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Homens e instituições sendo glorificados pelos milagres

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Por André Sanchez
É muito comum atualmente vermos religiosos se gabando dos milagres que acontecem em seus templos. Religiosos que estão conquistando fama e poder as custas de exibições de milagres através de suas mãos e de suas poderosas instituições. O milagre  tem servido para demonstrar o poder que determinada igreja ou que determinado líder tem.
As pessoas, em grande quantidade, são atraídas pelo marketing realizado as custas de milagres e da psicologia religiosa de convencimento. Sempre existe um lugar que é mais poderoso, mais forte; sempre existe um homem mais poderoso do que outro; sempre existe um lugar onde Deus age mais fortemente; sempre existe um dia, onde os milagres serão maiores ou onde a presença do “homem de Deus” será a diferença.
Existe um grande problema com todas estas questões: A quem os milagres devem glorificar? E, a quem os milagres tem glorificado atualmente?
Apesar do esforço de alguns para [maquear] a glorificação do homem e da instituição, a grande realidade é que uma boa parte dos líderes religiosos e suas mega-instituições é que estão sendo glorificados com os milagres apresentados ali e não Deus.
Apesar das palavras: palmas pra Jesus, dê um grito de júbilo a Jeová, levante as mãos e glorifique, Deus é quem faz…não vemos um culto onde Deus é o centro. Determinam a Deus, marcam datas específicas para que Deus aja, criam objetos pelos quais Deus deve agir. Definitivamente estão glorificando o homem e não a Deus!
Os milagres deveriam glorificar a Deus e não ao homem e suas instituições. O milagre ocorre no campo sobrenatural, e esse campo é de Deus e não do homem. Pela fé o homem recebe milagres imerecidos de Deus, pela fé e não por causa do líder fulano ou da igreja beltrana.
É, no mínimo, infantilidade, crer que Deus só atua onde determinado homem está ou onde determinada instituição tem seus alicerces. Da mesma forma é infantilidade crer que se pode determinar, comprar e barganhar com Deus. Isso equivale a rebaixar a Deus e exaltar o homem.
Esse assunto gerou uma repreensão de Paulo aos coríntios. Eles estavam em disputa, buscando quem seria o melhor e mais poderoso dos homens que poderiam “adorar”:  Paulo ou Apolo? Paulo não deixou por menos: “Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens?” (1 Co 3. 4)
Paulo continua: “Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.” (1 Co 3. 5-7)
Ah se os líderes de hoje tivessem a visão que Paulo tinha! Barrou de cara a atitude dos crentes que se apoiavam em figuras humanas e os direcionou a se apoiarem e a glorificarem totalmente [e somente] a Deus. Líderes das mega-igrejas, vejam o exemplo de Paulo!
Não me admiro ao ver templos cheios. Estão cheios de caçadores de milagres, de idólatras de homens, de menosprezadores de Deus, de bajuladores de falsos profetas, de quem procura homens-deuses e não o Deus Todo-Poderoso, que é onisciente (sabe todas as coisas), onipresente (está em todos os lugares) e onipotente (pode todas as coisas). 
Deus é tudo isto e muito mais, por isso é Ele e não o homem que deve ser glorificado através dos milagres!