É verdade que Jesus era nazireu, o mesmo voto de Sansão?

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta |

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Você Pergunta: Presbítero, meu amigo me convidou para ir à sua igreja e, lá, ouvi o pregador dizendo que Jesus era nazireu e que esse voto estava sobre Ele. Gostaria de saber se isso é verdade biblicamente. Não consegui entender isso na pregação! Pode fazer um estudo explicando um pouco sobre essa questão de ser nazireu e se Jesus era? Desde já, agradeço!

É muito importante sermos pessoas que avaliam pregações, mensagens, vídeos, seja qualquer coisa que mencione a Bíblia, no sentido de entender se elas têm base bíblica ou não. A Bíblia nos permite fazer isso! 

Por exemplo, quando Paulo pregou, os bereianos (habitantes de Bereia) foram elogiados porque não engoliram tudo “no automático”: eles conferiam, nas Escrituras, se o que estavam ouvindo era correto. Paulo elogiou esse comportamento!

Esse é um padrão saudável para todo cristão: humildade para ouvir e coragem para examinar.

Alguns pregadores têm afirmado que Jesus cumpriu o voto de nazireado de forma perfeita e plena. Mas como saber se isso está certo?

Do mesmo jeito que os bereianos faziam: examinando a Palavra, localizando o texto bíblico, entendendo suas regras e, então, comparando com a vida de Cristo. 

Sempre ficamos com a palavra final nas Escrituras. Vou te ensinar como se faz isso, usando esse tema como pano de fundo.

E para começar do jeito certo, vamos olhar o texto-base do próprio voto: “Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando alguém, seja homem seja mulher, fizer voto especial, o voto de nazireu, a fim de consagrar-se para o SENHOR” (Números 6:2).

Aqui começam as orientações sobre esse voto. Vamos examinar!

Onde a Bíblia descreve o voto de nazireado

A primeira coisa a ser feita é localizar na Bíblia onde temos a descrição deste voto de nazireado detalhado. Ele está especificado em Números 6:1-21. Ali estão as regras, os limites e o funcionamento do voto.

Precisamos ler agora o que o texto exige. Para poupar tempo, eu farei um resumo com bom nível de detalhes dos pontos que não podemos ignorar, e eu vou explicá-los com clareza.

Esse voto era uma consagração especial, voluntária, por um período determinado (na maioria dos casos), com marcas externas e práticas que eram obrigatórias para que o voto tivesse validade.

Abstinência total de vinho e fermentados

O nazireu teria que abster-se de vinho e de outras bebidas fermentadas (Números 6:3). E não era só “não beber vinho”: também não poderia beber vinagre feito de vinho ou de outra bebida fermentada (Números 6:3).

Nada de uvas, suco, passas, sementes ou cascas

A restrição era ainda mais ampla: não poderia beber suco de uva nem comer uvas nem passas (Números 6:3). E vai além: não poderia comer nada que viesse da videira, nem mesmo as sementes ou as cascas (Números 6:4). Ou seja: tudo que fosse “fruto da videira” ficava proibido.

Cabelo sem lâmina durante todo o período

Outra marca pública: durante todo o período de seu voto de nazireu, nenhuma lâmina deveria ser usada em sua cabeça (Números 6:5). O cabelo crescido funcionava como sinal visível de separação para Deus.

Separação de cadáveres: nem pai, mãe ou irmãos

E mais: não poderia aproximar-se de um cadáver, mesmo que o seu próprio pai ou mãe ou irmã ou irmão morressem (Números 6:6-7). Isso mostra o nível de restrição ritual exigido durante o voto.

Se houvesse contato involuntário com morte, havia rito de purificação e sacrifícios

Caso alguém morresse subitamente perto dessa pessoa, ela deveria rapar a cabeça e seguir as orientações da lei, levando animais para sacrifício (Números 6:9-12). O texto prevê até acidentes: mesmo assim, havia consequências litúrgicas e reinício do período.

Agora vem a pergunta decisiva: depois de lidas todas essas regras, seria possível que Jesus fosse nazireu?

Jesus era nazireu? comparando a vida de Cristo com Números 6

A resposta é não. E não é “opinião”: é conclusão bíblica quando colocamos as regras do voto ao lado dos Evangelhos.

1) A Bíblia não diz que Jesus fez esse voto (e o contexto não aponta para isso)

Primeiro, a Bíblia não diz que Jesus fez esse voto de forma direta. “Ok”, alguém poderia responder, “talvez não foi dito, mas o contexto aponta”. 

O problema é que nem o texto nem o contexto sugerem que Ele estivesse sob esse voto. Quando os Evangelhos querem destacar um cumprimento, uma prática específica ou um sinal, eles o fazem com clareza. Aqui, não há essa indicação.

E é importante lembrar: “Jesus ser de Nazaré” (nazareno) é uma coisa; “nazireu” é outra. Um é identificação geográfica (Nazaré), o outro é um voto com regras específicas (Números 6). Misturar os termos é uma interpretação errada.

2) Se Jesus tivesse feito esse voto, as narrativas mostram que Ele o teria quebrado

Segundo, o contexto que mostra as narrativas sobre a vida de Jesus demonstra que, caso Ele tivesse feito esse voto, Ele o teria quebrado. Vou citar apenas dois exemplos que comprovam isso:

a) A ceia e o fruto da videira: Na instituição da Santa Ceia, Jesus bebeu do fruto da videira com os apóstolos. Se Ele fosse nazireu, isso quebraria diretamente a regra de consumir qualquer coisa que vinha de uvas (Números 6:3-4). 

Se o voto proíbe vinho, vinagre de vinho, suco de uva, uvas, passas, sementes e cascas, então participar do cálice seria incompatível com o nazireado.

b) O contato com a morte em Naim: Jesus também, em Lucas 7:4, se aproxima de um morto e toca em um caixão, quando ressuscitou o filho da viúva de Naim. Se o nazireu não podia aproximar-se de um cadáver (Números 6:6-7), então esse gesto—aproximar-se e tocar—entra em choque com o voto. 

E o voto previa até o caso de alguém morrer “subitamente perto” do nazireu, exigindo purificação e sacrifícios (Números 6:9-12). Nada disso aparece na vida de Cristo.

Logo, dizer que Jesus era nazireu não se sustenta quando aplicamos as próprias regras bíblicas do nazireado.

3) Quebrar voto é pecado — e Jesus não pecou

Terceiro, sabemos que fazer votos e quebrá-los é pecado. Jesus, porém, não pecou. Então, se Ele tivesse assumido o voto e o quebrado, isso faria dele um pecador—o que é impossível à luz do testemunho bíblico sobre Sua santidade. Portanto, a conclusão é simples: Jesus não foi nazireu.

O que Ele foi, sim, é o Consagrado perfeito do Pai, mas não por meio de um voto da lei de Moisés com essas exigências. O Novo Testamento mostra Jesus cumprindo a Lei em sua totalidade e revelando sua plenitude, mas isso não significa atribuir a Ele práticas específicas que a Escritura não afirma e que os fatos narrados contradizem.

Os bereanos foram elogiados por Paulo porque examinavam as Escrituras todos os dias.

Eles não apenas ouviam… eles se dedicavam.

Hoje, muitos até ouvem bons estudos… mas poucos têm constância no aprendizado.

E isso faz toda a diferença.

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