Alguns não vão morrer até me vir vindo no meu reino (Mateus 16:28)

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta |

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Você Pergunta: Presbítero, em Mateus 16:28 Jesus diz que, das pessoas que estavam ali, algumas delas não passariam pela morte sem ver o Filho do Homem vir em Seu reino. Minha dúvida é como isso se cumpriu e quando, pois essa vinda do reino de Deus não seria a segunda vinda de Cristo? Fiquei bem confuso com esse texto. Se puder, faça um estudo para nos ajudar a entender!

Primeiro vamos olhar para o texto de Mateus: “Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir o Filho do Homem no seu reino” (Mateus 16:28). 

Essa afirmação de Jesus tem intrigado muitos leitores ao longo dos séculos. Afinal, o que Ele quis dizer com isso? A primeira coisa a ser considerada diante dessa fala é o que ela não significa

Fica evidente que, nesse contexto, Jesus não está se referindo à sua segunda vinda, aquela que encerrará a história humana e trará o juízo final. 

Isso porque todos os que estavam ali com Ele já morreram, e a segunda vinda ainda não ocorreu. Logo, não há dúvida de que a frase “até que vejam vir o Filho do Homem no seu reino” aponta para outro tipo de acontecimento. Mas qual seria esse evento tão importante que alguns daqueles discípulos veriam ainda em vida?

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Interpretação 1: ressurreição, pentecostes e o crescimento da igreja

Uma interpretação bastante aceita entre estudiosos é a de que Jesus estava se referindo a tudo o que aconteceria a partir da sua morte e ressurreição. O contexto anterior ajuda a entender isso. Poucos versículos antes, Jesus começa a anunciar aos discípulos que sofreria, morreria e ressuscitaria ao terceiro dia

Essa notícia chocou profundamente o grupo, e Pedro, sem entender o plano de Deus, tentou repreendê-lo. A resposta de Jesus foi firme: 

“Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens” (Mateus 16:23).

Para os discípulos, a ideia de um Messias que morresse era inaceitável. Eles esperavam um rei político e libertador imediato. No entanto, Jesus estava revelando um plano muito maior: a vitória sobre o pecado e a morte. Dentro dessa perspectiva, a frase “ver o Filho do Homem vir em seu reino” poderia apontar para o triunfo do Cristo ressuscitado e tudo o que se seguiu a isso:

  • A ressurreição: o momento em que Jesus vence a morte e manifesta a autoridade do seu reino espiritual;
  • O Pentecostes: quando o Espírito Santo é derramado sobre os discípulos, capacitando-os a testemunhar e iniciar a expansão do Reino de Deus.
  • O crescimento da Igreja: um reino que não é político, mas espiritual, começando com os apóstolos e se espalhando por toda a Terra.

Nessa leitura, a promessa de Jesus se cumpre plenamente: vários daqueles que o ouviram viram com os próprios olhos o início glorioso do seu Reino — não um reino terreno e militar, mas o reino espiritual de Deus crescendo no mundo.

Interpretação 2: a transfiguração como visão do reino

Outra interpretação igualmente forte é a de que Jesus estava se referindo à transfiguração, evento que ocorre imediatamente depois dessa declaração em todos os três evangelhos sinóticos (Mateus 17, Marcos 9 e Lucas 9). 

A sequência textual é reveladora: logo após dizer que alguns ali não morreriam até verem o Filho do Homem no seu reino, Mateus narra que Jesus leva Pedro, Tiago e João a um monte alto, onde é transfigurado diante deles.

Ali, os discípulos têm uma experiência sobrenatural:

  • O rosto de Jesus brilha como o sol.
  • Suas roupas se tornam brancas como a luz.
  • Moisés e Elias aparecem conversando com Ele.
  • Uma voz (a voz de Deus) fala que Jesus é o filho amado.

Essa cena é uma antecipação gloriosa do Reino e da glória de Cristo. Pedro, mais tarde, se lembra desse momento com profunda reverência: 

“pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Ora, esta voz, vinda do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo” (2 Pedro 1:17-18).

A menção de que “alguns” veriam o Filho do Homem em seu reino se encaixa perfeitamente nesse contexto. De fato, apenas três discípulos testemunharam a transfiguração, e essa experiência foi uma amostra antecipada da glória futura de Cristo e do estabelecimento do seu reino eterno.

Uma curiosidade interpretativa

Há também uma terceira interpretação defendida por alguns (poucos) estudiosos que vale como curiosidade acadêmica: a de que Jesus estaria se referindo à destruição de Jerusalém no ano 70 d.C.

Nesse ponto de vista, a queda da cidade e do templo seria um marco visível do juízo de Deus sobre a nação incrédula e o sinal claro de que o Reino de Cristo havia se estabelecido de forma definitiva, rompendo com o antigo sistema religioso judaico. Porém, essa interpretação não é tão completa dentro do contexto como as outras já apresentadas.

Qual interpretação é mais provável?

Como estudante das Escrituras, é importante reconhecer que ambas as interpretações são possíveis e coerentes com o texto

A primeira enfatiza o processo histórico e espiritual do Reino de Deus sendo estabelecido no mundo através da obra redentora de Cristo, o envio do Espírito Santo e o avanço da Igreja. 

A segunda destaca uma manifestação visível e gloriosa do Reino ainda durante a vida dos discípulos, cumprindo literalmente a promessa de que alguns veriam essa glória antes de morrer.

Contudo, muitos estudiosos (eu também) consideram que a interpretação da transfiguração se encaixa melhor no contexto imediato. A sequência literária não é acidental: Mateus conecta diretamente a promessa de Mateus 16:28 com a experiência descrita em Mateus 17. 

A transfiguração, então, funciona como um sinal prévio da autoridade messiânica de Jesus e do esplendor do Reino que Ele estabeleceria plenamente.

Assim, independente de qual interpretação se adote, o ponto central permanece: o Reino de Deus não é algo distante ou limitado ao futuro. 

Ele já começou com a vinda de Cristo ao mundo, com sua morte e ressurreição, e continua crescendo até a consumação final em sua segunda vinda. 

Quando Jesus disse que alguns veriam o Filho do Homem vindo em seu reino, estava garantindo que seu plano não seria frustrado e que a glória do Reino seria revelada aos seus seguidores ainda em vida.

Essa promessa se cumpriu de forma poderosa — tanto na transfiguração quanto nos eventos que se seguiram à ressurreição — e continua se cumprindo hoje, à medida que o Reino de Deus avança nos corações daqueles que creem.

Os bereanos foram elogiados por Paulo porque examinavam as Escrituras todos os dias.

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