Romanos 13:8 ensina que o cristão não pode ter nenhuma dívida?
A paz do Senhor! Só me confirme uma coisa:
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Comecemos entendendo um pouco do contexto: no início do capítulo 13 de Romanos, o apóstolo Paulo orienta os cristãos a se submeterem às autoridades e a cumprirem com as obrigações civis, ensinando que o cumprimento dos deveres para com o Estado é uma demonstração de honestidade e integridade.
Ele termina essa primeira seção ressaltando a importância dos tributos e demais obrigações sociais, afirmando:
“Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra” (Romanos 13:7).
Essa passagem deixa claro que o crente deve ser um cidadão exemplar, mesmo vivendo em um mundo que muitas vezes não segue os mesmos princípios de retidão (devido a sua corrupção).
Logo em seguida, Paulo acrescenta um ensinamento que pode confundir muita gente quanto ao significado:
“A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei” (Romanos 13:8).
Esse verso pode nos leva a pensar que alguém, ao assumir financiamentos para a casa própria ou para um veículo, estaria cometendo algum pecado ou falha moral. Ou ainda, usando cartão de crédito a pagar somente depois, no vencimento, poderia estar violando esse mandamento da Palavra!
Este estudo busca esclarecer que o ensinamento de Paulo não está proibindo o uso do crédito ou o ato de fazer negócios com promessas de pagamento futuro, mas está nos direcionando a importantes formas de agir diante de uma sociedade onde é preciso usar o dinheiro para quase tudo!
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O contexto histórico e cultural da mensagem de Paulo
No contexto em que Paulo escreveu aos Romanos, a sociedade estava organizada em torno de leis civis e obrigações para com o Estado.
A orientação de “Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra” (Romanos 13:7) reforça que os cristãos devem exercer sua cidadania de forma exemplar, honrando contratos e cumprindo com os deveres impostos pela sociedade.
Essa postura não apenas demonstra respeito às instituições, mas também serve de testemunho para os que ainda não conhecem o evangelho, mostrando que a fé em Cristo não é incompatível com a responsabilidade social e cívica.
É claro que o estado em alguns momentos, por ser formado de homens, poderá exceder o que exige de seus cidadãos! Nesse caso, o limite de obediência do cristão é o que diz a Palavra de Deus. O que fere princípios da palavra, o cristão não tem obrigação de honrar! Foi o caso dos apóstolos que receberam ordens de autoridades para parar de falar de Jesus, mas não obedeceram!
A natureza das dívidas na sociedade atual
Quando Paulo diz “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma” (Romanos 13:8a), Ele não se refere à prática de contrair dívidas de maneira responsável! Ou seja, aquelas necessárias ao bom andamento da nossa vida!
Na prática, a sociedade antiga e também a atual funciona com base em contratos, financiamentos e compromissos financeiros, e sem a possibilidade de negócios a crédito, a economia moderna não teria como se desenvolver.
Portanto, uma dívida assumida com equilíbrio e dentro dos parâmetros de um contrato bem estruturado não é um pecado, mas sim uma ferramenta que pode ajudar na aquisição de bens necessários para uma vida digna.
É por isso, inclusive, que quando temos uma dívida equilibrada (por exemplo, usando o cartão de crédito corretamente, dentro das regras), nosso nome é considerado limpo perante as instituições. Pois está dentro da legalidade!
O financiamento de bens e a responsabilidade cristã
Quando falamos de financiamento de uma casa própria ou de um carro, isso é uma decisão tomada com base em necessidades e possibilidades reais.
Quando essas dívidas são contraídas com discernimento e acompanhadas de um planejamento financeiro responsável, o devedor compromete-se a honrar suas obrigações, pagando as parcelas de acordo com o contrato firmado.
Dessa forma, o cristão não está “devendo” como se fosse um caloteiro, de forma desonesta ou prejudicial ao próximo, mas sim cumprindo com o que foi acordado.
Assim, se os pagamentos estão em dia e o contrato está sendo cumprido, não há contradição com o ensinamento de Paulo.
O amor como a verdadeira dívida infinita
Ao afirmar “exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei” (Romanos 13:8), Paulo nos direciona para a prioridade do amor em nossas vidas.
Diferentemente das dívidas financeiras, que podem ser quitadas com o tempo, o amor é uma obrigação contínua e ilimitada. O cristão é chamado a viver diariamente em amor, colocando-o em prática em todas as suas relações, seja na família, no trabalho ou na comunidade.
Esse amor, que excede qualquer obrigação econômica, é o verdadeiro cumprimento da lei do Senhor (Jesus disse que era o segundo mais importante mandamento), mostrando que a fé se manifesta não apenas em ações externas, mas sobretudo em atitudes de compaixão, generosidade e respeito mútuo.
A administração das finanças como testemunho de fé
Paulo, ao mesmo tempo, nos ensina a sermos prudentes com nossos recursos. A administração financeira é parte do testemunho cristão, e contrair dívidas sem a devida cautela pode levar a dificuldades que comprometem nossa capacidade de testemunhar a Cristo com integridade.
Pensemos que ser conhecido como um cristão caloteiro não é algo que honra ao Senhor!
Assim, o ensino bíblico encoraja os cristãos a evitarem dívidas desnecessárias, não por ser um mandamento absoluto contra qualquer forma de crédito, mas por reconhecer que o endividamento mal planejado pode causar dificuldades e atrapalhar o nosso testemunho.
Portanto, quando se trata de financiamentos e contratos, a chave é o equilíbrio: planejar, assumir compromissos de forma consciente e honrar cada obrigação assumida.
A prioridade do amor e a vida cristã
Por fim, o que Paulo destaca é que, enquanto as obrigações financeiras podem ser pagas e encerradas, o amor é uma obrigação perpétua que deve reger todas as nossas ações. O amor ao próximo, conforme o exemplo de Cristo, deve ser a motivação principal de cada ação, inclusive no modo como lidamos com nossas finanças.
Quando vivemos amando verdadeiramente, nossas decisões – incluindo as financeiras – refletem esse amor, demonstrando que o cristão se importa tanto com a sua própria vida quanto com o bem-estar dos outros.
Em resumo, o ensino de Paulo em Romanos 13 não condena a prática de contrair dívidas de forma consciente e honrada. Ele adverte contra o endividamento irresponsável que pode comprometer nosso testemunho e prejudicar o próximo, mas nos lembra que o amor, essa “dívida” que nunca se paga, é o verdadeiro cumprimento da lei de Deus.
O cristão, ao administrar suas finanças com sabedoria, pode usar as ferramentas econômicas de forma a contribuir para uma vida equilibrada e um testemunho de integridade, sempre guiado pelo amor incondicional que deve marcar todas as suas ações.
Os bereanos foram elogiados por Paulo porque examinavam as Escrituras todos os dias.
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