Por que os evangélicos não fazem missa de sétimo dia?

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Você pergunta: Eu era católico, confesso que não era muito praticante. Mas sempre fui, quando possível, em missas de sétimo dia de pessoas falecidas, eu gostava muito. Quando me converti há dois anos achei bem estranho que os evangélicos não fazem missa de sétimo dia e lidam com a morte de uma forma um pouco diferente. Minha dúvida é: por que os evangélicos não fazem missa de sétimo dia para as pessoas falecidas? Isso não é algo bíblico?
Caro leitor, antes de te responder porque os evangélicos não têm esse costume de fazer missa de sétimo dia, é importante saber exatamente o que é essa missa e por que os católicos a realizam.
A fé protestante tem na Bíblia sua única regra de fé e prática e tudo que fazemos deve estar em acordo com a Palavra de Deus e ainda não ferir qualquer princípio dela!
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Por que os evangélicos não fazem missa de sétimo dia?
(1) Segundo o livro A fé Católica – Perguntas e respostas – de Diogo Luis Fuitem – nas páginas de 63 a 66: “Na ocasião do sepultamento da pessoa falecida, a comunidade reunida realizava as exéquias, isto é, fazia as orações que celebravam a esperança cristã na vida eterna, proclamavam a ressurreição de Jesus Cristo, pediam pela passagem do falecido ao céu e serviam de conforto para os parentes enlutados. O ponto central das exéquias era a Santa Missa. O Catecismo da Igreja Católica, no número 1689, considera a Eucaristia “o coração da realidade pascal da morte cristã”. E, repetindo as palavras do ritual de exéquias, diz: “Na Eucaristia, a Igreja expressa sua comunhão eficaz com o finado. Oferecendo ao Pai, no Espírito Santo, o sacrifício da morte e ressurreição de Cristo, ela pede para que o fiel falecido seja purificado de seus pecados e de suas consequências e seja admitido à plenitude pascal do Banquete do Reino”.
(2) Evidentemente, analisando o objetivo central da missa de sétimo dia, que é pedir a Deus que o falecido seja purificado de seus pecados e consequências e seja admitido ao céu, verificamos que essa atitude não tem qualquer embasamento bíblico.
Na Bíblia, não encontramos respaldo para afirmar que uma pessoa pode conseguir o perdão do pecado de outra pedindo por ela a Deus, e nem que uma pessoa possa ser salva após estar morta, caso seja realizada por ela missa de sétimo dia.
(3) O arrependimento é algo pessoal e realizado em vida: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1João 1:9).
E a salvação também acontece em vida e, em hipótese alguma, encontramos na Bíblia menção de que uma pessoa possa ser salva após a sua morte através de petições de vivos.
(4) O que a Bíblia afirma é que após morrermos já sofremos o juízo: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hebreus 9:27). Esse juízo sela o destino eterno da pessoa, não havendo mais possibilidade de segundas chances após a morte.
(5) Dessa forma, fazer missa de sétimo dia, por tudo que ela representa, não é uma prática que se harmoniza com o ensino da Palavra de Deus. E é por isso que evangélicos não fazem missa de sétimo dia, é um tipo de ritual que não se enquadra como uma doutrina bíblica e saudável.
Para os evangélicos, após a morte, o que cabe é o cuidado com os familiares e amigos que ficaram e sofrem a dor da perda. Ao que faleceu, somente Deus pode lhe imputar a salvação ou a condenação, pois apenas Deus conhece plenamente cada coração.
Podemos, claro, inferir pelos frutos do falecido se este teve uma vida de discípulo ou não, mas a palavra final é apenas de Deus. Não cabe a nenhum vivo sequer orar por mortos, pois, segundo demonstramos, a Bíblia não nos permite tal intercessão por mortos e nem pelas consequências eternas de sua vida na terra.
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