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As crianças são uma grande escola

Por André Sanchez

ensino, crianças, malícia, ensino [1]A Bíblia diz muito a respeito do aprendizado que as crianças podem nos proporcionar. A Bíblia usa as crianças para ensinar os adultos tanto o que se deve quanto o que não se deve fazer. Numa sociedade cada vez mais maligna, cada vez mais “adulta”, talvez um dos caminhos da melhora seja estudarmos na escola onde as crianças sejam os professores.

Começando com as recém-nascidas, Deus nos ensina como devemos agir com relação às coisas espirituais. “desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação”(1 Pe 2:2). Que maravilhosa é a vontade de viver das crianças! Elas choram, gritam, fazem o que for preciso, com todas as suas forças, para ter o seu alimento e crescer. Um bom exemplo de como devemos buscar a Deus e o alimento espiritual.

Uma das características dos primeiros anos de vida é a total falta de malícia. Como é bom ver a pureza de uma criança, sua simplicidade. Pena que logo vai embora quando começamos a nos tornar adultos. O desafio é trazer de volta os tempos sem malícia maldosa. “Irmãos, não sejais meninos no juízo; na malícia, sim, sede crianças; quanto ao juízo, sede homens amadurecidos.” (1 Co 14:20)

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O salmista olhou para uma criança e aprendeu a descansar nos braços de Deus como nos braços da mãe. Que característica fascinante! Descansar plenamente, sem ansiedades e temores. “Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo.” (Sl 131:2)

Salomão usou a humildade de uma criança na sua oração a Deus, reconhecendo sua necessidade da sabedoria vinda do Pai que cuida de suas crianças. “Agora, pois, ó SENHOR, meu Deus, tu fizeste reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai; não passo de uma criança, não sei como conduzir-me.” (1 Reis 3:7)

As crianças também têm algumas características próprias da idade que não são coisas boas a imitarmos. Por exemplo, pela sua pouca experiência de vida tem um modo de pensar superficial, mais instintivo que racional. Paulo se entristeceu diante da igreja de Corinto, pois eles estavam vivendo uma eterna infância no quesito crescimento espiritual e mental. “Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo.” (1 Co 3:1)

As crianças são também facilmente enganadas, pois não tem malícia e entendimento dos perigos deste mundo. Com relação a isso somos orientados a crescermos no entendimento dos perigos que nos rondam para não sermos pegos por eles. “para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.” (Efésios 4:14)

Certamente as crianças são para os que as observa uma grande escola. Encontramos nelas coisas a imitarmos e coisas a evitarmos. Elas nos ensinam de todos os modos, com todas as suas atitudes. Talvez a característica de nos mostrar ensinos tão importantes tenha motivado Jesus a dizer aos seus discípulos: “Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele.” (Lc 18. 17)