Por que Lameque disse que dele se tomará vingança setenta vezes sete?

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta |

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Você Pergunta: Estou um pouco confusa sobre a citação de Lameque em Gênesis: Ele disse que de Caim a vingança será tomada sete vezes, mas dele, setenta vezes sete. Gostaria de entender melhor o que ele está querendo dizer aqui nesse contexto e se tem alguma ligação com a palavra de Jesus de perdoar setenta vezes sete.

Cara leitora, logo no começo de Gênesis podemos perceber narrativas que expõe como o coração humano se afundou em práticas pecaminosas das mais diversas. E isso fica bem evidente na citação da descendência de Caim que examinaremos a seguir.

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Por que Lameque disse que dele se tomará vingança setenta vezes sete?

(1) Depois que Caim matou seu irmão Abel, diz o texto que ele sai daquele lugar e vai habitar no oeste do Éden (Gênesis 4:16). Ali ele se casa e tem seu filho Enoque (Gênesis 4:17).

Na sequência temos uma descrição bem resumida da descendência de Caim, sendo: Enoque gera Irade. Irade gera Meujael. Meujael gera Metusael. Metusael gera Lameque (Gênesis 4:18).

(2) O destaque agora passa a ser para Lameque, que foi um tipo de “ícone” da maldade do seu tempo. Ele começa a poligamia (Gênesis 4:19), o que é uma distorção do padrão de Deus para o casamento. Depois o texto narra algumas evoluções “tecnológicas” humanas da época:

(i) Jabal, filho de Lameque, organizou-se em tendas, ou seja, pequenos povoados e desenvolveu a criação de gado (Gênesis 4:20);

(ii) Jubal, filho de Lameque, desenvolveu a área da música, com harpas e flautas (Gênesis 4:21);

(iii) Tubalcaim, filho de Lameque, desenvolveu instrumentos cortantes de bronze e de ferro, que provavelmente já foram usados como armas (Gênesis 4:22).

(3) Agora temos a parte que mais nos interessa para compreender por que Lameque disse que dele se tomará vingança setenta vezes sete. Lameque, falando às suas duas esposas, disse:

“E disse Lameque às suas esposas: Ada e Zilá, ouvi-me; vós, mulheres de Lameque, escutai o que passo a dizer-vos: Matei um homem porque ele me feriu; e um rapaz porque me pisou” (Gênesis 4:23).

O texto parece mostrar que Lameque teve algum desentendimento primeiro com um homem, depois com um jovem (criança, menino no hebraico).

Lameque aqui expõe com orgulho o que parece ter sido uma violência desproporcional. A ideia do texto parece mostrar que Lameque estava se orgulhando de como era forte, poderoso e de que era daqueles que “não levava desaforo para casa”, antes, resolvia as coisas com firmeza quando era provocado.

O trecho a seguir fortalece essa visão…

(4) Ele continua, e diz para as esposas: “Sete vezes se tomará vingança de Caim, de Lameque, porém, setenta vezes sete” (Gênesis 4:24).

Aqui ele está se referindo à fala de Deus em Gênesis 4:15, quando Deus ameaça que qualquer pessoa que matasse Caim receberia punição sete vezes maior do que a de Caim por ter matado o irmão Abel! Evidentemente que Deus queria com isso barrar um morticínio e uma vingança sem fim nessa geração.

Quando Lameque diz que se tomará vingança setenta vezes sete sobre quem porventura o matasse, estava zombando das palavras que Deus disse.

Estava considerando que a violência que praticou matando duas pessoas era correta e justa, portanto, ele era mais justo diante de Deus do que Caim. Por isso, a punição de Deus sobre quem o matasse deveria ser maior do que no caso de seu antepassado Caim.

(5) O que temos em Lameque é um senso distorcido de certo e errado. Ele julga que matar pessoas por motivos fúteis é mera legítima defesa!

É por isso que ele considera (Ele, não Deus) que seria merecedor de muito maior cuidado (misericórdia) de Deus do que Caim que, segundo a visão de Lameque, cometeu crime muito maior que ele.

É possível que Jesus estivesse com esse episódio em mente quando responde a Pedro que devemos perdoar setenta vezes sete! Porém, o que Jesus usa é somente a figura de linguagem para expressar um quantidade de vezes enorme, sem limitações!

Os bereanos foram elogiados por Paulo porque examinavam as Escrituras todos os dias.

Eles não apenas ouviam… eles se dedicavam.

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