Parábola do fariseu e publicano. Você percebeu os detalhes?

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta |
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Você Pergunta: Presbítero, entendi um pouco aquela parábola do fariseu e do publicano. Mas não consegui captar lições muito profundas nela. Tenho a impressão que não percebi algum detalhe! Gostaria que o senhor explicasse verso por verso na sua série de parábolas, com o máximo de detalhes possível, para nos abençoar!

Como alguém deve orar a Deus corretamente e como acessar corretamente o reino de Deus? Essa parábola de Jesus tem como foco principal ensinar qual deve ser a postura do nosso coração quando nos colocamos diante do Pai. 

Ao mesmo tempo, ela revela como devemos nos enxergar e como devemos olhar para os outros, pois a forma como pensamos sobre nós mesmos afeta diretamente nossa vida espiritual. 

Um verdadeiro servo de Deus precisa estar alinhado ao que o Pai ensina sobre a falsa sensação de “justiça própria” e sobre a visão correta que devemos ter da nossa própria condição diante dEle.

Nessa parábola, Jesus coloca lado a lado duas pessoas, duas orações e duas posturas totalmente diferentes, que geram também dois resultados diferentes. E, ao compará-las, Ele expõe verdades profundas sobre humildade, arrependimento, orgulho e graça. 

É um ensino poderoso que revela, de maneira clara, qual é o tipo de coração que Deus aceita — e qual é o tipo de coração que o próprio Deus rejeita.

Parábola do fariseu e publicano versículo por versículo

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Quem você acha que é?

“Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros:” (Lucas 18:9)

Jesus, inicialmente, não cita nomes, não diz grupos específicos, não rotula religiões. Ele descreve atitudes — e isso é ainda mais profundo para nosso entendimento.

Havia pessoas que “confiavam em si mesmas”, que se viam como justas o bastante, a ponto de desprezar os outros.

Esse é o ponto inicial e crucial: o problema não é o ato de orar, nem o ato de buscar Deus, nem um grupo específico de pessoas, mas a postura do coração que ora diante do Pai.

Esse tipo de atitude pode surgir em qualquer pessoa, de qualquer época, igreja ou formação. A altivez espiritual — tão sutil e perigosa — é sempre um convite para a queda. Deus resiste ao soberbo, mas concede graça ao humilde.

E aqui, Jesus começa a construir o contraste central da parábola.

Propósito abençoado, atitude não!

“Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano.” (Lucas 18:10)

Ambos tinham um propósito bom: orar. Subiram ao templo de Jerusalém, lugar de oração individual e coletiva. A cena sugere que oravam de modo audível, ainda que não necessariamente em voz alta para todos.

Mas os personagens são opostos:

  • O fariseu: religioso judeu extremamente rigoroso nas leis de Moisés.
  • O publicano: cobrador de impostos judeu ao serviço de Roma, visto como traidor e muitas vezes corrupto.

Só o fato de o publicano estar indo ao templo já surpreende — havia em seu coração alguma chama de busca, algo pulsando por mudança.

Aqui aprendemos que: Um bom propósito (apenas) não garante uma boa atitude diante de Deus. Os dois oram. Os dois vão ao templo. Mas o coração de cada um conta uma história completamente diferente diante do Pai, que vê todas as coisas.

Jesus analisa a oração do fariseu

“O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;” (Lucas 18:11)

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A descrição de Jesus é devastadora: O fariseu “orava de si para si mesmo”. Ele pensa falar com Deus, mas o alvo é o próprio ego. A oração dele não “sobe”; ela retorna para ele mesmo.

Ele agradece (graças dou) — mas seu agradecimento é contaminado pelo seu orgulho destrutivo. Diz a Deus que é melhor do que os outros e, pior ainda, aponta o publicano como inferior, apenas baseado nos rótulos que a sociedade coloca sobre ele.

O fariseu não está orando de verdade; está fazendo um discurso de autoelogio diante de Deus. E isso o impede de perceber o estado real de sua alma.

A grande verdade é: Quem confia em sua própria justiça deixa de enxergar sua necessidade da graça de Deus, não se arrepende e, por isso, não consegue comunhão verdadeira com o Pai.

Mais exemplos de glorificação pessoal

“jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” (Lucas 18:12)

O fariseu não mente. Ele realmente jejua mais do que a Lei exigia e entrega seus dízimos com rigor.

Mas sua lista de boas obras, usada como autoexaltação, destrói o valor espiritual delas. O problema não está no jejum nem no dízimo — ambos eram práticas boas.

O problema é a motivação: ele fazia tudo isso para alimentar o próprio orgulho espiritual, sua religiosidade para se mostrar aos outros!

O fariseu é o retrato de alguém religioso, mas distante do coração do Pai. Um homem cheio de práticas, mas vazio de arrependimento.

Um canalha reconhecendo quem era

“O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lucas 18:13)

Se o fariseu se aproxima confiando em si, o publicano se aproxima consciente de sua necessidade e de quem ele realmente era.

Ele sabe quem é. Sabe o que fez. Sabe o quanto pecou.

Por isso, não ousa levantar os olhos ao céu — gesto comum entre os judeus ao orar. Ele bate no peito, símbolo de profunda dor e arrependimento. E suas palavras são poucas, mas profundas:

“Ó Deus, sê propício a mim, pecador!”

A expressão “sê propício a mim, pecador” tem o sentido de “remove tua ira, sou o pecador”! Ele admite que merece juízo, mas lança-se à esperança da graça de Deus e da misericórdia do Pai, suas únicas riquezas nesse momento!

Observe que ele não apresenta boas obras. Não cita nenhum mérito. Apenas confessa sua condição e clama por misericórdia. E é exatamente isso que Deus espera de um coração quebrantado.

Dois oram, mas somente um é feito justo

“Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.” (Lucas 18:14)

Aqui está o grande choque da parábola: O publicano — o pecador, o traidor, o corrupto — é quem desce justificado. Isso significa que Deus o declara justo, perdoa seus pecados e o recebe pela graça, mediante a fé que ele demonstrou. Por quê? Porque ele se humilha diante do Senhor. Reconhece que Deus é o seu Salvador!

O fariseu, apesar de suas práticas religiosas, desce não justificado. É alguém orgulhoso da própria justiça, mas espiritualmente morto.

Jesus encerra com um princípio eterno que temos de ter em mente todos os dias:

  • Quem se exalta diante de Deus será humilhado. Isso significa que o orgulhoso não tem lugar na presença de Deus. Por isso, cairá e não se levantará!
  • Quem se humilha diante de Deus será exaltado. Isso significa que o humilde reconhece seu lugar e reconhece a Deus, que o honra! Ele será erguido pelo Senhor, porque o Senhor é gracioso e cheio de misericórdia!

A justiça própria fecha as portas do céu; A humildade e a fé abrem o coração de do Senhor.

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