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Eu não quero falar em línguas!

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Por André Sanchez
Não quero aqui desprezar aqueles que falam em línguas pelo mundo afora, nas TVs, nos púlpitos das igrejas e em outros lugares, mas vamos ser sinceros, a coisa virou uma verdadeira “farra do boi”. Para muitos, falar em línguas virou um sinal para evidenciar se a pessoa é ou não espiritual, se tem ou não a presença do Espírito Santo (base bíblica para isto não existe).


Quanto a mim, vou ser sincero: Não quero falar em línguas! Tenho o Espírito Santo em minha vida e sou um homem dedicado a Deus e ao reino, mas não vou falar em línguas. Poderia até falar, tenho plenas condições para isto, mas não vou subir ao púlpito de minha igreja e ficar falando algo que ninguém entende, que só glorifica a mim mesmo e que não acrescenta nada ao reino de Deus e ao Corpo de  Cristo! [E muito menos ao trabalho de evangelização]

Se é pra buscar algum dom para evidenciar a presença de Deus, vou buscar o dom para levar a Palavra de Deus aos perdidos, vou buscar o dom de apresentar a Cristo, o nosso salvador, a nossa boa notícia, aos sem esperança; vou buscar o dom de servir ao meu próximo, vou buscar o dom de orar pelos que ainda não conhecem a Deus, vou buscar o dom de exercitar a fé independente de circunstâncias, vou buscar o dom de ser um testemunho vivo para as pessoas…
Nada contra o dom de línguas, mas como Paulo “prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua.” (1 Co 14. 19)
Os dons foram feitos e dados com o objetivo de servirmos ao próximo e ao Corpo de Cristo. É estranho como alguns dons (?) tem sido usados para engrandecimento do homem, ou para destacá-lo como maior e melhor em meio a multidão. O dom de línguas é um deles. Tem sido usado de forma anti-bíblica e tem trazido glória àqueles que o tem, e não a Deus e ao Corpo de Cristo.
Só pra lembrar, Paulo viu a necessidade de disciplinar o uso deste dom, que estava sendo usado erroneamente na igreja de Corinto, veja:
“No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete. Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus.” (1 Co 14. 27-28)

Por isso, vale lembrar: “procurai, com zelo, os melhores dons.” (1 Co 12. 31)