O que significa colocar remendo novo em veste velha e vinho novo em odres velhos?
A paz do Senhor! Só me confirme uma coisa:
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Cara leitora, a profundidade dos ensinos de Jesus é realmente algo que nos provoca a debruçar com afinco sobre a Palavra de Deus, a fim de examinarmos com profundidade certos ensinos.
Vamos fazer isso agora juntos e você vai entender bem o que Ele quis ensinar sobre o remendo novo em veste velha e sobre o vinho novo em odres velhos.
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Remendo novo em veste velha
(1) A primeira coisa que identificamos nesse ensino de Jesus é que foi um ensino dado a partir de uma pergunta pelos discípulos de João Batista (provavelmente instigados pelos fariseus, veja Marcos 2:18):
“Vieram, depois, os discípulos de João e lhe perguntaram: Por que jejuamos nós, e os fariseus muitas vezes, e teus discípulos não jejuam?” (Mateus 9:14).
É certo que o jejum era algo muito realizado pelos judeus (e algo positivo), no entanto, uma série de jejuns faziam parte da tradição religiosa construída e não eram uma obrigação decorrente da lei.
Fica evidente que os apóstolos de Jesus não observavam esses jejuns naquele momento e Jesus é questionado sobre isso.
É importante entender que essa pergunta está intimamente ligada às tradições implantadas pelos religiosos da época de Jesus.
(2) Jesus responde usando uma analogia de um casamento em que os amigos no noivo (ou seja, Dele), não poderiam jejuar na festa de casamento (ou seja, enquanto Jesus, o Messias, estava com Eles):
“Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar” (Mateus 9:15).
Jesus não condena o jejum, mas mostra primeiramente que o momento não era para jejuns. O momento de jejuar viria, mas o jejum deveria ser feito com significado correto. Jesus, então, traz a lição objeto de nossa análise:
“Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura” (Mateus 9:16).
(3) Essa outra comparação de Jesus vem da costura. Se você pega uma roupa velha com um buraco e coloca um remendo novo nela, o pano novo irá encolher um pouco com o tempo e irá rasgar ainda mais a veste velha!
A comparação aqui é clara e precisamos estar atentos a ela: o que é o remendo de pano novo? E o que é a veste velha? Parece evidente que a veste velha é o judaísmo presente na época de Jesus.
O pano novo é o que Deus está fazendo através do Messias enviado. Era impossível costurar aquilo que Deus estava fazendo através do Messias ao judaísmo distorcido criado pelos religiosos, cheio de exigências extravagantes e desnecessárias.
Esse é o foco de Jesus aqui, quando mostra que um pedaço novo de pano, quando costurado a uma roupa velha, criaria mais buracos nela, devido o tecido velho já estar desgastado e assim não era algo correto a se fazer.
Da mesma forma, a missão do Messias não poderia se conformar (tomar a mesma forma) do desgastado judaísmo cheio de doutrinas de homens.
Vinho novo em odres velhos
(4) A segunda comparação é com odres de vinho e segue a mesma lógica: “Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam” (Mateus 9:17).
Odres aqui era sacos feitos de pele de animais para guardar líquidos. O processo de fermentação do vinho expandia esses odres, que tinham certa elasticidade.
Porém, colocar vinho novo em um odre já usado iria recomeçar a fermentação, fazendo o odre que já tinha perdido parte de sua elasticidade se arrebentar. A comparação aqui é clara também:
O Messias e toda Sua obra é o “vinho novo” que não podia ser contido pelos “odres velhos”, que apontavam exatamente para o sistema religioso que existia ali.
(5) Assim, com essas comparações, Jesus demonstra que veio trazer algo novo que o povo não estava esperando e que esse algo novo não poderia ser moldado às tradições religiosas e expectativas erradas daquele povo.
Isso ficou muito claro nos embates de Jesus com os religiosos hipócritas de Seu tempo, que desejavam moldar os planos de Deus às suas tradições, quando Deus tinha planos totalmente diferentes de suas expectativas.
Os bereanos foram elogiados por Paulo porque examinavam as Escrituras todos os dias.
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