Como Jesus pode ser menor do que os anjos (Hebreus 2:7) se ele é Deus?

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta |

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Você Pergunta: Em Hebreus 2:6-9, diz que Jesus foi feito um pouco menor do que os anjos. O que isso significa quando aplicado a Jesus, já que a Bíblia afirma que Ele é Deus? Como Ele poderia ser menor que um anjo, sendo que tem toda autoridade no céu e na terra, como a própria Bíblia explica? Isso significa que Ele deixou de ser Deus durante Sua encarnação? Além disso, como conciliar essa aparente limitação com a perfeição de Sua divindade e a plena submissão aos propósitos do Pai?

Caro leitor, uma das passagens mais intrigantes das Escrituras é aquela que afirma que Jesus, o Filho de Deus, foi feito “um pouco menor do que os anjos”.

“Fizeste-o, por um pouco, menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste e o constituíste sobre as obras das tuas mãos” (Hebreus 2:7). 

Essa afirmação, à primeira vista, pode parecer contraditória com a divindade de Cristo, já que a Bíblia afirma que Ele é Deus, e também sobre sua autoridade sobre todas as coisas.

No entanto, ao aprofundarmos nossa compreensão do contexto e dos propósitos do Senhor, podemos desvendar essa aparente contradição e apreciar a beleza da obra redentora de Cristo.

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A encarnação de Cristo: O esvaziamento de si mesmo

Para entender essa afirmação, é fundamental compreender o conceito da encarnação. Quando Jesus se fez homem, Ele não deixou de ser Deus, mas sim, “esvaziou-se a si mesmo, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens” (Filipenses 2:7). 

Jesus, ao se tornar humano, limitou voluntariamente o uso de vários de seus atributos divinos para cumprir a missão de salvar a humanidade.

É por isso que o apóstolo João declarou: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1:14).

O Salmos 8 e a humanidade de Cristo

O autor da carta aos Hebreus cita o Salmos 8 para ilustrar a condição humana de Cristo. O salmista, ao contemplar a grandeza de Deus e a pequenez do homem, exclama: “Que é o homem, que dele te lembres? E o filho do homem, que o visites?” (Salmos 8:4). 

Essa exclamação, quando aplicada a Cristo, revela a humildade e a obediência do Filho de Deus ao Pai. Ele realizou sua missão de forma plena e foi obediente até o fim:

“a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Filipenses 2:8).

No contexto original, o Salmo 8 celebra a dignidade humana como uma expressão da criação de Deus. Contudo, Hebreus interpreta o Salmo de forma messiânica, aplicando-o a Jesus. Isso ocorre porque Jesus é o Filho do Homem perfeito, que viveu em total obediência ao Pai e foi coroado de glória e honra.

Ao se identificar plenamente com a humanidade, Jesus se tornou, temporariamente, menor que os anjos. Isso foi necessário para que Ele pudesse sofrer a morte e trazer a redenção:

“vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem” (Hebreus 2:9).

Assim, ao afirmar que Cristo foi feito “um pouco menor do que os anjos”, o autor de Hebreus está se referindo a uma condição específica da encarnação. Jesus, ao se tornar homem, assumiu a natureza humana, incluindo suas limitações e fragilidades. Nesse sentido, Ele se colocou abaixo dos anjos, que são seres espirituais superiores aos homens.

A vitória de Cristo e sua exaltação

No entanto, essa condição “de ser menor que anjos” foi temporária. Através de sua morte e ressurreição, Jesus triunfou sobre o pecado e a morte, sendo exaltado acima de todo principado e potestade:

“Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome” (Filipenses 2:9). 

A afirmação de que Cristo foi feito menor do que os anjos não diminui em nada sua divindade ou sua autoridade. Pelo contrário, ela ressalta a profundidade de sua humilhação e a grandeza de sua exaltação.

O que “menor que os anjos” não significa

É importante enfatizar que a afirmação de que Cristo foi feito menor do que os anjos não significa que:

  • Jesus é menos Deus: A divindade de Cristo é uma verdade inegociável:

“porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Colossenses 2:9).

  • Jesus foi criado: Cristo é eterno e coeterno com o Pai.

“pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Colossenses 1:16)

  • Jesus é menos poderoso que os anjos: Como Deus, Cristo possui todo o poder no céu e na terra.

“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28:18).

Conclusão

Jesus Cristo, sendo plenamente Deus, assumiu a condição de homem para realizar a redenção da humanidade. Sua condição de “pouco menor que os anjos” foi uma humilhação momentânea e voluntária, necessária para o cumprimento de sua missão. Essa condição em nada diminui sua natureza divina, mas exalta sua obediência e amor.

Que possamos glorificar ao Senhor pela profundidade de sua obra e compreender que sua humilhação foi o caminho para nossa redenção e para a exaltação de seu nome acima de todo nome.

Os bereanos foram elogiados por Paulo porque examinavam as Escrituras todos os dias.

Eles não apenas ouviam… eles se dedicavam.

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