da raça humana.

    457 a.C. – Emissão da ordem para reconstruir Jerusalém (Esdras 7:11 e 12).
    408 a.C. – Jerusalém reconstruída e o Estado judeu restaurado.
    27 d.C. – Batismo de Jesus (Mateus 3:13 a 17).
    34 d.C. – Morte de Estevão (Atos 7:54 a 60); a Igreja é perseguida (Atos 8:1 a 3) e o Evangelho é levado aos gentios (Atos 13:44 a 48).
    1844 – Início do Juízo Investigativo (Daniel 8:14; Apocalipse 3:7 e 8).

    Vivendo em pleno juízo

    Isso é algo surpreendente e de solene significado. A humanidade não pode viver este milênio sem saber que o juízo divino começou. Este não é um assunto para o futuro. Segundo a profecia, foi a partir de 1844 que o destino dos homens começou a ser definido, e milhões de pessoas no mundo ignoram essa verdade. Por isso o Apocalipse declara que era necessário levantar-se um anjo “voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a toda nação, tribo, língua, e povo, dizendo em grande voz: temei a Deus e dai-Lhe glória, pois “É CHEGADA A HORA DE SEU JUÍZO”.

    Perceba que o anjo voa. Isso é urgente. Voar significa rapidez. Não há mais tempo a perder. Perceba que a mensagem é dada em alta voz. Isso não pode ser ignorado por mais tempo. Precisa ser proclamado em toda a Terra e para todos os seres humanos. E, finalmente, perceba que este evangelho é eterno. Não é nada novo; algo que foi inventado por alguém. Trata-se da história do maravilhoso amor de Deus pelos seres humanos.

    Infelizmente, o juízo, por algum motivo, é mal compreendido pela humanidade. Muitos confundem o juízo divino com os flagelos e catástrofes que acontecerão antes da volta de Cristo, e que também estão profetizados no Apocalipse. Só que aqueles flagelos são parte da sentença. Eles são resultado do juízo. Não é juízo. A prisão ou pena de morte, por exemplo, não é o juízo da pessoa, mas a condenação. Juízo é o processo pela qual se considera o caso: existe um juiz, um advogado, um promotor de acusação, testemunhas e provas.

    Veja como o profeta Daniel descreve o juízo celestial: “Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de dias Se assentou; Sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a lã pura… um rio de fogo manava e saía de diante dEle. Milhares e milhares O serviam, e miríades e miríades estavam diante dEle; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros.” (Daniel 7:9 e 10) Note, aí estão o Juiz e também os livros.

    Agora confira como o juízo é descrito pelo Apocalipse: “E olhei, e eis não somente uma porta aberta como também a primeira voz que ouvi dizendo: sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.” (Apocalipse 4:1). Depois de que coisas? Depois que a porta for aberta, claro. E quando é que a porta foi aberta?

    Uma porta aberta em 1844

    No santuário de Israel, a porta que levava do lugar santo ao lugar santíssimo, era aberta a cada ano, no Dia da Expiação (que era o dia do juízo). Com relação ao Santuário Celestial é dito que:

    “Pois Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; nem também para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote de ano em ano entra no santo lugar com sangue alheio. Ora, neste caso, seria necessário que Ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, Se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado.” (Hebreus 9:24 a 26)

    Que dizer que, em 1844, a porta entre o lugar santo e o lugar santíssimo, lá nos Céus, abriu-se para que Jesus pudesse iniciar a purificação do Santuário. E quando essa porta se abriu, veja o que João viu:

    “Imediatamente, eu me achei no espírito, e eis armado no Céu um trono, e no trono alguém sentado.” (Apocalipse 4:2).

    Depois, João descreve a cena ao longo de todo o capítulo quatro de Apocalipse. Ali são mencionados: o trono de Deus, rodeado de querubins; um arco-íris em cima do trono; e, em volta, 24 pequenos tronos onde se assentam 24 anciãos, que declaram: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder.” (Apocalipse 4:11).

    Não são semelhantes essa declaração e a do anjo de Apocalipse 14, que proclama: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora de seu juízo”? Anjos no Céu e homens na Terra confirmam que a glória pertence a Deus, porque alguém quer usurpar essa glória. Depois de descrever a cena, João continua: “Vi na mão direita dAquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro, e por fora selado com sete selos.”
    Está montada a cena. O tribunal está instalado. Segundo a profecia isso aconteceu em 1844 e, no presente momento, a humanidade está sendo julgada. Qual é o assunto em pauta? Qual é a acusação? Quais os argumentos? Quem é o acusador? Quem é o Advogado de defesa? Quem são as testemunhas? E quem é o Juiz? A cortina vai cair e o conflito dos séculos será desvendado.

    Responder
  • João disse:

    André,
    Você tem problemas, realmente?!
    Certa vez ouvi um testemunho que me tocou profundamente. Foi na igreja central de Natal-RN.

    Há uns 14 anos uma jovem iniciava sua vida de casada com um rapaz, cuja cerimônia foi realizada no próprio templo central de Natal. As juras de amor eterno foram trocadas, e parecia que tudo caminhava para um “felizes para sempre”.

    Porém, alguns meses depois, a jovem sofreu um acidente que a deixou paralisada do pescoço para baixo, com liberdade de apenas alguns movimentos rápidos, porém dolorosos, dos braços até à altura dos cotovelos. O mundo começava a desabar…

    O amor eterno que seu noivo lhe jurara diante do altar, parece que não era tão “eterno” assim. Ele a abandonou. Ela, agora, tinha que retornar a viver com seus pais, que a acolheram com todo amor, carinho e dedicação. Este amor, sim, é eterno… AGAPE!

    Os anos se passaram e os sofrimentos continuam. Hoje, esta jovem depende quase que totalmente dos cuidados de terceiros. São inúmeros os medicamentos que ela precisa tomar contra as dores e os espasmos musculares (parecidos com cãibras), que lhe acometem contínua e diariamente.

    Uma enfermeira ajuda a cuidar da nossa irmã durante o dia, de segunda à sexta-feira. Aos finais de semana e feriados, os cuidados ficam exclusivamente com seus pais e seu irmão (que fez Teologia no UNASP). Esta enfermeira recebe estudos bíblicos da sua “paciente”, que tem tanta consideração e fervor missionário que faz questão de escrever, ela própria, as lições. Mas tem um detalhe…

    Como não tem os movimentos completos dos braços, ela usa a seguinte “artimanha”: prende o fundo da caneta na ponta dos lábios e, com os pulsos unidos, ela guia a ponta da caneta no papel, para pode escrever. Conseguiu visualizar?! Que amor pelo evangelismo!

    O irmão Marcos André, que relatou o testemunho para as centenas de pessoas presentes ao culto de sábado, contou emocionado que não pode deixar de admirar o brilho no olhar desta jovem heroína. Ela poderia estar resmungando, criticando, praguejando… mas não! O brilho em seus olhos revelam o profundo amor que ela sente por Jesus, e a certeza inabalável de que as promessas de cura e restauração físicas a alcançarão, se não antes, mas certamente no momento do retorno glorioso do Seu Amigo e Salvador – JESUS CRISTO.

    As pessoas presentes, pelo menos aquelas que ainda não se deixaram insensibilizar pela podridão deste mundo, ouviam cada palavra com os olhos marejados de lágrimas, diante de tamanha fé e vontade de viver de forma útil e digna, apesar de tudo.

    Mas o ponto alto foi quando seus pais, guerreiros incansáveis, foram convidados a subirem à plataforma para que todos os conhecessem. Sua mãe, a irmã Josefa, estava visivelmente emocionada. Seu pai, o irmão Adailton, um dedicado e zeloso Ancião da igreja central, também lá estava. Todos puderam conhecer estes dois exemplos de abnegação, dedicação, amor e fé. E eu também lá estava, sentado no terceiro banco, ao lado da minha esposa e filhas, e com o mesmo nó na garganta que estou agora, ao escrever de forma resumida para vocês o que ouvi na ocasião.

    Saí dali com algumas certezas:

    1. Aquela jovem merecia um marido melhor. Um que a amasse de verdade, na “alegria ou na tristeza”, na “saúde ou na doença”. Ela não merecia ter sido abandonada desta forma (para “completar”, recentemente ela foi intimada a se “deslocar” até outro Estado para a audiência do divórcio… pode!?).

    2. Quando a Bíblia diz que os filhos devem honrar pai e mãe é porque esta “dupla dinâmica” são o mais puro reflexo do amor divino, um amor que ama sem reservas, sem “poréns”. Ama pelo simples desejo de amar. Nem todos pais são assim, mas esta é outra história.

    3. Quantas vezes reclamo de coisas banais, achando que tenho problemas com P maiúsculo! Nós, egoístas por natureza, reclamamos e até blasfemamos de Deus quando algo dá errado, quando não temos a casa que gostaríamos, o carro que vimos na TV, a roupa usada na novela. Reclamamos quando está chovendo e quando o sol está forte. Reclamamos quando estamos gordinhos ou magrinhos demais; quando o nariz é grande e quando é pequeno; quando o salário não dá para vivermos no luxo; quando a comida não tem o requinte das “celebridades”… Reclamamos quando a igreja não tem ar condicionado, ou quando os bancos não são tão confortáveis… também o fazemos quando o sermão é curto demais ou longo demais. Puxa vida! Como reclamamos!

    4. Existem pessoas que vivem, REALMENTE, uma vida difícil, cheia de privações, limitações, preconceitos, humilhações… mas estão vivendo felizes, perseverantes. Vivem para superar os desafios, e não para serem vencidas por eles. Enquanto perco tempo olhando para a “vida dura” que levo, esqueço daqueles que não têm um teto para dormir, o “arroz com feijão” básico para comerem todos os dias, uma roupa quentinha para se protegerem do frio da noite; não têm as mãos, os braços, as pernas… não veem, não ouvem, não falam… não têm família, amigos, pais, filhos… muitas vezes, nem “irmãos”. Mas vivem… e felizes!

    Você tem problemas? Tem nada! Outros os têm muito maiores que eu e você, mas não se abatem como nós nos abatemos.

    Prezada Riane, você é uma heroína! Fico feliz em saber que ainda existem cristãos com a sua fé, mesmo em meio a tanta frieza espiritual por parte dos “santarrões perfeitos” que abarrotam nossas congregações.

    Quero convidar você, caro amigo e amiga do blog, a incluir estas 3 pessoas maravilhosas em suas orações: Adailton, Josefa e Riane. Um dia você terá o privilégio de conhecê-los, pois o Rei vem vindo! Maranata!

    “tudo posso nAquele que me fortalece” (Filip. 4:13).

    Responder
  • Kélita Soares disse:

    Boa noite André, o meu objetivo ñ é criar uma discussão teológica, até pq eu apesar de ter crescido entre vários deles, pessoas sérias q estudaram profundamente e são responsáveis no q falavam. Quando citei estas questões, queria apenas dizer q o q acreditamos é pela fé, pois aos olhos humanos seria impossível ter 100% de certeza.
    Quando entrei aqui… foi pela curiosidade de saber qual a base bíblica um pregador estava usando em um post no face para repudiar certo alimento. Não q eu ñ conheça os versículos, mas como para mim é coisa tão clara, pensei, deixe-me ver o q as pessoas pensam… Tenho comigo esse costume, ouvir tudo e reter o q é bom, ñ resisti e dei minha contribuição. rsrs… A Bíblia tem mesmo muitas outras questões q dariam infinitas discussões entre os próprios seguidores do cristianismo, mas como cristã, prefiro me ater no q eu entendo q seja o mais importante, a mensagem de boas novas q Cristo nos deixou para seguir e ensinar.
    Só uma experiência p exemplificar: conheço um Pr que defendeu uma tese, no final do seu curso de bacharel em teologia, a qual ñ se encontrava o dízimo no novo testamento…, passou parte de sua vida sem dizimar, até conhecer outro Pr que o aconselhou se permitir “provar a Deus”, resumo, a experiência falou muito mais alto, hoje ele é dizimista e ofertante. Já se passaram várias msg q eu nem sei mais qual sua posição quanto a comer carne de porco, mas com certeza o Espirito Santo, q nos convence do pecado, nos incomodará se assim for pecado.

    Responder
  • João Oliveira Neto disse:

    André,
    O que cremos sobre a morte?

    O Brasil tomou conhecimento da morte de uma celebridade da TV: Hebe Camargo. Quando isso acontece, muitas pessoas passam a refletir sobre a vida, seu começo e fim.

    Dentre os conhecimentos que são repassados ao mundo atual, a heresia do inferno talvez seja a que mais dano traz ao coração humano, pois coloca em Deus uma imagem de perversão, vingança e sadismo.

    Os Adventistas não creem que os ímpios serão atormentados eternamente em um lago de fogo infernal.

    Uma das doutrinas mais assustadoras que a mente humana já foi capaz de criar é a do lago eterno de fogo, que queimará por um tempo indefinido aqueles que não aceitarem a salvação em Cristo. Chamam tal lugar de “inferno”. Não podemos acreditar em tal absurdo e ainda continuarmos crendo em um Deus de amor e misericórdia (cf. 1Jo 4:8, 16; Jo 3:16)! Isso é totalmente incompatível com o ensino da Bíblia.

    A doutrina do inferno eterno foi surgindo aos poucos no seio do cristianismo primitivo, e foi usada como ferramenta de medo para “converter” mais facilmente as pessoas. Mas, de onde surgiu essa doutrina? Ela tem suas raízes muito antes do surgimento da Igreja Cristã. Tenho um extenso material de pesquisa sobre como o tema do inferno foi introduzido no cristianismo. A seguir está um resumo do que descobri.

    Na mitologia grega havia uma divindade que era a responsável pelo mundo subterrâneo, considerado o destino final dos mortos. Seu nome era Hades. Um outro nome para Hades era Plutão, simbolizando que ele também era o dono de todas as riquezas que existem sobre a Terra. Embora Hades apareça poucas vezes nas lendas gregas, ele é bastante mencionado, citando-se como algumas de suas principais participações o rapto de Perséfone, o 12º trabalho de Héracles, e o de Orfeus e Eurídice.

    Primariamente, o reino de Hades era localizado no extremo ocidente, além do “rio Oceano” (segundo a Ilíada, de Homero). Posteriormente é que ele foi situado abaixo da superfície terrestre, passando a inspirar alguns séculos depois o pensamento cristão ocidental e asiático acerca do inferno (um lago de fogo subterrâneo).

    O Judaísmo primitivo (é só ler o Pentateuco para verificar) não contemplava nenhum tipo de vida posterior, nem felicidade para os bons, e nenhum tormento para os maus. Nos Salmos e Profetas, no entanto, já aparece uma esperança de imortalidade. Mas são nos livros pseudepígrafos e apócrifos onde esta esperança desenvolveu-se de forma mais acentuada. No Antigo Testamento, o pensamento hebreu assemelha-se, em alguns pontos, ao grego quando refere-se ao estado da morte:

    Entre os hebreus, o local equivalente ao Hades grego chamava-se Sheol, que por sua vez possuía dois compartimentos: um para os bons e outro para maus; o inferno seria, então, o compartimento dos maus.

    Os israelitas, de modo geral, preocupavam-se mais com o tempo presente, e estarem preparados e aptos para entrarem no mundo vindouro. Sua concepção acerca do inferno e destino dos condenados, após a morte, não influenciou a concepção católica, tanto quanto aconteceu com a mitologia grega e pagã.

    Alguns historiadores eclesiásticos afirmam que os escritores pastorais eram muito mais específicos a respeito do Inferno que do Céu; escreviam como se tivessem estado lá. Os três grandes doutrinadores medievais – Agostinho, Pedro Lombardo e Aquino – insistiam em que as penas infernais eram tanto físicas quanto mentais e espirituais, e fogo de verdade tomava parte dos tormentos.

    Vê-se, então, que a doutrina do inferno desenvolveu-se paulatinamente, desde o início do catolicismo romano, e foi cada vez ganhando mais força e adeptos ao longo da Idade Média, chegando até os dias atuais. Basta uma pesquisa rápida na Internet (modernamente o meio de comunicação mais eficaz para disseminar ensinamentos e ideologias), nos sites reconhecidamente católicos (extra-oficiais), para se verificar que o pensamento sobre o inferno continua enraizado na mente e nas declarações da Igreja. Um destes sites, por exemplo, transcrevendo um artigo de John Vennari, declara que o tema do inferno faz parte das “revelações” de Fátima à humanidade, ocorridas em 1917.

    Os protestantes também assimilaram a doutrina do inferno, e fazem dela um ponto importante em seus ensinos. Por exemplo: o Centro Apologético Cristão de Pesquisas, mantido por um grupo de pastores evangélicos de São José do Rio Preto, SP, afirma em sua declaração de fé a crença de que “aos salvos está destinado o gozo eterno no céu ao lado de Deus, bem como aos perdidos à maldição eterna no lago de fogo por toda a eternidade”. Na Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira, o item XIX expressa que “os ímpios condenados e destinados ao inferno lá sofrerão o castigo eterno, separados de Deus”, enquanto que “os justos, com os corpos glorificados, receberão seus galardões e habitarão para sempre no céu, com o Senhor”. A Confissão de Fé de Westminster, da Igreja Presbiteriana, declara que “as almas dos justos, sendo então aperfeiçoadas na santidade, são recebidas no mais alto dos céus onde vêem a face de Deus em luz e glória, esperando a plena redenção dos seus corpos; e as almas dos ímpios são lançadas no inferno, onde ficarão, em tormentos e em trevas espessas, reservadas para o juízo do grande dia final”. A Igreja Evangélica Assembléia de Deus, no site da sua congregação matriz em Imperatriz/MA, afirma crer “no juízo vindouro que recompensará os fiéis e con-denará os infiéis; E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis”.

    Como eu disse, realizei extensa pesquisa sobre o tema do inferno, e fiquei convicto do quanto esta doutrina foi se infiltrando no cristianismo, apesar de suas evidentes raízes no pensamento pagão e idólatra do helenismo.

    O que achei mais interessante, é que tanto católicos quanto protestantes se utilizam de textos bíblicos isolados do seu contexto para tentar provar o quanto Deus é justo enviando as pessoas ao tormento eterno do inferno. Que contradição!

    Segundo o eminente teólogo Dr. Samuele Bacchiocchi, a crença no “aniquilamento dos ímpios”, ou seja, na doutrina bíblica de que Deus colocará um fim definitivo ao pecado (e não manterá os ímpios no fogo eterno) está baseada em quatro considerações bíblicas fundamentais, que comprovam a falácia da argumentação sobre o inferno eterno:

    1) A morte como castigo do pecado.
    2) O vocabulário sobre a destruição dos ímpios.
    3) As implicações morais do tormento eterno.
    4) As implicações cosmológicas do tormento eterno.

    O propósito do plano da salvação é desarraigar definitivamente a presença do pecado e dos pecadores deste mundo. Somente se os pecadores, Satanás e o mal são afinal consumidos no lago de fogo, e extintos na segunda morte, é que verdadeiramente poder-se-á dizer que a missão redentora de Cristo foi concluída. Um tormento eterno lançaria uma sombra permanente sobre a nova Criação.

    Mais uma vez, os Adventistas estão corretos, pois ficam entre os que preferem ver Deus como a Bíblia O apresenta – amor, bondade e justiça – do que da maneira como os que defendem a existência eterna do inferno ensinam – vingança, crueldade e sadismo.

    “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Apoc. 21:4).

    Responder
  • João Oliveira Neto disse:

    André,

    Bem-aventurados os que dormem…
    Deus não nos criou para passarmos pelo drama da morte. Tudo foi uma mudança de rumo, provocada pela entrada do pecado.

    Porém, desde o Éden o Senhor criou uma maneira de não morrermos eternamente. Não “precisamos” sofrer o dano da segunda morte, pois dela Jesus já nos livrou na Cruz do Calvário.

    Mas a “primeira” morte, desta quase todos teremos que ser vítimas, seja através de doenças, acidentes fatais, causas naturais, etc. Essa morte até os santos do passado enfrentaram… mas com a certeza da ressurreição em Cristo.

    E esta é a esperança que hoje inflama o coração de todos nós que estávamos orando pela saúde do Pr. Milton Souza. Oramos para que a cura física viesse, mas ela não veio.
    Isso quer dizer que Deus não nos ouviu? De maneira nenhuma!

    Creio que o plano de Deus é sempre melhor e maior, e por algum motivo Ele preferiu não operar a cura física sobre o Pr. Milton, pois o Senhor já sabia que a cura espiritual o pastor já havia recebido, e esta é a mais importante.

    Lembra-se de Paulo? Por 3 vezes ele pediu a cura física, mas o Senhor não a operou. Para Deus o mais importante não é que tenhamos saúde física perfeita… mas que tenhamos uma fé inabalável na graça e na misericórdia divinas (2Cor. 12:7-9).

    Por isso, nesta hora de dor e sofrimento, ergamos a cabeça de vencedores que somos em Cristo, porque muito em breve (talvez antes do que agora imaginamos) nos reencontraremos com o Pr. Milton, e tantos outros santos que já dormem de suas nobres lutas pela causa de Cristo.

    Quando reencontrarmos estes irmãos e irmãs já não haverá mais pranto, nem dor, nem sofrimento, nem câncer… nem morte.

    Terá se iniciado um NOVO TEMPO… de paz e justiça eternas.

    “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham” – Apoc. 14:13.

    Responder
  • roma disse:

    seremos semelhantes aos anjos, espírito, não mais carnais, como alguns pensam, novos céus e novas terra será espiritual, Paulo (creio eu) disse a nossa pátria é no céus, ele também foi arrebatado até (creio eu) ao 3 céus, por isso que não haverá morte, nem dor, nem fome, nem peste alguma, lembra daquela passagem da mulher que teve 6 maridos, alguém perguntou, lá de quem ela será mulher, lembra da resposta, lá não se casa e não se dá em casamento seremos semelhantes aos anjos….

    Responder
  • joao oliveira neto disse:

    André,

    O DOM SUPREMO

    Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor. 1 Coríntios 13:13

    O que é realmente importante na vida? Qual o bem supremo? O que é essencial e merece absorver nossa lealdade e comprometimento? Pessoas de todas as épocas têm feito essas perguntas a si mesmas. Muitos têm considerado a fé como a grande virtude. Contudo, no texto de hoje, Paulo leva-nos à essência do cristianismo. Mencionando a fé, a esperança e o amor, ele conclui: “O maior destes é o amor.”

    Em 1 Coríntios 13, encontramos a sublime anatomia do amor. O amor é comparado com uma lista dos dons altamente considerados nos dias do apóstolo, como falar em línguas, profetizar e exercer caridade. O amor é maior do que todos esses dons, porque o fim é maior que o meio. Deus é amor, e o propósito final do amor é tornar o homem mais semelhante a Deus.

    Depois dessa constatação, o apóstolo analisa o amor. Aqui nos deparamos com seus ingredientes. Inicialmente, vemos o que ele é: paciente e benigno. Então, o que ele não é: invejoso, leviano, vaidoso, indecente, egoísta. Imagine viver com pessoas movidas por um amor como esse ou, melhor ainda, ser uma pessoa motivada por essa grande força! Imagine um lar, uma igreja e uma escola assim, em que a preocupação básica das pessoas é o bem dos outros!

    Paciência, bondade, generosidade, humildade, cortesia, altruísmo… O amor é um princípio que invade cada área da vida. O amor tem relação com aquilo que conhecemos. O teste real da religião não está no reino do desconhecido, mas dentro dos relacionamentos diários. Por isso, se não amamos aqueles que vemos, como amaremos a Deus, que não vemos? (ver 1Jo 4:20). O amor é o hálito de Deus que transforma as coisas ordinárias. O amor é bondoso, diz Paulo. Bondade é o amor em ação, a maneira como Cristo viveu. O amor não busca os interesses próprios. Segundo Jesus, a felicidade não é encontrada em “ganhar” e “acumular”, mas em ofertar e servir. Assim, podemos ver que dois terços da humanidade, ou mais, estão correndo na pista errada.

    Finalmente, Paulo apresenta a defesa do amor. Por que ele é maior? Porque o amor permanecerá para sempre. Tudo mais é temporário e passageiro. Você pode pensar em algo que vai durar para sempre, exceto o amor? O amor está ligado com a vida e com próprio Deus. O amor é o teste da religião. Na cena do juízo final, em Mateus 25, a pergunta será: “Você amou?”

    Responder
  • joao oliveira neto disse:

    André,

    Agindo como um “Bombeiro” da Graça

    Há alguns meses, um importante líder aqui da região estava pregando sobre o relato da mulher samaritana de João 4, em uma das maiores congregações locais da IASD. O objetivo principal do sermão era mostrar o quanto Jesus Se interessa pelos seres humanos, ao ponto de passar por uma cidade apenas para encontrar-Se com uma mulher que necessitava de Sua graça libertadora.

    Dentre as frases que o pregador usou, algumas chamavam a atenção pelo poder que continham:

    “Para Jesus, o mais importante são as pessoas”.
    “Para Ele, não importa o que você é, qual seu passado, qual sua derrota de vida. Jesus quer te libertar e dar uma nova vida”.
    “A Igreja deve ser um verdadeiro exército de ‘bombeiros’, que não temem em entrar no fogo desta vida para resgatar uma alma necessitada de ajuda”.

    E algumas outras mais…

    Porém, esta analogia que ele fez entre o trabalho da Igreja com o trabalho dos Bombeiros, conhecidos como “anjos humanos”, por darem suas vidas para salvar a outros, me chamou a atenção mais profundamente.

    Eu fiquei me perguntando:
    – Temos, mesmo, tanto interesse pelas pessoas? Interesse sincero por salvá-las das garras do fogo do diabo!?
    – Como Igreja, os Adventistas são mesmo tão preocupados com aqueles que cometem erros e são derrotados em sua caminhada, assim como aquela samaritana?
    – É mesmo uma realidade este amor tão profundo que nos leve a buscar nosso “irmão”, custe o que custar de nossa parte?

    Como frases de efeito, em um eloquente sermão, as declarações feitas pelo eminente pregador podem ser muito bonitas, mas a pregação não pode JAMAIS estar desvinculada com a prática, a começar pela vida do próprio pregador!

    Tenho recebido e-mails, conversado pessoalmente, ouvido declarações, visto exemplos, vivido realidades… de pessoas que estão profundamente desapontadas com a “organização” Adventista, exatamente pelo fato de que nossa pregação não parece muito harmonizada com a realidade da maioria de nossas igrejas e instituições. Temos uma doutrina e uma teologia inabaláveis, por serem totalmente amparadas no “Assim diz o Senhor”, mas parece que não as estamos utilizando da maneira como deveríamos fazer.

    Quantas vezes temos visto pessoas serem massacradas, desprezadas e colocadas para “escanteio” por seus “irmãos”, depois de cometerem erros e serem disciplinadas pela Igreja, por exemplo! Como disse um outro líder, somos o único exército da Terra que “abandona seus feridos no campo de batalha”. Isso mesmo… a-b-a-n-d-o-n-a!

    Não é isso o que fazem os Bombeiros, os “soldados do fogo”! Eles podem até morrer agarrados àqueles a quem precisam salvar, mas não os abandonam NUNCA.

    Como disse o pregador mencionado no início deste texto, Jesus passou por Samaria porque era “necessário” (cf. Jo 4:4) que Ele tivesse aquele encontro com a mulher. Ele sabia de sua história de sucessivos adultérios, mas isso não O impediu de aproximar-Se dela, iniciar um diálogo amistoso e oferecer-Lhe a “Água da Vida”. Ele, sim, era um verdadeiro “Bombeiro da Graça”, pois ia onde fosse necessário (mesmo em Samaria!) para resgatar uma alma sedenta de perdão, compreensão, amor e graça.

    Enquanto alguns líderes estiverem mais preocupados em correr atrás das “fichas batismais”, do que sentarem com suas ovelhas para “sentirem seu cheiro” e colocar “óleo em suas feridas”…

    Enquanto Comissões se reunirem com o único objetivo de determinarem regras e mandamentozinhos, ou dilacerarem a “carne dos irmãos”, através de processos disciplinares humilhantes, hipócritas e crueis…

    Enquanto professores se reunirem com suas classes apenas para cumprirem uma obrigação semanal, sem se preocuparem em visitá-las, orar com elas e amá-las durante a semana…

    Enquanto preferirmos gastar os recursos financeiros da igreja exclusivamente na promoção de templos luxuosos, sedes administrativas imponentes, eventos pirotécnicos… e não focarmos na missão principal da Igreja de Deus nestes últimos dias…

    Enquanto continuarmos desprezando e “esquecendo” nossos ex-irmãos que erraram, e não lhe dermos a verdadeira oportunidade de se restaurarem e voltarem ao rebanho de Deus, através de um ambiente de amor, aceitação e perdão…

    Enquanto sentarmos, a cada sábado, com as nossas melhores roupas em bancos confortáveis, mas não nos preocuparmos se aquele que está sentado ao nosso lado terá o que comer ao chegar em casa com sua família…

    … não poderemos nos comparar aos valorosos “Herois do Fogo”, pois eles não merecem tal comparação.

    Creio, com toda convicção, de que a Igreja precisa repensar sua maneira de tratar com o pecado, odiando-o com todas as forças, mas amando profundamente o pecador. Não há como ser um “exemplo de Cristo” de forma diferente, pois Ele, o Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador, abomina o pecado em qualquer de suas formas e “graus”, mas AMA INCONDICIONALMENTE O PECADOR, por quem Ele deu Sua vida preciosa.

    Você está disposto(a) a iniciar esta “reforma” de vida, e olhar para as pessoas (todas elas) como seus “vizinhos” no Reino Eterno?

    Afinal… na Nova Terra não existirão “bairros”… Concorda comigo?!

    “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35).

    Responder
  • João Oliveira Neto disse:

    André,
    acesse este site: adventismoemfoco.wordpress.com/ e veja o vídeo sobre o decreto dominical. Dê sua opinião teológica.
    João

    Responder
  • Joao Oliveira Neto disse:

    André,
    GRANDE É O QUE SERVE

    Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos Céus. Mateus 18:4

    Naquela tarde de sábado, a comissão de nomeações havia escolhido os oficiais para o novo período na igreja em que eu servia como pastor. Domingo pela manhã, recebi uma ligação irada. “Eu pensava que você era meu amigo”, dizia a voz alterada do outro lado da linha. “Por dez anos, servi como ancião nessa igreja, e você não me reelegeu.” Respondi, então, com a voz mais calma que pude encontrar: “Caro irmão, você está confuso em dois aspectos. Primeiramente, a escolha de oficiais para a igreja é feita pela comissão de nomeações, que você certamente ajudou a escolher, e não pelo pastor. Em segundo lugar, você está se esquecendo de que na igreja não temos cargos vitalícios.”

    Encontramos igrejas divididas por lutas internas por posições. Tenho pensado muitas vezes sobre o que realmente leva alguns a agir como “donos” da igreja, ou proprietários de cargos nela. Certamente, quando agimos assim, não estamos seguindo a Jesus Cristo, que modelou outro tipo de grandeza. É um privilégio servir a Deus em algumas funções, mas realmente não precisamos de cargo algum para servir a Ele. Liderança nada tem que ver com “títulos”, mas com desempenho real. Lembra-se da princesa Diana, da Inglaterra? Quando divorciou-se, ela não perdeu em nada a capacidade de influenciar. Seu ex-marido tinha o título, mas era ela que tinha o poder da liderança.

    O supremo exemplo de liderança baseada no serviço, contudo, é encontrado em Jesus Cristo. Sua breve visita ao planeta Terra marcou a vida de milhões de pessoas. Seu estilo de vida revolucionou para sempre nossa percepção de grandeza. Em apenas três anos e meio de vida pública, Ele encarnou os princípios vitais de liderança, que transcendem tempo, espaço e cultura, e que representam um desafio extraordinário para Seus seguidores. Jesus nos ensinou que a liderança autêntica é baseada em integridade e serviço em benefício dos outros. Como Ele responde à questão da grandeza em Seu reino? Por meio do princípio da humildade. O princípio pelo qual somos admitidos no reino de Deus continua em operação no serviço que prestamos a Ele. Arrogância, egoísmo e pretensões humanas nos desqualificam tanto para a entrada como para o serviço no reino dos Céus.

    Responder
  • Jonatan Pacheco disse:

    Bom, acredito sim que não podemos comer os animais imundos citados em levíticos, e não devemos comer é carne alguma.
    Primeiro, nosso corpo está corrompido pelo pecado, e é falho, ou seja, quando ingerimos carne, nossa circulação abunda no intestino para fazer a digestão, e como a digestão de carnes é MUITO mais lenta, não conseguimos teoricamente pensar muito bem nesse momento( por isso do sono e da famosa moleza pós almoço).
    Segundo, vamos colocar no contexto os textos, a questão da alimentação não é somente uma questão “cerimonial” ou algo para judeus, tem haver com o seu bem estar, não é uma coisa que podemos dizer, “nossa Deus não quer que eu coma porco porque todos os outros comem” e sim que Deus não quer que você coma porco porque ele preza pela sua saúde, e ele gostaria SIM que você se tornasse vegetariano.
    Terceiro, mesmo após pedro ter a visão do lençol com os animais imundos ele não comeu carne de porco ou alguma daquelas do lençol( e Jesus já estava no céu, ou seja, ele já tinha escutado Jesus falar tudo que lemos e viu as atitudes de Jesus em todas as coisas até mesmo sentado a mesa).
    Deus deixou que as pessoas vivessem até os 120 anos, porém é raro alguém viver até os 100, e quando vive é um caso isolado, agora vou deixar com vocês uma matéria que fala de uma POPULAÇÃO, isso mesmo, TODOS que cuidam da alimentação e praticam exercícios físicos regularmente passam dos 100 brincando. Não são casos isolados ou genética, é uma vida que talvez eles não saibam, mas que é de acordo com a bíblia.
    http://www.criacionismo.com.br/2014/09/o-segredo-dos-hunza-o-povo-que-nao.html
    esse é o site que tem a matéria, e também é um ótimo site para esclarecer dúvidas e ter conhecimento do mundo criacionista.

    Ps: TODOS os animais imundos segundo DEUS, são animais que são extremamente rançosos e agravam infecções e etc… Acredito eu que se você está doente e o médico te fala para não comer essas carnes que por incrível que pareça ESTÃO na bíblia, é porque Deus já tinha um propósito muito especial em proibi-las, que não era cerimonial ou motivo de separação e sim, motivo de saúde e bem estar. Deus te quer saudável e não cheio de doenças!
    Falo essas coisas pois sou da área da saúde e vejo muitas coisas ruins pelos maus hábitos, tantos alimentares como de estilos de vida.

    Responder
    • Kélita Soares disse:

      Sendo da area de saude, deveria saber que as nossas celulas sao constituidas, principalmente, de proteina. A melhor fonte, e carne. O que precisamos e escolher carne que digere mais facilmente, conserva-las e prepara-las bem. Do contrario, ate as verdurinhas cheias de agrotoxicos, fazem mal. Deus mandou codornizes para o povo dele no deserto. Sera que isso nao quer dizer alguma coisa? (meu teclado esta sem acento, por isso os erros)

      Responder
  • Joao Oliveira Neto disse:

    André,

    O que é Santificação?
    Fala-se muito em “santificação”, “ser santo”, “santificar-se”.

    Mas, qual o significado bíblico de Santificação?

    Vejamos o que a Palavra de Deus fala sobre este tema; afinal, os Adventistas creem no princípio evangélico da Sola Scriptura, defendido por Lutero, o qual determina que a Bíblia deve ser sua própria e exclusiva intérprete.

    1. Alguém ou algo separado por Deus para uso ou serviço

    a) Pessoas
    “Vós Me sereis de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel” – Êxodo 19:6.

    “Disse o Senhor a Moisés: Consagra-Me todo primogênito; todo aquele que abre a madre de sua mãe entre os filhos de Israel” – Êxodo 13:1, 2.

    b) Tempo – sábado
    “Lembra-te do dia de sábado, para santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” – Êxodo 20:8-11.

    c) Dízimos – Bens e Rendas
    “Também todas as dízimas da terra, tanto do grão do campo, como do fruto das árvores, são do Senhor: santas são ao Senhor… No tocante as dízimas do gado e do rebanho, de tudo o que passa debaixo da vara do pastor, o dízimo será santo ao Senhor” – Levítico 27:30, 32.

    d) Animais
    “Consagra-Me todo primogênito; todo que abre a madre de sua mãe entre os filhos de Israel, assim de homens como de animais” – Êxodo 13:2.

    Santificação não é sinônimo de conduta. Ser “santo” não significa ser “inerentemente bom”, ou que “não se peca mais”.

    “Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos” – 1Coríntios 7:14.

    O esposo (ou a esposa) incrédulo é santificado pelo relacionamento com o cônjuge crente. Neste sentido, a ideia básica de santo é a de “separado”.

    Em Romanos 1:7 e Filipenses 1:1, Paulo chama os membros da igreja de “santos”. Eles eram santos porque foram chamados por Deus e estavam em Cristo.

    2. Santificação como um fato consumado

    “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas… De quanto mais severo castigo julgais vos será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?” – Hebreus 10:10, 29.

    Não existe uma santificação parcial. Ela é completa (cf 1Cor. 1:2).

    O desenvolvimento do cristão não é para a santificação, mas na santificação. A contração “na” dá ideia de completo, mas também de desenvolvimento.

    “…nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o Reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus” – 1Cor. 6:10, 11.

    Conforme já sabemos, santificação envolve comunhão e conduta. Assim, podemos afirmar que, em termos de relacionamento (comunhão), o crente está completo, mas em termos de conduta está incompleto.

    3. Santificação como processo progressivo, em desenvolvimento

    “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade” – João 17:17.

    Crescer na santificação não é ter hoje dez hábitos maus e amanhã apenas nove hábitos maus. O crescimento não é visto em ter menos, em diminuir atos, mas em “santidade”.

    “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade o temor de Deus” – 2Cor. 7:1.

    A tensão entre o real e o ideal na santificação

    “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” – Mateus 5:48.

    Esse verso tem sido muito mal utilizado por aqueles que acreditam, equivocadamente, que o crente precisa ser “perfeito”, no mais amplo sentido desta palavra.

    O contexto do verso 48 são os versos 43 a 47. A exortação que Jesus nos faz quanto a sermos “santos” (ou “perfeitos”) como Deus, está relacionada com o amor que devemos ter para com o próximo, inclusive os inimigos. Deus ama a todos os Seus filhos… todos! (cf Rom. 4:5; 5:8).

    Vejamos o que o Espírito de Profecia diz sobre esta situação:

    “Como Deus é santo em Sua esfera, assim deve o homem caído, mediante fé em Cristo, ser santo na sua” – Atos dos Apóstolos, pág. 559.

    Para resolver a tensão entre o real e o ideal, Ellen White apresenta a perfeição relativa na esfera pessoal. Como exemplo, podemos mencionar a semente. Ela é perfeita em cada fase do seu desenvolvimento:

    Semente – broto – ramos – flores – fruto
    REAL IDEAL

    Como cristãos, temos um ideal a alcançar, mas este só será atingido quando Cristo voltar. Contudo, não é preciso vivermos em estado de tensão e angústia no presente, pois somos perfeitos em cada passo do nosso viver com Cristo, pois é NELE que Deus procura nossa perfeição.

    E como eu posso verificar se estou “crescendo” no processo de santificação?

    “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio…” (Gál. 5:22-23).

    O perfeccionismo não existe nesta vida. Por isso, a salvação JAMAIS foi ou será pelas nossas “boas” obras. Somente através de Jesus, e nEle só, é que alcançamos a justificação (passado), a santificação (presente) e a glorificação (futuro).

    Aleluia!

    Responder
  • João Oliveira Neto disse:

    O PORCO É PORCO POR NATUREZA
    Billy Graham conta a alegoria do porco e do cordeiro:
    “Um lavrador colocou um porco dentro de casa. Deu-lhe banho, poliu-lhe as patas, perfumou-o com Chanel nº 5, atou-lhe uma fita em volta do pescoço e o colocou na sala-de-estar. O porco estava bonitão. Quase parecia aceitável à sociedade e aos amigos que pudessem aparecer, tal era o seu aspecto de limpeza. Durante alguns minutos parecia um companheiro muito simpático, mas, mal a porta se abriu, o porco saiu da sala e pulou para dentro da primeira poça de lama que encontrou. Por quê? Porque no íntimo continuava a ser porco. A sua natureza não sofrera modificação. Mudara por fora, mas não por dentro.
    Agora, pegue um cordeiro. Coloque numa sala-de-estar e depois saia com ele para fora de casa, e ele fará o possível para evitar qualquer poça de lama. Por quê? Porque tem natureza de cordeiro”.

    Responder

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