Parábola do servo bom e servo mau verso por verso

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta |
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Você Pergunta: Presbítero, não consigo compreender bem aquela parábola do servo bom e do servo mau. Nela, Jesus apresenta um servo que age de forma maligna, mas, mesmo assim, o chama de servo e o condena no final. Será que isso tem a ver com a perda da salvação? Explique para nós em detalhes; será uma bênção esse aprendizado.

Em praticamente todas as parábolas que Jesus conta existe um contexto que sustenta o ensino principal. A parábola do servo bom e do servo mau não aparece “solta” no Evangelho; ela nasce dentro de um assunto bem definido: o final dos tempos e a segunda vinda de Cristo

Jesus vinha alertando que sua volta seria repentina, surpreendendo quem vive como se o tempo fosse infinito. Por isso, Ele ordena vigilância: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mateus 24:42).

Nesse cenário, Jesus quer mostrar como seus servos devem agir enquanto aguardam o retorno do Senhor. Ao mesmo tempo, Ele revela como alguns agirão de maneira totalmente equivocada e, com isso, acabarão mostrando quem realmente são. 

A parábola, então, não é apenas sobre “trabalho na obra de Deus”, mas sobre caráter, fidelidade e a realidade do juízo que virá sem aviso prévio.

O servo fiel e prudente e a responsabilidade na obra

“Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo?” (Mateus 24:45)

Aqui Jesus faz uma pergunta que Ele mesmo responderá em seguida. Ele apresenta um “servo fiel e prudente”, e isso aponta, de modo especial, para líderes e pessoas colocadas por Cristo com responsabilidades maiores em sua obra. 

Esse servo recebeu uma missão: cuidar dos “conservos”, ou seja, de outros servos, alimentando-os e conduzindo-os de forma adequada.

O “sustento” é uma figura rica: lembra provisão, cuidado, direção e alimento espiritual, tudo dado “a seu tempo”, no tempo certo, por Deus e segundo a vontade do Senhor. 

E repare: o servo fiel não trabalha sozinho nem para si mesmo. Ele trabalha para o Senhor e em favor do povo do Senhor. Essa é a marca da fidelidade: ser responsável e fazer o que Deus manda!

A bem-aventurança de ser achado fiel quando o Senhor voltar

Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim” (Mateus 24:46)

Agora Jesus mostra como deseja encontrar seus servos quando voltar. Ele quer encontrá-los “fazendo assim”: trabalhando, cuidando, servindo, perseverando, com fidelidade e prudência, junto de outros conservos. 

Não é um elogio à agitação vazia, mas à constância. O servo fiel não vive de aparência; vive de dever diante de Deus.

E Jesus chama esse servo de “bem-aventurado”. Ou seja, apesar do trabalho às vezes ser árduo, existe uma felicidade sólida, alicerçada no Senhor.

A alegria do servo fiel não depende de aplauso, de cargo, nem de reconhecimento humano. Ele é feliz porque está no lugar certo: servindo ao seu Senhor enquanto aguarda sua vinda.

Fidelidade hoje, confiança maior no reino

“Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens.” (Mateus 24:47)

A fidelidade do servo traz bênçãos grandiosas. Ele já é bem-aventurado por servir ao Senhor, mas ainda terá sua recompensa ampliada. “Confiar todos os bens” mostra, de forma figurada, como os servos do Senhor estarão com Ele em seu reino, desfrutando de vida abençoada em grande medida.

Aqui aprendemos algo importante: a Bíblia não trata a fidelidade como “moeda de troca”, mas como evidência de pertencimento. O servo fiel demonstra, no presente, que ama e teme o Senhor; e no futuro, experimentará de modo pleno a herança prometida.

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Como alguém pode ser servo e mau ao mesmo tempo?

“Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se,” (Mateus 24:48).

Esse verso confunde muita gente: “como alguém pode ser servo e mau ao mesmo tempo?” A resposta é simples, ainda que séria: ele parecia servo, mas foi desmascarado. O texto já o define: “sendo mau”. 

Isso aponta para alguém não convertido, alguém que convive com o ambiente do serviço, com o povo de Deus e com funções, mas sem temor verdadeiro do Senhor.

Repare no que acontece: quando ele imagina que o Senhor “demora-se”, o coração real aparece. A espera, que deveria produzir vigilância, nele produz relaxamento moral. 

Ele não considera o Senhor, não teme o Senhor. Esse tipo de “servo” representa pessoas que aparentam ser corretas e até úteis por um tempo, mas cuja maldade acaba vindo à tona em algum momento. A demora não cria a maldade; apenas revela o que já estava dentro.

Será que isso fala de perda da salvação? Pelo rumo do texto, Jesus não descreve alguém que foi regenerado e depois perdeu a vida eterna, mas alguém que nunca foi de fato fiel por dentro, mas apenas vestia a “roupa do serviço”.

Violência contra os companheiros e prazer no pecado

“e passar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com ébrios,” (Mateus 24:49)

Se esse servo não respeita o seu senhor, por que respeitaria os companheiros? O desprezo por Deus sempre transborda em desprezo pelo próximo. 

Ele se revela perseguidor, abusivo, injusto. Ao mesmo tempo, abandona a obra e mostra que seu “serviço” tinha interesse: serviu por algum tempo, mas agora se entrega ao que ama de verdade.

Jesus descreve sua companhia: “ébrios”. Isso aponta para prazer no pecado, moral distorcida, vida manchada. Não é um tropeço ocasional; é um estilo de vida que denuncia o coração. O servo mau troca o cuidado pelos outros por agressão, e troca a vigilância pelo banquete do pecado.

A chegada repentina e o juízo sem aviso prévio

“virá o senhor daquele servo em dia em que não o espera e em hora que não sabe” (Mateus 24:50)

Aqui Jesus coloca a realidade diante dos olhos: por mais que o servo mau pense que o senhor demora, ele não controla o tempo. O Senhor chega de repente. E então o servo é encontrado exatamente como vive: sem temor, sem fidelidade, sem vigilância.

Esse verso reforça o que Jesus já havia dito sobre a necessidade de vigiar. A segunda vinda de Cristo será uma realidade incontornável, e o juízo não virá com “pedido de licença”. 

O servo mau é pego em flagrante; e o flagrante mostra a verdade: aquele que parecia trigo, era joio; aquele que parecia servo, era maligno.

O castigo, os hipócritas e o choro e ranger de dentes

“e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes” (Mateus 24:51)

Haverá consequências. O servo bom e fiel será recompensado, mas o que parecia servo e era mau será penalizado duramente. Jesus diz que ele terá “a sorte com os hipócritas”. 

A hipocrisia aqui não é “um defeito pequeno”, mas uma vida dupla: aparência de devoção e coração longe de Deus. O destino dos hipócritas representa o destino dos ímpios, recebendo o juízo do Senhor.

E a expressão “choro e ranger de dentes” é uma figura forte de sofrimento e de momentos terríveis que começarão a partir dali. 

A parábola é dura, mas também é um chamado de misericórdia: ainda há tempo de abandonar a aparência e buscar um coração fiel. Hoje podemos ser servos bons e prudentes, viver em vigilância e escapar desse acerto de contas.

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