O que significa o salário do pecado é a morte que a Bíblia ensina?

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Você pergunta: lendo em Romanos 6:23, um texto que é muito citado por muitos pastores na Bíblia, observei que Paulo fala ali que o salário do pecado é a morte. De forma prática o que seria isso? Seria a morte física ou a morte espiritual? O que esse salário significa em nossas vidas?

Caro leitor, esse é um importante texto que nos ajuda a entender mais profundamente a nossa situação com relação à nossa natureza humana pecaminosa. Mas para entender esse texto de uma forma mais profunda, vamos refletir um pouco sobre o contexto em que ele foi escrito e também sobre o contexto mais amplo analisando outros textos bíblicos.

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O que significa o salário do pecado é a morte?

O que significa o salário do pecado é a morte?

(1) Para entender bem essa questão precisamos relembrar o que está escrito em Gênesis 2:16-17: “E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Deus estabelece uma ordem e uma consequência caso essa ordem fosse desobedecida, que era a morte. Esse é o primeiro texto da Bíblia que fala diretamente sobre morte.

Mas o que seria essa morte? A punição de Deus por causa da desobediência atingiu todo o nosso ser. Isso significa que haveria a partir daquela desobediência, como primeira consequência direta, a morte física do ser humano. Passamos a ser criaturas que voltam ao pó. E também, por conta da mesma desobediência, a morte espiritual passou a fazer parte da vida do ser humano desobediente, pecador, caído. A morte espiritual pode ser explicada como a nossa distância de Deus. Perto de Deus há vida, longe Dele, não.

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O salário do pecado é a morte e o dom gratuito da vida eterna

(2) No texto de Romanos 6: 23 Paulo explica essa questão com detalhes: “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Nesse texto e em seu contexto, Paulo está fazendo uma comparação com a vida sem Cristo e a vida com Cristo.

Sem Cristo, aquilo que temos em nós é o domínio pleno do pecado. Isso nos faz receber o salário, ou seja, o pagamento por termos uma vida que desagrada a Deus. E o salário do pecado é a morte, a condenação eterna. A morte física todos os homens passarão, porém, a morte espiritual, a qual a Bíblia também dá o nome de segunda morte (Apocalipse 21:8), essa é o salário de quem permanece distante de Deus em uma vida de pecado.

(3) No entanto, o texto também nos demonstra que existe uma forma de não receber esse salário terrível. E a forma é recebendo o dom gratuito de Deus, ou seja, recebendo a salvação que está em Jesus Cristo, que é a resposta de Deus ao problema que o pecado causou em nossas vidas. É a graça de Deus derramada sobre aqueles que creem.

Isso significa que Deus providenciou uma forma de escaparmos desse salário terrível que todos nós iríamos receber, pois todos nós pecamos (Romanos 3:23). E essa forma de escapar é simplesmente crendo no sacrifício de Seu filho, o Senhor Jesus Cristo: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos” (Efésios 2:4-5).

(4) Dessa forma, o salário do pecado é a morte significa que no juízo final, aquele dia em que Deus vai julgar a cada um de nós, muitos irão receber plenamente esse salário do pecado, irão receber em sua “conta” e deverão sofrer muito com ele. Essa será a justiça de Deus derramada sobre todos que o rejeitaram. E ao mesmo tempo Ele derramará graça e misericórdia sobre todos aqueles que receberam Jesus Cristo em suas vidas e creram de fato e de verdade: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (João 1:12).

(5) Assim, concluímos que o salário do pecado é a morte para todos aqueles que rejeitam Jesus Cristo e, dessa forma, acolhem e aceitam uma vida de pecado. A consequência disso é a morte espiritual, o sofrimento eterno. Mas Deus nos deu também a possibilidade de trocar o sofrimento eterno pela vida eterna, que é a vida ao lado de Deus e de sua vontade. Para isso precisamos reconhecer nossa condição de pecadores e ser discípulos de Jesus de Nazaré.

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Tem 33 anos, ama escrever e estudar a Bíblia Sagrada. Escreve artigos aqui no Blog Esboçando Ideias há mais de 7 anos. É membro da Igreja Presbiteriana Bela Jerusalém, onde atua como presbítero, líder do louvor e professor da Escola Dominical. É o autor do Método Como Ler a Bíblia e Entendê-la Mais Facilmente e do Manual Bíblico das questões difíceis da Bíblia. O presbítero André Já escreveu mais de 1200 artigos neste blog. Contato: andre@esbocandoideias.com

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2 comentários

  • MARIA DO CARMO S.SANTOS disse:

    É verdade,precisamos ser discípulos vigilantes.

    Responder
  • Malaquias disse:

    Graça e paz a todos!

    Bem explicado pelo irmão André levando em conta que a morte afirmada por Deus em Gênesis 2:17 fosse a da “MORTE FÍSICA”. Entretanto, é bem possível que Deus estivesse falando da “MORTE ESPIRITUAL”, se for observado com atenção o que nos diz o Senhor em Gênesis 6:3 “Então, disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito PARA SEMPRE com o homem, porque ele também é carne; PORÉM OS SEUS DIAS SERÃO DE CENTO E VINTE ANOS”. Neste momento embora de forma “Não explícita”, Deus está se referindo à “MORTE FÍSICA DO HOMEM”, UMA VEZ QUE ALI ESTABELECE O TEMPO MÁXIMO QUE O HOMEM.IRÁ VIVER. Pelo fato de Deus dizer: Não contenderá o meu meu Espírito “PARA SEMPRE COM O HOMEM”, Ele deixa.claro que o homem NORMALMENTE viveria de forma perpetua, fato que levaria Deus a contender com o homem PARA SEMPRE. Agora, estava decidido por Deus que o homem só viveria no máximo até cento e vinte anos.

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