Salmos de vingança: É pecado orar pelo mal dos meus inimigos?

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta |

A paz do Senhor! Só me confirme uma coisa:

Você já participa do meu canal de estudos Bíblicos GRATUITOS no WhatsApp?

Lá eu envio 1 estudo bíblico por dia gratuitamente, direto no seu celular, para ajudar você a crescer no conhecimento da Palavra de Deus com constância.

Se ainda não participa, entre agora, por favor!

👉 Entre grátis clicando aqui

Agora vamos ao estudo de hoje...

Você Pergunta: Presbítero, li seu estudo sobre a autoria dos Salmos e gostei muito. Porém, me chamou atenção a questão dos salmos que você disse que se chamam imprecatórios, onde o salmista pede a Deus o castigo aos inimigos. Como isso se concilia com o mandamento de amar o próximo? Hoje ainda podemos orar assim, pedindo o mal para os inimigos?

Você está lendo a sua bíblia e se depara com um versículo assim: “Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra” (Salmos 137:9).

Pesado, não é? O salmista desejando a morte de filhos do inimigo.

Você lê mais um pouco e encontra outro verso, também pesado: “Sejam riscados do Livro dos Vivos e não tenham registro com os justos” (Salmos 69:28).

Ao invés do salmista orar pela conversão e transformação, ele ora para que os inimigos sejam mortos pelo Senhor!

No livro de salmos encontramos cerca de 20 salmos que são classificados como salmos imprecatórios (Imprecação = maldição, praga) por conta da sua mensagem (às vezes bem dura como vimos) contendo pedidos a Deus pelo castigo de inimigos.

Para compreender essas duras falas de diversos salmistas, é preciso fazer algumas considerações importantes, considerando o famoso contexto. Sim, ele vai nos ajudar a entender porque essa dureza tão grande nas palavras e porque isso está na Bíblia!

Esse tipo de Salmos não é simples de entender, mas com meu Método texto na Tela, de Gênesis a Apocalipse, você consegue entender os textos com contexto. Faça por 30 dias e veja o que acontece com seu entendimento da Bíblia!

O contexto bíblico explica muita coisa

A primeira coisa a se considerar é o contexto bíblico. Estamos falando aqui de salmos anteriores à lei de Moisés e também de salmos do tempo da lei.

Nesse tempo não tínhamos ainda uma revelação plena dos planos de Deus e, principalmente, dos planos de Deus para o julgamento final, quando os perversos serão plenamente punidos pela justiça de Deus.

Ou seja, as pessoas que viviam nessas épocas tinham como base as alianças feitas com Deus naquele período. Isso indica que elas entendiam que o triunfo de Deus contra o mal acontecia principalmente aqui, nesta vida.

Por isso, havia um forte desejo de ver o bem vencendo o mal de forma imediata. Quando isso não acontecia, surgia uma angústia espiritual profunda. Veja esse exemplo:

Até quando o adversário irá zombar, ó Deus? Será que o inimigo blasfemará o teu nome para sempre?” (Salmos 74:10).

Percebe o sentimento? Para eles, se o mal prosperava, parecia que Deus não estava fazendo justiça. Daí a intensidade dessas orações. Lembremos que as revelações de Deus são progressivas, ou seja, elas foram ocorrendo no decorrer do tempo e não aconteceram todas de uma vez.

Mais do que vingança pessoal: a honra do nome de Deus

Um ponto essencial que muita gente ignora: os salmos imprecatórios não são apenas explosões de raiva pessoal ou de ira descontrolada.

Na verdade, eles revelam um zelo profundo pela honra do nome de Deus. Os salmistas viam o avanço do mal como uma afronta direta ao Senhor.

Observe:

Mas tu, Soberano Senhor, intervém em meu favor, por causa do teu nome. Livra-me, pois é sublime o teu amor leal!” (Salmos 109:21).

Aqui fica claro que o foco não é só o sofrimento pessoal, mas o desejo de que Deus seja honrado e que a justiça prevaleça.

Eles criam que deixar o mal impune seria permitir que o nome de Deus fosse desonrado diante das nações.

A linguagem poética e os exageros intencionais

Outro ponto muito importante: o livro de Salmos é poesia.

E na poesia hebraica encontramos frequentemente o uso da hipérbole, que é uma figura de linguagem que exagera para enfatizar uma verdade.

Por isso, algumas expressões parecem extremamente duras (e são mesmo), mas fazem parte desse estilo literário que busca impactar profundamente o leitor.

Veja este exemplo:

Alegrar-se-á o justo quando vir a vingança; banhará os pés no sangue do ímpio. Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na terra” (Salmos 58:10-11).

Aqui não é um incentivo literal à violência, mas uma forma intensa de declarar que Deus fará justiça e que o mal não ficará impune.

A linguagem forte (banhará os pés no sangue do ímpio) serve para reforçar uma verdade: Deus é justo e julga o pecado com firmeza!

Podemos orar assim hoje?

Agora chegamos à parte mais importante para nós hoje. Com a vinda de Jesus Cristo, tivemos uma revelação muito mais completa dos planos de Deus, especialmente sobre o juízo final.

Hoje sabemos que haverá um dia em que toda injustiça será plenamente julgada. Isso muda completamente a forma como lidamos com nossos inimigos.

Jesus ensinou claramente:

Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mateus 5:44).

Isso é revolucionário. Em vez de pedir destruição, somos chamados a orar por transformação.

O apóstolo Paulo reforça esse ensino:

Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos 12:20-21).

Ou seja, na nova aliança, o padrão mudou, mas a justiça de Deus continua a mesma. Isso não significa que devemos ignorar a justiça de Deus. Pelo contrário, devemos confiar que Ele julgará tudo no tempo certo.

Mas nossa postura pessoal deve refletir o caráter de Cristo: misericórdia, amor e graça. E, claro, não é pecado entregar pessoas e situações para que Deus faça sua justiça. Mas deixemos os detalhes de como ele fará isso com ele!

Você percebeu como estudar a Bíblia ao invés de apenas ler faz toda diferença, não é? Eu criei um método de estudo da Bíblia capa a capa, que está pronto, apenas esperando você se inscrever para começarmos a estudar a Bíblia juntos. Veja como funciona aqui

Os bereanos foram elogiados por Paulo porque examinavam as Escrituras todos os dias.

Eles não apenas ouviam… eles se dedicavam.

Hoje, muitos até ouvem bons estudos… mas poucos têm constância no aprendizado.

E isso faz toda a diferença.

A minha comunidade (Comunidade André Sanchez) é para quem deseja sair da superficialidade e crescer de forma contínua na Palavra.

Separei 3 presentes para você resgatar agora! 1 deles é meu WhatsApp pessoal para você tirar dúvidas da Bíblia quando quiser, sem limites!

Sabe quais são os outros 2 presentes?

👉 Acesse aqui para ver os outros presentes e como participar

Você pode ler MAIS UM ESTUDO agora? Escolha um abaixo e clique:

Compartilhe este estudo:
  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • WhatsApp