Parábola dos trabalhadores na vinha explicada versículo por versículo

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta |
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Você Pergunta: Presbítero, explique a parábola dos trabalhadores da vinha. Essa é uma parábola bem difícil, em minha opinião, especialmente pelo fato de parecer um pouco injusto que quem trabalha mais ganhe a mesma coisa que quem trabalha menos. Qual é o foco de Jesus nesse ensino?

A parábola dos trabalhadores na vinha não surge no vazio. Ela nasce de um contexto muito específico: o encontro de Jesus com o jovem rico. Aquele homem desejava a vida eterna, mas não estava disposto a abrir mão do seu verdadeiro deus, o dinheiro. 

Quando ele se afasta triste, Pedro, olhando para si mesmo e para os demais discípulos, entende que eles haviam feito exatamente o oposto: deixaram tudo para seguir Jesus. Surge então a pergunta: “Que será, pois, de nós?” (Mateus 19:27).

Por trás dessa pergunta existe algo muito humano: a ideia de mérito. Pedro, ainda que sinceramente, parece pensar que a renúncia feita pelos discípulos os colocava em uma posição especial diante de Deus. 

Jesus, então, responde mostrando que Deus honra a obediência, sim, mas que ninguém entra no Reino por merecimento próprio, pois todos pecaram. 

É nesse ponto que a parábola dos trabalhadores da vinha aparece, não como uma aula de economia, mas como uma lição profunda sobre graça, soberania e justiça divina.

Parábola dos trabalhadores na vinha versículo por versículo

O dono da vinha e a iniciativa de Deus

“Porque o reino dos céus é semelhante a um dono de casa que saiu de madrugada para assalariar trabalhadores para a sua vinha” (Mateus 20:1).

O primeiro verso apresenta o personagem central: o dono da vinha. Ele é proprietário, tem recursos e autoridade. O detalhe importante está na iniciativa: é ele quem sai de madrugada para procurar trabalhadores e continua a buscá-los o dia todo. 

No Reino de Deus, não somos nós que encontramos Deus; é Ele quem nos encontra. A salvação começa sempre pela iniciativa do Senhor. A vinha representa o campo da obra de Deus (o reino Dele), e os trabalhadores são aqueles que Ele chama para participar dela.

O acordo justo e o chamado dos primeiros

“E, tendo ajustado com os trabalhadores a um denário por dia, mandou-os para a vinha” (Mateus 20:2).

Aqui há um acordo claro. Um denário era o pagamento justo por um dia inteiro de trabalho. Esses primeiros trabalhadores representam aqueles que foram chamados cedo para servir a Deus, que assumiram um compromisso mais pesado, mais longo, mais exigente. 

Nada é injusto aqui. O combinado é feito, e eles aceitam. O problema não está no acordo, mas na comparação que virá depois. 

Até esse momento esses trabalhadores certamente veem o dono da vinha como um abençoador que lhes dá o trabalho e o sustento!

O chamado continua ao longo do dia

“Saindo pela terceira hora, viu, na praça, outros que estavam desocupados. E disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e vos darei o que for justo. Eles foram” (Mateus 20:3-4).

Agora são nove da manhã. O dono da vinha continua buscando trabalhadores. Observe que não há valor combinado agora, apenas a promessa de justiça no pagamento. 

Eles confiam na palavra do dono e vão. Aqui já começamos a perceber que o foco da parábola não é o pagamento, mas a confiança no caráter daquele que chama. Uma confiança tão grande que gera uma entrega dos trabalhadores!

A persistência do chamado

“Tendo saído outra vez, perto da hora sexta e da nona, procedeu da mesma forma” (Mateus 20:5).

Ao meio-dia e às três da tarde, o chamado continua. Isso revela um Deus que não desiste de buscar pessoas. 

Alguns já estão trabalhando há horas, outros chegam agora, mas todos são convidados a participar da vinha. O Reino de Deus não funciona por exclusividade, mas por graça.

E mais: Deus é quem organiza o tempo das coisas acontecerem! No reino Dele, ele governa quando as coisas acontecem!

O chamado da última hora

“E, saindo por volta da hora undécima, encontrou outros que estavam desocupados e perguntou-lhes: Por que estivestes aqui desocupados o dia todo? Responderam-lhe: Porque ninguém nos contratou. Então, lhes disse ele: Ide também vós para a vinha” (Mateus 20:6-7).

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Agora são cinco da tarde. Esses trabalhadores não recebem promessa alguma de pagamento. Eles vão apenas confiando na palavra do dono. 

Aqui fica evidente que Jesus não está falando de negócios, mas de fé. Eles representam aqueles que chegam no fim da vida, no fim da história, mas ainda assim são alcançados pela graça de Deus.

Fica evidente que não temos merecimento aqui, mas misericórdia que alcança em todo o tempo pessoas que não merecem!

O momento do pagamento e a inversão do dono

“Ao cair da tarde, disse o senhor da vinha ao seu administrador: Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos, indo até aos primeiros” (Mateus 20:8).

A ordem do pagamento é propositalmente invertida (o normal seria pagar primeiro quem mais trabalhou). Jesus faz isso para provocar reflexão. O Reino de Deus frequentemente confronta nossa lógica humana. 

Aquilo que esperamos não acontece como imaginamos. O pagamento começa pelos que menos trabalharam! O mérito humano não está em questão aqui! Mas sim a certeza de que todos serão abençoados pela promessa e graça de Deus!

A surpresa que gera frustração

“Vindo os da hora undécima, recebeu cada um deles um denário. Ao chegarem os primeiros, pensaram que receberiam mais; porém também estes receberam um denário cada um” (Mateus 20:9-10).

Os últimos se alegram. Os primeiros se frustram. Não porque receberam menos do que o combinado, mas porque passaram a se comparar. 

O problema nunca é a graça recebida pelo outro, mas o orgulho que nasce quando olhamos apenas para nosso próprio esforço e queremos tomar o lugar de Deus na distribuição de suas bênçãos!

Ser chamado primeiro deveria provocar orgulho positivo, pois representa uma confiança maior, um tempo maior para honrar o dono da vinha! 

Mas não foi assim que os primeiros chamados enxergaram! Jesus queria mostrar o que o Pai espera dos que primeiro foram chamados!

A murmuração e o coração humano

“Mas, tendo-o recebido, murmuravam contra o dono da casa, dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora; contudo, os igualaste a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia” (Mateus 20:11-12).

A murmuração revela um coração que ainda não entendeu a graça. O combinado foi cumprido, mas o sentimento de superioridade gera insatisfação. 

Aqui Jesus confronta a ideia de que tempo de serviço gera mais direito no Reino. Não gera! Deus honra o esforço de cada um em sua obra, mas todos só estão ali pela graça! Seja os que foram chamados primeiro, ou os que chegaram no final da tarde!

Todos deveriam estar felizes em servir o dono e poder estar em sua vinha, com trabalho e sustento nas mãos! Isso representa as bênçãos de Deus derramadas de forma abundante!

A resposta do dono e a soberania da graça

“Mas o proprietário, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não combinaste comigo um denário? Toma o que é teu e vai-te; pois quero dar a este último tanto quanto a ti” (Mateus 20:13-14).

O dono reafirma sua fidelidade e sua liberdade. Ele não errou, não enganou, não foi injusto. Ele apenas foi misericordioso. Mas, infelizmente, a misericórdia incomoda aqueles que acham que tem mais mérito!

Se nos colocássemos no lugar do outro, certamente estaríamos felizes por muitos trabalhadores terem sido encontrados, mesmo no final do dia! E honrados pelo Senhor nos ter dado maiores responsabilidades e serviço!

A pergunta que expõe o coração

“Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?” (Mateus 20:15).

Aqui está o centro da parábola. O problema não é a bondade de Deus, mas o nosso olhar quando não entendemos essa bondade. 

Todos estavam perdidos, todos estavam sem trabalho, e todos foram chamados. Todos receberam algo bom das mãos do dono! 

Todos deveriam estar felizes! Mas os maus olhos embaçam a visão, para que a graça de Deus não seja reconhecida!

A conclusão do ensino de Jesus

“Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos, porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mateus 20:16).

Jesus encerra mostrando que o Reino não funciona pela lógica humana. Deus chama, escolhe e recompensa conforme sua vontade. 

O privilégio não é o salário, mas participar da vinha. Não importa a ordem do chamado, se foi primeiro ou se foi por último! Importa ir, participar, estar ali e receber da graça de Deus, de sua misericórdia, sabedores que, sem Ele, estaríamos todos perdidos!

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