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Vende-se! Quer pagar quanto?

Por André Sanchez

pessoas se vendendo, desonestidade [1]

Olhe ao seu redor. Por todo lado vemos placas propondo a venda de produtos e serviços. Numa sociedade capitalista, que precisa fazer girar a economia para gerar renda para as pessoas, isso é até certo ponto normal. Mas será que na sociedade existem apenas placas propondo a venda de produtos e serviços?

Olhe novamente ao redor.Mas desta vez olhe mais acuradamente. Por todo lado vemos placas de pessoas “vendendo” a si mesmas. O ser humano tem colocado a venda os seus valores, a sua moral, a sua fé, a sua família, os seus desejos, os seus sonhos…

Meninos e meninas vendem sua virgindade, sua pureza em troca da aceitação da sociedade, de agradar o grupo, ou mesmo em troca do prazer momentâneo. Maridos vendem a sua fidelidade em troca de aventuras extraconjugais, de prazer. Homens e mulheres vendem a pureza do seu coração e dos seus olhos por um sonho pornográfico que permitem povoar suas mentes. Mulheres vendem seus corpos nas ruas em troca de um assovio, um elogio ou uma virada de olhos dos homens.

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Profissionais dentro das empresas vendem a sua ética em troca de maiores cargos, de maiores salários, de um pouco mais de poder e de dinheiro. Patrões vendem a sua honestidade em troca de um faturamento maior através da corrupção. Funcionários vendem a verdade e a honestidade colocando o cachorro como dependente do Imposto de Renda em troca de mais dinheiro na conta corrente.

Pessoas vendem a verdade em troca de uma solução rápida para um problema, de uma “dura” a menos do chefe, ou em troca de ficarem bem com todos. Vendem o que é correto em troca do “jeitinho brasileiro” que soluciona todas as demandas.

Integrantes da mesma família vendem a paz, o amor e a união em troca de benefícios egoístas e vantajosos para si, mesmo que os outros sejam prejudicados. Famílias vendem seu tempo para ficar juntos por alguns trocados a mais no final do mês. Pais vendem a sua responsabilidade de educar os filhos e a terceirizam a outros. Filhos vendem a honra que deveriam dar aos pais em troca da liberdade oferecida pelo mundo.

Vendas, vendas e mais vendas são feitas todos os dias…

Apesar de não vermos escancaradamente, as pessoas estão cheias de placas de “vende-se” em si mesmas. Você, por acaso, teria também uma placa desse tipo presa em você? Que tipo de “venda” de si mesmo você tem feito?

Não convém nos vendermos por tão pouco! Torne os seus valores, a sua fé, a sua família, a verdade, a dignidade, a pureza, o amor, inegociáveis. Lute e defenda-os. Arranque a placa de “vende-se” do seu peito!

No passado o povo de Israel também colocou placas de “vende-se” em si mesmos, negociando os seus valores, “lucrando” com o que desagradava a Deus e fazendo o que é mal. Deus não se agradou deles!

“…e venderam-se para fazer o que era mau perante o SENHOR, para o provocarem à ira. Pelo que o SENHOR muito se indignou contra Israel” (2Rs 17. 17-18)

Eu não estou à venda, e você?